04 02 Jo 20, 11-18 Terça Maria Madalena foi anunciar que viu o Senhor

04 02 Jo 20, 11-18 Terça Maria Madalena foi anunciar que viu o Senhor

SHALOM !!!🙏🔥🌻QUEM COMO DEUS! NINGUÉM COMO DEUS! on X: "⏰1 MIN C/DEUS  ☁BOA TARDE ! FELIZ PÁSCOA 🐇!CRISTO RESSUSCITOU ALELUIA ALELUIA!!! Vms  JTOS✊LER E REFLETIR NO❤O Q JESUS DIZ HJ NO EVANGELHO📖Jo

EVANGELHO Jo 20, 11-18

«Vi o Senhor e disse-me…»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, Maria Madalena estava a chorar junto do sepulcro. Enquanto chorava, debruçou-se para dentro do sepulcro e viu dois Anjos vestidos de branco, sentados, um à cabeceira e outro aos pés, onde estivera deitado o corpo de Jesus. Os Anjos perguntaram a Maria: «Mulher, porque choras?» Ela respondeu- lhes: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram». Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, sem saber que era Ele. Disse-lhe Jesus: «Mulher, porque choras? A quem procuras?» Pensando que era o jardineiro, ela respondeu-Lhe: «Senhor, se foste tu que O levaste, diz-me onde O puseste, para eu O ir buscar». Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela voltou-se e respondeu em hebraico: «Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!» Jesus disse-lhe: «Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai. Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que vou subir para o meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus». Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: «Vi o Senhor». E contou-lhes o que Ele lhe tinha dito.

Palavra da salvação. 

Reflexão sobre o Encontro de Maria Madalena com Jesus Ressuscitado

O Evangelho de João relata o comovente encontro de Maria Madalena com Jesus após a ressurreição. Ao chegar ao sepulcro e encontrar a pedra removida, Maria é tomada pela aflição, mas é surpreendida pela presença de dois anjos que a questionam: “Porque choras?”.

Nesse momento de desespero, Maria se depara com Jesus, mas sem reconhecê-lo, pensando ser o jardineiro. Jesus a interpela, perguntando: “Quem procuras?”. Somente quando Jesus a chama pelo nome, Maria o reconhece e exclama: “Mestre!”.

Este encontro íntimo entre Maria e Jesus ressuscitado ilustra a profundidade do amor de Deus e Sua capacidade de nos reconhecer individualmente. Assim como Maria, muitas vezes buscamos a presença de Jesus em nossas vidas, mas nem sempre O reconhecemos de imediato.

Ao ouvir seu nome pronunciado pela voz divina, Maria encontra paz e alegria. Da mesma forma, quando nos voltamos para Jesus e reconhecemos Sua presença em nossas vidas, somos preenchidos com uma alegria indescritível.

Além disso, o encontro de Maria com Jesus ressuscitado não é apenas uma experiência pessoal, mas uma missão a ser compartilhada. Maria corre para anunciar aos discípulos: “Vi o Senhor!”. Da mesma forma, somos chamados a testemunhar o amor de Cristo aos outros, espalhando a boa notícia da ressurreição.

Que possamos, como Maria Madalena, encontrar a presença viva de Jesus em nossas vidas e sermos testemunhas credíveis do Seu amor e misericórdia.

Oração

Senhor Jesus, que em Sua ressurreição revelou Seu amor e poder sobre a morte, conceda-nos a graça de reconhecê-Lo em nossas vidas e testemunhar Sua presença aos outros. Capacite-nos a proclamar com alegria: “Vi o Senhor!”, e a compartilhar Sua mensagem de salvação com o mundo. Amém.

04  01 Mt 28, 8-15 Segunda Aparição às Santas Mulheres

04  01 Mt 28, 8-15 Segunda Aparição às Santas Mulheres
«Ide avisar os meus irmãos que devem ir para a Galileia» Mt 28, 8-15 

. Matriz de São Francisco de Assis - Evangelho (Mt 28,8-15) — O Senhor esteja  convosco. — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus  Cristo + segundo Mateus. —

EVANGELHO

Naquele tempo, Elas afastaram-se prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos. Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés. Disse-lhes Jesus: Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão. Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes. Reuniram-se estes em conselho com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes: Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis. Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades. Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E esta versão é ainda hoje espalhada entre os judeus.

.

REFLEXÃO 

O relato da ressurreição de Jesus nos evangelhos é um momento de profunda transformação e esperança para os seguidores de Cristo. No entanto, também revela as reações diversas diante do evento e os esforços para negar sua veracidade.

As mulheres, Maria de Magdala e a outra Maria, são as primeiras testemunhas do túmulo vazio. Recebem do anjo a mensagem de que Jesus ressuscitou e são instruídas a comunicar aos discípulos a boa nova. Este encontro com o anjo marca o início de uma nova relação entre Deus e a humanidade, inaugurada pela ressurreição de Jesus.

Por outro lado, os líderes religiosos, confrontados com o túmulo vazio, tentam desmentir o ocorrido. Oferecem aos soldados uma soma em dinheiro para propagarem a mentira de que os discípulos haviam roubado o corpo de Jesus. Esta tentativa de negação revela o conflito entre a verdade da ressurreição e os interesses políticos e religiosos da época.

O verdadeiro sinal da ressurreição não está apenas na ausência do corpo de Jesus no túmulo, mas na transformação interior dos discípulos. De tristes e temerosos, eles se tornam cheios de alegria e vivem a notícia da ressurreição de forma íntima e profunda. Esta experiência  condu-los  a uma comunhão de vida com Deus e a uma nova fraternidade na Igreja, testemunhando ao mundo a presença viva de Cristo.

A ressurreição de Jesus Cristo não é apenas um evento histórico, mas o ponto central da fé cristã. É a garantia da vida eterna e a base de nossa esperança. Sem ela, nossa fé seria vazia. Portanto, celebremos com alegria a ressurreição de Cristo, renovando nossa fé e nosso compromisso com Ele.

Oração

Ó Deus, Pai de bondade, concedei-nos a graça de vivermos sempre na luz da ressurreição de Jesus Cristo. Que possamos testemunhar ao mundo a esperança e a alegria que encontramos em sua vitória sobre a morte. Fortalecei nossa fé e nossa comunhão com Cristo, para que possamos viver de acordo com o Evangelho. Amém.

03 25 O poder da imagem – Sexta Feira Santa

INTERPRETAÇÃO

Ora bem, a primeira coisa que parece, é que na batalha que se trava ainda no céu, o demónio sobrepõe-se aos anjos guardiães. (Quantas vezes a nossa esperança se apaga, porque não cremos que Deus, com o Seu Poder, virá sempre em socorro dos Seus.?) Ao redor da Cruz, o que mais impressiona é o caos instalado, naquele amontoado de demónios que A cercam. Todos se empenham em atingir a N. Senhor, porque, ao contrário do fruto das suas ações que carregam nas mãos – cabeças degoladas; a destruição e a morte- não obtiveram porém, nem um pedaço do Corpo de Jesus. Estão tão raivosos por isso, que não atentam para a multidão – um povo santificado, que está contemplando o Seu Senhor, reconhecendo-O como seu Soberano, ainda que pregado no Madeiro. Não atentam, nem ensaiam misturar-se com ela. Sabem que, se destruírem a Cabeça, a multidão estará de novo sujeita ao seu domínio. Mas, em vão, são os seus esforços; o Amor de Cristo, protege-a agora, e o demónio, nunca mais terá poder , contra os filhos de Deus. (Cristina)

03 24 “Serai-je moi ?”


PRIÈRE INITIALE :.

Esprit Saint, nous avons besoin de Toi pour entrer dans cette prière et dans cette Semaine Sainte qui commence maintenant. Il m’a fallu beaucoup de temps pour commencer à lire l’Évangile d’aujourd’hui. C’était comme si une énorme vague s’approchait et que je n’étais pas prêt à la recevoir ! Ce sont des passages d’une grande intensité, dureté, cruauté… En même temps, ils sont le reflet d’un amour qui déborde et d’une beauté cachée, que seuls ceux qui se laissent inviter par Toi à partager de près Tes derniers moments peuvent saisir !

PAROLE DE DIEU Dans le silence, accueillons l’Évangile de la Passion selon Marc 14, 1 à 15, 47. Il restait deux jours avant la fête de la Pâque et des pains sans levain, et les chefs des prêtres et les scribes cherchaient un moyen de s’emparer de Jésus par ruse pour le faire mourir. Mais ils disaient : “Pas pendant la fête, pour qu’il n’y ait pas d’émeute parmi le peuple”. (…) Le soir étant venu, Jésus arriva avec les Douze. Pendant qu’ils étaient à table et qu’ils mangeaient, Jésus dit : “En vérité, je vous le dis, l’un de vous, qui mange avec moi, me trahira”. Ils commencèrent à s’attrister et à lui dire l’un après l’autre : “Serai-je moi ?” Jésus leur répondit : “C’est l’un des Douze, celui qui met la main avec moi dans le plat. (…) Ils chantèrent des psaumes et partirent pour le mont des Oliviers. Jésus leur dit : “Vous me trahirez tous, comme il est écrit : ‘Je frapperai le berger, et les brebis seront dispersées’. Mais après que je serai ressuscité, je vous précéderai en Galilée”. Pierre lui dit : “Même si tous te trahissent, je ne le ferai pas”. Jésus lui répondit : “En vérité, je te le dis, aujourd’hui, cette nuit même, avant que le coq chante deux fois, tu me renieras trois fois”. (…) Les chefs des prêtres portaient contre lui de nombreuses accusations. Pilate l’interrogea de nouveau : “Tu ne réponds rien ? Regarde de combien de choses ils t’accusent”. Mais Jésus ne répondit rien, de sorte que Pilate était étonné. (…) Pilate demanda : “Voulez-vous que je vous relâche le roi des Juifs ?” Il savait que les chefs des prêtres l’avaient livré par jalousie. (Ils) excitèrent la foule pour qu’il leur relâche plutôt Barabbas. (…) Ils emmenèrent alors Jésus pour le crucifier. Ils réquisitionnèrent un homme qui passait, venant des champs, pour porter la croix (…) Et ils emmenèrent Jésus au lieu appelé Golgotha, ce qui signifie le lieu du Crâne. Ils voulaient lui donner du vin mélangé de myrrhe, mais il ne le voulut pas boire. Ensuite, ils le crucifièrent.

INDICATIONS POUR LA PRIÈRE

À plusieurs moments de ce récit, Jésus, nous voyons clairement l’intention de faire le mal, de trahir et de tuer, nous voyons l’envie qui était dans le cœur et les actions des gens, nous voyons la fragilité de ceux qui disent t’aimer puis t’abandonner, te nier et se disperser. Cela nous coûte de voir cela, mais cette tendance est dans notre cœur, parfois plus clairement, parfois plus discrètement. Et nous nous demandons comme Judas : “Serais-je moi ?” Nous te voyons répondre aux accusations et jugements avec silence et sérénité, répondant à la colère et à l’hostilité par le pardon, à la trahison et au déni par la tendresse et la miséricorde.

PRIÈRE FINALE Jésus, montre-nous la vérité de nos mauvaises intentions et, en même temps, l’amour avec lequel tu nous aimes, nous accueilles et assumes tout cela. Laisse-nous être aimés ! Fais-nous expérimenter qu’il n’y a aucun mal qui ne puisse être surmonté par ton amour.

03 31 Jo 20, 1-9  Domingo  Maria Madalena , Pedro e João testemunhas da ressurreição de Cristo

Evangelho Jo 20, 1-9


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. João
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro¬. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro:¬ viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
Palavra da Salvação.

REFLEXÃO

O Evangelho de João 20:1-9 apresenta -nos uma narrativa emocionante e surpreendente. Logo no início, somos apresentados à personagem de Maria Madalena, que vai ao túmulo de Jesus logo cedo e encontra a pedra que cobria a entrada do túmulo removida. Ela fica preocupada e corre para avisar Pedro e João, que também vão ao túmulo verificar o que aconteceu.

Ao chegarem lá, João vê o lençol que cobria o corpo de Jesus dobrado e colocado à parte, o que o leva a crer que Jesus realmente tinha ressuscitado. Pedro também entra no túmulo e vê a mesma cena, mas sua reação é de perplexidade e não de fé.

Essa diferença de reação entre João e Pedro pode ser interpretada como uma diferença de níveis de fé e de compreensão das Escrituras. João, por sua experiência pessoal com Jesus e por sua proximidade com Ele, tinha uma fé mais profunda e uma compreensão mais clara do que estava acontecendo. Já Pedro, apesar de ser um líder importante entre os apóstolos, ainda não havia atingido esse mesmo nível de compreensão e fé.

O Evangelho de João também nos mostra como a fé pode se manifestar de diferentes formas. Maria Madalena, por exemplo, acredita que o corpo de Jesus tenha sido roubado, mas mesmo assim corre para avisar os outros apóstolos. Pedro e João têm reações diferentes ao verem o túmulo vazio, mas ambos mostram uma disposição para buscar a verdade e compreender o que aconteceu.

Essa busca pela verdade e pela compreensão mais profunda é um tema recorrente em todo o Evangelho de João. O autor quer que seus leitores acreditem que Jesus é o Filho de Deus e que, ao acreditar, tenham a vida eterna. Essa crença não é baseada em evidências materiais ou em argumentos lógicos, mas sim em uma experiência pessoal com Jesus e em uma abertura para a ação do Espírito Santo.

Em resumo, o Evangelho de João 20:1-9 apresenta – nos uma narrativa emocionante e cheia de significado sobre a ressurreição de Jesus. Mostra-nos como a fé se pode manifestar de diferentes formas e como a busca pela verdade e pela compreensão mais profunda é importante para a vida cristã. Por fim, convida-nos a acreditar em Jesus como o Filho de Deus e a ter a vida eterna por meio dessa crença.

ORAÇÃO

Ó Deus, que na mensagem do Apóstolo João nos revelastes os mistérios do vosso Verbo, concedei-nos a graça de compreendermos e amarmos as maravilhas que Ele nos fez conhecer.

03 30 Mc 16, 1-7  Sábado «Jesus de Nazaré, o Crucificado, ressuscitou»(missa da vigilia)



EVANGELHO Mc 16, 1-7
«Jesus de Nazaré, o Crucificado, ressuscitou»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Depois de passar o sábado,
Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé
compraram aromas para irem embalsamar Jesus.
E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo,
chegaram ao sepulcro ao nascer do sol.
Diziam umas às outras:
«Quem nos irá revolver a pedra da entrada do sepulcro?».
Mas, olhando, viram que a pedra já fora revolvida;
e era muito grande.
Entrando no sepulcro,
viram um jovem sentado do lado direito,
vestido com uma túnica branca,
e ficaram assustadas.
Mas ele disse-lhes: «Não vos assusteis.
Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado?
Ressuscitou: não está aqui.
Vede o lugar onde O tinham depositado.
Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro
que Ele vai adiante de vós para a Galileia.
Lá O vereis, como vos disse».


Palavra da salvação.

REFLEXÃO


Neste trecho do Evangelho segundo São Marcos, somos levados ao momento crucial da ressurreição de Jesus Cristo. Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé, mulheres fiéis e corajosas, dirigem-se ao sepulcro de Jesus para embalsamá-lo. No entanto, são surpreendidas ao encontrar a pedra que cobria a entrada já revolvida, e dentro do sepulcro, um jovem vestido com uma túnica branca. O anjo conforta as mulheres, dizendo-lhes para não temerem, pois Jesus, o Crucificado, ressuscitou. Ele lhes dá a missão de anunciar aos discípulos e a Pedro que Jesus os precedeu para a Galileia, onde o encontrarão.

Este evento representa não apenas a vitória sobre a morte, mas também a promessa cumprida de Jesus. Sua ressurreição é a prova definitiva de sua divindade e do poder redentor de Deus. A mensagem do anjo é de alegria e esperança, pois anuncia a continuidade da obra de Jesus e a certeza da vida eterna para aqueles que creem nele.

Assim, somos chamados a nos alegrar e a proclamar com fervor que “Jesus de Nazaré, o Crucificado, ressuscitou”. Que essa boa notícia ressoe em nossos corações e que possamos compartilhá-la com o mundo, testemunhando a esperança e o amor que Cristo nos oferece. Amém.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, celebramos tua ressurreição, fonte de esperança e vida eterna. Que a vossa vitória sobre a morte fortaleça nossa fé e renove nossas esperanças. Que possamos encontrar-vos  vivo em nossas vidas, guiando-nos e fortalecendo-nos. Dá-nos coragem para proclamar vossa ressurreição e viver segundo vossos  ensinamentos de amor e misericórdia. Que  a vossa luz nos conduza pelos caminhos da verdade e da vida. Amém.

03 29 Jo 18, 1-19, 42 Sexta  A Paixão de Cristo

Reflexão da Rádio Maria sobre Sexta Feira Santa

EVANGELHO Jo 18, 1 __ 19, 42

N Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São João
Naquele tempo,
Jesus saiu com os seus discípulos
para o outro lado da torrente do Cedron.
Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos.
Judas, que O ia entregar, conhecia também o local,
porque Jesus Se reunira lá muitas vezes
com os discípulos.
Tomando consigo uma companhia de soldados
e alguns guardas,
enviados pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus,
Judas chegou ali, com archotes, lanternas e armas.
Sabendo Jesus tudo o que Lhe ia acontecer,
adiantou-Se e perguntou-lhes:
J «A quem buscais?».
N Eles responderam-Lhe:
R «A Jesus, o Nazareno».
N Jesus disse-lhes:
J «Sou Eu».
N Judas, que O ia entregar, também estava com eles.
Quando Jesus lhes disse: «Sou Eu»,
recuaram e caíram por terra.
Jesus perguntou-lhes novamente:
J «A quem buscais?».
N Eles responderam:
R «A Jesus, o Nazareno».
N Disse-lhes Jesus:
J «Já vos disse que sou Eu.
Por isso, se é a Mim que buscais,
deixai que estes se retirem».
N Assim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito:
«Daqueles que Me deste, não perdi nenhum».
Então, Simão Pedro, que tinha uma espada,
desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita.
O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro:
J «Mete a tua espada na bainha.
Não hei de beber o cálice que meu Pai Me deu?».
N Então, a companhia de soldados,
o oficial e os guardas dos judeus
apoderaram-se de Jesus e manietaram-n’O.
Levaram-n’O primeiro a Anás,
por ser sogro de Caifás,
que era o sumo sacerdote nesse ano.
Caifás é que tinha dado o seguinte conselho aos judeus:
«Convém que morra um só homem pelo povo».
Entretanto, Simão Pedro seguia Jesus
com outro discípulo.
Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote
e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote,
enquanto Pedro ficava à porta, do lado de fora.
Então o outro discípulo, conhecido do sumo sacerdote,
falou à porteira e levou Pedro para dentro.
A porteira disse a Pedro:
R «Tu não és dos discípulos desse homem?».
N Ele respondeu:
R «Não sou».
N Estavam ali presentes os servos e os guardas,
que, por causa do frio, tinham acendido um braseiro
e se aqueciam.
Pedro também se encontrava com eles a aquecer-se.
Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus
acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
Jesus respondeu-lhe:
J «Falei abertamente ao mundo.
Sempre ensinei na sinagoga e no templo,
onde todos os judeus se reúnem,
e não disse nada em segredo.
Porque Me interrogas?
Pergunta aos que Me ouviram o que lhes disse:
eles bem sabem aquilo de que lhes falei».
N A estas palavras, um dos guardas que estava ali presente
deu uma bofetada a Jesus e disse-Lhe:
R «É assim que respondes ao sumo sacerdote?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Se falei mal, mostra-Me em quê.
Mas, se falei bem, porque Me bates?».
N Então Anás mandou Jesus manietado
ao sumo sacerdote Caifás.
Simão Pedro continuava ali a aquecer-se.
Disseram-lhe então:
R «Tu não és também um dos seus discípulos?».
N Ele negou, dizendo:
R «Não sou».
N Replicou um dos servos do sumo sacerdote,
parente daquele a quem Pedro cortara a orelha:
R «Então eu não te vi com Ele no jardim?».
N Pedro negou novamente,
e logo um galo cantou.
Depois, levaram Jesus da residência de Caifás ao Pretório.
Era de manhã cedo. Eles não entraram no pretório, para
não se contaminarem e assim poderem comer a Páscoa.
Pilatos veio cá fora ter com eles e perguntou-lhes:
R «Que acusação trazeis contra este homem?».
N Eles responderam-lhe:
R «Se não fosse malfeitor, não t’O entregávamos».
N Disse-lhes Pilatos:
R «Tomai-O vós próprios, e julgai-O segundo a vossa lei».
N Os judeus responderam:
R «Não nos é permitido dar a morte a ninguém».
N Assim se cumpriam as palavras que Jesus tinha dito,
ao indicar de que morte ia morrer.
Entretanto, Pilatos entrou novamente no pretório,
chamou Jesus e perguntou-Lhe:
R «Tu és o Rei dos judeus?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «É por ti que o dizes,
ou foram outros que to disseram de Mim?».


N Disse-Lhe Pilatos:
R «Porventura sou eu judeu?
O teu povo e os sumos sacerdotes
é que Te entregaram a Mim.
Que fizeste?».
N Jesus respondeu:
J «O meu reino não é deste mundo.
Se o meu reino fosse deste mundo,
os meus guardas lutariam
para que Eu não fosse entregue aos judeus.
Mas o meu reino não é daqui».
N Disse-Lhe Pilatos:
R «Então, Tu és Rei?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «É como dizes: sou Rei.
Para isso nasci e vim ao mundo,
a fim de dar testemunho da verdade.
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
N Disse-Lhe Pilatos:
R «Que é a verdade?».
N Dito isto, saiu novamente para fora e declarou aos judeus:
R «Não encontro neste homem culpa nenhuma.
Mas vós estais habituados
a que eu vos solte alguém pela Páscoa.
Quereis que vos solte o Rei dos judeus?».
N Eles gritaram de novo:
R «Esse não. Antes Barrabás».
N Barrabás era um salteador.
Então Pilatos mandou que levassem Jesus
e O açoitassem.
Os soldados teceram uma coroa de espinhos,
colocaram-Lha na cabeça
e envolveram Jesus num manto de púrpura.
Depois aproximavam-se d’Ele e diziam:
R «Salve, Rei dos judeus».
N E davam-Lhe bofetadas.
Pilatos saiu novamente para fora e disse:
R «Eu vo-l’O trago aqui fora,
para saberdes que não encontro n’Ele culpa nenhuma».

N Jesus saiu,
trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura.
Pilatos disse-lhes:
R «Eis o homem».
N Quando viram Jesus,
os príncipes dos sacerdotes e os guardas gritaram:
R «Crucifica-O! Crucifica-O!».
N Disse-lhes Pilatos:
R «Tomai-O vós mesmos e crucificai-O,
que eu não encontro n’Ele culpa alguma».
N Responderam-lhe os judeus:
R «Nós temos uma lei
e, segundo a nossa lei, deve morrer,
porque Se fez Filho de Deus».
N Quando Pilatos ouviu estas palavras, ficou assustado.
Voltou a entrar no pretório e perguntou a Jesus:
R «Donde és Tu?».
N Mas Jesus não lhe deu resposta.
Disse-Lhe então Pilatos:
R «Não me falas? Não sabes que tenho poder
para Te soltar e para Te crucificar?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Nenhum poder terias sobre Mim,
se não te fosse dado do alto.
Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado».
N A partir de então, Pilatos procurava libertar Jesus.
Mas os judeus gritavam:
R «Se O libertares, não és amigo de César:
todo aquele que se faz rei é contra César».
N Ao ouvir estas palavras,
Pilatos trouxe Jesus para fora
e sentou-se no tribunal,
no lugar chamado «Lagedo», em hebraico «Gabatá».
Era a Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia.
Disse então aos judeus:
R «Eis o vosso Rei!».
N Mas eles gritaram:
R «À morte, à morte! Crucifica-O!».


N Disse-lhes Pilatos:
R «Hei-de crucificar o vosso Rei?».
N Replicaram-lhe os príncipes dos sacerdotes:
R «Não temos outro rei senão César».
N Entregou-lhes então Jesus, para ser crucificado.
E eles apoderaram-se de Jesus.
Levando a cruz,
Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário,
que em hebraico se diz Gólgota.
Ali O crucificaram, e com Ele mais dois:
um de cada lado e Jesus no meio.
Pilatos escreveu ainda um letreiro
e colocou-o no alto da cruz; nele estava escrito:
«Jesus, o Nazareno, Rei dos judeus».
Muitos judeus leram esse letreiro,
porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado
era perto da cidade.
Estava escrito em hebraico, grego e latim.
Diziam então a Pilatos
os príncipes dos sacerdotes dos judeus:
R «Não escrevas: ‘Rei dos judeus’,
mas que Ele afirmou: ‘Eu sou o Rei dos judeus’».
N Pilatos retorquiu:
R «O que escrevi está escrito».
N Quando crucificaram Jesus,
os soldados tomaram as suas vestes,
das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado,
e ficaram também com a túnica.
A túnica não tinha costura:
era tecida de alto a baixo como um todo.
Disseram uns aos outros:
R «Não a rasguemos, mas lancemos sortes,
para ver de quem será».
N Assim se cumpria a Escritura:
«Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica».
Foi o que fizeram os soldados.
Estavam junto à cruz de Jesus
sua Mãe, a irmã de sua Mãe,
Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto,
Jesus disse a sua Mãe:
J «Mulher, eis o teu filho».
N Depois disse ao discípulo:
J «Eis a tua Mãe».
N E a partir daquela hora,
o discípulo recebeu-a em sua casa.
Depois, sabendo que tudo estava consumado
e para que se cumprisse a Escritura,
Jesus disse:
J «Tenho sede».
N Estava ali um vaso cheio de vinagre.
Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre
e levaram-Lha à boca.
Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou:
J «Tudo está consumado».
N E, inclinando a cabeça, expirou.
N Por ser a Preparação, e para que os corpos
não ficassem na cruz durante o sábado,
– era um grande dia aquele sábado –
os judeus pediram a Pilatos
que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro,
depois ao outro que tinha sido crucificado com ele.
Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto,
não Lhe quebraram as pernas,
mas um dos soldados
trespassou-Lhe o lado com uma lança,
e logo saiu sangue e água.
Aquele que viu é que dá testemunho
e o seu testemunho é verdadeiro.
Ele sabe que diz a verdade,
para que também vós acrediteis.
Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz:
«Nenhum osso Lhe será quebrado».
Diz ainda outra passagem da Escritura:
«hão de olhar para Aquele que trespassaram».
Depois disto, José de Arimateia,
que era discípulo de Jesus,
embora oculto por medo dos judeus,
pediu licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus.
Pilatos permitiu-lho.
José veio então tirar o corpo de Jesus.
Veio também Nicodemos,
aquele que, antes, tinha ido de noite ao encontro de Jesus.
Trazia uma mistura de quase cem libras de mirra e aloés.
Tomaram o corpo de Jesus
e envolveram-no em ligaduras juntamente com os perfumes,
como é costume sepultar entre os judeus.
No local em que Jesus tinha sido crucificado,
havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo,
no qual ainda ninguém fora sepultado.
Foi aí que, por causa da Preparação dos judeus,
porque o sepulcro ficava perto,
depositaram Jesus.
Palavra da salvação.

REFLEXÃO

Transmissão da Rádio Maria sobre sexta feira santa

O Evangelho de São João narra com profunda emoção e detalhes a Paixão de Cristo, destacando a figura do discípulo predileto, João, que testemunhou de perto os últimos momentos de Jesus. João, ao contemplar a maneira como Jesus enfrentou a morte, ressalta sua admiração pela serenidade e consciência divina que o Mestre demonstrou diante do sofrimento iminente.

Jesus, ciente de seu destino, entrega-se livremente à vontade do Pai, demonstrando não ser um mero espectador da sua própria história, mas sim o protagonista, o cumpridor da missão redentora. Mesmo diante da traição de Judas, da negação de Pedro e da condenação injusta, Jesus permanece firme em sua missão, aceitando o cálice do sofrimento com resignação e amor.

Neste relato, somos convidados a contemplar a entrega total de Jesus, que mesmo sendo o Rei dos céus, não se exime do sofrimento humano, enfrentando a cruz por amor a nós. Seu sacrifício não apenas nos redime, mas também nos ensina sobre a verdadeira natureza do amor e da humildade.

Que possamos, ao meditar sobre a Paixão de Cristo, encontrar inspiração para enfrentar nossas próprias cruzes com coragem e confiança, sabendo que Ele está sempre ao nosso lado, sustentando-nos com sua graça divina.

Oremos:

Senhor Jesus Cristo, contemplando tua Paixão, reconhecemos tua entrega total por amor a nós. Concede-nos a graça de seguir teu exemplo de humildade e amor, para que, unidos a ti na cruz, possamos também participar da glória da tua ressurreição. Amém.

03 28 Jo 13, 1-15  Quinta Jesus lava os pés aos Apóstolo

EVANGELHO Jo 13, 1-15
«Amou-os até ao fim»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».

Palavra da salvação.

Reflexão

O sinal pelo qual conhecerão que sois meus discípulos será que vos ameis uns aos outros” (Jo 13,33ss) disse Jesus no decorrer da última ceia. O amor fraterno ou mandamento de Jesus aparece como sinal visível da comunidade cristã. Será o que a identifica perante o mundo.

O lava-pés dos apóstolos por Jesus e a primeira comunhão dos discípulos expressam o serviço, amor e entrega por parte de Cristo, são um convite para que nós façamos o mesmo, em sua memória; O lava-pés e a instituição da Eucaristia, iluminam e dão sentido a toda a vida de Cristo, centrada nessa dupla motivação: amor ao Pai e amor aos homens, seus irmãos, como princípio, meio e fim.

O amor de Jesus não se ficou por palavras, nem sequer nesses dois sinais: Eucaristia e lava-pés, mas passou à acção: Ele deu a vida por todos nós; e “ninguém tem maior amor que o que dá a vida pelos seus amigos”, sublinhou então Jesus.

Naquela tarde realizaram-se duas entregas bem diferentes. Jesus dá-se aos seus amigos na Eucaristia. A nossa opção de cristãos não pode ser outra senão a de Jesus em tal dia como hoje: amar os outros como ele nos amou.

A Igreja nasce na Ceia do Senhor. O mandato de Jesus “fazei isto em memória de mim” origina a repetição da Eucaristia e, portanto, a convocação permanente da assembleia eclesial através dos tempos.

Oração

Nós vos louvamos ó Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os crentes e os pobres de todo o mundo, porque o corpo de Cristo é o pão que nos fortalece e o seu sangue é o vinho da festa pascal que nos reúne.

Concedei-nos o vosso Espírito para continuar a crer e a amar porque esse é o vosso mandato e o nosso empenho para sempre.

03 27  Mt 26 14-25 Quarta  Ai daquele por quem o Filho do Homem vai ser entregue

EVANGELHO Mt 26, 14-25

«O Filho do homem vai partir, como está escrito.

Mas ai daquele por quem vai ser entregue!»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,

um dos Doze, chamado Iscariotes,

foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes:

«Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?»

Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata.

A partir de então,

Judas procurava uma oportunidade para O entregar.

No primeiro dia dos Ázimos,

os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:

«Onde queres que façamos os preparativos

para comer a Páscoa?»

Ele respondeu:

«Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe:

‘O Mestre manda dizer:

O meu tempo está próximo.

É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa

com os meus discípulos’».

Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado

e prepararam a Páscoa.

Ao cair da tarde, sentou-Se à mesa com os Doze.

Enquanto comiam, declarou:

«Em verdade, em verdade vos digo:

Um de vós Me entregará».

Profundamente entristecidos,

começou cada um a perguntar-Lhe:

«Serei eu, Senhor?»

Jesus respondeu:

«Aquele que meteu comigo a mão no prato

é que vai entregar-Me.

O Filho do homem vai partir,

como está escrito acerca d’Ele.

Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue!

Melhor seria para esse homem não ter nascido».

Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou:

«Serei eu, Mestre?»

Respondeu Jesus:

«Tu o disseste».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

Reflexão sobre Mt 26, 14-25

À medida que nos aproximamos do momento da Paixão de Jesus, o Evangelho de Mateus apresenta a figura de Judas Iscariotes, o homem que traiu Jesus.

Este sinistro acontecimento acontece  num contexto de amizade traída, durante a ceia pascal, onde Jesus se torna participante da vida de seus discípulos. No entanto, mesmo diante da traição, Jesus mantém sua postura de Mestre de Amor e entrega -se voluntariamente a Si mesmo.

A traição de Judas é o inicio da Paixão. Esta traição é denunciada por Jesus durante a refeição em que celebra a Páscoa e institui a Eucaristia. Deste modo, a libertação é trazida por Jesus aos homens, ao mesmo tempo em que o homem O atraiçoa e lhe dá a morte.

Esta leitura está dominada pela ideia das ‘entregas’: a ‘entrega’ ou “traição” que Judas faz de Jesus, e a ‘entrega’ que Jesus faz de Si mesmo na sua Páscoa, da qual já amanhã fará entrega aos seus discípulos na Eucaristia.

A traição torna se a oportunidade para o dom voluntário e total de Jesus. Sua morte transforma se em fonte de vida para homens novos, renovados pelas águas do batismo e iluminados pela Cruz de Cristo.

A celebração da Primeira Missa convida nos a prepararmo-nos internamente para participarmos do grande mistério da Eucaristia, refletindo essa disposição interior em nossas ações externas e em nossa vida quotidiana. Devemos caminhar na presença do Senhor, carregando nossa Cruz e edificando a Igreja sobre o sangue de Cristo. E, acima de tudo, confessar como nossa única glória Cristo Crucificado, que se entregou por amor a nós.

Agradeçamos ao Pai pelo dom de Seu Filho, que inaugurou um mundo novo através do seu sangue derramado e que, mesmo sendo divino, adotou a condição de servo de todos. Que possamos seguir seu exemplo, buscando sempre nos colocar a serviço dos outros e entregando-nos por amor a Deus e ao próximo.

Oração

Damos-te Graças, Pai, porque Cristo vosso filho inaugurou um mundo novo, cujo sinal é o seu sangue derramado; não fez alarde da sua categoria divina nem exigiu o seu direito a ser tratado como o que era, mas adotou a condição de servidor de todos, até submeter-se à morte, e uma morte de cruz.

03 26 Jo 13, 21-33.36-38« Terça Um de vós há de entregar-me…


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo,
estando Jesus à mesa com os discípulos,
sentiu-Se intimamente perturbado e declarou:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Um de vós Me entregará».
Os discípulos olhavam uns para os outros,
sem saberem de quem falava.
Um dos discípulos, o predileto de Jesus,
estava à mesa, mesmo a seu lado.
Simão Pedro fez-lhe sinal e disse:
«Pergunta-Lhe a quem Se refere».
Ele inclinou-Se sobre o peito de Jesus e perguntou-Lhe:
«Quem é, Senhor?»
Jesus respondeu:
«É aquele a quem vou dar este bocado de pão molhado».
E, molhando o pão, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão.
Naquele momento, depois de engolir o pão,
Satanás entrou nele.
Disse-lhe Jesus:
«O que tens a fazer, fá-lo depressa».
Mas nenhum dos que estavam à mesa
compreendeu porque lhe disse tal coisa.
Como Judas era quem tinha a bolsa comum,
alguns pensavam que Jesus lhe tinha dito:
«Vai comprar o que precisamos para a festa»;
ou então, que desse alguma esmola aos pobres.
Judas recebeu o bocado de pão e saiu imediatamente.
Era noite.
Depois de ele sair, Jesus disse:
«Agora foi glorificado o Filho do homem
e Deus foi glorificado n’Ele.
Se Deus foi glorificado n’Ele,
também Deus O glorificará em Si mesmo
e glorificá-l’O-á sem demora.
Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco.
Haveis de procurar-Me
e, assim como disse aos judeus,
também agora vos digo:
não podeis ir para onde Eu vou».
Perguntou-Lhe Simão Pedro:
«Para onde vais, Senhor?».
Jesus respondeu:
«Para onde Eu vou, não podes tu seguir-Me por agora;
seguir-Me-ás depois».
Disse-Lhe Pedro:
«Senhor, por que motivo não posso seguir-Te agora?
Eu darei a vida por Ti».
Disse-Lhe Jesus:
«Darás a vida por Mim?
Em verdade, em verdade te digo:
Não cantará o galo,
sem que Me tenhas negado três vezes».


Palavra da salvação.

03 25  Jo 12, 1-11 Segunda  Unção de Jesus em Betânia

EVANGELHO Jo 12, 1-11
«Deixa-a em paz:
ela tinha guardado o perfume para o dia da minha sepultura»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia,
onde vivia Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
Ofereceram-Lhe lá um jantar:
Marta andava a servir
e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Jesus.
Então Maria tomou uma libra de perfume
de nardo puro, de alto preço,
ungiu os pés de Jesus e enxugou-Lhos com os cabelos;
e a casa encheu-se com o perfume do bálsamo.
Disse então Judas Iscariotes, um dos discípulos,
aquele que havia de entregar Jesus:
«Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários,
para dar aos pobres?»
Disse isto, não porque se importava com os pobres,
mas porque era ladrão
e, tendo a bolsa comum, tirava o que nela se lançava.
Jesus respondeu-lhe: «Deixa-a em paz:
ela tinha guardado o perfume para o dia da minha sepultura.
Pobres, sempre os tereis convosco;
mas a Mim, nem sempre Me tereis».
Soube então grande número de judeus
que Jesus Se encontrava ali e vieram, não só por causa de Jesus,
mas também para verem Lázaro,
que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
Entretanto, os príncipes dos sacerdotes
resolveram matar também Lázaro,
porque muitos judeus, por causa dele,
se afastavam e acreditavam em Jesus.
Palavra da salvação.

Reflexão

Hoje, na segunda-feira da Semana Santa, o Evangelho em (Jo 12, 1-11) apresenta-nos um exemplo de generosidade e amor a Deus. Maria ofereceu a Jesus tudo o que tinha de melhor em sua vida, um perfume precioso que derramou aos pés do Senhor.

Embora Judas tenha questionado a ação de Maria, dizendo que o perfume poderia ter sido vendido para ajudar os pobres, Maria estava mais preocupada em mostrar todo o seu amor por Jesus. Ela sabia que não havia nada mais valioso do que oferecer tudo o que tinha a Deus.

Enquanto Maria é motivada pelo amor e respeito genuínos por Jesus, Judas está motivado pela ganância e pelo desejo de obter benefícios pessoais. Maria busca expressar seu amor e respeito por meio de ações generosas e altruístas, Judas busca tirar vantagem das situações para satisfazer seus próprios interesses. Essas atitudes são reflexos de valores e motivações muito diferentes e mostram como as escolhas que fazemos em nossas vidas podem ser influenciadas por esses valores e motivações.

Assim, a narrativa destaca a importância do amor desinteressado e da devoção sincera, em contraste com a ganância egoísta. O amor e a devoção a Jesus devem ser a prioridade, em vez do dinheiro ou dos bens materiais.

Hoje, nós também podemos seguir o exemplo de Maria e oferecer a Jesus tudo o que temos de melhor em nossas vidas. Podemos colocar diante dEle as coisas boas e ruins, aquelas que nos atrapalharam ou nos fizeram sofrer. Através da oração e do amor, podemos oferecer a Deus o melhor de nós mesmos, com alegria e sinceridade.

Deus certamente acolherá este nosso gesto de amor e generosidade, e um dia seremos recompensados por isso. Que possamos viver esta Semana Santa de forma profunda e verdadeira, imitando o exemplo de Maria e oferecendo a Jesus tudo o que temos de melhor em nossas vidas.

Oração

Senhor, pedimo-vos que nos concedais a sabedoria para fazer as escolhas certas em nossas vidas, seguindo o exemplo de Maria colocando-vos sempre em primeiro lugar.

Pedimos que nos fortaleçais em tempos de incerteza e nos ajudeis a manter nossa fé inabalável, mesmo em face das dificuldades.

Pedimos que nos abençoeis e a todos aqueles que amamos, guiando-nos sempre para o caminho da felicidade eterna.

03 18 Jo 8, 1-11 Segunda-A mulher adúltera

EVANGELHO Jo 8, 1-11 «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-l’O, Ele ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Jesus acrescentou: «Também Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

“Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério.” Os inimigos do Filho de Deus viam nela uma ocasião para exercer a Justiça implacável, ficarem bem vistos aos olhos dos exímios cumpridores da lei de Moisés e, ao mesmo tempo, desacreditarem na palavra do Nazareno.

Como Ele conhecia a perversidade das intenções dos seus inimigos antes de se pronunciar sobre o assunto, provocou-lhes a consciência do pecado «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra.» “quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, “Jesus pergunta «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Jesus acrescentou: «Também Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar».

Enquanto os fariseus viam na mulher uma pecadora merecedora de castigo, Jesus vê nela uma mulher, uma pessoa criada e amada por Deus, uma pessoa que deve ser levantada e perdoada.

A pobre mulher sentiu-se regenerada, reabilitada, uma pessoa nova. Jesus mostrou o coração de Deus. Assim nos diz S. João “A lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1.17).

Para caminharmos com Cristo, por Cristo e em Cristo temos de procurar ter o coração como o de Jesus, que acolhe, perdoa e envia a pessoa de volta para a vida com a missão de não voltar a pecar.

ORAÇÃO

Deus Pai, obrigado pois quando estávamos perdidos, incapazes de nos aproximarmos de Vós, destes-nos a maior prova do Vosso amor: o vosso Filho, o único Justo, entregou-Se em nossas mãos, deixando-se pregar numa Cruz.

03 24 Mc 14, 1-39 Domingo  Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

03 24 Mc 14, 1-39 Domingo  Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Commentary on Mark 1:29-39 - Working Preacher from Luther Seminary

Evangelho – forma longa Mc 14, 1 – 15, 47

N Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo

segundo São Marcos

Faltavam dois dias para a festa da Páscoa

e dos Ázimos

e os príncipes dos sacerdotes e os escribas

procuravam maneira de se apoderarem

de Jesus à traição para Lhe darem a morte.

Mas diziam:

R «Durante a festa, não,

para que não haja algum tumulto entre o povo».

N Jesus encontrava-Se em Betânia,

em casa de Simão o Leproso,

e, estando à mesa,

veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro

com perfume de nardo puro de alto preço.

Partiu o vaso de alabastro

e derramou-o sobre a cabeça de Jesus.

Alguns indignaram-se e diziam entre si:

R «Para que foi esse desperdício de perfume?

Podia vender-se por mais de duzentos denários

e dar o dinheiro aos pobres».

N E censuravam a mulher com aspereza.

Mas Jesus disse:

J «Deixai-a. Porque estais a importuná-la?

Ela fez uma boa acção para comigo.

Na verdade, sempre tereis os pobres convosco

e, quando quiserdes, podereis fazer-lhes bem;

mas a Mim, nem sempre Me tereis.

Ela fez o que estava ao seu alcance:

ungiu de antemão o meu corpo para a sepultura.

Em verdade vos digo:

Onde quer que se proclamar o Evangelho,

pelo mundo inteiro,

dir-se-á também em sua memória o que ela fez».

N Então, Judas Iscariotes, um dos Doze,

foi ter com os príncipes dos sacerdotes

para lhes entregar Jesus.

Quando o ouviram, alegraram-se

e prometeram dar-lhe dinheiro.

E ele procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

N No primeiro dia dos Ázimos,

em que se imolava o cordeiro pascal,

os discípulos perguntaram a Jesus:

R «Onde queres que façamos os preparativos

para comer a Páscoa?».

N Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes:

J «Ide à cidade.

Virá ao vosso encontro um homem

com uma bilha de água.

Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa:

‘O Mestre pergunta: Onde está a sala,

em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?’.

Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior,

alcatifada e pronta.

Preparai-nos lá o que é preciso».

N Os discípulos partiram e foram à cidade.

Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito

e prepararam a Páscoa.

Ao cair da tarde, chegou Jesus com os Doze.

Enquanto estavam à mesa e comiam,

Jesus disse:

J «Em verdade vos digo:

Um de vós, que está comigo à mesa, há-de entregar-Me».

N Eles começaram a entristecer-se e a dizer um após outro:

R «Serei eu?».

N Jesus respondeu-lhes:

J «É um dos Doze, que mete comigo a mão no prato.

O Filho do homem vai partir,

como está escrito a seu respeito,

mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser traído!

Teria sido melhor para esse homem não ter nascido».

N Enquanto comiam, Jesus tomou o pão,

recitou a bênção e partiu-o,

deu-o aos discípulos e disse:

J «Tomai: isto é o meu Corpo».

N Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho.

E todos beberam dele.

Disse Jesus:

J «Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança,

derramado pela multidão dos homens.

Em verdade vos digo:

Não voltarei a beber do fruto da videira,

até ao dia em que beberei do vinho novo

no reino de Deus».

N Cantaram os salmos e saíram para o monte das Oliveiras.

N Disse-lhes Jesus:

J «Todos vós Me abandonareis, como está escrito:

‘Ferirei o pastor e dispersar-se-ão as ovelhas’.

Mas depois de ressuscitar,

irei à vossa frente para a Galileia».

N Disse-Lhe Pedro:

R «Embora todos Te abandonem, eu não».

N Jesus respondeu-lhe:

J «Em verdade te digo:

Hoje, esta mesma noite, antes de o galo cantar

duas vezes, três vezes Me negarás».

N Mas Pedro continuava a insistir:

R «Ainda que tenha de morrer contigo, não Te negarei».

N E todos afirmaram o mesmo.

Entretanto, chegaram a uma propriedade

chamada Getsémani

e Jesus disse aos seus discípulos:

J «Ficai aqui, enquanto Eu vou orar».

N Tomou consigo Pedro, Tiago e João

e começou a sentir pavor e angústia.

Disse-lhes então:

J «A minha alma está numa tristeza de morte.

Ficai aqui e vigiai».

N Adiantando-Se um pouco, caiu por terra

e orou para que, se fosse possível,

se afastasse d’Ele aquela hora.

Jesus dizia:

J «Abá, Pai, tudo Te é possível:

afasta de Mim este cálice.

Contudo, não se faça o que Eu quero,

mas o que Tu queres».

N Depois, foi ter com os discípulos,

encontrou-os a dormir e disse a Pedro:

J «Simão, estás a dormir?

Não pudeste vigiar uma hora?

Vigiai e orai, para não entrardes em tentação.

O espírito está pronto, mas a carne é fraca».

N Afastou-Se de novo e orou,

dizendo as mesmas palavras.

Voltou novamente e encontrou-os dormindo,

porque tinham os olhos pesados

e não sabiam que responder.

Jesus voltou pela terceira vez e disse-lhes:

J «Dormi agora e descansai…

Chegou a hora: o Filho do homem

vai ser entregue às mãos dos pecadores.

Levantai-vos. Vamos.

Já se aproxima aquele que Me vai entregar».

N Ainda Jesus estava a falar,

quando apareceu Judas, um dos Doze,

e com ele uma grande multidão, com espadas e varapaus,

enviada pelos príncipes dos sacerdotes,

pelos escribas e os anciãos.

O traidor tinha-lhes dado este sinal:

«Aquele que eu beijar, é esse mesmo.

Prendei-O e levai-O bem seguro».

Logo que chegou, aproximou-se de Jesus

e beijou-O, dizendo:

R «Mestre».

N Então deitaram-Lhe as mãos e prenderam-n’O.

Um dos presentes puxou da espada

e feriu o servo do sumo sacerdote,

cortando-lhe a orelha.

Jesus tomou a palavra e disse-lhes:

J «Vós saístes com espadas e varapaus para Me prender,

como se fosse um salteador.

Todos os dias Eu estava no meio de vós,

a ensinar no templo,

e não Me prendestes!

Mas é para se cumprirem as Escrituras».

N Então os discípulos deixaram-n’O e fugiram todos.

Seguiu-O um jovem, envolto apenas num lençol.

Agarraram-no, mas ele, largando o lençol,

fugiu nu.

N Levaram então Jesus à presença

do sumo sacerdote,

onde se reuniram todos os príncipes dos sacerdotes,

os anciãos e os escribas.

Pedro, que O seguira de longe,

até ao interior do palácio do sumo sacerdote,

estava sentado com os guardas, a aquecer-se ao lume.

Entretanto, os príncipes dos sacerdotes

e todo o Sinédrio

procuravam um testemunho contra Jesus

para Lhe dar a morte,

mas não o encontravam.

Muitos testemunhavam falsamente contra Ele,

mas os seus depoimentos não eram concordes.

Levantaram-se então alguns,

para proferir contra Ele este falso testemunho:

R «Ouvimo-l’O dizer:

‘Destruirei este templo feito pelos homens

e em três dias construirei outro

que não será feito pelos homens’».

N Mas nem assim o depoimento deles era concorde.

Então o sumo sacerdote levantou-se no meio de todos

e perguntou a Jesus:

R «Não respondes nada ao que eles depõem contra Ti?».

N Mas Jesus continuava calado e nada respondeu.

O sumo sacerdote voltou a interrogá-l’O:

R «És Tu o Messias, Filho do Deus Bendito?».

N Jesus respondeu:

J «Eu Sou. E vós vereis o Filho do homem

sentado à direita do Todo-poderoso

vir sobre as nuvens do céu».

N O sumo sacerdote rasgou as vestes e disse:

R «Que necessidade temos ainda de testemunhas?

Ouvistes a blasfémia. Que vos parece?».

N Todos sentenciaram que Jesus era réu de morte.

Depois, alguns começaram a cuspir-Lhe,

a tapar-Lhe o rosto com um véu

e a dar-Lhe punhadas, dizendo:

R «Adivinha».

N E os guardas davam-Lhe bofetadas.

Pedro estava em baixo, no pátio,

quando chegou uma das criadas do sumo sacerdote.

Ao vê-lo a aquecer-se, olhou-o de frente e disse-lhe:

R «Tu também estavas com Jesus, o Nazareno».

N Mas ele negou:

R «Não sei nem entendo o que dizes».

N Depois saiu para o vestíbulo e o galo cantou.

A criada, vendo-o de novo,

começou a dizer aos presentes:

R «Este é um deles».

N Mas ele negou segunda vez.

Pouco depois, os presentes diziam também a Pedro:

R «Na verdade, tu és deles, pois também és galileu».

N Mas ele começou a dizer imprecações e a jurar:

R «Não conheço esse homem de quem falais».

N E logo o galo cantou pela segunda vez.

Então Pedro lembrou-se do que Jesus lhe tinha dito:

«Antes de o galo cantar duas vezes,

três vezes Me negarás».

E desatou a chorar.

N Logo de manhã,

os príncipes dos sacerdotes reuniram-se em conselho

com os anciãos e os escribas e todo o Sinédrio.

Depois de terem manietado Jesus,

foram entregá-l’O a Pilatos.

Pilatos perguntou-Lhe:

R «Tu és o Rei dos judeus?».

N Jesus respondeu:

J «É como dizes».

N E os príncipes dos sacerdotes

faziam muitas acusações contra Ele.

Pilatos interrogou-O de novo:

R «Não respondes nada? Vê de quantas coisas

Te acusam».

N Mas Jesus nada respondeu,

de modo que Pilatos estava admirado.

Pela festa da Páscoa,

Pilatos costumava soltar-lhes um preso à sua escolha.

Havia um, chamado Barrabás,

preso com os insurrectos

que numa revolta tinham cometido um assassínio.

A multidão, subindo,

começou a pedir o que era costume conceder-lhes.

Pilatos respondeu:

R «Quereis que vos solte o Rei dos judeus?».

N Ele sabia que os príncipes dos sacerdotes

O tinham entregado por inveja.

Entretanto, os príncipes dos sacerdotes

incitaram a multidão

a pedir que lhes soltasse antes Barrabás.

Pilatos, tomando de novo a palavra, perguntou-lhes:

R «Então que hei-de fazer d’Aquele

que chamais o Rei dos judeus?».

N Eles gritaram de novo:

R «Crucifica-O!».

N Pilatos insistiu:

R «Que mal fez Ele?».

N Mas eles gritaram ainda mais:

R «Crucifica-O!».

N Então Pilatos, querendo contentar a multidão,

soltou-lhes Barrabás

e, depois de ter mandado açoitar Jesus,

entregou-O para ser crucificado.

Os soldados levaram-n’O para dentro do palácio,

que era o pretório, e convocaram toda a coorte.

Revestiram-n’O com um manto de púrpura

e puseram-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos

que haviam tecido. Depois começaram a saudá-l’O:

R «Salve, Rei dos judeus!».

N Batiam-Lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-Lhe

e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante d’Ele.

Depois de O terem escarnecido,

tiraram-Lhe o manto de púrpura

e vestiram-Lhe as suas roupas.

Em seguida levaram-n’O dali para O crucificarem.

N Requisitaram, para Lhe levar a cruz,

um homem que passava, vindo do campo,

Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo.

E levaram Jesus ao lugar do Gólgota,

quer dizer, lugar do Calvário.

Queriam dar-Lhe vinho misturado com mirra,

mas Ele não o quis beber. Depois crucificaram-n’O.

E repartiram entre si as suas vestes,

tirando-as à sorte, para verem o que levaria cada um.

Eram nove horas da manhã quando O crucificaram.

O letreiro que indicava a causa da condenação

tinha escrito: «Rei dos Judeus».

Crucificaram com Ele dois salteadores,

um à direita e outro à esquerda.

Os que passavam insultavam-n’O

e abanavam a cabeça, dizendo:

R «Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias,

salva-Te a Ti mesmo e desce da cruz».

N Os príncipes dos sacerdotes e os escribas

troçavam uns com os outros, dizendo:

R «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo!

Esse Messias, o Rei de Israel, desça agora da cruz,

para nós vermos e acreditarmos».

N Até os que estavam crucificados com Ele O injuriavam.

Quando chegou o meio-dia,

as trevas envolveram toda a terra até às três horas da tarde.

E às três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte:

J «Eloí, Eloí, lemá sabactáni?».

N Que quer dizer:

«Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?».

Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram:

R «Está a chamar por Elias».

N Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre

e, pondo-a na ponta duma cana, deu-Lhe a beber e disse:

R «Deixa ver se Elias vem tirá-l’O dali».

N Então Jesus, soltando um grande brado, expirou.

O véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo.

O centurião que estava em frente de Jesus,

ao vê-l’O expirar daquela maneira, exclamou:

R «Na verdade, este homem era Filho de Deus».

N Estavam também ali umas mulheres a observar de longe,

entre elas Maria Madalena,

Maria, mãe de Tiago e de José, e Salomé,

que acompanhavam e serviam Jesus,

quando estava na Galileia,

e muitas outras que tinham subido com Ele a Jerusalém.

Ao cair da tarde

– visto ser a Preparação, isto é, a véspera do sábado –

José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio,

que também esperava o reino de Deus,

foi corajosamente à presença de Pilatos

e pediu-lhe o corpo de Jesus.

Pilatos ficou admirado de Ele já estar morto

e, mandando chamar o centurião,

perguntou-lhe se Jesus já tinha morrido.

Informado pelo centurião,

ordenou que o corpo fosse entregue a José.

José comprou um lençol,

desceu o corpo de Jesus e envolveu-O no lençol;

depois depositou-O num sepulcro escavado na rocha

e rolou uma pedra para a entrada do sepulcro.

Entretanto, Maria Madalena e Maria, mãe de José,

observavam onde Jesus tinha sido depositado.

N Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

O Evangelho de Marcos narra intensamente os eventos que culminaram na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. A trama começa com os líderes religiosos  procurando a prisão de Jesus, preocupados com tumultos durante a festa da Páscoa. O contraste entre a mulher que unge Jesus com perfume caro, simbolizando um gesto amoroso, e a traição de Judas destaca a complexidade das reações humanas diante da presença divina.

A última ceia é marcada pela instituição da Eucaristia, onde Jesus compartilha o pão e o vinho como seu corpo e sangue, antecipando sua morte sacrificial. A negação de Pedro, apesar de sua fidelidade inicial, ressalta a fragilidade humana.

No Getsêmani, Jesus enfrenta angústia e solidão, orando para que o cálice seja afastado, mas submetendo-se à vontade divina. A cena da prisão, com Judas entregando Jesus, ilustra a traição e a violência que se seguirão.

O julgamento de Jesus perante Pilatos, as acusações dos líderes religiosos e a escolha da multidão por Barrabás revelam a manipulação política e a rejeição do Messias. A crucificação, com detalhes dolorosos, destaca o sacrifício redentor de Jesus.

A escuridão, o clamor de Jesus e a confissão do centurião enfatizam a natureza divina de Jesus. O rasgar do véu do templo simboliza a abertura do caminho para a comunhão com Deus.

Neste Domingo da Paixão, somos convidados a contemplar profundamente o amor sacrificial de Jesus, a enfrentar nossas próprias fraquezas e a reconhecer sua divindade. Que possamos, como comunidade de fé, encontrar significado na Paixão de Cristo e buscar a redenção em sua ressurreição. Amém.

ORAÇÃO 

Senhor, nesta reflexão sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, abrimos nossos corações diante do sacrifício redentor que Ele realizou por nós. Reconhecemos nossas fraquezas e pecados, assim como a traição e rejeição que Jesus enfrentou. Pedimos, humildemente, a graça de compreender profundamente o significado desse sacrifício e a coragem de seguir Seus ensinamentos.

03 23 Jo 11, 45  56 Sábado Jesus morreu para à unidade os filhos de Deus

03 23 Jo 11, 45  56 Sábado Jesus morreu para à unidade os filhos de Deus
PALAVRA DE DEUS: A VERDADEIRA IDENTIDADE DE JESUS - JOÃO 10,31-42 -  REFLEXÃO DIÁRIA

EVANGELHO Jo 11, 45-56

«Para congregar na unidade os filhos de Deus

que andavam dispersos»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, muitos judeus que tinham vindo visitar Maria, para lhe apresentarem condolências pela morte de Lázaro, ao verem o que Jesus fizera, ressuscitando-o dos mortos, acreditaram n’Ele. Alguns deles, porém, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. Então os príncipes dos sacerdotes e os fariseus reuniram conselho e disseram: «Que havemos de fazer, uma vez que este homem realiza tantos milagres? Se O deixamos continuar assim, todos acreditarão n’Ele; e virão os romanos destruir-nos o nosso Lugar santo e toda a nação». Então Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, disse-lhes: «Vós não sabeis nada. Não compreendeis que é melhor para nós morrer um só homem pelo povo do que perecer a nação inteira?» Não disse isto por si próprio; mas, porque era sumo sacerdote nesse ano, profetizou que Jesus havia de morrer pela nação; e não só pela nação, mas também para congregar na unidade todos os filhos de Deus que andavam dispersos. A partir desse dia, decidiram matar Jesus. Por isso Jesus já não andava abertamente entre os judeus, mas retirou-Se para uma região próxima do deserto, para uma cidade chamada Efraim, e aí permaneceu com os discípulos. Entretanto, estava próxima a Páscoa dos judeus e muitos subiram da província a Jerusalém, para se purificarem, antes da Páscoa. Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos outros no templo: «Que vos parece? Ele não virá à festa?»

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

Jesus, alvo do ódio mortal dos chefes judeus, tinha acabado de fazer o milagre da ressurreição de Lázaro. A situação religiosa que Jesus está a criar no povo, cria insegurança política. “Os sumos sacerdotes e os fariseus convocaram o conselho e disseram: Que estamos fazendo? Este homem faz muitos milagres. Se o deixamos continuar, todos acreditarão nele e virão os romanos e destruir-nos-ão o lugar santo e a nação. O sumo sacerdote judaico, sem compreender o que dizia, anuncia uma grande verdade, que o evangelista depois interpretou: “que Jesus havia de morrer para trazer à unidade os filhos de Deus que andavam dispersos”. 

E a leitura termina numa pergunta posta na boca do povo, “Ele não virá à festa?” Sim, virá, e será Ele, o Senhor, o próprio objecto da festa. 

A morte de Jesus está decidida oficialmente pela autoridade religiosa dos judeus. Mas a sua morte redentora vai ser muito fecunda, como profetizou Caifás. Jesus morrerá não só pela nação judaica, mas também para reunir todos os filhos de Deus, dispersos pelo pecado. 

Os seus adversários não compreendiam que Jesus viera ao mundo não para tornar-se Rei, mas, sim, vítima entregue em holocausto para a salvação da humanidade.

          O plano de Deus realizava-se com toda maestria! 

A nova família eclesial de Deus não se baseará na pertença racial, como no Antigo Testamento, mas na fé em Cristo. Um só rebanho sob um só pastor, Jesus. A comunhão com Cristo, reflexo da que ele mantém com o Pai, é o núcleo de toda a comunidade cristã. Quanto mais unidos estiverem os crentes com Cristo, mais irmãos serão uns dos outros. 

ORAÇÃO 

Bendito sejais, Senhor, porque no sangue de Cristo fizeste uma perene aliança de amor connosco. Pedimos-te que quantos participamos da Eucaristia sejamos congregados num só povo para vós.Fazei de nós a vossa morada entre os homens para que todos conheçam que vós sois o nosso Deus …

2024-03-23

SÁBADO da semana V

Sintese das leituras

As leituras de hoje abordam a restauração e união de Israel, conforme profetizado por Ezequiel.

O Salmo fala da alegria do retorno do povo de Deus.

No Evangelho, Jesus desperta polêmica após ressuscitar Lázaro, levando líderes religiosos a planejar sua crucificação.
L 1 Ez 37, 21-28; Sl Jr 31, 10. 11-12ab. 13
Ev Jo 11, 45-56
Versículos chave

Introdução ao Espírito da Celebração:

A celebração é mais do que um simples evento; é um encontro com o divino, uma manifestação de alegria e gratidão. Ela nos une em comunhão e nos inspira a refletir sobre a grandiosidade do sagrado em nossas vidas.

Restauração e união de Israel:

  • Leitura 1: Ezequiel 37, 21-28: “E lhes darei um só coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem, e o bem de seus filhos depois deles.”
  • Ezequiel prediz que Deus concederá ao povo de Israel um espírito de unidade e reverência, guiando-os por um caminho comum para uma vida de temor a Deus, resultando em bênçãos para eles e suas descendências.
  1. Alegria do retorno do povo de Deus:
    • Salmo: Jeremias 31, 10: “Ouvi, ó nações, a palavra do Senhor, e anunciai nas ilhas longínquas: ‘Aquele que dispersou Israel o reunirá e o guardará como um pastor a seu rebanho.'”

    • O Salmo de Jeremias 31:10 proclama a alegria do retorno do povo de Deus, anunciando que Ele reunirá e protegerá Israel, guiando-os como um pastor conduz seu rebanho, trazendo esperança e felicidade para todas as nações.
  2. Polêmica após a ressurreição de Lázaro:
    • Evangelho: João 11, 49-50: “Então um deles, chamado Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, disse: ‘Vós não entendeis nada. Não percebeis que é do vosso interesse que morra um só homem pelo povo, e não pereça a nação toda?'”
    • Após a ressurreição de Lázaro, Caifás, sumo sacerdote naquele ano, propõe sacrificar Jesus para evitar tumultos. Ele sugere que é melhor que um homem morra pelo povo do que toda nação pereça, desencadeando a trama para a crucificação de Jesus e intensificando a oposição das autoridades religiosas contra ele.

Conclusão – Restauração e União de Israel:

Ezequiel profetizou a restauração e unidade de Israel, prometendo-lhes um só coração e um caminho para reverenciar a Deus. Esta promessa transcende gerações, trazendo bênçãos não só para o presente, mas também para o futuro do povo escolhido. A visão de Jeremias sobre o retorno de Israel ecoa essa esperança, revelando que Deus reunirá e protegerá Seu povo como um pastor cuida de seu rebanho. Esta alegria e segurança são fundamentais para a identidade e fé do povo de Deus. No entanto, essa restauração não é apenas física, mas espiritual, guiando-os em direção a uma vida de temor e reverência ao Senhor. Por outro lado, a polêmica após a ressurreição de Lázaro mostra a oposição das autoridades religiosas, revelando a tensão entre o desejo de manter a ordem e a verdadeira mensagem de Jesus. Nesse contexto, a crucificação de Jesus é apresentada como um sacrifício necessário para preservar a nação, mas também como o clímax de um conflito entre o poder terreno e o plano divino de redenção. Assim, as leituras destacam não apenas a restauração física e política de Israel, mas também sua restauração espiritual e sua relação com o plano salvífico de Deus para toda a humanidade.

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IA crucificação de Jesus é um evento central no Cristianismo, considerada tanto um sacrifício redentor quanto um ponto de conflito entre os interesses terrenos e o plano divino de salvação. No contexto histórico, a liderança religiosa judaica temia a crescente popularidade de Jesus e o impacto que poderia ter sobre o status quo político e religioso da época. Caifás, o sumo sacerdote naquele ano, expressou esse temor ao sugerir que era melhor sacrificar um homem para evitar a instabilidade política e a possível repressão romana sobre o povo judeu.

A crucificação de Jesus é frequentemente interpretada como o sacrifício necessário para cumprir o plano divino de redenção. Segundo a teologia cristã, Jesus voluntariamente aceitou a crucificação como parte de seu propósito de redimir a humanidade do pecado e reconciliá-la com Deus. Sua morte na cruz é vista como um ato supremo de amor e sacrifício, onde ele tomou sobre si os pecados do mundo para oferecer a salvação a todos os que creem nele.

Além disso, a crucificação de Jesus representa um clímax dramático no conflito entre os poderes terrenos e o plano divino de salvação. Enquanto as autoridades religiosas e políticas procuravam silenciar Jesus, Deus estava trabalhando nos bastidores para cumprir sua promessa de redenção. A morte de Jesus na cruz não apenas selou sua missão terrena, mas também inaugurou um novo capítulo na história da humanidade, onde a salvação não é mais limitada a um povo específico, mas oferecida a todas as nações.

Assim, as leituras destacam não apenas a restauração física e política de Israel, como profetizado por Ezequiel e Jeremias, mas também sua restauração espiritual e sua relação com o plano salvífico de Deus para toda a humanidade. A crucificação de Jesus é o ponto culminante dessa história de redenção, onde o sacrifício do Filho de Deus abre as portas da salvação para todos os que buscam a verdade e a vida em Cristo.

Missa

Antífona de entrada Cf. Sl 21, 20.7
Senhor, não Vos afasteis de mim, socorrei-me e salvai-me,
porque sou um verme e não um homem,
o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que fizestes de todos os que renasceram em Cristo
uma geração eleita e um sacerdócio real,
dai-nos a vontade e a força de fazer o que mandais,
para que o povo chamado ao vosso reino
viva animado pela mesma fé
e manifeste nas obras o mesmo espírito de caridade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Ez 37, 21-28
«Farei deles um só povo»

O profeta anuncia o projecto de Deus em relação ao seu povo disperso e perdido no meio dos pagãos, por causa dos seus egoísmos e pecados. O anúncio referia-se diretamente à reunião das tribos do Antigo Testamento, unidade que chegou a ser realizada no reinado de David; mas este rei é figura, que antecipa o reinado de Jesus, o Filho de Deus, como vai ser solenemente anunciado até por um descrente no Evangelho.

Leitura da Profecia de Ezequiel
Assim fala o Senhor Deus: «Vou tirar os filhos de Israel do meio das nações para onde foram, vou reuni-los de toda a parte, para os reconduzir à sua terra. Farei deles um só povo, na sua terra, nas montanhas de Israel, e um só rei reinará sobre todos eles. Nunca mais tornarão a ser duas nações, nem ficarão divididos em dois reinos. Não voltarão a manchar-se com os seus ídolos, com todas as suas abominações e pecados. Hei-de livrá-los de todas as infidelidades que cometeram e hei de purificá-los, para que sejam o meu povo e Eu seja o seu Deus. O meu servo David será o seu rei, o único pastor de todos eles. Caminharão segundo os meus mandamentos e obedecerão às minhas leis, pondo-as em prática. Habitarão na terra que dei ao meu servo Jacob, a terra em que moraram os vossos pais. Aí habitarão eles e os seus filhos e os filhos dos seus filhos para sempre; e o meu servo David será o seu soberano para sempre. Farei com eles uma aliança de paz, uma aliança eterna entre Mim e eles. Hei-de estabelecê-los, hei de multiplicá-los e colocarei no meio deles o meu santuário para sempre. A minha morada será no meio deles: serei o seu Deus e eles serão o meu povo. As nações saberão que Eu sou o Senhor, que santifico Israel, quando o meu santuário estiver no meio deles para sempre».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Jer 31, 10.11-12ab.13 (R. cf. 10d)
Refrão: Como o pastor guarda o seu rebanho,
assim nos guarda o Senhor. Repete-se

Escutai, ó povos, a palavra do Senhor
e anunciai-as às ilhas distantes:
Aquele que dispersou Israel vai reuni-lo
e guardá-lo como um pastor ao seu rebanho. Refrão

O Senhor resgatou Jacob
e libertou-o das mãos do seu dominador.
Regressarão com brados de alegria ao monte Sião,
acorrendo às bênçãos do Senhor. Refrão

A virgem dançará alegremente,
exultarão os jovens e os velhos.
Converterei o seu luto em alegria
e a sua dor será mudada em consolação e júbilo. Refrão

ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Ez 18, 31
Refrão: A salvação, a glória e o poder a Jesus Cristo,
Nosso Senhor. Repete-se

Deixai todos os vossos pecados, diz o Senhor;
criai um coração novo e um espírito novo. Refrão

EVANGELHO Jo 11, 45-56
«Para congregar na unidade os filhos de Deus
que andavam dispersos»

O que o profeta Ezequiel anteviu em relação ao povo da Antiga Aliança, será finalmente realizado em Jesus Cristo. E quem o anuncia profeticamente é o sumo sacerdote judaico, que, sem compreender o que dizia, – falava apenas como politico -, anunciava uma grande verdade, que o evangelista depois interpretou: “que Jesus havia de morrer para trazer à unidade os filhos de Deus que andavam dispersos”. E a leitura termina numa pergunta posta na boca do povo, em que fervilhava Jerusalém nas vésperas da Páscoa: “Ele não virá à festa?” Sim, virá, e será Ele, o Senhor, o próprio objeto da festa.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, muitos judeus que tinham vindo visitar Maria, para lhe apresentarem condolências pela morte de Lázaro, ao verem o que Jesus fizera, ressuscitando-o dos mortos, acreditaram n’Ele. Alguns deles, porém, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. Então os príncipes dos sacerdotes e os fariseus reuniram conselho e disseram: «Que havemos de fazer, uma vez que este homem realiza tantos milagres? Se O deixamos continuar assim, todos acreditarão n’Ele; e virão os romanos destruir-nos o nosso Lugar santo e toda a nação». Então Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, disse-lhes: «Vós não sabeis nada. Não compreendeis que é melhor para nós morrer um só homem pelo povo do que perecer a nação inteira?» Não disse isto por si próprio; mas, porque era sumo sacerdote nesse ano, profetizou que Jesus havia de morrer pela nação; e não só pela nação, mas também para congregar na unidade todos os filhos de Deus que andavam dispersos. A partir desse dia, decidiram matar Jesus. Por isso Jesus já não andava abertamente entre os judeus, mas retirou-Se para uma região próxima do deserto, para uma cidade chamada Efraim, e aí permaneceu com os discípulos. Entretanto, estava próxima a Páscoa dos judeus e muitos subiram da província a Jerusalém, para se purificarem, antes da Páscoa. Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos outros no templo: «Que vos parece? Ele não virá à festa?»
Palavra da salvação.