06 03 Quarta  Mc 12, 18-27 «Não é Deus de mortos, mas de vivos»​

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo seg. São Marcos

Naquele tempo, foram ter com Jesus alguns saduceus – que afirmam não haver ressurreição – e perguntaram-lhe: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe esposa sem filhos, esse homem deve casar-se com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar descendência. O mesmo sucedeu ao terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por fim morreu também a mulher. Na ressurreição, quando voltarem à vida, de qual deles será ela esposa? Porque todos os sete se casaram com ela». Disse-lhes Jesus: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus? Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos, nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento; mas serão como os Anjos nos Céus. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no Livro de Moisés, no episódio da sarça ardente, como Deus disse: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Vós andais muito enganados».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

No Evangelho, os saduceus, que não acreditavam na ressurreição, tentam encurralar Jesus e ridicularizar a fé na vida eterna através de um cenário hipotético sobre o casamento sucessivo de uma viúva com sete irmãos

. A resposta de Jesus é perentória e reveladora: Ele aponta que o erro dos saduceus reside no desconhecimento das Escrituras e do poder de Deus

. Jesus esclarece que a vida após a ressurreição não é uma mera continuação das dinâmicas da nossa vida terrena, mas sim uma realidade inteiramente nova, onde a relação com Deus transforma tudo e seremos “como os Anjos nos Céus”

. Ao recordar o episódio da sarça ardente, em que o Senhor Se apresenta como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, Jesus sublinha a verdade central da nossa fé: Ele “não é Deus de mortos, mas de vivos”

.Na vida do cristão, esta mensagem é um convite radical à esperança e à confiança no poder divino

. Muitas vezes, corremos o risco de limitar as promessas de Deus à nossa própria compreensão terrena. No entanto, este texto desafia-nos a viver com os olhos postos na vida eterna

. Ser cristão significa viver com a certeza de que a morte não é o fim, mas a passagem para uma comunhão plena. A nossa ligação ao “Deus dos vivos” deve inspirar-nos a viver o presente sem medo, testemunhando diariamente que a vida e o amor em Deus triunfam de forma eterna e definitiva.

Oração:

 “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, Tu que és o Deus dos vivos, aumenta a nossa fé na ressurreição. Ajuda-nos a não limitar o Teu poder à nossa frágil compreensão humana. Que possamos viver cada dia iluminados pela esperança da vida eterna, confiando plenamente que o Teu amor transforma e vence qualquer morte. Ámen.”

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