01 13 Terça “ Jesus ensinava como quem tem autoridade “(Mc 1, 21-28).

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Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.

Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.

Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Palavra da salvação.

Reflexão

A passagem de Marcos 1, 21-28, que constitui o Evangelho de hoje, foca-se no início do ministério de Jesus em Cafarnaum, realçando de imediato a Sua autoridade intrínseca. A reação da multidão é elucidativa: “maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.”

Esta distinção notável sublinha a diferença fundamental entre Jesus e os guias espirituais do Seu tempo. Ao passo que os escribas baseavam os seus ensinamentos em referências a tradições e leis — ou seja, em autoridades externas —, Jesus comunica com uma autoridade que é inerente a Ele. A Sua Palavra não depende de outras fontes; ela é a própria verdade em manifestação.

A autoridade de Jesus manifesta-se em duas esferas: na doutrina e na ação. Seu ensinamento transcende a teoria, pois tem o poder de libertar. O confronto com o espírito impuro na sinagoga ilustra claramente essa missão. O reconhecimento da divindade de Jesus pelo espírito (“Sei quem Tu és: o Santo de Deus”) é um testemunho forçado pela presença da Luz. Jesus, então, demonstra o alcance de Sua autoridade sobre o mundo espiritual e físico ao silenciar o mal (“Cala-te”) e libertar o indivíduo.

Para a nossa vida prática, esta passagem é um convite a examinar onde buscamos a verdadeira autoridade para as nossas vidas. Tendemos a seguir modas, opiniões de influenciadores, ou a confiar apenas na lógica humana. A fé, no entanto, chama-nos a centrarmo-nos na “nova doutrina” de Jesus. Quando nos sentimos “possuídos” por preocupações excessivas, maus hábitos, vícios ou rancores – os nossos próprios “espíritos impuros” modernos – é a Palavra de Jesus que tem o poder de nos dizer: “Sai desse homem”.

Aceitar a autoridade de Jesus significa obedecer ao Seu chamamento para a santidade e o serviço, e permitir que Ele reorganize o caos nas nossas vidas. Significa buscar a Sua sabedoria na oração e nas Escrituras, confiando que Ele não apenas ensina a verdade, mas tem o poder de nos libertar para que vivamos essa verdade plenamente. A libertação que Ele oferece é imediata e total, mas exige a nossa admiração e o nosso “sim”. Que a Sua fama se divulgue nas nossas ações transformadas.

Oração

Ó Jesus, Santo de Deus, Tu que ensinas com autoridade e expulsas a impureza, perdoa a nossa falta de fé e relutância em submeter a vida à Tua soberania. Que a Tua Palavra nos liberte, repreendendo medo, egoísmo e distração. Transforma a nossa admiração em obediência. Pela Tua graça, que vivamos como testemunhas do Teu Reino, glorificando a Deus pelas Tuas obras. Ámen.

01 07 D. CarlosXimenes – As suas obras …

**Prémio Nobel da Paz, D. Carlos Filipe Ximenes Belo**, Bispo Emérito de Dili (Timor-Leste).

É importante notar que a sua produção bibliográfica é mais centrada em cartas pastorais, discursos, entrevistas e textos coletivos do que em livros de autoria individual. A sua voz e pensamento estão principalmente registados em obras coletivas ou compilações.

Eis uma lista dos livros mais diretamente associados a ele e um resumo de cada um:

### 1. **”Timor-Leste: Um Povo, Uma Pátria” (Coletânea de textos, entrevistas e homilias)**

*   **Resumo:** Esta é a obra mais abrangente que reúne o pensamento e a ação de D. Carlos Ximenes Belo. Não é uma autobiografia linear, mas uma compilação dos seus textos mais importantes desde o início do seu ministério como Administrador Apostólico de Dili (1983). Inclui **cartas pastorais históricas** (como a famosa carta de 1989 ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pedindo um referendo de autodeterminação), homilias corajosas, entrevistas à imprensa internacional e reflexões. O livro traça um percurso vital que vai da denúncia pacífica da ocupação indonésia à construção da reconciliação e da nação timorense após a independência. É a principal fonte para entender a sua visão espiritual, política e social, sempre centrada na **não-violência, na defesa dos direitos humanos e na esperança para o seu povo**.

### 2. **”A Caminho da Paz – Esperança para Timor” (1997)**

*   **Resumo:** Publicado em português pouco antes da atribuição do Prémio Nobel, este livro reúne uma série de intervenções, cartas e reflexões de D. Ximenes Belo. O título reflete o seu papel central como **mediador e voz da esperança** nos anos mais sombrios da ocupação. Os textos abordam o sofrimento do povo timorense, a importância da fé católica como sustento e identidade, e o apelo constante à comunidade internacional para não ignorar a questão de Timor-Leste. É um testemunho do seu compromisso inabalável com uma solução pacífica para o conflito.

### 3. **”Timor Leste: O país do sol nascente” (2000)**

*   **Resumo:** Publicado após a consulta popular de 1999 e no rescaldo da violência que se seguiu, este livro (muitas vezes resultante de entrevistas ou colaborações) apresenta a visão de D. Ximenes Belo para o futuro do país. Menos focado na denúncia e mais na **reconstrução nacional**, aborda temas como a reconciliação entre timorenses, o perdão, o papel da Igreja na nova sociedade, e os desafios da independência que se avizinhava. É um documento de transição, marcado pela tragédia recente mas também pela esperança no “sol nascente” de uma nova era.

 

### 4. **Obras Coletivas e Capítulos de Livros**

  1. Ximenes Belo contribuiu com prefácios, capítulos ou testemunhos em diversas obras sobre Timor-Leste, direitos humanos e paz. Por exemplo:

*   **”Direitos Humanos em Timor-Leste”** (vários autores): O seu contributo nestas obras reforça a ligação intrínseca entre a sua missão pastoral e a defesa dos direitos fundamentais.

*   **Livros sobre a História da Igreja em Timor-Leste:** A sua perspetiva é frequentemente incluída em obras históricas que documentam o papel crucial da Igreja Católica na resistência e identidade nacional.

 

### Tema Central e Legado nos seus Escritos:

Os livros e textos de D. Ximenes Belo giram em torno de eixos constantes:

*   **Não-violência e Coragem:** Inspirado por figuras como Gandhi e Martin Luther King, a sua resistência foi sempre pacífica, mas firmíssima.

*   **Diplomacia Pastoral:** Usou o seu cargo eclesiástico para fazer denúncias internacionais de forma estratégica e moralmente inatacável.

*   **Reconciliação:** Mesmo após ter sofrido ameaças e violência, a sua mensagem pós-1999 foi sempre de perdão e união nacional.

*   **Esperança:** Em todas as suas palavras, mesmo nas mais duras, transparece uma fé inquebrantável no futuro do seu povo.

 

**Nota Importante:** Devido à natureza da sua ação, muitos dos seus textos fundamentais estão dispersos por arquivos da Igreja, jornais internacionais (como *The New York Times*, *The Washington Post*) e documentos da ONU. As obras listadas acima são compilações que permitem o acesso mais fácil ao seu pensamento.

 

A sua bibliografia é, acima de tudo, um **testemunho escrito de uma vida dedicada à paz**, tornando-se ele próprio uma figura central na história e literatura de Timor-Leste.

01 06 Terca – Timor –

 

 

 

 

(0:00) Bem-vindos a esta análise. Hoje temos um desafio interessante. Vamos mergular numa única (0:07) fonte, que é a letra de uma canção chamada Don Carlos de Bello, Voice of Voiceways.

A nossa (0:13) missão é tentar perceber que trata que esta canção de pinta de Don Carlos de Bello, (0:18) e claro, de timor leste de altura, usando apenas a sua lente, que é uma lente poética e (0:24) imutiva. É um ponto de partida fascinante, de facto, porque reparam. A arte não tem um…

(0:29) compromisso com a objetividade de um documento histórico, tria..

Sua função é outra. Estilar (0:37) a essência de um sentimento de uma época, numa forma que nos atingues de uma maneira completamente (0:44) diferente. O nosso trabalho aqui é quase furense.

Gosto da sua ideia, furense. Exatamente. Analisar (0:51) as escolhas das palavras, as notáforas, para perceber a narrativa que o artista quis, (0:57) bem que quis construir.

Gosto da sua abordagem, vamos dizer, então. A canção (1:02) do nosso facilito é entrada. Começa a louca o matemusfera muito, muito densa, quase (1:06) sofocante.

Pinta um quadro de timor que é incrigalmente sombrio. Fala de lágrimas escondidas (1:13) no silêncio de um país, de crianças em futuro, mais a razar. Por que que se começa como (1:18) uma imagem tão íntima, tão boorosa, em vez de um contexto político mais vasto? (1:23) Bem, eu acho que estratégia de canção é criar uma ligação nacional em diata.

Um relatório (1:29) do ONU, por exemplo, de falaria de estatísticas, de violações de direitos. Uma canção fala (1:35) de mais a razar, alfocar-se no micro, no doméstico. A letra torna o sufrimento que é (1:42) afestrato, em algo universal, compreensível para todos.

Sim, claro. E a expressão silêncio (1:48) de um país não é apenas a ausência de som, pois não. É um silêncio forçado, é (1:54) impossibilidade de partilhar essa dor com o mundo.

E a ideia de um medo que não é só (1:58) político, mas que se infiltra no dia a dia, é muito forte, a um vez que me marcou (2:03) particularmente. As casas que terminam nos couro. É uma imagem terradora.

É uma imagem (2:12) de pessoas tremem. Ao dizer que as casas tremem, o autor personifica o medo. Torna-o (2:18) num agente externo, uma força de natureza que abala os próprios alicerces da sociedade, (2:23) que é o lar, o refugio.

O terror deixa de estar na rua e passa a estar (2:27) dentro de casa. Precisamente. Dentro de casa, no escuro, a canção (2:31) estabelece isto muito bem.

O antidunista principal da história não é uma pessoa, não (2:36) é um país, é este ambiente de medo e de silêncio. E ao palco perfeito para a entrada (2:41) de um irói para se invizer. E ao que acontece, é seguir este cenário de silêncio afluta (2:47) a canção entre um de uma voz.

Mas descrevo-lhe uma firma que me parece a primeira vista (2:52) contra intuitiva. Descar uma voz suave, mas sei a d’ardor. Por que este contraste? Numa (2:59) situação tão extrema não seria separar um grito de raiva, uma voz mais dura, mais (3:03) engauda.

Essa é uma escolha fundamental, quer dizer, é uma escolha que define todo (3:07) o retrato de personagem. Uma voz raiva seria de um revolucionário, talvez de um líder (3:13) militar, certo. Uma voz suave sugera algo diferente, sugera persuasão, reviliancia, talvez (3:21) até uma autoridade moral ou espiritual.

O ardor d’alha paixão, a força, mas a sua (3:27) vida muda completamente a natureza desse poder. A letra força isto logo é seguir, ao (3:32) dizer que erguiu a verdade que ninguém pode me casse. Arma dele não é a força, é (3:37) verdade.

Isso em quadro de uma forma quase religiosa (3:40) ou filosófica, mais do política. E a canção continua nessa linha, chama a sua voz (3:46) um brito vindo da alma. É uma pessoa muito visceral.

O que é que isso é que se senta? (3:52) É que se senta uma camada de inovitabilidade. De autenticidade. Um brito vindo da alma (3:59) não é um discoscalculado, não é propaganda.

A canção está a dizer que esta voz era (4:05) uma necessidade primordial, uma expressão humana tão fundamental que não podia ser contida. (4:11) E coloca em oposição direto ao silêncio. Exatamente.

Em oposição direto ao silêncio (4:17) imposto que descreveu antes. Se o silêncio era artificial, o brito da alma é orgânico, (4:23) é naturalizar reclamar o seu espaço. E crucialmente, a letra diz que esta voz era mais (4:30) forte do que qualquer temor.

Atacando diretamente o antagonista da história. (4:34) Não está. Atacando diretamente o unido.

(4:37) Atentemos esta voz quase como uma força da natureza, mas depois a canção muda o foco. (4:42) Passa da voz, que é algo mais etérico, para as ações da pessoa. E o que está a caímpatia, (4:48) diz que ele surou com o povo sentiu cada frida.

(4:52) O que esta mudança de foco nos diz sobre o tipo de liderança que a canção quer retratar? (4:57) Diz-nos que a força daquela voz não vinha de uma convicção ideológica abstrata, mas (5:03) sim de uma ligação humana, ah, profunda. A letra faz que estão de mostrar que ele não (5:08) era um líder distante a falar de uma torre de marco. (5:11) Estava no terreno.

Estava no meio do sofrimento, a sentido. É a clássica imagem do líder (5:16) servidor, e este é crucial para a frase que vêm a seguir, e transformou o sofrimento (5:21) em esperança renaxida. Só quem senta o sofrimento pode, legitimamente transformar-lo.

(5:27) É um processo quase alquílico, o que é a canção de escreve. Ele absorva dor e devolve (5:33) sofrança, e ametáfora-se vinte para suicificar essa ideia. Descreve-o como um pastor que (5:39) protegeu o seu povo até o último momento.

Este imagem do pastor é muito liberado, não é? (5:45) Estremamente liberada. Um pastor não é o rei, não é o general. A autoridade de um pastor (5:50) não vem do poder ou da força, vem do cuidado, da responsabilidade, do sacrifício, (5:56) é uma imagem de liberadamente política, quase espiritual.

E, senti-se, senti-se, porque ele (6:02) leva a figura acima das disputas terrenas, mas por outro lado, também corre um risco (6:07) de empagar a astucia e a estratégia de política que foram certamente necessárias para navegar (6:12) uma situação daquelas. A canção está de facto construir uma imagem de um santo (6:16) não necessariamente de um político. O que foi sentido há-se que a sua força, (6:21) a segunda letra, vem de um coração gigante e não de um plano genial.

É uma força (6:26) moral. Mas esta liderança tão focada na empatia, tão interna, como é que a canção explica (6:32) que ela tenha tido o efeito fora de timor? Ela faz uma afirmação muito usada, o mundo (6:38) finalmente parou para te morre escutar. Essa é a viragem na narrativa.

A canção (6:43) aborda o problema do isolamento, que já tinha sido surgido no início. Lembra-se (6:48) daquela parte que diz, no mundo tão distante ninguém quis acreditar? (6:51) Sim, pronto. A voz dele persistente, que ergueu a verdade, é apresentada como o ferramente (6:58) que cobrou essa barreira de indiferença.

E a canção estabelece uma ligação direta entre (7:03) a atenção externa e a mudança interna. Sim, essa ligação é muito clara no verso, (7:08) o medo que dominava começou a desmoronar quando sua curagem ensinou o mundo a olhar. Para (7:14) sugerir que o medo só perde força quando há testemunhas.

Exatamente, a voz dele foi (7:20) o ponto a ponto. Precisamente, aliás, a canção usa essa palavra (7:24) mais à frente, chamando-la, a ponto entre o sofrimento do povo e o futuro melhor. A sua (7:30) função narrativa é conectar o mundo sechado e sufridor de timor com a comunidade (7:37) internacional e isso refleta um padrão que vemos na história, a opressão e a violência (7:42) prosperam no silêncio, na escuridão.

Quando uma voz consegue atreir a luz da atenção (7:47) mundial, as imánicas de poder no terreno alteram-se. (7:51) A atenção global torna-se marma, torna-se marma-se. E essa atenção global combina, claro, (7:56) no prêmio nadal da paz, é o conhecimento máximo.

Como é que a canção lida com o evento (8:02) tão monumental? Apresenta-o como uma vitória pessoal para ele. (8:06) Pelo contrário, e essa é talvez uma das escolhas víricas mais importantes. A canção em (8:11) quadro prêmio de forma muito, muito específica, diz que a luz do Nobel brilhou, não por (8:18) glória ou louvor.

Mas por sangue e lágrimas de um povo lutador. (8:23) Exato, é um ato deliberado de desdio da glória individual para a unra coletiva. (8:30) Ou seja, ele não é o irói que ganha a medalha.

Ele é o veículo através do qual, o (8:36) sufrimento do seu povo é finalmente reconhecido e honrado. (8:40) Precisamente, reforça a sua imagem de pastor, o prêmio não é pra ele, é pro Rubenho. (8:46) Isto impede que a canção se torna na síntulos hós, é um grande homem, mantendo o foco (8:51) na luta coletiva.

Ele é o megafone, mas o grito vem do povo, e isto é fundamental (8:55) para a integridade da narrativa. (8:57) Depois de todo este percurso, o silêncio, a voz, o reconhecimento mundial, a canção (9:03) chega ao presente. E traça uma linha muito direta, quase de contos de fadas, entre o passado (9:09) e o agora.

Hoje o timor respira paus, porque alguém acreditou. É apresentado de uma forma (9:15) assim tão simples, de causa e de feitos. (9:19) Sim, uma canção procura clareza narrativa e não a complexidade de interpretar a história.

(9:26) Para a canção, a paz atual é o resultado direto e inequivo com aquela criança e daquela voz. (9:32) E para garantir que não vemos isto como um evento que acabou, a letra descreva a sua voz (9:37) como eco-iterno que permanecerá para sempre com o valor. (9:41) Não é uma memória.

É uma presença continuada. (9:45) E quase no final, acontece algo inspirado. A letra que até aqui foi todo em português, (9:51) de repente muda para inglês, por um instante, para usar a frase da voz ou da voz la se (9:55) people of timor.

Por que o autor faria esta mudança de código linguístico tão perto (10:00) de fio? (10:01) Bem, eu acho que é um golpe de jane artístico. É um momento em que a canção universaliza a sua (10:06) própria história. Depois de nos contar a história na língua local, da dor local, ela adota (10:12) a língua franca global.

(10:13) Para usar o epíto, pelo qual esta figura se tornou conhecido internacionalmente. É como (10:19) se disse-se. A nossa história, contada na nossa língua, tornou-se tão importante que (10:25) o mundo reconhece por este nome, nesta língua.

(10:28) É a prova final de que a voz conseguiu mesmo quebrar o isolamento. (10:33) Sem dúvida, a prova final. (10:36) E o último verso parece acelerar isto ver.

A canção termina de forma categórica. A sua voz (10:41) é aquela voz, o mundo interrocutou. É o fecho perfeito do círculo.

(10:47) Perfeito. A narrativa começa com um silêncio de um país, um sofrimento introvertido e (10:53) ignorado, e termina como a voz ouvida pelo mundo inteiro. É ajudada completa do silêncio (11:00) ao som universal.

Daí em potência local, a revolvência global. A canção compra sua preneça. (11:07) Estraímos imenso de apenas uma letra.

É uma narrativa incrívelmente densa, começa (11:13) no sofrimento silencioso a apresentar uma voz baseada na empatia que é que era o medo. (11:19) E mostra começa a voz se torna um ponto para um mundo, resultando em reconhecimento e finalmente (11:24) em paz. (11:25) Exato.

O que esta fonte nos remostra é um arquético de liderança. Uma liderança enresada (11:32) não no poder, mas na autoridade moral e na verdade. E talvez o mais importante é uma (11:38) ode ao poder da arte e da comunicação.

Mostra como uma negativa persistente, mesmo (11:44) que suave, pode curar a indifensa global e na visão do artista claro, mudar o curso (11:50) da história de uma nação. (11:51) E para terminar uma reflexão que está analisem de essa. A canção e o proprietivo cristalizam (11:58) a luta de todo um povo na figura de um homem, a voz.

(12:02) Isso leva uma reflexão interessante sobre como quantamos das histórias. Com que frequência (12:06) é a canadativa de uma luta coletiva, do tal 100 milagremas de um povo lutador, é (12:11) personificada numa única figura. E o que que ganhamos em polariza, em inspiração, (12:17) o que é que potencialmente predemos em um lance na memória dos outros eróis anónimos (12:22) quando quantamos a história dessa forma.

….

 

 

 

 

01 04 Domingo Reis Magos

**Introdução .

Irmãos e irmãs, hoje a liturgia nos conduz a um mistério de luz e busca. Como os Magos, que deixaram suas terras para seguir uma estrela, também nós somos convidados a sair de nossos caminhos seguros e partir em direção ao Menino Deus.

 As leituras de hoje tecem um tapete sagrado onde o sonho, a profecia, a oração e a **revelação plena** se encontram. Isaías sonha com a luz que atrai os povos, o Salmo revela o perfil do Rei justo, Mateus narra o encontro histórico. **E São Paulo, na segunda leitura, nos dá a chave que desvenda o sentido eterno de tudo isso: em Cristo, somos todos herdeiros da mesma promessa.**

 

**Desenvolvimento .:**

 

A primeira leitura, de Isaías, é um sonho profético que rompe as trevas: “Levanta-te, Jerusalém! A tua luz chegou!” Isaías enxerga, em meio à desolação do exílio, uma luz que atrai reis e nações. Eles vêm de longe, carregando presentes – ouro e incenso – e proclamando os louvores do Senhor. É uma visão de universalidade, onde os povos distantes convergem para a luz de Deus. Este sonho não é apenas uma esperança distante; é uma promessa que começa a pulsar no coração da história, aguardando o momento de se tornar realidade.

 

E como responder a esse sonho? O Salmo 71 nos dá a clave: ele apresenta o perfil do Rei que há de vir. Não um rei de poder opressor, mas um rei que “libertará o pobre que suplica e o miserável que não tem amparo.” Seu reinado é de justiça e paz, estendendo-se “de mar a mar”. Os reis de toda a terra se prostrarão diante dele, oferecendo seus dons. Aqui, a profecia de Isaías ganha um rosto concreto: o Rei que atrai os povos é o mesmo que se inclina para os últimos. O sonho de Deus tem um coração que bate pela justiça.

 

Então, o Evangelho de Mateus narra. Narra a realização! Os Magos – sábios do Oriente, representantes dos povos distantes sonhados por Isaías – veem a estrela e partem. Eles buscam “o rei dos judeus”, mas encontram muito mais: um Menino frágil, nos braços de sua mãe. E ao encontrá-Lo, prostram-se e O adoram. Abrem seus tesouros e oferecem ouro, incenso e mirra – os mesmos presentes profetizados. A cena é a encarnação do Salmo: reis se prostram diante do Rei pobre, reconhecendo nessa criança o Senhor da justiça e da salvação. A estrela os guiou até Jerusalém, mas foram as Escrituras – a Palavra – que os levaram até Belém. A luz da criação (a estrela) e a luz da Revelação (a profecia) convergem para a Luz do mundo.

 

**E é aqui que São Paulo intervém, com a força de uma revelação divina.** A segunda leitura, da Carta aos Efésios, é o ápice que dá sentido a toda esta trama. Paulo não comenta a cena dos Magos, mas **revela o mistério que ela contém e que “não foi dado a conhecer aos homens noutras gerações”**. Qual é este mistério? Que “os pagãos são co-herdeiros” em Cristo Jesus. Os Magos à beira do presépio não são uma bela ilustração; são a **primeira manifestação pública deste mistério escondido desde sempre em Deus**. O que Isaías sonhou de forma poética e o Salmo cantou como esperança, Mateus testemunhou como fato histórico. **E Paulo proclama como Dogma da nossa fé:** a parede de separação foi derrubada. Em Jesus, o povo da antiga aliança e os povos distantes (representados pelos Magos) são “um só corpo”. A Epifania é, portanto, a festa da **Igreja universal**. A jornada dos Magos é a nossa jornada: somos gentios chamados à herança, estrangeiros admitidos à família de Deus.

 

**Conclusão:**  

Irmãos, a Epifania nos interpela. Como os Magos, somos convidados a levantar os olhos, ver a estrela da fé e pôr-nos a caminho. Mas atenção: o caminho nos leva a Belém, não a um palácio. Nos leva ao Menino-Rei, cujo trono é um cocho e cujo poder é o amor que se doa. **Ele atrai a todos – como São Paulo nos ensina – para uma única família, onde não há estrangeiro, mas todos somos filhos no Filho.** Nossa adoração, hoje, é o nosso ouro (reconhecer-Lhe como Rei), nosso incenso (orar-Lhe como Deus) e nossa mirra (abraçar seu mistério de paixão que nos redime). Que, ao partir desta celebração, sejamos nós a estrela que guia outros para Cristo, testemunhando com nossas vidas que, n’Ele, **o mistério revelado a Paulo se torna realidade viva: somos, juntos, a casa aberta de Deus para todos os povos.**

01 03 Sábado – Reflexões

Sábado do Tempo do Natal
Santíssimo Nome de Jesus – MF
Branco – Ofício da féria ou da memória.
Missa da féria ou da memória, pf. do Natal.

L 1: 1Jo 2, 29 – 3, 6; Sl 97 (98), 1. 3cd-4. 5-6
Ev: Jo 1, 29-34

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L 1: 1Jo 2, 29 – 3, 6

São João enfatiza a identidade do cristão como filho de Deus, um dom gratuito do amor do Pai que o mundo não compreende. Esta filiação não é apenas um título, mas uma realidade que exige uma vida de retidão. O autor recorda que, embora já sejamos filhos, a nossa glória plena só se manifestará quando virmos a Deus “tal como Ele é”. Esta esperança deve conduzir à purificação pessoal. Quem permanece em Cristo não vive no pecado; a santidade é a marca de quem verdadeiramente O conhece e n’Ele habita.

Sl 97 (98): Cantai ao Senhor um cântico novo

Este salmo é um hino de exultação pela vitória e salvação operadas por Deus. O salmista convida toda a terra a aclamar o Senhor com instrumentos musicais — cítaras, trombetas e buzinas — celebrando as maravilhas que Ele realizou em favor do Seu povo. A fidelidade e a justiça de Deus são manifestadas diante de todas as nações. Não se trata de um louvor tímido, mas de uma alegria ruidosa e universal que reconhece o Senhor como o Rei e Juiz justo que governa o mundo com retidão.

Ev: Jo 1, 29-34

João Batista apresenta Jesus ao mundo com uma declaração profética fundamental: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. O Batista reconhece a preexistência e a superioridade de Jesus, afirmando que Ele é quem batiza com o Espírito Santo. O texto destaca o testemunho visual de João, que viu o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre Jesus. Este momento sela a missão messiânica de Cristo e permite ao Batista proclamar com autoridade divina: Jesus é, verdadeiramente, o Filho de Deus.

12 24 Quarta Missa Evangelho da Manhã

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.
Palavra da salvação.

REFLEXÃO

Reflexão de Natal: A Genealogia de Jesus e a Fidelidade de Deus

O Evangelho de São Mateus, ao abrir a solenidade do Natal, não se limita a relatar o nascimento de Jesus, mas enquadra-o na vasta tapeçaria da história da salvação, começando pela sua longa e detalhada genealogia. Este registo genealógico (Mt 1, 1-25) é mais do que uma lista de nomes; é a prova viva de que Jesus é, de facto, o Messias prometido, descendente de Abraão e de David, cumprindo as alianças feitas por Deus ao longo dos séculos.

 

A insistência nas “catorze gerações” não é acidental, mas uma forma de sublinhar a perfeição e o propósito divino no tempo. Deus é fiel às Suas promessas, mesmo quando o povo eleito falha. É notável que, nesta lista, coexistam reis santos e figuras marcadas pelo pecado, incluindo mulheres estrangeiras como Tamar, Raab e Rute, e a menção à mulher de Urias. Esta inclusão de pecadores e de forasteiros destaca a universalidade da salvação e o propósito central da vinda de Jesus: “Ele salvará o povo dos seus pecados.” A Sua árvore genealógica é um espelho da humanidade – imperfeita, mas amada.

 

O clímax da genealogia culmina na figura de José, “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.” O drama de José, “homem justo” que decide repudiar Maria em segredo, é resolvido pela intervenção angélica. A mensagem “não temas receber Maria, tua esposa” e a revelação de que o filho é “fruto do Espírito Santo” valida o nascimento virginal e cumpre a profecia de Isaías: “A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’.”

 

O Natal é, portanto, a celebração desta fidelidade inabalável de Deus, que entra na nossa história complexa e imperfeita para se tornar o nosso Salvador. A encarnação garante-nos que Deus não é um observador distante, mas “Deus connosco”, partilhando a nossa carne e o nosso caminho. A prontidão e obediência silenciosa de José (“fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara”) servem de modelo para a nossa própria aceitação do mistério de Deus nas nossas vidas.

Oração de Natal

Deus da Aliança, Pai de Abraão e de David,
Neste tempo de Natal, contemplamos a Tua paciente fidelidade, que atravessou séculos de história, infidelidades e esperança, para se cumprir em Jesus, o Emanuel.
A Tua genealogia ensina-nos que não rejeitas a nossa humanidade, mesmo com os seus erros e fragilidades, mas escolhes entrar nela para a redimir.
Concede-nos, pela intercessão de São José, a graça de uma fé simples e obediente para acolhermos o Teu Filho, o nosso Salvador, em cada momento da nossa vida.
Que a alegria do Natal nos lembre que Tu és “Deus connosco”, ontem, hoje e para sempre.

 

Ámen.

12 28 DOMINGO dentro da Oitava do Natal Sagrada Familia Lectio Divina

2025-12-28

DOMINGO dentro da Oitava do Natal

Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2025-12-28

DOMINGO dentro da Oitava do Natal

Sagrada Família de Jesus, Maria e José – FESTA
Branco – Ofício da festa (Semana I do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. do Natal.

L 1 Sir 3, 3-7. 14-17a (gr. 2-6. 12-14); Sl 127 (128), 1-2. 3. 4-5
L 2 Cl 3, 12-21
Ev Mt 2, 13-15. 19-23

* Proibidas as Missas de defuntos, exceto a exequial.
* No Carmelo da Sagrada Família (Moncorvo) – Sagrada Família de Jesus, Maria e José, Titular do Carmelo – FESTA
* Na Congregação da Divina Providência e Sagrada Família (Braga) – Sagrada Família de Jesus, Maria e José, Titular da Congregação – Festa
* II Vésp. da festa – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano A

Missa

 

SAGRADA FAMÍLIA
DE JESUS, MARIA E JOSÉ

Antífona de entrada Lc 2, 16
Os pastores vieram a toda a pressa
e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor, Pai santo,
que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida,
concedei que, imitando as suas virtudes familiares
e o seu espírito de caridade,
possamos um dia reunir-nos na vossa casa
para gozarmos as alegrias eternas.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Sir 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)
«Aquele que teme a Deus honra os seus pais»

A palavra de Deus faz o elogio da vida familiar. O Filho de Deus, ao fazer-Se homem, quis nascer e viver numa família humana. Foi ela a primeira família cristã, modelo, a seu modo, de todas as demais. O amor de Deus em todos os membros de uma família é condição fundamental para o crescimento, em paz, de todos os que nela nascem e vivem, como no quadro que o sábio nos apresenta nesta leitura.

Leitura do Livro de Ben-Sirá
Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados e acumula um tesouro quem honra sua mãe. Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida e converter-se-á em desconto dos teus pecados.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)
Refrão: Felizes os que esperam no Senhor
e seguem os seus caminhos. Repete-se
Ou: Ditosos os que temem o Senhor,
ditosos os que seguem os seus caminhos. Repete-se

Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem. Refrão

Tua esposa será como videira fecunda,
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira,
ao redor da tua mesa. Refrão

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém,
todos os dias da tua vida. Refrão

LEITURA II Cl 3, 12-21
A vida doméstica no Senhor.

Desde o princípio que os cristãos compreenderam que a sua fé se deve manifestar em toda a sua vida e muito particularmente na vida de família; esta pode ter sempre diante dos olhos a Sagrada Família de Nazaré, que constituiu a melhor experiência do que devem ser as nossas famílias.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses
Irmãos: Como eleitos de Deus, santos e prediletos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em ação de graças. Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Col 3, 15a.16a
Refrão: Aleluia. Repete-se
Reine em vossos corações a paz de Cristo,
habite em vós a sua palavra. Refrão

EVANGELHO Mt 2, 13-15.19-23
«Toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito»

A vida da Sagrada Família não foi nada cómoda, mesmo nos seus começos. Aquele que viera ao mundo para morrer na Cruz sentiu logo desde a infância a rejeição dos homens. Mas a mão de Deus estava com Ele. O seu regresso do Egito retoma a caminhada pascal do antigo povo de Deus, e a sua entrada na Terra Prometida antecipa já o sentido de toda a sua vida: conduzir os homens à Casa do Pai.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo Profeta: «Do Egito chamei o meu filho». Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».
Palavra da salvação.

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Leituras facultativas

LEITURA I Gn 15, 1-6; 21, 1-3
«O teu herdeiro vai ser alguém nascido do teu sangue»

Leitura do Livro do Génesis
Naqueles dias, foi dirigida a Abrão a palavra do Senhor numa visão: «Não temas, Abrão: Eu sou o teu escudo; será grande a tua recompensa». Abrão respondeu: «Senhor, meu Deus, que me dareis? Vou partir desta vida sem descendência, e o herdeiro da minha casa é Eliezer de Damasco». E continuou: «Vós não me destes descendência, e um servo nascido na minha casa é que será o meu herdeiro». Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Não é ele que será o teu herdeiro; o teu herdeiro vai ser alguém nascido do teu sangue». Deus levou Abrão para fora de casa e disse-lhe: «Levanta os olhos para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar». E acrescentou: «Assim será a tua descendência». Abrão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça. O Senhor visitou Sara, como lhe tinha dito, e realizou nela o que prometera. Sara concebeu e deu um filho a Abraão, apesar da sua velhice, na data marcada por Deus. Ao filho que lhe nasceu de Sara deu Abraão o nome de Isaac. Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 104 (105), 1b-2.3-4.5-6.8-9 (R. 7a.8a)
Refrão: O Senhor, nosso Deus, recorda sempre a sua aliança.

Aclamai o nome do Senhor,
anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-Lhe salmos e hinos,
proclamai todas as suas maravilhas.

Gloriai-vos no seu santo nome,
exulte o coração dos que procuram o Senhor.
Considerai o Senhor e o seu poder,
procurai sempre a sua face.

Recordai as maravilhas que Ele operou,
os seus prodígios e os oráculos da sua boca,
vós, descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito.

Ele recorda sempre a sua aliança,
a palavra que empenhou para mil gerações,
o pacto que estabeleceu com Abraão,
o juramento que fez a Isaac.

LEITURA II Heb 11, 8.11-12.17-19
A fé de Abraão, de Sara e de Isaac

Leitura da Epístola aos Hebreus Irmãos: Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento e partiu para uma terra que viria a receber como herança; e partiu sem saber para onde ia. Pela fé, também Sara recebeu o poder de ser mãe já depois de passada a idade, porque acreditou na fidelidade d’Aquele que lho prometeu. Por isso, de um só homem– um homem que a morte já espreitava nasceram descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e inumeráveis como a areia que há na praia do mar. Pela fé, Abraão, submetido à prova, ofereceu o seu filho único, Isaac, que era o depositário das promessas, como lhe tinha sido dito: «É por Isaac que terás uma descendência com o teu nome». Ele considerava que Deus pode ressuscitar os mortos; por isso ele recuperou o filho como uma figura. Palavra do Senhor.

ALELUIA Hebr 1, 1-2
Refrão: Aleluia. Repete-se
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.
Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho. Refrão

EVANGELHO Como em cima.

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Quando esta festa se celebra no domingo, diz-se o Credo.

Oração sobre as oblatas
Nós Vos oferecemos, Senhor,
este sacrifício de reconciliação
e humildemente Vos suplicamos,
pela intercessão da Virgem Mãe de Deus e de são José,
que confirmeis as nossas famílias
na vossa graça e na vossa paz.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Nas Orações eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

Antífona da comunhão Cf. Br 3, 38
Deus apareceu na terra
e começou a viver no meio de nós.

Oração depois da comunhão
Pai de misericórdia,
que nos alimentais neste divino sacramento,
dai-nos a graça de imitar continuamente
os exemplos da Sagrada Família,
para que, depois das provações desta vida,
vivamos na sua companhia por toda a eternidade.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

02 27 São João, apóstolo e evangelista Lectio Divina

São João, apóstolo e evangelista

 

Nota Histórica

Festa

João, apóstolo e evangelista, filho de Zebedeu, juntamente com seu irmão Tiago e com Pedro, foi testemunha da transfiguração e da paixão do Senhor. Junto à cruz, recebeu Maria como mãe. No seu Evangelho e em outros escritos mostra-se como teólogo, que, tendo contemplado a glória do Verbo encarnado, anunciou o que viu com os próprios olhos. É ele que nos dá a mais alta definição da divindade: «Deus é amor» (1Jo 4,8).

 

Missa

Antífona de entrada
Este é João, que, na última Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Senhor.
Feliz o apóstolo a quem foram revelados os mistérios celestes
e que anunciou a todo o mundo a palavra da vida.

Ou: Cf. Sir 15, 5
O Senhor deu-lhe a palavra no meio da assembleia,
encheu-o com o espírito de sabedoria e inteligência
e revestiu-o com um manto de glória.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que, por meio do apóstolo são João,
nos revelastes os mistérios do vosso Verbo,
concedei-nos compreender com a inteligência
o que ele, tão excelentemente, introduziu nos nossos ouvidos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I 1 Jo 1, 1-4
«Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos»

Leitura da Primeira Epístola de São João
Caríssimos:
O que era desde o princípio,
o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos,
o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos
acerca do Verbo da Vida,
é o que nós vos anunciamos.
Porque a Vida manifestou-Se
e nós vimos e damos testemunho dela.
Nós vos anunciamos a Vida eterna,
que estava junto do Pai e nos foi manifestada.
Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos,
para que estejais também em comunhão connosco.
E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.
E vos escrevemos tudo isto,
para que a vossa alegria seja completa.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 96 (97), 1-2.5-6.11-12 (R. 12a)
Refrão: Alegrai-vos, justos, no Senhor.

O Senhor é Rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
Ao seu redor, nuvens e trevas;
a justiça e o direito são a base do seu trono.

Derretem-se os montes como cera,
diante do Senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória.

A luz resplandece para o justo
e a alegria para os corações rectos.
Alegrai-vos, ó justos, no Senhor,
e louvai o seu nome santo.

ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Nós Vos louvamos, ó Deus;
nós Vos bendizemos, Senhor.
O coro glorioso dos Apóstolos
canta os vossos louvores. Refrão

EVANGELHO Jo 20, 2-8
«O outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi ter com Simão Pedro
e com o discípulo predileto de Jesus
e disse-lhes:
«Levaram o Senhor do sepulcro
e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo
e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos,
mas o outro discípulo antecipou-se,
correndo mais depressa do que Pedro,
e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira.
Entrou no sepulcro
e viu as ligaduras no chão
e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo
que chegara primeiro ao sepulcro:
viu e acreditou.
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Santificai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar
e fazei que a participação neste sagrado banquete
nos leve a compreender os mistérios do Verbo eterno,
que na mesma fonte revelastes ao vosso apóstolo João.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.

Antífona da comunhão Jo 1, 14.16
O Verbo fez-Se carne e habitou no meio de nós.
Da sua plenitude todos nós recebemos.

Oração depois da comunhão
Por este sacramento que celebrámos,
concedei, Deus todo-poderoso,
que habite sempre em nós o Verbo feito carne,
que o apóstolo são João anunciou.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo,
sobre a Primeira Epístola de São João

(Tract. 1, 1.3: PL 35, 1978-1980) (Sec. V)

A Vida manifestou-Se na carne

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos acerca do Verbo da Vida. Quem poderia tocar com suas mãos o Verbo, se não fosse porque o Verbo Se fez carne e habitou entre nós?
O Verbo, que Se fez carne para poder ser tocado com as mãos, começou a ser carne no seio da Virgem Maria; mas não foi então que começou a ser o Verbo, porque, como diz São João, Ele era desde o princípio. Vede como a sua Epístola é confirmada pelas palavras do seu Evangelho que acabais de escutar: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus.
Talvez haja alguém que tome a expressão «Verbo da Vida» como se fosse referida a Cristo, mas não ao corpo de Cristo que podia ser tocado com as mãos. Reparai no que vem a seguir: E a Vida manifestou-Se. Portanto, Cristo é o Verbo da Vida.
E como Se manifestou? Era desde o princípio, mas não se tinha manifestado aos homens; apenas Se tinha manifestado aos Anjos, que O contemplavam e se alimentavam d’Ele como de seu pão. Mas que diz a Escritura? O homem comeu o pão dos Anjos.
Portanto, a Vida manifestou-Se na carne, para que, nesta manifestação, aquilo que só o coração podia ver, fosse visto também com os olhos e desta forma sarasse os corações. De facto o Verbo só pode ser visto com o coração, ao passo que a carne pode ser vista também com os olhos corporais. Éramos capazes de ver a carne, mas não éramos capazes de ver o Verbo. Por isso O Verbo Se fez carne que nós podemos ver, para sarar em nós aquilo que nos torna capazes de ver o Verbo.
Nós damos testemunho do Verbo e vos anunciamos a vida eterna, que estava junto do Pai e foi manifestada em nós, isto é, foi manifestada entre nós e, ainda mais claramente, foi-nos manifestada.
Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos. Prestai atenção: Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos. Eles viram o Senhor presente na carne, ouviram as palavras da sua boca e anunciaram-nas a nós. Por isso também nós ouvimos, mas não vimos.
Seremos nós, por isso, menos afortunados que aqueles que viram e ouviram? Mas então, porque acrescenta: Para que estejais também em comunhão connosco? Eles viram e nós não vimos; e, apesar disso, estamos em comunhão, porque temos uma fé comum.
E a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo; e vos escrevemos isto, para que a vossa alegria seja completa. A alegria completa encontra-se, como ele diz, na mesma comunhão de vida, na mesma caridade, na mesma unidade.

12 26 Sexta Feira Santo Estêvão, primeiro mártir- Lectio Divina

Santos

Santo Estêvão, primeiro mártir

 

Nota Histórica

Festa

Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, foi um dos sete escolhidos pelos Apóstolos como seus colaboradores no ministério e foi também o primeiro dos discípulos do Senhor a derramar o seu sangue em Jerusalém. Enquanto era apedrejado pelos perseguidores, deu testemunho de Cristo Jesus, afirmando que O via sentado na glória, à direita do Pai.

 

Missa

Antífona de entrada
Abriram-se as portas do céu a Estêvão, o primeiro mártir,
que recebeu no céu a coroa da vitória.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Concedei-nos, Senhor, imitar o que celebramos,
para aprendermos a amar os inimigos,
a exemplo de santo Estêvão, o primeiro mártir,
que soube orar também pelos perseguidores.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Atos 6, 8-10; 7, 54-49
«Vejo o Céu aberto»

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias,
Estêvão, cheio de graça e fortaleza,
fazia grandes prodígios e milagres entre o povo.
Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos,
oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia,
vieram discutir com Estêvão,
mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo
com que ele falava.
Ao ouvirem as suas palavras,
estremeciam de raiva em seu coração
e rangiam os dentes contra Estêvão.
Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu,
viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita
e exclamou:
«Vejo o Céu aberto
e o Filho do homem de pé à direita de Deus».
Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos;
depois atiraram-se todos contra ele,
empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.
As testemunhas colocaram os mantos
aos pés de um jovem chamado Saulo.
Enquanto o apedrejavam,
Estêvão orava, dizendo:
«Senhor Jesus, recebe o meu espírito».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 30 (31), 3cd-4.6 e 8ab.16b-17 (R. 6a)
Refrão: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

Sede a rocha do meu refúgio
e a fortaleza da minha salvação.
Porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,
por amor do Vosso nome guiai-me e conduzi-me.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me.
Hei-de exultar e alegrar-me com a vossa misericórdia,
porque conhecestes as angústias da minha alma.

Livrai-me das mãos dos meus inimigos
e de quantos me perseguem.
Fazei brilhar sobre mim a vossa face,
salvai-me pela vossa bondade.

ALELUIA Salmo 117 (118), 26a.27a
Refrão: Aleluia. Repete-se
Bendito O que vem em nome do Senhor;
o Senhor é Deus e fez brilhar sobre nós a sua luz. Refrão

EVANGELHO Mt 10, 17-22
«Não sereis vós a falar, mas o Espírito de vosso Pai»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus apóstolos:
«Tende cuidado com os homens:
hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas.
Por minha causa, sereis levados
à presença de governadores e reis,
para dar testemunho diante deles e das nações.
Quando vos entregarem,
não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer,
porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer;
porque não sereis vós a falar,
mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós.
O irmão entregará à morte o irmão
e o pai entregará o filho.
Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte.
E sereis odiados por todos por causa do meu nome.
Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo».
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor,
os dons que Vos oferecemos neste dia,
ao celebrarmos a comemoração gloriosa do mártir santo Estêvão.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.

Antífona da comunhão At 7, 59
Enquanto apedrejavam Estêvão,
ele orava dizendo:
Senhor Jesus, recebei o meu espírito.

Oração depois da comunhão
Nós Vos damos graças, Senhor,
porque, na vossa infinita misericórdia para connosco,
nos salvais com o nascimento do vosso Filho
e nos alegrais com a celebração do mártir santo Estêvão.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

Dos Sermões de São Fulgêncio de Ruspas, bispo

(Sermo 3, 1-3.5-6: CCL 91 A, 905-909) (Sec. VI)

As armas da caridade

Ontem celebrámos o nascimento temporal do nosso Rei eterno; hoje celebramos o martírio triunfal do seu soldado. Ontem, o nosso rei, revestido com o manto da carne, saindo do seio virginal, dignou-Se visitar o mundo; hoje, o soldado, saindo do tabernáculo do seu corpo, entrou triunfante no Céu.
O nosso Rei, o Altíssimo, humilhou-Se por nós; mas a sua vinda não foi em vão: Ele trouxe grandes dons aos seus soldados, a quem não só enriqueceu abundantemente, mas também fortaleceu para serem invencíveis na luta. Trouxe o dom da caridade que torna os homens participantes da natureza divina.
Ao repartir tão liberalmente os seus dons, nem por isso ficou mais pobre: enriquecendo de modo admirável a pobreza dos seus fiéis, Ele conservou a plenitude dos seus tesouros inesgotáveis.
Assim, a mesma caridade que Cristo trouxe do Céu à terra, fez subir Estêvão da terra ao Céu. A mesma caridade que precedeu no Rei, resplandeceu depois no soldado.
Estêvão, para merecer a coroa que o seu nome significava, tomou como arma a caridade e com ela triunfava em toda a parte. Por amor de Deus não cedeu perante os judeus que o atacavam; por amor do próximo, intercedia pelos que o apedrejavam. Pela caridade, argumentava contra os que estavam no erro para que se corrigissem; pela caridade, orava pelos que o apedrejavam para que não fossem castigados.
Confiado na força da caridade, venceu a crueldade de Saulo e mereceu ter como companheiro no Céu aquele que na terra foi seu perseguidor. Movido pela santa e infatigável caridade, desejava conquistar com a sua oração aqueles que não pôde converter com as suas palavras.
E agora, Paulo alegra-se com Estêvão, com Estêvão goza da glória de Cristo, com Estêvão triunfa, com Estevão reina. Onde entrou primeiro Estêvão, martirizado pelas pedras de Paulo, entrou depois Paulo, ajudado pelas orações de Estêvão.
Oh como é verdadeira aquela vida, meus irmãos, em que Paulo não fica confundido pela morte de Estêvão, e Estêvão se alegra pela companhia de Paulo, porque em ambos exulta a mesma caridade. A caridade de Estêvão superou a crueldade dos judeus, a caridade de Paulo cobriu a multidão dos seus pecados; pela caridade mereceram ambos possuir o reino dos Céus.
A caridade é a fonte e origem de todos os bens, é a mais segura protecção, é o caminho que leva ao Céu. Quem caminha na caridade não pode temer nem errar; ela dirige, protege e leva a bom termo.
Por isso, irmãos, uma vez que Jesus Cristo nos deu a escada da caridade pela qual todo o cristão pode subir ao Céu, conservai fielmente a caridade verdadeira, exercitai a uns com os outros e, subindo por ela, progredi sempre no caminho da perfeição.

 

12 25 Quinta-feira – NATAL DO SENHOR Lectio Divina

Agenda litúrgica

2025-12-25

Quinta-feira – NATAL DO SENHOR

Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
Missa própria do dia, Glória, Credo, pf. próprio.

Missa da noite
L 1 Is 9, 1-6; Sl 95 (96), 1-2a. 2b-3. 11-12. 13
L 2 Tt 2, 11-14
Ev Lc 2, 1-14

Missa da aurora
L 1 Is 62, 11-12; Sl 96 (97), 1 e 6. 11-12
L 2 Tt 3, 4-7
Ev Lc 2, 15-20

+ Missa do dia
L 1 Is 52, 7-10; Sl 97 (98), 1. 2-3ab. 3cd-4. 5-6
L 2 Heb 1, 1-6
Ev Jo 1, 1-18 ou Jo 1, 1-5. 9-14

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Proibidas as Missas em oratórios privados.
* Hoje, os sacerdotes podem celebrar ou concelebrar três Missas, contanto que as celebrem nos devidos tempos. Aquele que celebrar apenas uma Missa, deve tomar os textos mais adaptados à hora do dia.
* O sacerdote que celebrar hoje três vezes, pode conservar para si os três estipêndios (CDC cân 951, § 1).
* Na Diocese de Beja – Ofertório para a Fundação Pax da Diocese de Beja.
* Na Arquidiocese de Évora – Ofertório para a Fraternidade Sacerdotal.
* II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.
* Esta solenidade tem Oitava.

 

Ano A

Missa

 

MISSA DO DIA

Depois de nos ter apresentado o Salvador revestido da nossa natureza humana, para a fazer Sua e nos salvar, a Igreja, nesta Missa, insistindo sobre a geração eterna do Filho único e bem-amado do Pai (2.ª leitura e Evangelho), proclama a sua fé na Divindade de Cristo.

Aquele que contemplamos reclinado num presépio, é, na verdade, o Verbo, a Palavra viva, em que todo o pensamento, toda a vida e todo o ser de Deus se exprimem. Gerado desde toda a eternidade, Ele é, com o Pai, criador, e senhor do universo. E a salvação, esperada por Israel e por todos os homens, embora, por vezes de modo confuso, consiste precisamente em o Verbo Se ter feito Carne, permitindo assim à humanidade estabelecer relações filiais com Deus.

Esta é a Boa Notícia (1.ª leitura), que deve ser levada até aos confins da terra: Deus, através de Jesus Cristo, vem ao encontro dos homens de todos tempos e lugares.

Antífona de entrada Is 9, 5
Um Menino nasceu para nós, um Filho nos foi dado.
Tem o poder sobre os seus ombros e será chamado Conselheiro admirável.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que de modo admirável criastes o homem
e de modo ainda mais admirável o renovastes,
fazei que possamos participar na vida divina do vosso Filho
que Se dignou assumir a nossa natureza humana.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Is 52, 7-10
Todos os confins da Terra verão a Salvação do nosso Deus

Após meio século de exílio em terra estrangeira, o povo de Deus sente-se abandonado pelos reis, que haviam causado a sua desgraça e, desiludido, não acredita em palavras mentirosas. No meio do abatimento ressoa, porém, uma palavra de salvação: Deus, o verdadeiro rei, vem, como Libertador trazer a paz ao Seu povo. E Jerusalém, cidade em ruínas, alegra-se, porque o Senhor a consola.
A nossa situação é semelhante à de Jerusalém. Prisioneiros de nós mesmos e do mal que nos domina, temos necessidade de ser salvos, de ser libertados. A verdadeira salvação, porém, vem de Deus, através do Seu Servo, Jesus Cristo, o Qual, pela Sua Encarnação, pelo Seu aniquilamento e, ao mesmo tempo, pela Sua elevação como Senhor e Rei, deu louvor a Deus e realizou a libertação total do homem.

Leitura do Livro de Isaías
Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que proclama a salvação e diz a Sião: «O teu Deus é Rei». Eis o grito das tuas sentinelas que levantam a voz. Todas juntas soltam brados de alegria, porque veem com os próprios olhos o Senhor que volta para Sião. Rompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consola o seu povo, resgata Jerusalém. O Senhor descobre o seu santo braço à vista de todas as nações e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4.5-6 (R. 3c)
Refrão: Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus. Repete-se

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória. Refrão

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel. Refrão

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai. Refrão

Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei. Refrão

LEITURA II Heb 1, 1-6
«Deus falou-nos por seu Filho»

Deus entra na história do mundo, por meio de Seu Filho. E esta intervenção dá-se para salvação do mesmo mundo. Em tempos passados, manifestara-se pelos patriarcas e profetas do Antigo Testamento. Nestes tempos, que são os últimos e definitivos (Gal. 4, 4). Deus revela-Se através de Seu filho incarnado. Em Jesus, na Sua Pessoa e nas Suas Palavras, a Palavra de Deus atinge a sua plenitude, em todos os seus aspectos.
Embora não faltem pretensos salvadores e abundem as promessas de salvação, só Jesus é a Palavra definitiva do Pai. E será inútil buscar a Deus, senão a partir de Cristo e da Sua mensagem evangélica.

Leitura da Epístola aos Hebreus

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo. Sendo o Filho esplendor da sua glória e imagem da sua substância, tudo sustenta com a sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-Se à direita da Majestade no alto dos Céus e ficou tanto acima dos Anjos quanto mais sublime que o deles é o nome que recebeu em herança. A qual dos Anjos, com efeito, disse Deus alguma vez: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei»? E ainda: «Eu serei para Ele um Pai e Ele será para Mim um Filho»? E de novo, quando introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: «Adorem-n’O todos os Anjos de Deus».

Palavra do Senhor.

ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Santo é o dia que nos trouxe a luz.
Vinde adorar o Senhor.
Hoje, uma grande luz desceu sobre a terra. Refrão

EVANGELHO – Forma longa Jo 1, 1-18
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós»

Neste hino, em que se encerra todo o mistério do Natal, S. João faz-nos meditar sobre as relações misteriosas e íntimas, que unem o Verbo ao Pai. Ao mesmo tempo, diz-nos como, progressivamente, o Verbo ou Palavra, pela Qual o Pai plenamente Se exprime, Se foi manifestando ao mundo: em primeiro lugar, através da criação; depois, pela revelação feita ao povo de Israel; finalmente, pela Encarnação, «fazendo-Se Carne e habitando entre nós».
Esta Vinda da Palavra na nossa carne é a prova de que «Deus é Amor» e quer ter a Sua habitação no meio de nós, de modo que transformando-nos no seu amor, a ponto de amarmos os irmãos, possamos chegar até Ele.
Aqueles que «receberem» Jesus Cristo, recebem d’Ele a vida eterna, formam o Povo da Nova Aliança, que percorre os caminhos da terra iluminado pela Luz Verdadeira.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «É deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.

Palavra da salvação.

EVANGELHO – Forma breve Jo 1, 1-5.9-14
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade.

Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.

Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, a oblação que Vos apresentamos
neste dia solene de Natal,
em que nasceu para nós a verdadeira paz e reconciliação
e se instituiu entre os homens a plenitude do culto divino.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

Antífona da comunhão Cf. Sl 97, 3
Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus.

Oração depois da comunhão
Nós Vos pedimos, Deus misericordioso,
que o Salvador do mundo hoje nascido,
assim como nos comunicou a sua vida divina,
nos faça também participantes da sua imortalidade.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.

 

Ano A

Missa

 

MISSA DA NOITE

Se não há paz, alegria e felicidade para os homens de hoje é porque lhes falta a humildade dos pastores para reconhecerem o Salvador. Cheios de preconceitos põem a sua esperança no poder, no dinheiro, no prazer e na glória, como se essas coisas fossem o caminho da felicidade…

«A nossa esperança é ALGUÉM. A nossa esperança é Cristo… Ele fez-Se Carne. Cristo, inserindo-se, plenamente, na natureza humana, quis mudar o mundo para salvá-lo. E nós seremos seus discípulos na medida em que a nossa esperança se confundir com a Sua, que era a de transformar o mundo» (Mauriac).

Antífona de entrada Sl 2, 7
O Senhor disse-me: Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.

Ou:
Exultemos de alegria no Senhor,
porque nasceu na terra o nosso Salvador.
Hoje desceu do céu sobre nós a verdadeira paz.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que fizestes resplandecer esta santíssima noite
com o nascimento de Cristo, verdadeira luz do mundo,
concedei-nos que, tendo conhecido na terra o mistério desta luz,
possamos gozar no céu o esplendor da sua glória.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Is 9, 2-7 (1-6)
«Um Filho nos foi dado»

O Profeta anuncia o aparecimento de uma criança de raça real, que será o Emanuel, Deus connosco, o Messias, Jesus Cristo, esperança e salvação do seu povo, “ Príncipe da paz”.

Leitura do Livro de Isaías
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), 1-2a.2b-3.11-12.13
Refrão: Hoje nasceu o nosso salvador,
Jesus Cristo, Senhor. Repete-se

Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome. Refrão

Anunciai dia a dia a sua salvação,
publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas. Refrão

Alegrem-se os céus, exulte a terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas. Refrão

Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra:
julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade. Refrão

LEITURA II Tito 2, 11-14
«Manifestou-se a graça de Deus para todos os homens»

O Filho de Deus nasceu para que, uma vez feito homem, pudesse oferecer a vida em sacrifício ao Pai por nós, Ele, o Sacerdote e a Vítima, que nos vem conduzir ao Pai.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo a Tito
Caríssimo: Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, para vivermos, no tempo pre¬sente, com temperança, justiça e piedade, aguardando a ditosa esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que Se entregou por nós, para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado, zeloso das boas obras.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Lc 2, 10-11
Refrão: Aleluia. Repete-se
Anuncio-vos uma grande alegria:
Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus Cristo, Senhor. Refrão

EVANGELHO Lc 2, 1-14
«Nasceu-vos hoje um Salvador»

A manifestação do Filho de Deus entre os homens, feito homem em tudo igual a eles, exceto no pecado, é fonte de alegria e de paz. Deus entra nos caminhos dos homens, sem mesmo eles terem disso consciência, e por esses caminhos leva a salvação a todo o mundo. Foi assim que até o imperador romano se tornou instrumento de Deus para que Maria e José venham de Nazaré a Belém e o Menino aí venha a nascer.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este primeiro recenseamento efectuou-se quando Quirino era governador da Síria. Todos se foram recensear, cada um à sua cidade. José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe. Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz e teve o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.

Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, a nossa oblação
nesta santa noite de Natal
e fazei que, pela admirável permuta destes dons,
participemos na divindade do vosso Filho
pelo qual está em Vós a nossa natureza humana.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

Antífona da comunhão Jo 1, 14
O Verbo fez-Se carne e nós vimos a sua glória.

Oração depois da comunhão
Senhor nosso Deus, que nos dais a alegria
de celebrar o nascimento do nosso Redentor,
dai-nos também a graça de viver uma vida santa,
a fim de podermos um dia participar da sua glória.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.

 

Ano A

Missa

 

MISSA DA AURORA

Na Missa da Noite, a Igreja apresentou-nos o seu Cristo – o Verbo eterno, o dominador, porém, em carne, habitando entre nós, no meio do Seu povo. E nós contemplámos a sua glória e a Sua humilhação, ao mesmo tempo que, unidos aos anjos e a todos os homens, demos graças a Deus pela paz, que nos ofereceu em Cristo.

Agora a liturgia, inundada pela luz da nova aurora, que desponta para o mundo, descreve-nos os efeitos do Nascimento do Salvador para a humanidade de todos os tempos.

O Natal não é um acontecimento passado. Através da Igreja, o mistério do Natal conserva toda a sua actualidade. N’Ela, todos os homens são chamados a receber de Jesus a vida divina, «tornando-se filhos no Filho único».

Antífona de entrada Cf. Is 9, 1.5; Lc 1, 33
Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor.
O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz.
E o seu reino não terá fim.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Concedei, Deus todo-poderoso,
que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado,
resplandeça em nossas obras
o que pela fé brilha em nossos corações.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Is 62, 11-12
«Eis que vem o teu Salvador»

O pregão do profeta, logo ao nascer do dia, é ainda mais para nós hoje do que o foi para os seus contemporâneos. É a Igreja de Deus que é o “Povo Santo”, o povo dos “Resgatados do Senhor”, a “Cidade não abandonada”, porque até ela vem o seu Salvador.

Leitura do Livro de Isaías
Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador. Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 96 (97), 1 e 6.11-12
Refrão: Hoje sobre nós resplandece uma luz:
nasceu o Senhor. Repete-se

O Senhor é rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória. Refrão

A luz resplandece para os justos
e a alegria para os corações rectos.
Alegrai-vos, ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo. Refrão

LEITURA II Tito 3, 4-7
«Salvou-nos pela sua misericórdia»

De novo, o Natal nos é apresentado como a “Manifestação”. Em Jesus Cristo que nasce é Deus que Se manifesta aos homens, para que estes O reconheçam e por Ele sejam justificados.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo a Tito
Caríssimo: Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo. Deus derramou abundantemente o Espírito sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Lc 2, 14
Refrão: Aleluia. Repete-se
Glória a Deus nas alturas
e paz na terra aos homens por Ele amados. Refrão

EVANGELHO Lc 2, 15-20
«Os pastores encontraram Maria, José e o Menino»

A aurora deste dia desperta-nos com a alegria dos pastores junto do presépio com o Menino, José e Maria, e deixa-nos na contemplação do mistério que tudo aquilo nos revela, como ficou Maria ao escutar as coisas que os pastores diziam.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria e José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, co¬me¬çaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.

Oração sobre as oblatas
Sejam as nossas oferendas, Senhor,
dignas do mistério do Natal que hoje celebramos;
e, assim como o vosso Filho feito homem
Se manifestou como Deus,
também estes frutos da terra
nos tornem participantes dos dons divinos.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

Antífona da comunhão Cf. Zc 9, 9
Alegra-te, filha de Sião.
Exulta, filha de Jerusalém.
Eis o teu Rei, o Santo de Israel, que vem salvar o mundo.

Oração depois da comunhão
Ao celebrarmos com santa alegria
o nascimento do vosso Filho,
nós Vos pedimos, Senhor,
a graça de conhecer este mistério com fé viva
e de o viver com ardente caridade.
Por Cristo nosso Senhor.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.

 

 

Martirológio

Passados inumeráveis séculos desde a criação do mundo, quando no princípio Deus criou o céu e a terra e formou o homem à sua imagem; depois de muitos s

12 24 Quarta Actividade NATAL DO SENH0R Lectio Divina

2025-12-24

Quarta-feira da semana IV de manhã

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. II do Advento.

L 1 2Sm 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16; Sl 88 (89), 2-3. 4-5. 27 e 29
Ev Lc 1, 67-79

Para a Missa tomam-se os Lecionários: Dominical (Natal – Ano A); ferial (Natal – IV).

NATAL DO SENHOR
SOLENIDADE

Quarta-feira à tarde
Branco.
Missa própria da Vigília, Glória, Credo, pf. próprio.

L 1 Is 62, 1-5; Sl 88 (89), 4-5. 16-17. 27 e 29
L 2 At 13, 16-17. 22-25
Ev Mt 1, 1-25 ou Mt 1, 18-25

* Nas Missas da vigília e do dia, às palavras do Credo «E encarnou» todos se ajoelham.
* Nas mesmas Missas utiliza-se a OE com prefácio variável.
* I Vésp. do Natal do Senhor – Compl. dep. I Vésp. dom.
* Na noite do Natal do Senhor, antes da Missa, convém celebrar uma solene vigília com o Ofício de Leitura (IGLH 98, 73: EDREL 1712, 1688).
* Os que tomarem parte nesta vigília não rezam Completas (IGLH 215: EDREL 1829).

 

Ano A

Missa

 

MISSA DA VIGÍLIA

Esta Missa diz-se na tarde do dia 24 de dezembro, antes ou depois das Vésperas I do Natal.

Antífona de entrada Cf. Ex 16, 6-7
Hoje sabereis que o Senhor vem salvar-nos.
Amanhã vereis a sua glória.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que todos os anos nos alegrais com a esperança da salvação,
concedei-nos contemplar sem temor, quando vier como juiz,
Aquele que em alegria recebemos como Redentor,
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Is 62, 1-5
Serás a predilecta do Senhor

Todas as promessas de felicidade e de salvação feitas por Deus ao seu povo ao longo de tantos séculos do Antigo Testamento, em momentos por vezes bem dolorosos, encontraram finalmente a sua realização na hora em que o seu Filho Se fez homem e apareceu na nossa terra, a que Ele Se une com amor da predilecção.

Leitura do Livro de Isaías
Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não terei repouso, enquanto a sua justiça não despontar como a aurora e a sua salvação não resplandecer como facho ardente. Os povos hão de ver a tua justiça e todos os reis da terra a tua glória. Receberás um nome novo, que a boca do Senhor designará. Serás coroa esplendorosa nas mãos do Senhor, diadema real nas mãos do teu Deus. Não mais te chamarão «Abandonada», nem à tua terra «Deserta»; mas hão de chamar-te «Predilecta» e à tua terra «Desposada», porque serás a predilecta do Senhor e a tua terra terá um esposo. Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposará; e como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu Deus.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 88 (89), 4-5.16-17. 27 e 29 (R. 2a)
Refrão:Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor. Repete-se

Concluí uma aliança com o meu eleito,
fiz um juramento a David meu servo:
Conservarei a tua descendência para sempre,
estabelecerei o teu trono por todas as gerações. Refrão

Feliz o povo que sabe aclamar-Vos
e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto.
Todos os dias aclama o vosso nome
e se gloria com a vossa justiça. Refrão

Ele me invocará: ‘Vós sois meu Pai,
meu Deus, meu Salvador’.
Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,
a minha aliança com ele será irrevogável. Refrão

LEITURA II Atos 13, 16-17.22-25
Testemunho de Paulo acerca de Cristo, Filho de David.

O Apóstolo, ao apresentar o testemunho da sua fé em Jesus Cristo, faz um rápido apanhado da história da salvação e mostra como toda ela se encaminhava para Jesus.

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Paulo chegou a Antioquia da Pisídia. Uma vez em que ele estava na sinagoga, levantou-se, fez sinal com a mão e disse: «Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai: O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos pais e fez deles um grande povo, quando viviam como estrangeiros na terra do Egito. Depois, com seu braço poderoso, tirou-os de lá. Por fim, suscitou-lhes David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. João tinha proclamado, antes da sua vinda, um batismo de penitência a todo o povo de Israel. Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’».
Palavra do Senhor.

ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Amanhã cessará a malícia na terra
e reinará sobre nós o Salvador do mundo. Refrão

EVANGELHO – Forma longa Mt 1, 1-25
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David.

Ao abrir a solenidade do Natal, a liturgia insiste em que Jesus é realmente o Messias prometido por Deus a Abraão e a David e anunciado e esperado ao longo dos séculos. A longa lista dos antepassados de Jesus segundo a carne testemunha a fidelidade de Deus às suas promessas apesar das infidelidades frequentes em várias daquelas gerações. Mas Jesus vinha para salvar os pecadores; por isso não recusou ter entre os seus antepassados santos e pecadores, membros do povo eleito, e estrangeiros, para de todos fazer nascer o seu Salvador.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.
Palavra da salvação.

EVANGELHO – Forma breve Mt 1, 18-25
«Maria dará à luz um Filho
e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.

Oração sobre as oblatas
Concedei, Senhor, ao vosso povo
a graça de celebrar com renovado fervor
a vigília da grande solenidade,
na qual nos revelais o princípio da nossa redenção.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria Reunidos na vossa presença.

Antífona da comunhão Cf. Is 40, 5
Brilhará a glória do Senhor
e todo o homem verá a salvação do nosso Deus.

Oração depois da comunhão
Fortalecei, Senhor, os vossos fiéis
na celebração do nascimento do vosso Filho unigénito,
que, neste divino sacramento,
Se fez nossa comida e nossa bebida.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.