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04 17 A arte de ser feliz

Como dominar a mente e relativizar problemas

15/04/2026, 21:34
Como dominar a mente e relativizar problemas

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(0:00) Olá e bem-vindos a mais uma das nossas Sessões de Análise Aprofundada. (0:06) Hoje temos um daqueles temas que toca exatamente na ferida de toda a gente. (0:11) Exato.
(0:13) É daquelas conversas que, quer dizer, não dá mesmo para fugir. (0:17) Nem mais. (0:18) O nosso objectivo hoje é descodificar fontes densas (0:21) e tirar daqui os conhecimentos mais valiosos para vivermos melhor.
(0:26) E a missão desta sessão é muito clara. (0:28) Sim, vamos explorar o esforço diário que cada pessoa faz (0:33) para se salvar do seu próprio mundo negativo. (0:36) Precisamente, como dominar esta máquina que é a nossa mente, (0:40) relativizar problemas e, claro, (0:43) despertar de uma data de ilusões que criamos.
(0:46) E a nossa bússola de hoje são excertos muito fascinantes. (0:49) Do livro A Arte de Ser Feliz, do Ignacio Larrañaga. (0:52) Mas olha, importa fazer aqui um aviso importante.
(0:55) O livro aborda a fé mais lá para o fim, (0:59) mas o nosso foco hoje vai ser puramente humano. (1:02) Exato. (1:03) Uma perspetiva prática e psicológica de como recuperar a paz interior.
(1:08) Porque num mundo com tanta sobrecarga de informação e ansiedade crónica… (1:13) Quem é que não precisa de um atalho para a serenidade, não é? (1:16) Claro. (1:17) Por isso prometo a quem nos ouve que isto não é uma conversa teórica aborrecida. (1:22) É quase um manual prático contra o sofrimento diário.
(1:27) Um manual de sobrevivência, diria eu. (1:29) E para começar esta jornada de limpar a mente, (1:32) temos de definir logo que raio significa esta palavra. (1:35) Salvar.
(1:36) Salvar? Parece uma coisa épica. (1:39) Parece, mas a fonte explica que salvar-se aqui (1:41) não tem um sentido teológico ou do além. (1:44) Significa pura e simplesmente libertar-nos do medo, (1:48) do tédio e daquela angústia paralisante.
(1:51) E o problema é que o ser humano moderno tem esta ilusão terrível (1:55) de que a salvação vem sempre de fora. (1:58) Sempre. (1:58) Esperamos que venha de terapias super complexas, (2:02) de frascos de farmácia ou de soluções quase mágicas.
(2:05) Alguém que venha com uma varinha condão resolver o nosso caos. (2:10) E o livro argumenta duramente contra isso. (2:13) Ninguém pode viver a vida por outra pessoa.
(2:15) A autolibertação exige suor. (2:18) Esforço pessoal intransmissível. (2:20) Isso nota-se imenso no tal vazio moderno.
(2:23) Pessoas que, na teoria, têm tudo. (2:27) Saúde, dinheiro, família. (2:29) Exato.
O pacote completo. (2:31) Mas sentem que a vida simplesmente lhes escorre pelas mãos. (2:35) Porque lhes falta um porquê.
Falta ali um sentido. (2:38) Pois, mas repara. (2:39) Isso levanta logo uma objeção que eu ouço imensas vezes.
(2:43) Não é egoísmo pensarmos primeiro em nós? (2:46) Como assim? (2:47) Aquela ideia de que não podemos ser genuinamente felizes (2:50) enquanto houver pessoas a sofrer à nossa volta. (2:53) Se eu me focar em salvar a minha própria mente, (2:56) não estarei a ser egocêntrica? (2:58) É uma objeção clássica. (3:00) Mas o autor responde a isso com uma lógica implacável.
(3:04) É simplesmente tempo perdido tentar fazer os outros felizes (3:08) se nós próprios não formos felizes. (3:10) Ou seja, não podes dar o que não tens. (3:12) Nem mais.
(3:13) O texto diz que quem está em guerra consigo mesmo (3:16) acaba por espalhar a guerra à sua volta. (3:19) Só quem é verdadeiramente livre consegue libertar. (3:22) Não é um hedonismo de fechar a porta ao mundo, então? (3:24) Nada disso.
(3:25) É ganhar a capacidade emocional para amar verdadeiramente. (3:29) Se estiveres um caos por dentro, (3:30) vais projetar esse caos na tua família, (3:33) nos teus colegas de trabalho. (3:34) Faz todo o sentido.
(3:35) Mas isso leva-nos a outra questão gigante. (3:38) Se a solução tem de vir de dentro, (3:40) porquê é que o nosso interior é tão caótico em primeiro lugar? (3:44) Pois, essa transição leva-nos à verdadeira origem do nosso mal-estar, (3:48) a própria mente humana. (3:49) A grande culpada.
(3:50) Outros vivem na paz do presente. (3:53) Exatamente, plácidamente no presente. (3:55) Trazem um instinto de fábrica, (3:57) sabem o que fazer para sobreviver desde o primeiro segundo.
(4:00) E nós não. (4:02) Nós não. (4:03) O ser humano ganhou esta coisa maravilhosa (4:04) chamada consciência de si mesmo (4:06) e, ao fazê-lo, separou-se da natureza.
(4:10) Tudo, mas mesmo tudo, teve de ser aprendido. (4:13) Aprender a andar, a comer, a pensar. (4:15) Tudo.
(4:16) E essa consciência traz possibilidades infinitas, claro, (4:19) mas introduziu uma verdadeira catástrofe silenciosa. (4:22) O medo crónico, a incerteza e a ansiedade de estar sempre, (4:26) sempre a analisar possibilidades. (4:28) Sabes que isso faz-me lembrar uma analogia que eu adoro.
(4:31) É como se a nossa mente fosse um supercomputador ultraavançado. (4:35) Gosto dessa imagem. (4:37) A máquina mais potente do universo, percebes? (4:39) Mas entregaram-nos este maquinão de última geração (4:42) sem manual de instruções absolutamente nenhum.
(4:45) E nós não sabemos onde carregar. (4:46) Pois não. (4:47) Deixado à solta, este computador entra em parafuso, (4:50) abre milhares de janelas ao mesmo tempo (4:52) e gasta a bateria toda a prever cenários catastróficos (4:55) que nunca vão acontecer.
(4:56) E consome a energia do sistema todo. (4:58) Precisamente. (4:59) E eu pergunto-me como é que o livro diz (5:02) que devemos dominar esta máquina.
(5:04) Ora bem, se a mente é esse tal supercomputador (5:06) que cria sofrimento ao exagerar a realidade, (5:08) o texto avança com a primeira grande técnica prática. (5:12) E é uma palavra simples. (5:14) Relativizar.
(5:16) Relativizar. (5:16) O grande antídoto. (5:17) É o antídoto contra a obsessão.
(5:20) Porque a mente tem este hábito péssimo de absolutizar a dor presente. (5:24) Como assim absolutizar? (5:25) A fonte tem uma analogia visual que é brilhante. (5:28) Pede para imaginarmos que tapamos os olhos com as palmas das mãos.
(5:31) Ok, estou a imaginar. (5:33) Fica tudo escuro. (5:34) E para os teus olhos, (5:35) parece que a única realidade do mundo inteiro são as tuas mãos.
(5:38) Claro, porque ocupam o meu campo de visão a 100%. (5:41) Exato. (5:42) A nossa mente faz exatamente o mesmo com um desgosto.
(5:45) Aquele problema no trabalho aproxima-se tanto da lente (5:47) que parece ser o mundo inteiro. (5:49) Mas o autor recorda a lei da contingência. (5:52) Tudo nasce, ganha brilho e desaparece.
(5:55) Tudo. (5:56) O livro dá o exemplo das gerações de há 50 e de há 25 anos. (5:59) Pessoas que viveram na mesma cidade que nós.
(6:02) E que amaram, odiaram, choraram. (6:04) Choraram por problemas que lhes pareciam o fim do mundo. (6:07) E hoje, o que são? (6:10) Apenas silêncio.
(6:11) Uau, isso dá que pensar. (6:13) É daquelas verdades que caem com peso. (6:17) E tem mais.
(6:17) Lembras-te daquela pessoa insubstituível no escritório? (6:20) Ai sim, todos conhecemos uma. (6:22) Se essa pessoa infelizmente falecer, o que acontece? (6:26) Em poucos meses, a máquina reorganiza-se (6:29) e ela é esquecida profissionalmente. (6:31) Ou as notícias horríveis do telejornal de hoje.
(6:34) Amanhã já ninguém fala delas. (6:36) Já há um escândalo novo. (6:37) Exatamente.
(6:38) A poeira assenta sempre. (6:40) Mas repara, relativizar isto com tanta intensidade existencial (6:46) pode ser complicado. (6:48) Não é meter a cabeça na areia como um avestruz.
(6:50) Não de todo e a fonte adverte logo contra isso. (6:54) Pois é, que ganhar perspectiva não é ignorar que há um problema a resolver. (6:58) Mas ao afastar as mãos da cara, (7:01) libertamos uma quantidade colossal de energia.
(7:04) Exato. (7:04) Energia mental que antes estava a ser queimada na fornalha da angústia (7:08) e que agora serve para resolver o problema de forma objetiva. (7:12) É um alívio gigante.
(7:13) Mas a libertação final requer ainda mais um passo. (7:16) É que perceber que tudo é passageiro ajuda a acalmar. (7:20) Mas temos de chegar à conclusão de que grande parte do que tememos (7:22) nem sequer existe fisicamente.
(7:24) Ah, lá está. (7:25) Temos de acordar das ilusões. (7:27) Precisamos despertar.
(7:29) E a estatística do autor aqui é assustadora. (7:31) 80 a 90% dos nossos sofrimentos são puramente subjetivos. (7:35) 80 a 90%? (7:37) Sim, criações da nossa cabeça.
(7:39) Ele explora a metáfora da montanha escura. (7:42) Imagina que estás a subir uma serra durante a noite. (7:44) Eu sou um bocado mederosa no escuro, confesso.
(7:47) Pronto, é o cenário ideal. (7:48) Subir à noite faz-nos ver bandidos armados ou bruxas em cada arbusto. (7:52) Um ramo a abanar parece logo um urso.
(7:55) Um predador qualquer. (7:56) Mas se subires essa mesma montanha de dia, com um sol radioso, (7:59) é um passeio maravilhoso. (8:01) Vês que o bandido era afinal um tronco seco (8:03) e o urso era uma vaca a pastar.
(8:05) Os fantasmas só existem no nosso medo (8:08) porque, na falta de informação, (8:11) o computador cria a pior narrativa possível. (8:14) E não é só no presente. (8:16) A fonte discute como o ato de reviver memórias do passado é perigosíssimo.
(8:21) Como, por exemplo, ficar a remoer numa humilhação que aconteceu há três meses. (8:25) Nem mais. (8:26) Reviver isso é trazer um evento que já está literalmente extinto, (8:30) já morreu, de volta à vida.
(8:32) Estás a criar o teu próprio inferno no momento presente. (8:35) Sendo que aqui o inferno é mesmo uma prisão mental sem saída. (8:39) É a definição exata do texto.
(8:41) E o autor diz uma coisa muito provocadora. (8:43) Para um morto, uma ofensa não existe. (8:46) Certo, porque a mente já não processa a informação.
(8:48) Portanto, as coisas só nos afetam (8:50) e só existem na medida em que temos consciência ativa delas. (8:53) Se deixares de reanimar esse cadáver, (8:55) ele deixa de te assombrar. (8:57) Uau, é aquele momento de iluminação.
(8:59) Mas eu pergunto-te, (9:01) com toda a confusão da nossa rotina, (9:03) como é que damos este safanão em nós próprios (9:05) para acordar no dia-a-dia? (9:08) O texto conclui que não há capílulas mágicas. (9:11) Existe força contínua e muita, muita paciência connosco próprios. (9:15) É um treino diário de dizer à mente (9:17) olha, isto é um ramo, não é um bandido.
(9:20) É quase uma musculação mental diária. (9:22) Exatamente, musculação emocional. (9:24) Bem, resumindo a viagem superlógica que fizemos hoje, (9:29) começámos por abandonar a esperança em curas mágicas (9:32) que venham de fora.
(9:33) Deitamos fora a varinha de condão. (9:35) Exato, compreendemos o peso da nossa própria evolução (9:39) e da consciência (9:40) e aprendemos aquela tática vital (9:43) de retirar as mãos da frente dos olhos (9:46) para conseguir relativizar as coisas no tempo. (9:48) E acendemos a luz para afastar as vacas e os galhos (9:51) que pareciam monstros na montanha escura.
(9:52) A grande mensagem que fica (9:54) é mesmo que a liberdade emocional (9:56) não é um dom com o qual se nasce (9:57) mas sim uma conquista de todos os dias. (10:01) Uma conquista exigente (10:02) mas muito recompensadora. (10:04) Mas olha, antes de irmos embora (10:05) queria deixar aqui um pensamento (10:07) para quem nos ouve explorar (10:09) uma provocação final baseada nestas fontes todas.
(10:13) Força, estou curioso. (10:13) Se a nossa mente, quando é deixada assim (10:17) no piloto automático, (10:18) tem este poder aterrador (10:20) de fabricar pesadelos autênticos (10:22) a partir de sombras e memórias (10:24) que já morreram. (10:25) Imaginem só os mundos magníficos (10:28) a paz profunda (10:30) e a criatividade gigante (10:32) que nós poderíamos construir (10:33) se usássemos essa mesma energia mental (10:36) de forma consciente e intencional.
(10:39) É inverter (10:40) completamente o poder do supercomputador (10:42) a nosso favor. (10:44) É isso mesmo. (10:44) Em vez de criarmos fantasmas (10:46) construímos pontos.
(10:47) Pensem um bocadinho nisso (10:48) e questionem as vossas próprias sombras (10:52) durante esta semana. (10:53) Um grande exercício para todos nós. (10:55) Sem dúvida.
Obrigada por terem estado desse lado (10:57) e até à próxima sessão. (10:59) Até à próxima.

04 08

https://youtu.be/-qgeQ1gjJqU

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Here is the English version of your video script:

 

“Thus it is written that the Messiah would suffer and rise from the dead on the third day.”.

.The disciples were gathered together, still marked by is written that the Messiah would suffer and rise from the dead on the third day.”.

. fear and doubt, sharing what they had experienced..

. Suddenly, Jesus appears among them and says: “Peace be with you.”..

.Frightened, they thought they were seeing a ghost… but Jesus invites them to trust..

. “Look at my hands and my feet: it is I myself.” He shows His wounds and reveals Himself.

.To strengthen their faith, He eats before

.. them. The presence of Jesus is real and alive..

. Jesus opens their minds: Scripture reveals that suffering leads to resurrection.

. Today, He also says: “Peace be with you.” Move from fear to faith and be a witness.

Lord Jesus, give us your peace and strengthen our faith. Amen.

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04 05 Domingo de Páscoa

 

 

Estrutura do Vídeo: “A Vitória da Vida”

Tempo Sugestão de Imagem Texto da Narração (Locução)
00-10s Imagem 1: Plano aberto de um jardim ao amanhecer, tons azuis e cinzas, luz muito fraca. “Ainda estava escuro quando a saudade levou Maria Madalena ao sepulcro. Mas o cenário não era o que ela esperava.”
10-20s Imagem 2: Close-up da pedra do túmulo desviada, revelando o vazio escuro lá dentro. “A pedra, pesada e final, havia sido removida. Onde deveria estar a morte, havia apenas um espaço aberto.”
20-30s Imagem 3: Maria Madalena correndo em direção aos discípulos (ao longe) ou expressando surpresa. “O susto vira anúncio: ‘Retiraram o Senhor!’. A notícia faz o coração dos discípulos correr mais rápido que os pés.”
30-40s Imagem 4: Pedro e o ‘Discípulo Amado’ correndo por um caminho de terra, luz do sol começando a raiar. “Pedro e João correm juntos. É a pressa de quem busca a verdade em meio ao impossível.”
40-50s Imagem 5: Interior do túmulo vazio: faixas de linho no chão e o sudário dobrado num lugar à parte. “Ao entrar, o silêncio fala. Não houve roubo, mas uma organização divina. As faixas de linho ficaram; a vida seguiu adiante.”
50-60s Imagem 6: O sol brilhando intensamente sobre o túmulo vazio ou uma cruz silhuetada pela luz da manhã. “João viu e acreditou. A Escritura se cumpria: Ele ressuscitou dos mortos! A Páscoa é a vitória da Luz sobre toda treva.”

03 26 Quinta Feira da V semana da Quaresma

 

0.

As imagens ilustram passagens centrais do Evangelho de João (Jo 8, 51-59), lido na Quinta-feira da V Semana da Quaresma. Esse texto é um dos momentos mais tensos e profundos do ministério de Jesus, onde ele revela sua identidade divina.

Aqui está uma explicação detalhada da relação entre o visual e o texto bíblico:

1. A Imagem da Esquerda: Abraão e a Promessa
A primeira imagem mostra uma figura patriarcal (Abraão) sob um céu estrelado.

A Conexão: No Evangelho, os judeus questionam Jesus: “És maior que o nosso pai Abraão, que morreu?”.

O Significado: A imagem evoca a aliança de Deus com Abraão e a longevidade da fé. Quando Jesus diz: “Antes que Abraão existisse, Eu sou”, ele não está apenas dizendo que é mais velho, mas está usando o nome sagrado de Deus (O “Eu Sou” do Êxodo), afirmando sua eternidade, palavra que aparece escrita verticalmente na imagem.

2. A Imagem da Direita: O Confronto no Templo
A segunda imagem retrata Jesus cercado por homens que parecem questioná-lo ou acusá-lo.

A Conexão: O texto descreve uma discussão acalorada. Jesus afirma que quem guarda a sua palavra não verá a morte, o que gera revolta nos ouvintes, que o acusam de estar possesso por um demônio.

O Desfecho: A luz que emana de Jesus na imagem simboliza a verdade da sua palavra frente à incompreensão. O Evangelho termina com os judeus pegando em pedras para o apedrejar, mas Jesus “esconde-se e sai do Templo”.

3. As Frases de Destaque
As duas frases em destaque no slide resumem a mensagem teológica do dia:

“Quem guarda a minha palavra não verá a morte”: Jesus não fala da morte física, mas da separação eterna de Deus. Ele oferece a vida que vence o tempo.

“Antes que Abraão existisse, Eu sou”: É a afirmação máxima da divindade de Cristo. Ele se coloca fora da linha do tempo humana, identificando-se como o próprio Deus.

Resumo Teológico

As imagens contrastam o temporal (Abraão, a história de Israel, a morte física) com o eterno (Jesus, o “Eu Sou”). Na caminhada da Quaresma, essa passagem prepara os fiéis para a Semana Santa, mostrando que a morte de Jesus na cruz não é um fim, mas a afirmação de quem Ele realmente é..

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus .

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: «Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte».

Disseram-lhe os judeus: «Agora sabemos que tens o demónio. Abraão morreu e os profetas também; e Tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte’. Serás Tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E os profetas também morreram. Quem pretendes Tu ser?».

Jesus respondeu: «Se Eu Me glorificasse a Mim próprio, a minha glória não valeria nada. Quem Me glorifica é meu Pai, Aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. Vós não O conheceis, mas Eu conheço-O. (…) Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se».

Disseram-Lhe os judeus: «Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?».

Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, Eu sou».

Então, agarraram em pedras para Lhe atirarem; mas Jesus escondeu-Se e saiu do templo..

 

03 14 Terça-feira da semana IV

Caros colaboradores (peregrinos do WhatsApp e Facebook),

Para a preparação da reflexão sobre a Palavra de Deus de terça-feira, solicito a vossa colaboração de forma organizada.

Neste momento, estou a estudar o Evangelho de terça-feira.

Por favor, enviem apenas os comentários e informações que se referem especificamente a este Evangelho.

Todas as restantes informações que queiram enviar serão lidas e consideradas no seu devido tempo, mas neste momento a prioridade é o Evangelho em estudo.

Agradeço a vossa colaboração atempada.

 

Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2026-03-17

Terça-feira da semana IV

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. da Quaresma.

L 1: Ez 47, 1-9. 12; Sl 45 (46), 2-3. 5-6. 8-9
Ev: Jo 5, 1-3a. 5-16~~

EVANGELHO Jo 5, 1-3a.5-16
«No mesmo instante o homem ficou são»

Movido pelo Espírito da Ressurreição, o homem, desde longa data enfermo, é liberto do pecado, fica são pela vida que Jesus lhe comunica, e assim curado, libertado, perdoado, ressuscitado em Jesus – que é e dá a Vida – caminha são, e é convidado a não mais pecar.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá, que tem cinco pórticos. Ali jazia um grande número de enfermos, cegos, coxos e paralíticos. Estava ali também um homem, enfermo havia trinta e oito anos. Ao vê-lo deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe: «Queres ser curado?» O enfermo respondeu-Lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina, quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce antes de mim». Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda». No mesmo instante o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar. Ora aquele dia era sábado. Diziam os judeus àquele que tinha sido curado: «Hoje é sábado: não podes levar a tua enxerga». Mas ele respondeu-lhes: «Aquele que me curou disse-me: ‘Toma a tua enxerga e anda’». Perguntaram-lhe então: «Quem é que te disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’». Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus tinha-Se afastado da multidão que estava naquele local. Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Agora estás são. Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior». O homem foi então dizer aos judeus que era Jesus quem o tinha curado. Desde então os judeus começaram a perseguir Jesus, por fazer isto num dia de sábado.

Palavra da salvação.

 

03 03 Terça Feira da segunda Semana da Quaresma

Homilia: Coerência e Humildade no Serviço (3 de Março)

L 1: Isaías 1, 10. 16-20 | Salmo 49 (50) | Ev: Mateus 23, 1-12

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As leituras de hoje traçam um apelo quaresmal à conversão que vai além do ritualismo e da aparência, exigindo uma transformação profunda do coração e das ações.

 

Na Primeira Leitura, o Profeta Isaías não Se agrada de sacrifícios vazios. Deus exige: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade das vossas ações. Aprendei a fazer o bem, respeitai o direito, protegei o oprimido.” A verdadeira religião manifesta-se na Justiça Social e na coerência ética. O Salmo 49 ecoa esta verdade, alertando que a adoração mais aceitável é o “sacrifício de louvor” e, fundamentalmente, “seguir o caminho reto”.

 

O Evangelho de Mateus 23, 1-12, oferece a crítica mais incisiva a quem falha neste caminho reto. Jesus condena a hipocrisia dos escribas e fariseus: “eles dizem e não fazem”. A sua religião é uma ostentação, uma busca por honras, títulos e visibilidade, impondo aos outros “fardos pesados” que eles próprios se recusam a carregar.

 

Jesus estabelece um novo e radical paradigma: “Aquele que for o maior entre vós será vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”. A autoridade e a verdadeira grandeza no Reino de Deus não provêm dos lugares de destaque ou dos títulos, mas sim da atitude radical do serviço humilde.

 

Esta Quaresma é um tempo de nos despojarmos das máscaras da vaidade e da busca por reconhecimento. O caminho para a exaltação é o da humilhação e do serviço, na coerência entre aquilo que pregamos e aquilo que vivemos, fazendo de nós não mestres de fardos, mas servos uns dos outros.

Pistas para a Reflexão Diária

Dia Leitura Frase-Chave
✨ Terça-feira, Date 📖 Mateus 23, 1-12 👉 “Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado.”

 

📍 Mensagem:
A verdadeira autoridade e grandeza, no Reino de Deus, não vêm dos títulos, da ostentação ou da hipocrisia, mas sim da coerência radical entre a palavra e a vida, manifestada na atitude humilde de serviço.

 

💡 Pistas para hoje:

 

  • ✅ Procura a coerência: garante que as tuas ações correspondam às tuas palavras.
  • ✅ Renuncia à vaidade e à busca por honras ou títulos.
  • ✅ Faz-te servo, encontrando a verdadeira grandeza na humildade.

02 12 Quinta Mc 7, 24-30 «Os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças»

Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2026-02-12

Quinta-feira da semana V

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha.

L 1: 1Rs 11, 4-13; Sl 105 (106), 3-4. 35-36. 37 e 40
Ev: Mc 7, 24-30

* Na Arquidiocese de Braga – Aniversário da tomada de posse de D. José Manuel Garcia Cordeiro.
* Aniversário da Ordenação episcopal de D. Gilberto Délio Gonçalves Canavarro dos Reis, Bispo Emérito de Setúbal (1989).
* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – B. Umbelina, irmã de S. Bernardo, monja – MF
* Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus – B. José Olallo Valdês, religioso – MO

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 94, 6-7
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
O Senhor é o nosso Deus.

Oração coleta
Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família;
e, porque só em Vós põe a sua confiança,
defendei-a sempre com a vossa proteção.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I 1 Rs 11, 4-13
«Porque não respeitaste a minha aliança, vou tirar-te o reino,
mas darei uma tribo a teu filho, em atenção a David»

A sabedoria de Salomão não evitou que, no fim da vida, ele se deixasse levar pelas influências pagãs dos países vizinhos, através das mulheres estrangeiras que o dominaram. Prestou culto aos ídolos dos pagãos e chegou a erguer-lhes templos. Ainda hoje os israelitas continuam a chamar “Monte do Escândalo” à colina a nascente de Jerusalém, onde Salomão adorou os ídolos dos gentios.

Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Quando Salomão envelheceu, as suas mulheres desviaram-lhe o coração para outros deuses e o seu coração já não pertencia inteiramente ao Senhor, seu Deus, como pertencera o de seu pai, David. Salomão prestou culto a Astarté, divindade dos sidónios, e a Milcom, ídolo dos amonitas. Praticou o que era desagradável ao Senhor e não Lhe obedeceu inteiramente, como seu pai, David. Nesse tempo, Salomão chegou a construir, no monte que fica a leste de Jerusalém, um santuário a Camos, ídolo de Moab, e a Moloc, ídolo dos amonitas. E fez o mesmo para todas as suas mulheres estrangeiras, que ofereciam incenso e sacrifícios aos seus deuses. O Senhor indignou-Se contra Salomão, porque o seu coração se desviara do Senhor, Deus de Israel, que lhe tinha aparecido duas vezes e lhe ordenara expressamente que não seguisse outros deuses. Mas o rei não cumpriu as ordens do Senhor. Então o Senhor disse a Salomão: «Porque procedeste assim para comigo e não respeitaste a minha aliança nem as ordens que te dei, vou tirar-te o reino e dá-lo a um dos teus servos. Não o farei, porém, durante a tua vida, em atenção a teu pai, David; mas vou arrebatá-lo das mãos do teu filho. Não lhe tirarei todo o reino, mas deixarei uma tribo a teu filho, em atenção ao meu servo David e a Jerusalém, a cidade que Eu escolhi».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 105 (106), 3-4.35-36.37 e 40 (R. 4a)
Refrão: Lembrai-Vos de nós, Senhor,
por amor do vosso povo. Repete-se

Felizes os que observam o direito
e praticam sempre o que é justo.
Lembrai-Vos de nós, Senhor, por amor do vosso povo,
visitai-nos com a vossa salvação. Refrão

Andaram com os pagãos
e imitaram os seus costumes.
Prestaram culto aos seus ídolos,
que foram para eles uma armadilha. Refrão

Imolaram aos demónios
seus filhos e suas filhas.
Por isso se inflamou a ira do Senhor contra o seu povo
e Ele abominou a sua herança. Refrão

ALELUIA Tg 1, 21bc
Refrão: Aleluia Repete-se
Acolhei docilmente a palavra em vós plantada,
que pode salvar as vossas almas. Refrão

EVANGELHO Mc 7, 24-30
«Os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças»

É esta uma das narrações mais comoventes do Evangelho: a situação de angústia da mulher, a sua própria condição social, porque era, em relação a Jesus, uma estrangeira, a sua oração tão confiante, tão humilde e tão insistente, a sua fé, que tanto tocou o coração de Jesus, a ponto de Ele lhe elogiar essa sua fé e logo lhe conceder o que pedia. Assim se anunciavam os frutos da palavra de Jesus para além das fronteiras de Israel. O Filho de Deus veio ao mundo para todos os povos do mundo. Narrações como esta, também elas são revelações.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se para a região de Tiro e Sidónia. Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse. Mas não pôde passar despercebido, pois logo uma mulher, cuja filha tinha um espírito impuro, ao ouvir falar d’Ele, veio prostrar-se a seus pés. A mulher era pagã, siro-fenícia de nascimento, e pediu-Lhe que expulsasse o demónio de sua filha. Mas Jesus respondeu-lhe: «Deixa primeiro que os filhos estejam saciados, pois não está certo tirar o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Ela, porém, disse: «Senhor, também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças». Então Jesus respondeu-lhe: «Dizes muito bem. Podes voltar para casa, porque o demónio já saiu da tua filha». Ela voltou para casa e encontrou a criança deitada na cama. O demónio tinha saído.
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Senhor nosso Deus,
que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza
concedei que eles se tornem para nós
sacramento de vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 106, 8-9
Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens,
porque Ele deu de beber aos que tinham sede
e saciou os que tinham fome.

Ou: Mt 5, 5-6
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.

Oração depois da comunhão
Senhor nosso Deus,
que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice,
concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo,
dêmos fruto abundante para a salvação do mundo.
Por Cristo nosso Senhor.

 

02 11 Quarta Mc 7, 14-23 «O que sai do homem é que o torna impuro»

Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2026-02-11

Quarta-feira da semana V

Virgem santa Maria de Lurdes – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha.

L 1: 1Rs 10, 1-10; Sl 36 (37), 5-6. 30-31. 39-40
Ev: Mc 7, 14-23

* Dia Mundial do Doente.
* Aniversário da Ordenação episcopal de D. António Augusto dos Santos Marto (2001), Cardeal, Bispo Emérito de Leiria-Fátima.
* Na Ordem Beneditina – S. Bento de Aniano, abade – MF; Virgem santa Maria de Lurdes – MF
* Na Ordem de Cister – S. Bento de Aniano, abade – MF

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 94, 6-7
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
O Senhor é o nosso Deus.

Oração coleta
Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família;
e, porque só em Vós põe a sua confiança,
defendei-a sempre com a vossa proteção.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I 1 Rs 10, 1-10
«A rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão»

A rainha de Sabá, um reino do sul da Arábia, ou, talvez aqui, uma colónia da mesma origem situada ao norte, vem a Jerusalém atraída pela fama de Salomão, o mais sábio e poderoso rei do seu tempo naquelas partes do mundo. Talvez nesta visita houvesse também razões comerciais, o que seria muito natural naquelas regiões, que viviam da troca de produtos. Mas foi sobretudo a sabedoria de Salomão que encantou a rainha. Um dia, porém, Jesus, a Sabedoria de Deus, incriada e n’Ele encarnada entre os homens, dirá que, com a sua presença, está no meio de nós Alguém maior do que Salomão (Mt 12, 41-42).

Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, a rainha de Sabá ouviu falar na fama de Salomão e veio experimentá-lo com enigmas. Entrou em Jerusalém com um numeroso séquito, camelos carregados de perfumes, grande quantidade de ouro e pedras preciosas. Ao chegar à presença de Salomão, expôs-lhe tudo o que tinha na mente. Salomão respondeu a todas as suas perguntas e não houve nada de obscuro que o rei não pudesse esclarecer. Vendo a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão, o palácio por ele construído e as provisões da sua mesa, as instalações dos seus oficiais, o serviço e as vestes do seu pessoal, os seus copeiros e os holocaustos que oferecia no templo do Senhor, ficou maravilhada e disse ao rei: «Realmente era verdade o que ouvi dizer no meu país acerca de ti e da tua sabedoria. Eu não quis acreditar no que diziam, antes de vir e ver com os meus olhos; mas de facto nem sequer me tinham dito a metade. Tu excedes em sabedoria e opulência a fama que chegara aos meus ouvidos. Felizes os teus vassalos, felizes os teus servos, que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria! Bendito seja o Senhor, teu Deus, que te manifestou a sua benevolência, colocando-te no trono de Israel! É pelo eterno amor que dedica a Israel que o Senhor te fez reinar, para exerceres o direito e a justiça». Por fim, ela deu ao rei cento e vinte talentos de ouro, abundantíssimos perfumes e pedras preciosas. Nunca se viram tantos perfumes como os que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 36 (37), 5-6.30-31.39-40 (R. 30a)
Refrão: A boca do justo proclama a sabedoria. Repete-se

Confia ao Senhor o teu destino
e tem confiança, que Ele actuará.
Fará brilhar a tua luz como a justiça
e como o sol do meio-dia os teus direitos. Refrão

A boca do justo profere a sabedoria
e a sua língua proclama a justiça.
A lei de Deus está no seu coração
e não vacila nos seus passos. Refrão

A salvação dos justos vem do Senhor,
Ele é o seu refúgio no tempo da tribulação.
O Senhor os ajuda e defende,
porque n’Ele procuraram refúgio. Refrão

ALELUIA cf. Jo 17, 17b.a
Refrão: Aleluia. Repete-se
A vossa palavra, Senhor, é a verdade:
consagrai-nos na verdade. Refrão

EVANGELHO

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A fonte de todo o bem ou de todo o mal que o homem vier a praticar está no seu coração. Com as palavras que hoje ouvimos proclamar quer o Senhor fazer-nos compreender que é a atitude do coração que dá o verdadeiro sentido a todas as ações dos homens. Por isso, é o coração que, antes de mais, deve ser purificado. De facto, o coração é o que há de mais astucioso e perverso (Jer 17,9); mas Deus é maior do que o nosso coração (1 Jo 3, 20).

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão e disse-lhes: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o sentido da parábola. Ele respondeu-lhes: «Vós também não entendestes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não pode torná-lo impuro, porque não entra no coração, mas no ventre, e depois vai parar à fossa?». Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos. E continuou: «O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro».
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Senhor nosso Deus,
que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza
concedei que eles se tornem para nós
sacramento de vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 106, 8-9
Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens,
porque Ele deu de beber aos que tinham sede
e saciou os que tinham fome.

Ou: Mt 5, 5-6
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.

Oração depois da comunhão
Senhor nosso Deus,
que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice,
concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo,
dêmos fruto abundante para a salvação do mundo.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Santo

Virgem santa Maria de Lurdes

 

02 10 Terça Mc 7, 1-13 «Deixais o mandamento de Deus para vos prenderdes à tradição dos homens»

Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2026-02-10

Terça-feira da semana V

S. Escolástica, virgem – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1: 1Rs 8, 22-23. 27-30; Sl 83 (84), 3. 4. 5 e 10. 11
Ev: Mc 7, 1-13

* Na Ordem Beneditina – S. Escolástica. Nas Comunidades femininas – SOLENIDADE; nas Comunidades masculinas – FESTA
* Na Ordem de Cister – S. Escolástica, irmã de S. Bento, monja – FESTA
* Na Congregação das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre da Família Paulista – Aniversário da fundação (1924).

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 94, 6-7
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
O Senhor é o nosso Deus.

Oração coleta
Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família;
e, porque só em Vós põe a sua confiança,
defendei-a sempre com a vossa proteção.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I (anos pares) 1 Rs 8, 22-23.27-30
«Vós que dissestes:‘Aí estará o meu nome’.
atendei a súplica do vosso povo, quando rezar neste lugar»

Esta leitura é a célebre oração de Salomão, que ele dirige a Deus aquando da dedicação do templo de Jerusalém. O templo é considerado como o lugar onde Deus, que nenhum lugar pode conter, Se faz sentir mais perto do seu povo e escuta a sua oração. O templo há de encontrar a sua expressão mais perfeita na santíssima humanidade de Jesus Cristo, “em quem reside toda a plenitude da divindade”.

Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, o rei Salomão, de pé, diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel, estendeu as mãos para o Céu e disse: «Senhor, Deus de Israel! Não há nenhum Deus como Vós, nem lá no alto dos céus, nem cá em baixo sobre a terra. Vós sois fiel à aliança e conservais a benevolência para com os vossos servos, quando eles andam na vossa presença de todo o coração. Mas será possível que Deus habite com os homens na terra? Se os céus e os mais altos céus não podem abranger-Vos, muito menos esta casa que eu edifiquei! Estai atento, Senhor, meu Deus, à prece e à oração do vosso servo, escutai o apelo e a súplica que hoje Vos dirige. Os vossos olhos estejam abertos, dia e noite, sobre esta casa, sobre este lugar do qual dissestes: ‘Aí estará o meu nome’. Escutai a oração que neste lugar Vos dirigir o vosso servo, atendei a súplica do vosso servo e de Israel, vosso povo, quando eles rezarem neste lugar. Escutai da vossa morada no Céu; escutai e concedei o perdão».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5 e 10.11 (R. 2)
Refrão: Como é admirável a vossa morada,
Senhor do Universo! Repete-se

A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo. Refrão

Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus. Refrão

Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Contemplai, ó Deus, nosso protetor,
ponde os olhos no rosto do vosso Ungido. Refrão

Um dia em vossos átrios
vale por mais de mil longe de Vós.
Antes quero ficar no vestíbulo da casa do meu Deus,
do que habitar nas tendas dos pecadores. Refrão

ALELUIA Salmo 118 (119), 36a.29b
Refrão: Aleluia Repete-se
Inclinai o meu coração para as vossas ordens
e dai-me a graça de cumprir a vossa lei. Refrão

EVANGELHO Mc 7, 1-13
«Deixais o mandamento de Deus
para vos prenderdes à tradição dos homens»

Jesus procura fazer compreender a diferença que existe entre o mandamento de Deus e a tradição dos homens, porque, no tempo em que estes factos se passavam, os usos e costumes que os homens tinham acrescentado à lei de Deus chegavam a deturpar a própria lei, como no caso citado; certos hábitos religiosos de invenção humana passavam à frente da justiça e da caridade. É sempre uma grande tentação ficar preso à letra, e não conseguir, por isso, chegar até ao espírito; mas «a letra mata, o espírito é que dá a vida».

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém. Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. – Na verdade, os fariseus e os judeus em geral só comem depois de lavar cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre –. Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?». Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos’. Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens». Jesus acrescentou: «Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus, para observar a vossa tradição. Porque Moisés disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’; e ainda: ‘Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe deve morrer’. Mas vós dizeis que se alguém tiver bens para ajudar os seus pais necessitados, mas declarar esses bens como oferta sagrada, nesse caso fica dispensado de ajudar o pai ou a mãe. Deste modo anulais a palavra de Deus com a tradição que transmitis. E fazeis muitas coisas deste género».
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Senhor nosso Deus,
que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza
concedei que eles se tornem para nós
sacramento de vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 106, 8-9
Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens,
porque Ele deu de beber aos que tinham sede
e saciou os que tinham fome.

Ou: Mt 5, 5-6
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.

Oração depois da comunhão
Senhor nosso Deus,
que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice,
concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo,
dêmos fruto abundante para a salvação do mundo.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Santo

Santa Escolástica, virgem