Monthly Archives: June 2026

06 05 Sexta Feira Mc 12, 35-37 👉 “Como dizem os escribas que o Messias é filho de David?”

✨ Sexta-feira, 5 de Junho – São Bonifácio
📖 Mc 12, 35-37
👉 “Como dizem os escribas que o Messias é filho de David?”

📍 Mensagem:

“Os escribas tinham razão ao chamar o Messias de filho de Davi, mas Jesus mostra que isso não basta: o Messias é também o Senhor de Davi, porque é maior do que ele e está à direita de Deus.”

💡 Pistas para hoje:
✅ Reza diante do Sagrado Coração de Jesus.
✅ Pergunta-te: quem é Jesus para mim?
✅ Reza pelos missionários e evangelizadores.

🙏 Pai Nosso…

06 04 Quinta Dia do Corpo de Deus

Oração coleta

Senhor Jesus Cristo,
que, neste admirável sacramento,
nos deixastes o memorial da vossa paixão,
concedei-nos a graça de venerar de tal modo
os sagrados mistérios do vosso Corpo e Sangue
que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção.
Vós que sois Deus e viveis e reinais com o Pai,
na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos

A imagem  traduz de forma visual e teológica a densidade da Oração Coleta da Solenidade de Corpus Christi. A composição divide-se em dois planos principais que se interligam, o que ilustra a relação entre o mistério litúrgico e a vida quotidiana dos fiéis.

Aqui está a explicação detalhada dos elementos presentes:

1. A Borda Dourada e a Moldura Sacra

Toda a cena é envolvida por uma moldura ornamental dourada, enriquecida com detalhes geométricos, vitrais em miniatura e símbolos cristãos (como o Crisma $XP$ e a pomba do Espírito Santo no topo). Esta escolha estética remete para os manuscritos medievais iluminados e sublinha o caráter sagrado e intemporal do texto.

2. O Lado Esquerdo: O Memorial da Paixão e o Culto

Este setor representa o ambiente eclesial e litúrgico:

  • O Sacerdote e a Monstrância (Custódia): No centro do presbitério, o sacerdote eleva a custódia com a Sagrada Hóstia, de onde emanam raios de luz intensa. Este é o fulcro do “admirável sacramento”.

  • A Assembleia em Oração: Fiéis de joelhos, com rostos serenos e devotos, encarnam o pedido da oração: “concedei-nos a graça de venerar de tal modo os sagrados mistérios”.

  • Arquitetura e Luz: Os vitrais ao fundo ilustram a Última Ceia e a Crucifixão, o que reforça a definição da Eucaristia como o “memorial da vossa paixão”. O fumo do incenso eleva-se, o que simboliza as preces que sobem ao Céu.

3. O Lado Direito: Os Frutos da Redenção na Vida Quotidiana

A luz que brota da Hóstia transforma-se num fluxo dourado que atravessa o espaço e se espalha por uma paisagem exterior, o que representa o efeito contínuo da graça no mundo:

  • A Natureza e a Eucaristia: Ramos de videira com uvas maduras e espigas de trigo entrelaçam-se no centro. São a matéria-prima do pão e do vinho que se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo.

  • A Vida Comum Santificada: Sob a luz do Espírito Santo (a pomba branca que guia o fluxo luminoso), observam-se várias cenas do dia a dia: uma família que caminha unida, uma idosa que lê num banco de jardim, pessoas que partilham o alimento e um jovem que pinta. Isto ilustra o desejo de que os fiéis “sintam continuamente os frutos da vossa redenção” em todas as dimensões da existência.

4. O Pergaminho Central

Na base, um pergaminho antigo exibe o texto integral da oração em português. A inicial “S” capitular e a caligrafia clássica integram perfeitamente a prece na obra de arte, o que permite que quem olha para a imagem possa ler e meditar ao mesmo tempo.

É uma representação que une o Céu e a Terra, o rito e a vida, através do mistério eucarístico.

OREMOS 

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06 03 Quarta  Mc 12, 18-27 «Não é Deus de mortos, mas de vivos»​

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo seg. São Marcos

Naquele tempo, foram ter com Jesus alguns saduceus – que afirmam não haver ressurreição – e perguntaram-lhe: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe esposa sem filhos, esse homem deve casar-se com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar descendência. O mesmo sucedeu ao terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por fim morreu também a mulher. Na ressurreição, quando voltarem à vida, de qual deles será ela esposa? Porque todos os sete se casaram com ela». Disse-lhes Jesus: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus? Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos, nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento; mas serão como os Anjos nos Céus. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no Livro de Moisés, no episódio da sarça ardente, como Deus disse: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Vós andais muito enganados».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

No Evangelho, os saduceus, que não acreditavam na ressurreição, tentam encurralar Jesus e ridicularizar a fé na vida eterna através de um cenário hipotético sobre o casamento sucessivo de uma viúva com sete irmãos

. A resposta de Jesus é perentória e reveladora: Ele aponta que o erro dos saduceus reside no desconhecimento das Escrituras e do poder de Deus

. Jesus esclarece que a vida após a ressurreição não é uma mera continuação das dinâmicas da nossa vida terrena, mas sim uma realidade inteiramente nova, onde a relação com Deus transforma tudo e seremos “como os Anjos nos Céus”

. Ao recordar o episódio da sarça ardente, em que o Senhor Se apresenta como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, Jesus sublinha a verdade central da nossa fé: Ele “não é Deus de mortos, mas de vivos”

.Na vida do cristão, esta mensagem é um convite radical à esperança e à confiança no poder divino

. Muitas vezes, corremos o risco de limitar as promessas de Deus à nossa própria compreensão terrena. No entanto, este texto desafia-nos a viver com os olhos postos na vida eterna

. Ser cristão significa viver com a certeza de que a morte não é o fim, mas a passagem para uma comunhão plena. A nossa ligação ao “Deus dos vivos” deve inspirar-nos a viver o presente sem medo, testemunhando diariamente que a vida e o amor em Deus triunfam de forma eterna e definitiva.

Oração:

 “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, Tu que és o Deus dos vivos, aumenta a nossa fé na ressurreição. Ajuda-nos a não limitar o Teu poder à nossa frágil compreensão humana. Que possamos viver cada dia iluminados pela esperança da vida eterna, confiando plenamente que o Teu amor transforma e vence qualquer morte. Ámen.”