11 29 Sábado .Lucas 21, 34-36.«Vigiai, para que possais livrar-vos de tudo isto que está para acontecer»

 

 

 

 

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados com a intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha; porque ele atingirá todos os que habitam sobre a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo isto que está para acontecer e comparecer sem temor diante do Filho do homem».

 

Palavra da salvação.

.

 

REFLEXÃO

O Evangelho de Lucas 21, 34-36 serve como um solene convite à vigilância e um alerta para a prontidão espiritual, marcando a transição do Tempo Comum para o Advento, o tempo de espera. Após descrever os sinais cósmicos e a ruína histórica (dias anteriores), Jesus dirige-se agora ao interior do discípulo: «Tende cuidado convosco». O verdadeiro perigo não está apenas nas calamidades externas, mas na forma como permitimos que o nosso coração seja pesado e distraído.

 

Jesus identifica três pesos que nos podem aprisionar: a intemperança e a embriaguês (os excessos que embotam a clareza do espírito) e, de forma mais sutil e universal, as preocupações da vida. Estas últimas são as ansiedades e os fardos quotidianos que, quando desmesurados, nos enredam na matéria e no temporal, tornando-nos incapazes de levantar a cabeça para o eterno. O coração pesado pela terra não consegue aperceber-se da vinda do Senhor.

 

A Vinda de Cristo, o “Dia” do juízo e da libertação, é descrita como uma “armadilha” que atingirá todos. Esta imagem não sugere um Deus cruel, mas sim a certeza e a súbita irrupção do fim, que apanha desprevenido aquele que se deixou adormecer nos prazeres ou afogar nas ansiedades. A urgência da parábola é clara: é preciso que a nossa vida não seja apenas um viver, mas um esperar.

 

O antídoto para a armadilha é duplo e inseparável: «vigiai e orai em todo o tempo». A vigilância não é um medo neurótico, mas uma intencionalidade do espírito, que recusa a moleza e a distração. A oração é a força que mantém o coração leve e unido a Deus, permitindo-nos caminhar na “longa Vigília Pascal” de que fala o texto. Somente com o coração liberto dos excessos e das preocupações é que o discípulo poderá “comparecer sem temor diante do Filho do homem”. Esta é a nossa meta: que o Dia da Vinda do Senhor não seja um pavor, mas o cumprimento jubilante da nossa esperança. O grito do Advento – «Veni! Vinde!» – é a resposta do coração vigilante ao apelo de Cristo.

 

Oração.

.

Senhor Jesus Cristo tu que nos alertasse para o perigo de um coração pesado, livra-nos da intemperança que nos cega e das preocupações da vida que nos afogam na terra. Concede-nos a graça de vigiar e orar em todo o tempo, para que o Teu Dia não nos encontre como uma armadilha, mas como o Sol que esperamos ao fim da longa noite Que o nosso coração permaneça leve, firme na esperança e desapegado do que passa, para que possamos comparecer sem temor diante de Ti, o Filho do Homem entrar na glória do Teu Reino que não tem ocaso.11 29 Sábado .Lucas 21, 34-36.«Vigiai, para que possais livrar-vos de tudo isto que está para acontecer»

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados com a intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha; porque ele atingirá todos os que habitam sobre a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo isto que está para acontecer e comparecer sem temor diante do Filho do homem».

 

Palavra da salvação.

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REFLEXÃO

O Evangelho de Lucas 21, 34-36 serve como um solene convite à vigilância e um alerta para a prontidão espiritual, marcando a transição do Tempo Comum para o Advento, o tempo de espera. Após descrever os sinais cósmicos e a ruína histórica (dias anteriores), Jesus dirige-se agora ao interior do discípulo: «Tende cuidado convosco». O verdadeiro perigo não está apenas nas calamidades externas, mas na forma como permitimos que o nosso coração seja pesado e distraído.

 

Jesus identifica três pesos que nos podem aprisionar: a intemperança e a embriaguês (os excessos que embotam a clareza do espírito) e, de forma mais sutil e universal, as preocupações da vida. Estas últimas são as ansiedades e os fardos quotidianos que, quando desmesurados, nos enredam na matéria e no temporal, tornando-nos incapazes de levantar a cabeça para o eterno. O coração pesado pela terra não consegue aperceber-se da vinda do Senhor.

 

A Vinda de Cristo, o “Dia” do juízo e da libertação, é descrita como uma “armadilha” que atingirá todos. Esta imagem não sugere um Deus cruel, mas sim a certeza e a súbita irrupção do fim, que apanha desprevenido aquele que se deixou adormecer nos prazeres ou afogar nas ansiedades. A urgência da parábola é clara: é preciso que a nossa vida não seja apenas um viver, mas um esperar.

 

O antídoto para a armadilha é duplo e inseparável: «vigiai e orai em todo o tempo». A vigilância não é um medo neurótico, mas uma intencionalidade do espírito, que recusa a moleza e a distração. A oração é a força que mantém o coração leve e unido a Deus, permitindo-nos caminhar na “longa Vigília Pascal” de que fala o texto. Somente com o coração liberto dos excessos e das preocupações é que o discípulo poderá “comparecer sem temor diante do Filho do homem”. Esta é a nossa meta: que o Dia da Vinda do Senhor não seja um pavor, mas o cumprimento jubilante da nossa esperança. O grito do Advento – «Veni! Vinde!» – é a resposta do coração vigilante ao apelo de Cristo.

 

Oração.

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Senhor Jesus Cristo tu que nos alertasse para o perigo de um coração pesado, livra-nos da intemperança que nos cega e das preocupações da vida que nos afogam na terra. Concede-nos a graça de vigiar e orar em todo o tempo, para que o Teu Dia não nos encontre como uma armadilha, mas como o Sol que esperamos ao fim da longa noite Que o nosso coração permaneça leve, firme na esperança e desapegado do que passa, para que possamos comparecer sem temor diante de Ti, o Filho do Homem entrar na glória do Teu Reino que não tem ocaso.

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