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12 02 Terça Lc 10, 21-24 Jesus exulta de alegria pela ação do Espírito Santo

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.Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus exultou de alegria pela ação do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isto foi do teu agrado. Tudo Me foi entregue por meu Pai; e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar». Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes: «Felizes os olhos que veem o que estais a ver, porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes e não o viram e ouvir o que vós ouvis e não o ouviram».

Palavra da salvação..

REFLEXÃO

**Meditação: A Alegria do Segredo Revelado**.

No silêncio expectante do Advento, este evangelho é uma centelha de luz jubilosa. Jesus, o Esperado das nações, irrompe em alegria. A sua não é uma felicidade comum, mas um *exultar* no Espírito Santo. É a primeira vez no Evangelho que O vemos assim, transbordante de uma alegria que vem do mais íntimo do seu ser. E qual é a fonte desta alegria? O *mistério da eleição divina*. O Pai, no seu desígnio de amor, revela os segredos do Reino não aos auto-suficientes, mas aos “pequeninos”..

**1. O Esconderijo e a Revelação (vv. 21-22)**

Deus “esconde” dos sábios e inteligentes. Não por capricho, mas porque a sua sabedoria, frequentemente, é barulho que abafa a voz de Deus. É uma armadura de auto-suficiência que impede de receber. O Advento chama-nos a este despojamento: a reconhecer que não sabemos, que não temos, que esperamos. É na pobreza de espírito que Deus se revela. E o conteúdo dessa revelação é o próprio coração de Deus: a relação única, íntima e eterna entre o Pai e o Filho. Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho. E nós? Nós podemos conhecê-L’O porque o Filho no-L’O *quer revelar*. Este é o dom incalculável..

**2. A Bem-aventurança do Advento (vv. 23-24)**

Jesus dirige-Se então aos discípulos e declara-os “felizes”. Porquê? Porque os seus olhos veem e os seus ouvidos ouvem. Eles estão a ver a Promessa cumprida, a Palavra feita Carne. No contexto do Advento, esta é uma chamada de atenção profunda. Nós, que caminhamos na penumbra da espera, somos convidados a abrir os olhos para o que já nos foi dado. Muitos profetas e reis – um Abraão, um Moisés, um David – ansiaram por este dia. Eles viram de longe, pela fé. Nós, pelo mistério da Igreja, estamos no interior da gruta de Belém, vemos o Menino e ouvimos o seu choro. A felicidade não está num futuro distante, mas no reconhecimento humilde do Dom que já habita no meio de nós..

O Advento é, assim, um tempo para nos fazermos “pequeninos”. Para calar os nossos ruídos interiores e deixar que o Espírito Santo, que fez Jesus exultar de alegria, nos revele a doce intimidade do Pai com o Filho, uma intimidade na qual, maravilhosamente, fomos convidados a entrar..

### **Oração**.

Ó Pai, Senhor do Céu e da terra,

que no silêncio da noite do mundo.

revelais os vossos segredos aos corações simples,

fazei-nos pequeninos neste Advento..

Despojai-nos da pretensão do saber

e enchei-nos da sábia ignorância da fé,

que se abre à vossa revelação como a terra seca à chuva..

Obrigado, Pai, pelo dom inefável do vosso Filho,..

que nos quis revelar o rosto do vosso Amor.

Fazei que, no meio da nossa espera,

os nossos olhos saibam ver a luz que já brilha

e os nossos ouvidos escutar a melodia do Verbo que se fez Menino..

Que o mesmo Espírito que fez exultar Jesus de alegria

nos conduza, com passos leves e coração jubiloso,

ao encontro d’Aquele que é a Luz da manhã sem fim.

Ele que vive e reina convosco, na unidade do Espírito Santo,

por todos os séculos dos séculos. Ámen.

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12 01 Segunda  Mt 8, 5-11 «Do Oriente e do Ocidente virão muitos para o reino dos Céus»

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se d’Ele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe­ Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião res­­pon­­­­deu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens: digo a um ‘Vai’ e ele vai; a outro ‘Vem’ e ele vem; e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus»..

Palavra da salvação……

REFLEXÃO 

Entramos no Advento com uma página do Evangelho que ilumina, desde o primeiro instante, o horizonte amplo e surpreendente do coração de Deus. A fé do centurião — homem estrangeiro, pagão, alheio às promessas feitas a Israel — torna-se sinal luminoso do universalismo do Reino. O Advento não é apenas a memória da primeira vinda de Cristo, mas preparação vigilante para a Sua vinda gloriosa, quando todos os povos, “do Oriente e do Ocidente”, se sentarão à mesa do banquete eterno. O centurião abre-nos essa porta: quem acolhe Jesus com fé humilde torna-se já participante da promessa…

Lectio — A Palavra apresenta-nos Jesus a entrar em Cafarnaum. Antes de qualquer gesto, é a dor alheia que O procura: a súplica de um homem que sofre pelo seu servo. O centurião não pede por si; intercede por outro. No Advento, somos chamados a este movimento: aproximar-nos de Cristo carregando aqueles que nos estão confiados, apresentando-Lhe a fragilidade humana. A fé começa frequentemente na compaixão..

Meditatio — A resposta de Jesus é imediata: “Eu irei curá-lo.” O Senhor toma sempre a iniciativa, ultrapassa barreiras culturais e religiosas, revela um Deus que vem ao encontro. Mas é o coração do centurião que se torna o verdadeiro cenário do Advento: “Senhor, eu não sou digno… mas diz uma só palavra.” Aqui está a fé que surpreende Jesus, fé que nasce da humildade e da confiança plena na autoridade da Palavra divina. O Advento pede-nos precisamente isto: diminuir o ruído interior para escutar a Palavra que salva; preparar lugar, não por mérito nosso, mas por confiança no poder de Cristo que age..

Oratio — O que dizer diante desta fé? Talvez apenas repetir as palavras que aprendemos a pronunciar antes de comungar. Cada Eucaristia é Advento: aguardamos Aquele que vem e reconhecemos que só a Sua Palavra pode sarar as feridas profundas da nossa vida e da vida do mundo…

Contemplatio — A admiração de Jesus diante da fé do centurião convida-nos a contemplar a vastidão do Reino. O banquete anunciado é um dom para todos os povos. Advento é tempo para alargar o coração, ultrapassar fronteiras, acolher com esperança a promessa de um Deus que reúne, cura e reconcilia. Sentar-nos-emos um dia à mesa com Abraão, Isaac e Jacob, se deixarmos que a Palavra transforme a nossa vida hoje..

Oração

Senhor Jesus, que entras nas nossas cidades e nas nossas casas com misericórdia, acolhe a nossa pobre fé. Não somos dignos, mas confiamos na força da tua Palavra. Cura as nossas feridas, fortalece a nossa esperança e prepara em nós um coração capaz de Te acolher na tua vinda. Que o Advento dilate o nosso olhar, para reconhecermos irmãos “do Oriente e do Ocidente” que caminham para o teu Reino. Amen.

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12 01 Segunda  Mt 8, 5-11 «Do Oriente e do Ocidente virão muitos para o reino dos Céus»

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