Author Archives: Abilio Nunes

1107 Que posso dar a JESUS?

Reflexão:

Todos os dias da minha vida, Jesus encontra-se diante de mim, em silêncio, aguardando pacientemente a minha oferta…O que lhe dou? Nada? O mínimo para não parecer mal? O que me sobra? Tudo? Hoje sou chamada a seguir o exemplo de 2 viúvas que, na maior pobreza, se entregam por completo à providência divina doando tudo o que tinham. Esta entrega vai muito para além do material, é uma entrega dos dons que possuímos.

Desafio:

Olha para o “porta-moedas” que é a tua alma, avalia-a e pensa de modo concreto em “duas pequenas moedas” que podes dar a Jesus. Sê generoso, oferece-as sem receios e de forma consistente! A regra é Pouco, Pequeno e Possível! Por exemplo, 10 minutos diários de meditação da Bíblia e 10 minutos de ajuda diária nas tarefas domésticas (além do que sou obrigado).

Música:

Senhor   aqui nos tendes – 

Peregrino da Palavra

 

1108 João 2, 13-22   Segunda  Feira da XXII Semana do tempo comum 

    Os cristãos têm como  objetivo proposto por Jesus: Amai vos uns aos outros como eu vos amei .Por isso as suas relações devem ser  de fraternidade e de respeito mútuos. 

   Jesus adverte que os recém convertidos merecem uma atenção especial Não devem ser tratadas com intolerância e impaciência por quem se considera firme e maduro na sua adesão a Jesus. O verdadeiro cristão deve evitar o escândalo isto é fazer com que os iniciados acabem  por abandonarem sua caminhada de fé.  

   O escandalo atinge o próprio Deus. Daí o castigo terrível que Jesus sugeriu para quem escandalizar um pequenino. Ele conhece a fraqueza humana, o Pai sabe que ninguém é capaz de atingir a maturidade da fé, da noite para o dia.Ele acompanha com  carinho e paciência, cada discípulo do Reino que se esforça para crescer na fé.

     É  obrigação da comunidade colaborar para que os pequeninos, apesar de suas quedas, sigam adiante, fazendo amadurecer sempre mais a própria fé.

1110 Lucas 17,11-19 S. Leão Magno Quarta Feira da XXII Semana do tempo comum 

Saber agradecer 

Reconhecer os favores recebidos de Deus é obra de pessoa nobre.. Tal como hoje , nos tempos de Jesus a ingratidão leva sempre a dianteira

Foram dez leprosos só um teve a gentileza de voltar para agradecer a Jesus. Quem era?Um  estrangeiro, um excluído e desprezado como pagão. Só ele foi capaz de glorificar a Deus, cujo Reino se fez presente em sua vida pela ação de Jesus. O gesto de adoração do samaritano, prostrado com o rosto em terra, aos pés do Mestre, demonstrou a consolidação de sua fé naquele, a quem recorrera com tanta confiança. E foi salvo pela fé.

Os outros nove curados esqueceram-se  de que haviam recebido um dom totalmente gratuitoÉ a ingratidão de quem, sendo agraciado com os benefícios divinos, permanece fechado aos apelos do Reino de Deus.

1111 Lucas 17,20-25 S. Martinho  XXII Quinta  Semana do tempo comu

O REINO ESTÁ ENTRE VÓS

No tempo de Jesus, os judeus oprimidos pelo jugo romano clamavam a Javé por libertação. Expressavam a angústia com salmos e cantos que hoje os cristãos expressam em tempos do Advento : Quando virá Senhor o dia em que apareça o salvador ….
em que sejamos governados apenas por Deus. A festa da Páscoa era uma ocasião excelente para fazer reacender a esperança de libertação.

Jesus tinha uma outra atitude perante os acontecimentos e sabia qual a verdeira ação de Deus na história humana. Por isso fez sentir aos seus conterrâneos a responsabilidade humana de preparar-se, com toda liberdade e seriedade, para o encontro com o Senhor sem necessidade de fatos extraordinários . 

O  Reino já tinha despontado no meio do povo, na pessoa de Jesus, o Filho do Homem. As suas palavras e os seus gestos anunciavam o começo de uma nova história onde  Deus exercia o senhorio absoluto.

Deixemos que Ele entre dentro de nós, aceitemo-lo como  Senhor de nossa  vida, tornemo-mos semente do novo reino através do testemunho de Amor aos nossos irmãos. 

1112 Lucas 17,26-37 S. Josafá bispo e Mártir   Sexta Feira da XXII Semana do tempo comum 

O DIA DO FILHO DO HOMEM
   Muitos cristãos  da comunidade primitiva, desiludidos por ver goradas as suas esperanças do fim do mundo acomodaram-se às circunstâncias, desanimaram Esta mensagem do Evangelho constitui um alerta  para eles e também para nós hoje . A nosa atitude pessimista leva-nos a esmorecer na caridade. Olhemos em frente , não esmoreçamos na caridade e mantenhamos sepre viva a chama da esperança  

    Tal como os  discípulos de Jesus somos convidados a não sermos tomados de surpresa  como havia acontecido com o povo por ocasião do dilúvio. Sua vida despreocupada, centrada nos prazeres, dispensava Deus e seus apelos de conversão. Esse povo preferiu levar uma vida de impiedade, indo de pecado em pecado, como se o seu futuro já estivesse garantido.

    Imitemos o  justo Noé, temente a Deus e submisso à sua vontade., manteve-se -se fiel a Deus e não se desviando pelo caminho do mal.

    Não nos acomodemos …perseveremos no amor e na misercórdia. Embora veja a fé de muita gente arrefecer, persevera na prática do amor e da misericórdia. É a forma de conservar sua vida, como Jesus recomendou. Sintamos o efeito consoladora desta passagem para todos os mártires da fé “ Quem perseverar até ao fim será salvo Mateus 24:9-13 “Então sereis entregues a tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.”

Oração

     Senhor Jesus, que eu não caia num estilo de vida acomodado, esquecendo-me de que é pela prática do amor e da misericórdia, que eu me preparo para o encontro contigo.

1113 Lucas 18,1-8 Sábado  da XXII Semana do tempo comum 

ORAR SEM DESANIMAR

Um fato da da vida cotidiana proporcionou a Jesus recomendar aos  discípulos a constante oração persistente e esperançosa de serem atendidos  atendidos por Deus. A pobre viúva não conseguia valer os seus  direitos. Recorre a  um juiz descrente .  Apesar de estar em  total desvantagem diante do explorador, esta grande mulher embora  sem prestigio, sem recursos materiais  sem qualquer amparo social  não se deu por vencida. Enfrentou a situação, com garra e determinação, até que o juiz fizesse valer o seu direito. Sua vitória foi fruto da perseverança. Como outrora com os discípulos e como agora conossco o convite é o mesmo :  Recorramos a Deus com perseverança na certeza de sermos atendidos pelo Pai de misericórdia. 

Segundo nos diz S. Paulo: el. Existia, realmente, no coração dos discípulos, uma fé assim?

1114  Mc 13, 24-32 Domingo do  XXXIII do tempo  Comum  

Comentário ao Evangelho

MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO

O pensamento teológico da época expressava o fim dos tempos, a intervenção de Deus na história  através de abalos sísmicos e outros fenômenos terríveis, 

Jesus não tinha intenção de incutir terror no coração dos discípulos e convertê-los em fanáticos anunciadores do fim do mundo. Desejava sim que eles permanecessem vigilantes, de maneira a estarem sempre preparados para o encontro com o Senhor.

Através da parábola da  da figueira explica melhor o objetivo da sua mensagem.  O agricultor atento sabe quando a árvore está para frutificar. Igualmente, o discípulo, quando discerne, sabe reconhecer quando se aproxima a vinda do Senhor, e tem consciência de estar preparado para recebê-lo.

A exortação de Jesus não tem um tempo limitado de validade. Seu valor é eterno, como eternas são todas as palavras de Jesus. Elas não passarão, embora tudo o mais perca seu valor. Assim, é absolutamente certa a vinda do Filho do Homem e a necessidade de manter-se vigilante e preparado para acolhê-lo. É, também, firme a palavra do Senhor que apresenta o amor como critério do juízo final, a recompensa para quem se mantiver fiel e a comunhão definitiva com o Pai, como destino último do cristão. Por conseguinte, o discípulo sensato deixa-se guiar pelas palavras de Jesus, de forma a evitar contratempos.

1114 XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – Reunião Grupo Biblico

 

 

Leitura da profecia de Daniel.

12 “Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe, o protetor dos filhos do seu povo. Será uma época de tal desolação, como jamais houve igual desde que as nações existem até aquele momento. Então, entre os filhos de teu povo, serão salvos todos aqueles que se acharem inscritos no livro.

2 Muitos daqueles que dormem no pó da terra despertarão, uns para uma vida eterna, outros para a ignomínia, a infâmia eterna.


Os que tiverem sido inteligentes fulgirão como o brilho do firmamento, e os que tiverem introduzido muitos (nos caminhos) da justiça luzirão como as estrelas, com um perpétuo resplendor”.

Palavra do Senhor

 

.Salmo Responsorial 15/16

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
meu destino está seguro em vossas mãos!
Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,
pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

Eis por que meu coração está em festa,
minha alma rejubila de alegria
e até meu corpo no repouso está tranqüilo;
pois não haveis de me deixar entregue à morte
nem vosso amigo conhecer a corrupção.

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;
junto a vós, felicidade sem limites,
delícia eterna e alegria ao vosso lado!

 

 Leitura (Hebreus 10,11-14.18)

 

Leitura da carta aos Hebreus.

10 11 Enquanto todo sacerdote se ocupa diariamente com o seu ministério e repete inúmeras vezes os mesmos sacrifícios que, todavia, não conseguem apagar os pecados,
12 Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício e logo em seguida tomou lugar para sempre à direita de Deus,
13 onde espera de ora em diante que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés.
14 Por uma só oblação ele realizou a perfeição definitiva daqueles que recebem a santificação.
18 Ora, onde houve plena remissão dos pecados não há por que oferecer sacrifício por eles.
Palavra do Senhor.

 

Evangelho (Marcos 13,24-32)

Aleluia, aleluia, aleluia.
É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis, não! (Lc 21,36)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo,

13 24 disse Jesus a seus discípulos: “Naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol se escurecerá, a lua não dará o seu resplendor;


25 cairão os astros do céu e as forças que estão no céu serão abaladas.


26 Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.
27 Ele enviará os anjos, e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu.

28 Compreendei por uma comparação tirada da figueira. Quando os seus ramos vão ficando tenros e brotam as folhas, sabeis que está perto o verão.

29 Assim também quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está próximo, às portas.

30 Em verdade vos digo: não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

31 Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.

32 A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai”.

Palavra da Salvação.

 

1107 31º Domingo do Tempo Comum (B)

 

LEITURA – 1 Reis 17, 10-16 

Leitura do Primeiro Livro dos Reis:

Naqueles dias, 10Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta. Ao chegar à porta da cidade, viu uma viúva apanhando lenha. Ele chamou-a e disse: “Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha para eu beber”.
11Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe: “Por favor, traze-me também um pedaço de pão em tua mão”.
12Ela respondeu: “Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Eu estava apanhando dois pedaços de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho, para comermos e depois esperar a morte”.
13Elias replicou-lhe: “Não te preocupes! Vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho e traze-o. Depois farás o mesmo para ti e teu filho. 14Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘A vasilha de farinha não acabará e a jarra de azeite não diminuirá, até o dia em que o Senhor enviar a chuva sobre a face da terra’”.
15A mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito. E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo. 16A farinha da vasilha não acabou nem diminuiu o óleo da jarra, conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias.

Ler a Palavra 

       Uma situação de grande privação compromete a qualidade de vida da região inteira: uma seca prolongada, decretada pelo Senhor através do profeta Elias (cf. lRs 17,1). Este procura refúgio, por ordem divina, em terra estrangeira (cf. lRs 17,9), onde recebe a ajuda generosa de uma pobre «viúva» (w. 10-15). O Senhor abençoa o gesto de solidariedade e de fé desta mulher, garantindo milagrosamente os meios de sobrevivência tanto a ela, como ao filho e ao profeta (v. 16).

Compreender a Palavra

O episódio começa com um paradoxo: Elias é enviado por Deus, de Israel para uma terra estrangeira, onde dependerá das ofertas e dos recursos de uma mulher viúva, necessitada e pertencente a um povo pagão! A inversão da lógica humana é clara: o poder comunica-se através da impotência, da riqueza verdadeira, da indigência!

Se as condições daquela pobre mulher parecem desesperadas (v. 12b), o leitor não deve esquecer que JHWH «protege o estran¬geiro, ampara o órfão e a viúva» (Sl 145,9). Cria-se por isso uma tensão: precisamente a essa terra, que parece ser do domínio de

Baal, o Senhor faz chegar a Sua ajuda ao órfão, à viúva e ao Seu profeta. Entre as linhas nota-se uma polémica anti-idolátrica e a vontade de testemunhar a fé na soberania de Deus, que transcen¬de todas as barreiras e tarefas humanas.

Ê verdade, surpreende a fé desta mulher, que responde a Elias invocando o Senhor: «Tão certo estar vivo o Senhor, teu Deus…» (v. 12a) Uma coisa é clara, a fé não é apanágio de Israel mas, mis¬teriosamente, o Senhor concede-a a quem quer, mesmo a quem parece estar longe dela. Às palavras do profeta, que exorta a mu¬lher a «não temer» em nome da promessa do Senhor (w. 13-14), ela responde com uma obediência plena, sinal da sua fé e da sua generosidade; atitudes que o Senhor abençoa (w. 15-16).

A sobriedade da narração pouco concede ao gosto do mila¬groso, está de acordo com o ensinamento: JHWH, na Sua compai¬xão indefectível para com todos, privilegia, sobretudo, todos os pobres!

 

I LEITURA – 1 Reis 17, 10-16 (sintese) 

A viúva de Sarepta. Em tempo de fome, numa terra estrangeira, o profeta Elias é ajudado  por uma viúva que se encontra à mingua de recursos. Não nos é dito se ela acreditava no Deus verdadeiro; tem, certamente, a generosidade  dos pobres; e recebe, através do profeta, a retribuição de Deus. 

Elias e a viúva de Sarepta 

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SALMO RESPONSORIAL SL 145,7-10

O poder e a riqueza deste mundo conduzem à fome e à servidão os seus súbditos e as suas vítimas; o Reino de Deus, ao con  trário, concede o «pão aos famintos» e a «liberdade aos prisionei¬ros» (v. 7). Só a confiança no Senhor está, por isso, bem colocada; esperar nos homens é falacioso.

SALMO – 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1 ou Aleluia)

Refrão: Ó minha alma, louva o Senhor. Repete-se Ou: Aleluia. Repete-se

O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos. Refrão

O Senhor ilumina os olhos do cego,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos. Refrão

O Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva
e entrava o caminho aos pecadores. Refrão

O Senhor reina eternamente;
o teu Deus, ó Sião,
é rei por todas as gerações. Refrão

 

 

II LEITURA – Hebr 9, 24-28

«Cristo ofereceu-Se uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão.»

SEGUNDA LEITURA         HB 9,24-28

Cristo ofereceu-Se uma só vez para tomar sobre Si os pecados de muitos.

Ler a Palavra

A unicidade do sacrifício de Cristo contrapõe-se à multipli¬cidade dos sacrifícios da parte do sacerdócio aaronita, repetidos anualmente no rito da expiação; o sacrifício de Cristo realiza-se na Páscoa, com a qual Ele entra no «santuário» celeste (w. 24-25), realizando a oferta da Sua própria vida (v. 26). Esta oferta dá- -se «uma só vez», pois a morte é um acontecimento irrepetível (w. 27-28). Finalmente, o autor introduz a confrontação entre a «primeira vinda» de Cristo na carne e a «segunda vinda», a que fará na glória (v. 28).

Leitura da Epístola aos Hebreus
Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.

Compreender a Palavra

Partindo do princípio de que «sem derramamento de sangue não existe perdão» (HB 9,22), a Carta aos Hebreus medita na uni¬cidade do sacrifício de Cristo, do qual brota a redenção para a Humanidade. O acontecimento pascal é o cumprimento cristoló- gico do rito da expiação, que o Sumo Sacerdote celebrava uma vez no ano ao entrar no Santuário (v. 25; cf. Lv 16). Mas se o rito pode e deve ser repetido, o sacrifício de Cristo consiste na singular e irrepetível oferta de «Si mesmo» até à morte (v. 26).

A Carta serve-se, em primeiro lugar, de uma metáfora de mo-vimento: com a Páscoa, Cristo entrou «não num santuário feito por mãos humanas», mas na habitação celeste de Deus, isto é, na própria vida íntima divina (v. 24). Além disso, se o «Sumo Sacerdote», entrando no santuário, devia levar o sangue das ví¬timas, Cristo, entrando na morada transcendente de Deus, le¬vou consigo o Seu próprio sangue, derramado pela Humanidade (w. 25-26). Por isso o Seu sacrifício decretou já inválidos todos os sacrifícios antigos e suprimiu a separação ritual do culto do Antigo Testamento.

A metáfora do movimento leva o autor da Carta aos Hebreus a introduzir o tema da diferença entre as «duas vindas» de Cristo: se a primeira se deu na carne pela morte, em redenção dos pe¬cadores; a «segunda», já não terá a finalidade de Se oferecer a Si mesmo em expiação, mas sim a de acolher a Humanidade na casa do Pai (w. 27-28). 

 

Leitura da Epístola aos Hebreus
Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.
Palavra do Senhor.

ALELUIA – Mt 5, 3

Refrão: Aleluia. Repete-se

Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus. Refrão

EVANGELHO – Forma longa – Mc 12, 38-44

Jesus critica os ecribas e elogia uma viúva pobre.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Devoram as casas das viúvas, com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa». Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».
Palavra da salvação.

EVANGELHO – Forma breve – Mc 12, 41-44

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».
Palavra da salvação

A GENEROSIDADE DOS SIMPLES –

Por vezes na leitura da Palavra de Deus é-se surpreendido com episódios reveladores de uma grande generosidade. É esta capacidade de dar que marca dois dos textos hoje proclamados na liturgia. Elias é ajudado pela viúva de Sarepta, Jesus dá-se conta do óbulo da viúva. De facto, são duas pessoas pobres, simples, humildes, que no meio das suas grandes dificuldades ainda conseguem repartir os bens. A viúva de Sarepta não tinha mais nada para sobreviver do que um punhado de farinha e um fio de azeite. Apesar disso sentiu-se capaz de ajudar Elias que precisava de um pãozinho e de um copo de água (I leitura). Do mesmo modo, quando Jesus se coloca em frente do tesouro do templo a ver multidões que passavam e depositavam quantias no lugar do ofertório é surpreendido por uma viúva pobre que não tem mais do que duas moedas. Na sua generosidade são estas que ela oferece (evangelho). A Carta aos Hebreus considera também Jesus como um pobre cheio de generosidade que oferece o que tem, a vida, de uma vez por todas para o perdão dos pecados e para que a humanidade seja salva (II leitura).

1. A viúva de Sarepta
No texto do Livro dos Reis há duas personalidades diferentes mas que se aproximam num problema que é dos dois. Elias tem sede e fome, a viúva de Sarepta prepara o que lhe resta para fazer pão com que alimentará o seu filho. São dois pobres: Elias marcado pelo cansaço e pela solidão; a viúva de Sarepta dominada por uma pobreza extrema. Ao desafio do profeta, para uma generosidade aparentemente exagerada, aquela mulher responde com uma partilha ainda maior, dando do último pão que lhe resta. Porque Elias fala em nome de Deus, a viúva de Sarepta é recompensada: “Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite” (1 Reis 17, 16).

2. O óbulo da viúva
Muita gente passava no átrio do templo. Era natural participar nas despesas do culto, na sustentação dos sacerdotes e no cuidado a ter com os mais pobres. Todos os crentes passavam junto do tesouro e deitavam esmolas segundo a sua capacidade económica. Uns deitavam muito, pela sua riqueza, outros deitavam pouco, por causa dos seus limites. Até aqui tudo foi normal. Mas aconteceu que uma mulher viúva, no limiar da sua pobreza extrema, não se resignou a ficar sem dar e “deitou duas pequenas moedas” (Mc 12, 42). Talvez fosse o último dinheiro que lhe restava. Assim o compreendeu Jesus que disse aos discípulos: “eles (os ricos) deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha” (Mc 12, 44). Lição maravilhosa da generosidade dos simples. Cristo aproveitou o episódio para convidar os discípulos e, neles, todos os cristãos a serem simples e generosos em todas as situações.

3. O sacrifício único
Na Carta aos Hebreus fala-se hoje de um sumo sacerdócio diferente, não na opulência mas na pobreza, não na vitória a qualquer preço mas na aceitação da morte como grande sacrifício, não na multiplicidade dos holocaustos mas na oferenda única da vida de uma vez por todas para a remissão dos pecados. Cristo fez-se simples no dom da própria vida para a todos chamar à generosidade da entrega. Em Cristo aprende-se a dar a vida.

 

 

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM Ano B

 

SALMO RESPONSORIAL SL 145,7-10

O poder e a riqueza deste mundo conduzem à fome e à servi¬dão os seus súbditos e as suas vítimas; o Reino de Deus, ao con¬trário, concede o «pão aos famintos» e a «liberdade aos prisionei¬ros» (v. 7). Só a confiança no Senhor está, por isso, bem colocada; esperar nos homens é falacioso.

 

EVANGELHO

Mc 12,38-44

Esta pobre viúva deu mais do que todos os outros.

Ler a Palavra

Jesus acusa os escribas de vaidade e de hipocrisia: eles procu¬ram o aplauso das pessoas e evidenciam-se nas práticas religiosas, enquanto assumem um comportamento injusto para com os dé¬beis e os indefesos (w. 38-40). Segue-se a descrição das pessoas que trazem os seus óbulos ao Templo. Entre estas sobressai uma «viúva» com a sua pobre oferta (w. 41-42). Jesus revela aos discí¬pulos a verdade profunda do gesto da mulher, enquanto modelo do verdadeiro amor a Deus (w. 43-44).

Compreender a Palavra

A polémica de Jesus contra os doutores da Lei denuncia uma religiosidade que se arrisca a colocar Deus ao serviço dos desejos humanos, do orgulho, da avidez e da hipocrisia. Ela manifesta- -se como procura da aprovação alheia e como teatralidade no momento mais importante da relação com Deus, isto é, a oração (w. 38-40). A denúncia de Jesus parece evocar os juízos severos dos profetas contra uma religiosidade distorcida e privada de justiça.

No entanto, a uma conduta destinada à salvaguarda das apa¬rências, como a dos escribas, contrapõe-se o comportamento de uma «pobre viúva» (w. 41-42). A cena desenrola-se no Templo, na sala do tesouro com as treze «trombetas» ou cofres, nos quais ressoa forte o tilintar das moedas inseridas; a quantidade e o valor da oferta devem, apesar de tudo, ser comunicados ao sacerdote encarregado das esmolas. Portanto, a oferta daquela mulher representa um valor pecuniário mínimo, e podia ser de embaraço para ela. Jesus valoriza o gesto dela, apontando-o como mode¬lo de verdadeira religiosidade, de fé simples, alheia a qualquer cálculo e ostentação, capaz de oferecer generosamente a própria vida a Deus. O texto grego não diz propriamente que ela ofereceu «tudo quanto tinha para viver», mas sim que ofereceu a «sua pró¬pria vida» (v. 44). 

DA PALAVRA PARA A VIDA

A invectiva de Jesus contra os escribas (Evangelho, Mc 12, 38-40) tem um sentido de actualidade que impede reduzir as palavras do Mestre a uma mera dimensão anedótica. De facto, a autenticidade da vida de fé está sempre ameaçada pelo risco de instrumentalizar Deus, de submeter a religião ao desejo de prestígio e de poder. A vida de fé é corrompida na sua verdade profunda quando os gestos e as acções que a substanciam se tornam propícios ao desejo de aparecer e são, por assim di¬zer, teatralizados. Também noutras passagens do Evangelho, como por exemplo em MT 6,5-6, Jesus avisa sobre o perigo de viver a relação com Deus (especialmente a oração) de forma hipócrita, preocupando-se substancialmente mais com o juí¬zo alheio do que com o olhar do Senhor.

Este veneno da vida espiritual associa-se inevitavelmente a um definhar do sentido da justiça, pelo que as pessoas se tor¬nam instrumento de exploração, de apoio e de pedestal para o próprio «eu». Não se julgue caricatural o que Jesus diz con¬tra os escribas, porque isso já fora denunciado pelos profetas, quando desmascaravam uma pretensa religiosidade privada de verdadeira piedade para com Deus e de justiça no tocante ao próximo. Por outro lado, a insistência a que se vigie sobre a qualidade da própria fé e sobre o dever de a traduzir na prá¬tica da caridade e da justiça, pode encontrar-se noutros textos do Novo Testamento, especialmente na Carta de Tiago, mui¬to severa para com a pseudo-religiosidade de quem descura ou, inclusive, explora os pobres. Ainda hoje é forte a tentação de reduzir a vida espiritual à procura do bem-estar interior, de estados de espírito e de emoções, ignorando ao mesmo tempo as necessidades dos mais pobres e o dever de construir uma sociedade mais humana, mas digna, mais justa. O antí¬doto para esta tentação é a escuta atenta das fortes instâncias da Palavra de Deus!

Considerando o episódio da viúva (cf. Mc 12,41-44), en¬contramos várias provocações para o nosso «hoje». Antes de mais, o convite a não nos determos diante das aparências e a não julgar as pessoas superficialmente. É o que acontece no

Templo, quando as duas pequenas moedas da mulher tilin¬tam tão baixinho naqueles cofres em que ressoam as nume¬rosas e pesadas moedas dos ricos. Também nas comunidades cristãs está sempre à espreita o risco de nos determos perante as aparências, de esquecermos quem é menos importante, menos inteligente, menos prestigiado, mas porventura mais cheio de amor de Deus e capaz de nos fazer compreender algo sobre a Sua vontade para com as nossas pessoas e as nossas comunidades.

Quer o episódio do Evangelho da viúva no Templo, quer tam-bém o da viúva de Sarepta (primeira leitura), esclarecem-nos positivamente acerca da qualidade que deve ter uma verdadei¬ra fé em Deus. Esta acontece somente quando entra em jogo a totalidade da pessoa, das suas opções, dos seus recursos, das suas aspirações. Como a viúva elogiada por Jesus que, movida pela confiança em Deus, oferece o sustento da sua vida (antes, a «sua própria vida», Mc 12,44), assim o fiel deve nutrir uma confiança autêntica no Senhor, que se manifesta na superação de cálculos angustiados e interesseiros.

Certamente, o episódio do Evangelho é um caso extremo, em-blemático, mas manifesta aquela que deve ser a «pobreza de espírito», ou seja, a não confiar nas próprias riquezas e possi-bilidades, colocando antes de mais, e sobretudo, a confiança no amor de Deus e no Seu auxílio. Então a viúva, ao aparentar que não ensina nada, torna-se intermediária de um ensina¬mento de enorme valor: enquanto o Evangelho for anuncia¬do, o seu gesto será modelo para todos aqueles que querem de verdade amar e servir o Senhor, esse Senhor que por Sua vez Se entregou totalmente pela Humanidade, tal como nos recorda a Carta aos Hebreus (segunda leitura).

Oraç

Ó Deus, Pai dos órfãos e das viúvas, refúgio dos estrangeiros, justiça dos oprimidos,amparai a esperança dos pobres que confiam no Vosso amor,para que jamais falte a liberdade e o pão que concedeis,e todos aprendamos a dar, seguindo o exemplo d’Aqueleque Se deu a Si mesmo, Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Biografia

 
Mapa de Israel tal como o território se encontrava no século IX a.C.; em azul está o Reino de Israel, e em amarelo está o Reino de Judá.

No século IX a.C., o Reino de Israel, que havia sido unido pelo rei Salomão, havia sido dividido em dois por seu filho, o rei Roboão: o Reino de Israel, no norte, e o Reino de Judá, no sul, que seguia mantendo a sede histórica de governo e foco da religião israelita no Templo de Jerusalém.[6]Omri, rei de Israel, manteve em prática políticas que datavam do reinado de Jeroboão, contrárias às leis de Moisés, que visavam reorientar o foco religioso para longe da cidade de Jerusalém, encorajavam a construção de altares e templos locais para a realização de sacrifícios, a indicação de sacerdotes que não pertenciam à família dos levitas, e permitindo ou até mesmo encorajando a construção de templos dedicados ao deus canaanita Baal.[7][8] Omri conseguiu uma situação doméstica segura através de uma aliança obtida com o casamento de seu filho, Acab, e a princesa Jezabel, uma sacerdotisa de Baal, filha do rei de Sídon, na Fenícia.[9] Estas soluções trouxeram segurança e prosperidade econômica para Israel por algum tempo,[10] porém não lograram obter paz com os profetas israelitas, que estavam interessados numa interpretação deuteronômica rígida da lei mosaica.

Como rei, Acab exarcebou estas tensões. Ele permitiu o culto a um deus estrangeiro dentro de seu próprio palácio, construindo ali um templo para Baal e permitindo que Jezabel trouxesse consigo um grande séquito de sacerdotes e profetas, tanto de Baal quanto de Aserá, para seu país. Neste contexto, Elias é apresentado no Primeiro Livro dos Reis (17:1) como “Elias, o tesbita“. Ele alerta Acab que se seguirão anos de uma seca tão catastrófica que nem mesmo o orvalho cairá, porque Acab e sua rainha ocupavam o fim de uma fila de reis de Israel que teriam “feito o mal aos olhos do Senhor.”

Primeiro e Segundo Livro de Reis

 
Elias no deserto, de Washington Allston.

Nenhum contexto acerca da pessoa de Elias é dado nos textos bíblicos. Seu nome, em hebraico, significa “Meu Deus é Javé”, e pode ser um título aplicado a ele devido ao seu questionamento ao culto de Baal.[11][12][13][14][15]

O desafio feito por Elias, característico de seu comportamento em outros episódios de sua história, tal como narrada na Bíblia, é ousado e direto. Baal era o deus canaanita responsável pela chuva, pelo trovão, pelo relâmpago e pelo orvalho. Elias desafia não só Baal, para defender seu próprio Deus, Javé, mas também Jezabel, seus sacerdotes, Acab e o povo de Israel.

Viúva de Sarepta

Após Elias confrontar Acab,Deus lhe ordena que fuja de Israel,para um esconderijo ao lado do riacho de Carit, a leste do rio Jordão,onde ele é alimentado por corvos. Quando o rio seca, Deus lhe ordena que vá para uma viúva que habita a cidade de Sarepta, na Fenícia. Quando Elias a encontra e pede a ela que o alimente, ela afirma que não tem comida suficiente para manter vivos ela e o próprio filho. Elias afirma que Deus não deixará que sua reserva de farinha e azeite se esgote, afirmando: “Não temas; (…) Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha que está na panela não se acabará, e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra.” Ela o alimenta com tudo o que resta de sua comida, e a promessa de Elias, miraculosamente, se realiza, e a mulher recebe a bênção prometida: Deus lhe dá o “maná” dos céus ao mesmo tempo em que negava comida ao povo de sua terra prometida, que lhe fôra infiel. Algum tempo depois, o filho da viúva morre, e ela reclama, furiosa: “Vieste, pois, à minha casa para lembrar-me os meus pecados e matar o meu filho?” Movido por uma fé semelhante à de Abraão (Romanos 4:17, Hebreus 11:19), Elias ora a Deus para que ele ressuscite seu filho, demonstrando assim a veracidade e a confiabilidade da palavra de Deus. O Primeiro Livro dos Reis (17:22) relata então como Deus “ouviu a oração de Elias: a alma do menino voltou a ele, e ele recuperou a vida.” Este é o primeiro exemplo de uma ressurreição relatada nas Escrituras. Esta viúva, que nem sequer era israelita, recebeu a maior bênção divina na forma da vida de seu filho – a única esperança de uma viúva numa sociedade antiga. A viúva então exclamou: “Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra de Deus está verdadeiramente em teus lábios”, fazendo assim uma profissão de fé que nem mesmo os israelitas haviam feito.

Depois de mais de três anos de seca e fome, Deus ordena a Elias que retorne a Acab e anuncie o fim da seca, não devido a qualquer tipo de arrependimento por parte dos israelitas, mas por determinação a se revelar novamente ao seu povo. No caminho, Elias encontra Obadias, intendente de Acab, que havia escondido cem profetas do Deus de Israel quando Acab e Jezabel começaram a assassiná-los. Elias envia Obadias de volta a Acab, para anunciar seu retorno a Israel.

Desafio a Baal

 
Estátua de Elias na Caverna de Elias, Monte Carmel, Israel.
 
A oferenda de Elias é consumida pelo fogo dos céus num vitral da Igreja Evangélica Luterana Alemã de São Mateus em CharlestonCarolina do SulEstados Unidos.

Quando Acab confronta Elias, ele se refere a ele como “o perturbador de Israel”. Elias responde devolvendo a acusação a Acab, afirmando que ele é que teria perturbado Israel ao permitir o culto a falsos deuses. Elias então repreende tanto o povo de Israel quanto Acab por tolerar o culto a Baal. “Até quando claudicareis dos dois pés? Se o Senhor é Deus, segui-o, mas se é Baal, segui a Baal!” (Primeiro Livro dos Reis, 18:21). “O povo nada respondeu.” O termo hebraico traduzido como o verbo “claudicar” é o mesmo utilizado para “dançar” no versículo 26, utilizado para descrever a dança frenética dos profetas de Baal; Elias fala com uma ironia afiada: Israel, ao se envolver nesta ambivalência religiosa, estaria tomando parte numa “dança” religiosa fútil e selvagem.

Neste ponto Elias propõe um teste direto dos poderes de Baal e Javé. O povo de Israel, 450 profetas de Baal e 400 profetas de Aserá são convocados ao Monte Carmel. Lá, dois altares são erguidos, um para Baal e um para Javé, sobre os quais madeira é colocada. Dois bois são sacrificados e cortados em pedaços, que são colocados sobre a madeira. Elias pede então aos sacerdotes de Baal que orem para que o fogo acenda sob o sacrifício; eles oram de manhã até o meio-dia, sem sucesso. Elias ridiculariza seus esforços, e eles respondem cortando a si mesmos e derramando seu próprio sangue sobre o sacrifício (a mutilação do próprio corpo era estritamente proibida pela lei mosaica). Os sacerdotes continuam a orar até o anoitecer, sem sucesso.

Elias ordena então que o altar de Javé seja encharcado com a água de quatro jarras grandes, derramadas por três vezes (18:33-34), ele pede a Deus que aceite o sacrifício. O fogo do Senhor desce do céu, consumindo a água, o sacrifício e as pedras do altar. Elias aproveita-se da situação e ordena a morte dos sacerdotes de Baal, e em seguida, ora com furor para que a chuva volte a cair sobre a terra – o que acontece, simbolizando o fim da fome.

Monte Horeb

Jezabel, enfurecida porque Elias ordenou a morte de seus sacerdotes, ameaça matá-lo (Primeiro Livro de Reis, 19:1-13). Este foi o primeiro encontro entre ambos, embora não o último. Posteriormente, Elias faria uma profecia acerca da morte de Jezabel, devido a seus pecados. Elias foge então para Bersabeia, no Reino de Judá, e de lá segue, sozinho, pelo deserto, até que finalmente se senta sob um arbusto (zimbro, segundo algumas traduções, giesta, segundo outras), onde pede a Deus que o mate. Acaba por adormecer ali, e é tocado por um anjo, que ordena a ele que acorde e coma. Ao despertar, ele encontra ao lado de si pão e uma jarra de água; após adormecer novamente, ele volta a ser acordado pelo anjo, que ordena a ele que volte a comer e beber pois tem diante de si uma longa jornada.

Elias viaja por quarenta dias e quarenta noites até o Monte Horeb, onde Moisés havia recebido os Dez Mandamentos. Elias é a única pessoa mencionada na Bíblia a retornar a Horeb depois que Moisés e sua geração haviam passado pelo lugar, muitos séculos antes. Lá, ele procura abrigo numa caverna. Deus novamente volta a falar com ele (19:9): “Que fazes aqui, Elias?” Elias não dá uma resposta direta à pergunta de Deus, mas fala de maneira evasiva, deixando a entender que o trabalho que o Senhor havia começado séculos antes não havia levado a lugar algum, e que seus próprios esforços haviam sido em vão. Ao contrário de Moisés, que tentou defender o povo israelita quando ele havia pecado com o bezerro de ouro, Elias reclama, com amargura, a respeito da impiedade dos israelitas e afirma que ele era “o único que havia ficado”. Até então, Elias contava apenas com a palavra de Deus para guiá-lo, porém agora ele recebe a ordem de sair da caverna e colocar-se “na presença do Senhor”. Um vento terrível passa por ele, porém Deus não estava nele. Em seguida, um grande terremoto sacode a montanha, porém Deus tampouco se revela nele. Então um fogo se acende, e novamente Deus não se revela nele. Elias ouve então o “murmúrio de uma brisa ligeira”, que lhe pergunta novamente: “Que fazes aqui, Elias?” Elias novamente responde a pergunta de maneira evasiva, com o mesmo lamento, mostrando que não compreendeu a importância da revelação divina que ele havia acabado de presenciar. Deus então ordena que ele parta novamente, desta vez para Damasco, para ungir Hazael como rei da SíriaJeú como rei de Israel, e Eliseu como seu substituto.

 
Caverna de Elias, Monte Carmelo, Israel.

Vinha de Nabot

Elias encontra Acab novamente no Primeiro Livro dos Reis, 21, após Acab ter adquirido uma vinha através de um assassinato. Acab desejava obter a vinha de Nabot, em Jezrael, e para isso ofereceu uma vinha melhor ou um preço justo pelo terreno; Nabot, no entanto, fala a Acab que Deus lhe ordenou que não se desfizesse do terreno. Acab aceita a resposta com irritação e mau humor, mas Jezabel desenvolve um plano para adquirir o terreno: ela envia cartas em nome de Acab aos anciões e nobres que viviam nas proximidades de Nabot, para que organizassem um banquete e o convidassem. Neste banquete, uma falsa acusação de blasfêmia e ofensas contra Acab seriam feitas contra Nabot. O plano é posto em prática, e Nabot acaba sendo apedrejado até a morte. Quando ouve a notícia de que Nabot está morto, Jezabel diz a Acab que ele já pode se apoderar da vinha.

Deus então volta a falar com Elias, e lhe ordena que confronte Acab com uma pergunta e uma profecia: “Mataste, e agora usurpas?” e “no mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu.” (21:19). Acab confronta então Elias, chamando-o de seu inimigo. Elias responde afirmando que ele mesmo havia se tornado inimigo de Deus por seus próprios atos, e afirmando que todo o reino rejeitaria a autoridade de Acab, que Jezabel seria devorada por cães em Jezrael, e que todos membros de sua família seriam devorados por cães, se morressem dentro de uma cidade, ou por pássaros, se morressem no campo. Ao ouvir isso, Acab se arrepende de tal maneira que rasgou suas vestes, cobriu-se com um saco e entrou em jejum; Deus então desiste de puni-lo, porém insiste em punir Jezabel e seu filho, Ocozias.

Ocozias

 
Ícone russo do profeta Elias, século XVIII (Iconóstase do mosteiro de KijiCaréliaRússia).

Elias parte então para encontrar-se com Ocozias. A cena se abre com Ocozias recuperando-se de um ferimento grave que teve depois de uma queda de sua janela, tendo enviado emissários aos sacerdotes de Baal-Zebub, em Acaron, fora do reino de Israel, para saber se poderia se recuperar. Elias intercepta os emissários e os envia de volta a Ocozias com uma mensagem. Como é de seu costume, sua mensagem se inicia com uma pergunta direta e impertinente: “Não há porventura um Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebub, deus de Acaron?” (Segundo Livro de Reis, 1:3) Ocozias pede aos emissários que descrevam a pessoa que lhes deu esta mensagem; eles afirmam que ele trajava um casaco felpudo com um cinto de couro, e ele instantaneamente o reconhece como Elias, o tesbita.

Ocozias envia então três grupos de cinquenta soldados para prender Elias. Os dois primeiros são destruídos por chamas que Elias faz descer dos céus. O líder do terceiro grupo então implora por misericórdia para si próprio e seus homens; Elias concorda e pede que eles o acompanhem até Ocozias, onde ele faz pessoalmente a profecia que havia mencionado a Acab.

Arrebatamento

Elias, juntamente com Eliseu, se aproxima do rio Jordão. Lá, ele dobrou seu manto e golpeou a água (2:8); imediatamente a água se dividiu, permitindo que Elias e Eliseu caminhassem em meio a ela. Repentinamente surgiu uma carruagem de fogo, acompanhado por cavalos igualmente em chamas, levantando Elias sobre um turbilhão. Enquanto ele era erguido, seu manto caiu sobre solo, e de onde foi prontamente apanhado por Eliseu.

Menção final: Segundo Livro de Crônicas

 
Santo Elias na caverna e sobre uma carruagem de fogo. Afresco do Mosteiro de RilaBulgária, tradição ortodoxa medieval, restauração do século XX.

Elias é mencionado mais uma vez no Segundo Livro de Crônicas (21), sua última menção na Bíblia hebraica. Uma carta é enviada com seu nome para Jorão de Judá, mencionando que ele havia induzido o povo de Judá à idolatria da mesma maneira que Acab havia feito com o povo de Israel; a mensagem termina profetizando para ele, por este motivo, uma morte dolorosa (“uma enfermidade que fará sair de teu corpo as entranhas durante longos dias”). Esta carta é um enigma até hoje aos leitores da Bíblia por diversos motivos: primeiro, ela foi destinada a um rei do reino meridional de Judá, enquanto Elias costumava se preocupar unicamente com o reino setentrional de Israel; em segundo lugar, ela se inicia com: “Eis o que diz o Senhor (YHVH), Deus de Davi, teu pai”, no lugar de “…em nome do Senhor (YHVH), Deus de Israel”, mais comum. A mensagem também parece vir após a ascensão de Elias. Diversos autores especularam sobre os possíveis motivos para esta carta, entre eles o de que ela poderia ser um exemplo de um nome de um profeta menos conhecido sendo substituído posteriormente pelo nome de outro mais conhecido.[16] Já outros, como John Van Seters, da Universidade da Carolina do Norte, no entanto, rejeitam pura e simplesmente a carta como tendo qualquer tipo de ligação com a tradição de Elias.[17] Michael Wilcock, no entanto, do Trinity College, de Bristol, argumentou que a carta de Elias estaria se referindo a uma situação muito peculiar ao reino do norte e que estaria ocorrendo no reino do sul, e que, por este motivo, seria autêntica.[18]

O fim cristão de Elias no Livro de Malaquias

“Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor, e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais, de sorte que não ferirei mais de interdito a terra.”

— Malaquias, 4:5–6

Enquanto a menção final de Elias na Bíblia hebraica ocorre no Livro de Crônicas, a inversão na ordem dos livros feita na Bíblia cristã, visando colocar o Livro de Malaquias, que profetiza a vinda de um Messias, imediatamente antes dos Evangelhos cristãos, significa que a aparição final de Elias no “Antigo Testamento” ocorre justamente no Livro de Malaquias, onde se pode ler: “Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor.” Este dia é descrito como uma fornalha, no qual “…nada ficará: nem raiz, nem ramos” (4:1). No judaísmo, tradicionalmente, isto é interpretado como indicando que o retorno de Elias antecederá a chegada do Messias, enquanto no cristianismo a tradição dita que o ministério de João Batista teria cumprido essa profecia. Além disso, estes versos são vistos como a representação de que Elias teria um papel no fim dos tempos, imediatamente após a segunda vinda de Jesus.

Análise textual

De acordo com pelo menos um estudioso recente,[19] as histórias de Elias teriam sido adicionados à História Deuteronomística em quatro etapas. A primeira data da edição final da História, por volta de 560 a.C., quando as três histórias (a vinha de Nabot, a morte de Ocozias e a história do golpe de Jeú) foram incluídas no texto para representar os temas da confiabilidade da palavra de Deus, o ciclo do culto de Baal e a reforma religiosa ocorrida na história do reino setentrional. As narrativas a respeito das guerras que envolveram o rei Omri teriam sido acrescentadas pouco tempo depois, para ilustrar um tema recém-introduzido, o de que a atitude do rei com relação às palavras dos profetas determinaria o destino de Israel. Os capítulos 17 e 18 do Primeiro Livro dos Reis teriam sido adicionados no período pós-exílico (após 538 a.C.) para demonstrar a possibilidade de uma vida nova, em comunhão com Deus, após o dia do julgamento. No século V a.C., os versículos de 1 a 18 do capítulo 19 do Primeiro Livro dos Reis, bem como o restante das histórias que envolvem Eliseu, teriam sido inseridas para dar à profecia um alicerce legítimo na história de Israel.[19]

Referências

  1.  New Bible Dictionary. 1982 (2ª edição). Tyndale Press, Wheaton, IL, USA. ISBN 0-8423-4667-8, p. 319
  2.  Wells, John C. (1990). Longman pronunciation dictionary. [S.l.]: Longman|local Harlow, Inglaterra. p. 239. ISBN 0-582-05383-8, verbete “Elijah”
  3.  «Kingdom of Samaria». Christianbookshelf.org. Consultado em 5 de março de 2014
  4.  Livro dos Reis, 2:11
  5.  Livro de Malaquias, 3:23
  6.  Holman Bible Editorial Staff, Holman Concise Bible Dictionary, B&H Publishing Group, USA, 2011, p. 193
  7.  Kaufman, Yehezkel. “The Biblical Age.” In Schwarz, Leo W. (ed.) Great Ages and Ideas of the Jewish People. Modern Library: Nova York. 1956. p. 53–56.
  8.  Raven, John H. The History of the Religion of Israel. Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1979. p. 281–281.
  9.  Salmo 45, por vezes visto como uma canção matrimonial para Acab e Jezabel, e que pode aludir a esta união e seus problemas: “Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o teu povo e a casa de teu pai. De tua beleza se encantará o rei; ele é teu senhor, rende-lhe homenagens. Habitantes de Tiro virão com seus presentes, próceres do povo implorarão teu favor.” (Salmo 45:10-12). Ver: Smith, Norman H. “I Kings.” in Buttrick, George A., et al. (eds.) The Interpreter’s Bible: Volume 3. Nashville: Abingdon Press, 1982. p 144.
  10.  Miller, J. M. e J. H. Hayes. A History of Ancient Is

 

1108 Lucas 17,1-6 Segunda Feira da XXII Semana do tempo comum

1108 Lucas 17,1-6 Segunda Feira da XXII Semana do tempo comum

Evangelho (Lucas 17,1-6)                                   

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

17 1Jesus disse também a seus discípulos: “É impossível que não haja escândalos, mas ai daquele por quem eles vêm!

2Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos.

3Se teu irmão pecar, repreende-o; se se arrepender, perdoa-lhe.

4Se pecar sete vezes no dia contra ti e sete vezes no dia vier procurar-te, dizendo: Estou arrependido, perdoar-lhe-ás”.

5Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta-nos a fé!”

6Disse o Senhor: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: ‘Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá'”.

Palavra da Salvação.

REFLEXÃO

Comentário ao Evangelho

EVITAR OS ESCÂNDALOS

O relacionamento, no interior da comunidade cristã, deve ser de fraternidade e de respeito mútuos. Contudo, as pessoas que estão dando os primeiros passos na fé merecem atenção especial. Não devem ser tratadas com intolerância e impaciência por quem se considera firme e maduro na sua adesão a Jesus. Esse tratamento poderia levá-las ao desespero, acabando por abandonarem sua caminhada de fé. A isso chamamos de escândalo. E Jesus advertiu seus discípulos a evitá-lo.

A ofensa feita a uma pessoa fraca na fé atinge o próprio Deus. Daí o castigo terrível que Jesus sugeriu para quem escandalizar um pequenino. É Deus o primeiro interessado em que alguém se converta ao Reino anunciado por Jesus, e se esforce por adequar sua vida a esse mesmo Reino. Porque conhece a fraqueza humana, o Pai sabe que ninguém é capaz de atingir a maturidade da fé, da noite para o dia. O processo é lento e penoso, feito de altos e baixos. Ele acompanha, com carinho e paciência, cada discípulo do Reino que se esforça para crescer na fé.

Deus não suporta que alguém se intrometa e ponha a perder a obra de sua graça. E o escândalo, em última análise, consiste em desfazer a obra de Deus, no coração das pessoas. Portanto, é obrigação da comunidade colaborar para que os pequeninos, apesar de suas quedas, sigam adiante, fazendo amadurecer sempre mais a própria fé.

Reflexão comentários

SEGUNDA-FEIRA

 

Lc 17,1-6: Senhor, aumenta-nos a fé.

Os   fragmentos desconexos deste Evangelho fazem parte de um discurso de Jesus sobre as condições para entrar e viver na comunidade do Reino. Contém estes três temas: O escândalo causado aos irmãos mais débeis: “Ai daquele que escandaliza um destes pequeninos; Perdão fraterno ilimitado: “Se o teu irmão te ofender sete vezes num dia e sete vezes voltar e te disser ‘estou arrependido’, tu lhe perdoarás”. O poder da fé.

Sobre o escândalo alheio e próprio e sobre o perdão fraterno reflectimos noutra ocasião (comentando Marcos 9,40ss e Mateus 18,21ss) A ofensa feita a uma pessoa fraca na fé atinge o próprio Deus. Daí o castigo terrível que Jesus sugeriu para quem escandalizar um pequenino. É Deus o primeiro interessado em que alguém se converta ao Reino anunciado por Jesus, e se esforce por adequar sua vida a esse mesmo Reino. Porque conhece a fraqueza humana, o Pai sabe que ninguém é capaz de atingir a maturidade da fé, da noite para o dia.. Fixamos agora a nossa atenção no terceiro ponto: o poder da fé.

Ao pedido dos apóstolos: “Aumenta-nos a fé”, Jesus não responde directamente nem lhes ensina nenhuma táctica de conquista. Só diz: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te e replanta-te no mar’, e ela vos obedeceria”. Exagero intencional. A condição “se” é o que limita o poder da utopia. Os dis¬cípulos pedem quantidade, mas Jesus fala de qualidade; bastaria um pouco de fé, contanto que fosse autêntica. “Fé” é palavra muito curta em letras, mas muito longa em significado e alcance; similar a outros dois monossílabos: sim e não, que podem decidir toda uma vida. A súplica dos discípulos corresponde, sem dúvida, a uma situação vaci¬lante deles mesmos ou da comunidade cristã em que se redigiram os evangelhos; situação de crise, frequente por demais na vida de qual¬quer um. Não é um tópico dizer que correm tempos difíceis para a fé, “tempos fortes”, como dizia Santa Teresa de Ávila há séculos. Nunca foi fácil crer de verdade, mas a dúvida e a insegurança parecem ser hoje um elemento do esquema existencial de muitos; hoje, quando caíram tantos apoios sociológicos de uma fé tradicional ou herdada e há menos condicionamentos ambientais e menos tabus sociais, torna- -se mais difícil acreditar. E há não só crise de fé religiosa, também hu¬mana. A relutância a crer torna-se extensiva a todo o programa social, político e económico. Surge o desencanto, o cepticismo e a indife¬rença, tanto nos adultos como, sobretudo, nas novas gerações. Então nasce no coração a indignação diante da injustiça e clamamos conster-

nados: Até quando, Senhor?; ou pedimos, com os apóstolos: Senhor, aumenta-nos a fé. Mas em que consiste a fé?

  1. Uma fé viva e operante. A fé está para além de toda a defini¬ção, porque pertence à esfera psíquica da pessoa, à estrutura e con¬texto da experiência religiosa e pessoal, ao contacto vivencial com Deus no nosso ser mais íntimo. Por tudo isso a fé situa-se no âmbito das vivências e valores como o amor, a amizade, a alegria, a espe¬rança, o medo, a confiança em alguém, numa promessa ou numa pala¬vra dada. “A fé é a segurança do que se espera e prova do que não se vê” (Heb 11,1). Esta é a definição bíblica.

A fé em Deus existe realmente e possui-se como dom seu ao homem, mas é difícil, e até ocioso, tentar defini-la. Escapa a toda a medida física de peso, volume, longitude e profundidade, para entrar no nível do espírito. Por isso é mais fácil saber se cada um tem fé, se pouca se muita, se a perdeu.

Pode parecer decepcionante, mas a fé não nos dá vantagem tempo¬ral alguma, nem é estatuto’ de privilegiados, nem droga alienante ou anestesia perante a dura realidade, nem talismã mágico para resolver os problemas sem custo adicional. Tão-pouco é possessão vitalícia, adquirida de uma vez para sempre. Pode perder-se se não se cuida.

Contudo, a fé – esse dom gratuito de Deus que temos de lhe pedir continuamente – é tudo na nossa vida de cristãos, porque nos dá uma luz que tudo ilumina, porque é optimismo, alegria e força de Deus que nos infunde a têmpera e a vontade de Jesus, todo um estilo novo de enfrentarmos a vida para dar a cara por ele. Por isso a fé em Deus não é reaccionária, mas progressista e construtiva de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno.

Necessitamos tanto de uma fé viva e operante… Aprofundemos e personalizemos mais e mais a nossa fé mediante a oração, o estudo, a leitura bíblica, a meditação e os grupos de fé para a acção. E peçamos sempre: Senhor, aumenta-nos a fé!

ORAÇÃO

Obrigado, Senhor Jesus, por nos mostrares o poder da fé autêntica.

Concede-nos ao menos um grãozinho de fé verdadeira para, força e alegria, para crer de verdade nestes tempos difíceis.

.Senhor, cremos, mas aumenta a nossa fé!

Video meditação

Senhor eu creio mas aumentai a nossa fé  

https://www.youtube.com/watch?v=weMSpedN1DU

 

 

Lc 17,1-6: Senhor, aumenta-nos a fé.

Senhor, aumenta-nos a fé

  1. Tempos “fortes” para a fé. O texto evangélico de hoje reúne fragmentos desconexos que parecem fazer parte de um discurso de Jesus sobre as condições para entrar e viver na comunidade do Reino. Contém estes três temas: 1) O escândalo causado aos irmãos mais débeis: “Ai daquele que escandaliza um destes pequeninos; melhor lhe fora que lhe enfiassem ao pescoço uma mó de moinho e o lançassem ao mar”. 2) Perdão fraterno ilimitado: “Se o teu irmão te ofender sete vezes num dia e sete vezes voltar e te disser ‘estou arrependido’, tu lhe perdoarás”. 3) O poder da fé.

Sobre o escândalo alheio e próprio e sobre o perdão fraterno reflec¬timos noutra ocasião (comentando Marcos 9,40ss e Mateus 18,21ss). Fixamos agora a nossa atenção no terceiro ponto: o poder da fé.

Ao pedido dos apóstolos: “Aumenta-nos a fé”, Jesus não responde directamente nem lhes ensina nenhuma táctica de conquista. Só diz: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te e replanta-te no mar’, e ela vos obedeceria”. Exagero intencional. A condição “se” é o que limita o poder da utopia. Os dis¬cípulos pedem quantidade, mas Jesus fala de qualidade; bastaria um pouco de fé, contanto que fosse autêntica. “Fé” é palavra muito curta em letras, mas muito longa em significado e alcance; similar a outros dois monossílabos: sim e não, que podem decidir toda uma vida. A súplica dos discípulos corresponde, sem dúvida, a uma situação vaci¬lante deles mesmos ou da comunidade cristã em que se redigiram os evangelhos; situação de crise, frequente por demais na vida de qual¬quer um. Não é um tópico dizer que correm tempos difíceis para a fé, “tempos fortes”, como dizia Santa Teresa de Ávila há séculos. Nunca foi fácil crer de verdade, mas a dúvida e a insegurança parecem ser hoje um elemento do esquema existencial de muitos; hoje, quando caíram tantos apoios sociológicos de uma fé tradicional ou herdada e há menos condicionamentos ambientais e menos tabus sociais, torna- -se mais difícil acreditar. E há não só crise de fé religiosa, também hu¬mana. A relutância a crer torna-se extensiva a todo o programa social, político e económico. Surge o desencanto, o cepticismo e a indife¬rença, tanto nos adultos como, sobretudo, nas novas gerações. Então nasce no coração a indignação diante da injustiça e clamamos conster-

nados: Até quando, Senhor?; ou pedimos, com os apóstolos: Senhor, aumenta-nos a fé. Mas em que consiste a fé?

  1. Uma fé viva e operante. A fé está para além de toda a defini¬ção, porque pertence à esfera psíquica da pessoa, à estrutura e con¬texto da experiência religiosa e pessoal, ao contacto vivencial com Deus no nosso ser mais íntimo. Por tudo isso a fé situa-se no âmbito das vivências e valores como o amor, a amizade, a alegria, a espe¬rança, o medo, a confiança em alguém, numa promessa ou numa pala¬vra dada. “A fé é a segurança do que se espera e prova do que não se vê” (Heb 11,1). Esta é a definição bíblica.

A fé em Deus existe realmente e possui-se como dom seu ao homem, mas é difícil, e até ocioso, tentar defini-la. Escapa a toda a medida física de peso, volume, longitude e profundidade, para entrar no nível do espírito. Por isso é mais fácil saber se cada um tem fé, se pouca se muita, se a perdeu.

Pode parecer decepcionante, mas a fé não nos dá vantagem tempo¬ral alguma, nem é estatuto’ de privilegiados, nem droga alienante ou anestesia perante a dura realidade, nem talismã mágico para resolver os problemas sem custo adicional. Tão-pouco é possessão vitalícia, adquirida de uma vez para sempre. Pode perder-se se não se cuida.

Contudo, a fé – esse dom gratuito de Deus que temos de lhe pedir continuamente – é tudo na nossa vida de cristãos, porque nos dá uma luz que tudo ilumina, porque é optimismo, alegria e força de Deus que nos infunde a têmpera e a vontade de Jesus, todo um estilo novo de enfrentarmos a vida para dar a cara por ele. Por isso a fé em Deus não é reaccionária, mas progressista e construtiva de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno.

Necessitamos tanto de uma fé viva e operante… Aprofundemos e personalizemos mais e mais a nossa fé mediante a oração, o estudo, a leitura bíblica, a meditação e os grupos de fé para a acção. E peçamos sempre: Senhor, aumenta-nos a fé!

Obrigado, Senhor Jesus, porque no evangelho mostras-nos hoje o poder da fé autêntica.

Tu és, Senhor, o interlocutor com quem falamos,

E tu, Jesus, o nosso modelo no diálogo da fé.

Concede-nos ao menos um grãozinho de fé verdadeira para dar lugar às tuas maravilhas na nossa vida, para ter luz, optimismo, força e alegria, para crer de verdade nestes tempos difíceis.

Faz, Senhor, que a tua ternura desperte a nossa fé e concede-nos a qualidade e a coragem que tu queres.

Senhor, cremos, mas aumenta a nossa fé!

 

 

ORAÇÃO

VIDEO DE MEDITAÇÃO

 

 

 

Terça-feira

Lc 17,7-10: Fizemos o que devíamos fazer.

O salário do servidor

  1. Somos humildes servidores. O evangelho deste dia contém a parábola lucana sobre o salário do servidor. Na sua redacção actual é dirigida por Cristo aos seus discípulos para nos ensinar a humilde renúncia à autojustiça farisaica no serviço a Deus e à comunidade dos irmãos. Mas é provável que, na sua origem, fosse dita por Jesus para censurar os fariseus que julgavam ter direitos sobre Deus. Os fariseus, isto é, os crentes que valorizam os seus próprios méritos e querem fazer valer os seus direitos diante de Deus, na realidade não passam de uns servos inúteis, incapazes de fazer algo meritório por si mesmos.

A esta atitude mercantilista de contabilidade espiritual, baseada num espírito legalista, isto é, na lei do prémio ao mérito, opõe Jesus tacita­mente outra atitude: a da amizade serviçal e desinteressada, baseada na confiança incondicional em Deus. O autêntico discípulo de Cristo, que veio para servir e não para ser servido, sabe muito bem em quem confiou e em que mãos generosas está a sua recompensa. É o que dizia o apóstolo Paulo no final da sua vida entregue ao evangelho.

Como o fariseu de outra parábola, não seremos aprovados no exame de Deus se preferimos a segurança da lei escrita à aventura do amor sem cálculos, a contabilidade do mérito à fragilidade humana. Porque Deus não gosta da atitude mercantil naqueles que o servem. Para ele estão a mais os contratos salariais e os acordos laborais. Esse não é o cristianismo que Jesus fundou: a religião do sim total. “Quando tiverdes cumprido todas as ordens, dizei: Somos servos inú­teis, fizemos apenas o que devíamos fazer”.

Jesus disse também: O que quiser ser o primeiro entre vós, que se faça o último e o servidor de todos. O nosso principal título de glória consistirá, pois, em sermos esmerados servidores de Deus e dos ir­mãos.

  1. Não queiramos passar factura a Deus. Para Deus não conta o nosso sentido utilitarista da eficácia nem as nossas medidas de justiça laborai, que estabelecem perfeita actuação entre prestação e salário, categoria e remuneração. Assim o explicou Jesus na parábola dos tra­balhadores da vinha (Mt 20,lss). A nossa vida cristã não se pode es­truturar sobre uma contabilidade de deve e haver a respeito de Deus –

 

saldaríamos sempre perdendo mas sobre o seu dom e a sua graça que nos precedem sempre.

Mas também é verdade que o Senhor espera a nossa resposta agradecida, a nossa colaboração livre e responsável. E isso é a nossa alegria e a nossa glória de fiéis servidores: que Deus e Cristo tenham querido “necessitar” da nossa colaboração. Servidores humildes, mas não inúteis.

Deus deve sorrir bonacheiramente diante dos dígitos das nossas cal­culadoras do mérito religioso. Estar baptizado, ser cristão, pertencer à Igreja, cumprir os nossos deveres religiosos para com Deus e os ir­mãos, viver a moral cristã não dá direitos adquiridos nem nos faz me­lhores que os outros. Em suma, “cumprimos as ordens”. E é absurdo que um bom filho pense que o seu pai lhe deve algo porque fez o que devia fazer; além disso, é feio que exija um pagamento pela sua obe­diência. Se pensar, cairá na conta de que tal atitude é desnecessária, pois a sua recompensa está assegurada. Deus não faz injustiça a ninguém. Ele é amor gratuito, mas não injusto nem mal agradecido.

Hoje é altura de rios examinarmos sobre a nossa motivação reli­giosa fundamental. É o amor gratuito a Deus e aos irmãos, ou o amor e o serviço interesseiros? Por qual destes motivos nos guiamos na prática religiosa, na nossa conduta moral e nas relações com os ou­tros? Provavelmente necessitamos de uma conversão profunda para levar uma vida digna do evangelho de Cristo.

Embora Deus nos trate como amigos e nos sente à sua mesa a par­tilhar o pão da eucaristia que é o corpo de Cristo, na realidade não podemos exigir mais do que ser tratados como seus                                            humildes servi­dores. Este é o nosso título de glória; o resto é amor     gratuito                                                                                                                    do   Se­

nhor para connosco.

Hora da tarde, / fim dos trabalhos.

Dono das vinhas, / paga os trabalhos dos teus vinhateiros.

Ao romper o dia, / nos ajustaste.

Cuidamos da tua vinha / desde a alva até à tarde.

Agora que nos pagas, / no-lo dás gratuitamente, porque para salário de glória / não há trabalho grande.

Dás ao vespertino / o mesmo que ao madrugador.

São tuas as horas I e teu o vinhedo.

Àquilo que semeamos / dá-lhe crescimento.

Tu és a vinha, / cuida dos ramos.

Quarta-feira

Lc 17,11-19: Os dez leprosos.

Agradecer é de pessoas educadas

  1. Onde estão os outros nove? A cena evangélica de hoje é tam­bém exclusiva de Lucas, que sente predilecção pelos marginalizados. O relato da cura de dez leprosos por Jesus é um cântico à fé agrade­cida de um só de entre eles, que alcança a salvação plena porque sabe corresponder à gratuitidade de Deus. Jesus está a caminho de Jerusa­lém, e quando ia a entrar numa povoação saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que de longe lhe gritavam: Jesus, mestre, tem compaixão de nós. Deles, nove eram judeus e um samaritano; a infelicidade os unia.

Jesus disse-lhes: Ide apresentar-vos aos sacerdotes. A estes com­petia declará-los livres da lepra e reintegrá-los na comunidade do povo eleito. Os leprosos precisaram de confiar na palavra de Cristo, porque a sua cura não foi instantânea, diferentemente de outro leproso curado por contacto (Mc l,40ss; Mt 8,lss). Enquanto iam a caminho senti­ram-se livres da lepra. E um deles, precisamente o samaritano, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz e lançou-se aos pés de Jesus agradecendo-lhe.

O samaritano voltou atrás porque a lei judaica não o obrigava a apresentar-se ao sacerdote, como aos outros nove? Seria desvirtuar o seu gesto, que Jesus realça como acto de glória a Deus. “Não ficaram limpos os dez? Onde estão os outros nove? Não voltou senão este es­trangeiro para dar glória a Deus? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”.

A lepra aparece frequentemente no Antigo Testamento como sím­bolo e efeito do pecado. Segundo a lei mosaica, o leproso – enten­dendo sob o nome de lepra diversas doenças da pele – era um margi­nalizado social e religioso, um ferido por Deus, um excluído das promessas da salvação feitas ao povo eleito, um pária intocável (Lv 13). Por isso o milagre de Cristo ultrapassou o significado da mera cura para se situar no nível da salvação de Deus que liberta o homem integralmente.

A verdade é que dos dez curados só um, que além de marginalizado como leproso o era também como samaritano, isto é, como quase herege e excomungado, é que alcançou a salvação em plenitude e não somente a cura física. Tudo graças à sua abertura à gratuitidade do amor de Deus, que ele sabe agradecer; numa palavra, graças à sua fé, como lhe diz Jesus: A tua fé te salvou.

  1. Agradecer a gratuitidade de Deus. Nesses nove que não volta­ram atrás a dar glória a Deus estão reflectidos muitos cristãos que não fomentam o espírito de agradecimento nem repetem a oração de louvor a Deus pelo muito que dele recebem. Devotados talvez à contabilidade espiritual mercantilista – como vimos ontem inclusivamente ao escrú­pulo e à minúcia, vivem numa atitude fechada sobre eles mesmos, sem horizonte e sem abertura à gratuitidade de Deus e ao amòr dos irmãos.

Estes tais esquecem que a Eucaristia, a Missa, é a perene acção de graças cristã por definição e por excelência; mas, sobretudo, esque­cem que a salvação do homem é sempre iniciativa de Deus, que começa por nos dar amor gratuito em abundância através do seu Filho Cristo Jesus. A nós não nos cabe mais do que agradecer como pessoas educadas e responder a Deus com a mesma moeda: amando-o a ele e aos irmãos e confiando plenamente na sua ternura de Pai.

Ao contrário do que pensavam os judeus, e ainda pensam alguns cristãos, a salvação de Deus por Cristo é gratuita e para todos; não se vincula a um determinado povo, religião, raça ou herança familiar. Jesus não se cansou de o repetir em numerosas parábolas que falam da gratuitidade de Deus.

E S. Paulo insistiu teimosamente em que para Deus não há judeus nem gregos, escravos nem livres, mas filhos seus, que são todos os homens. Todo o que no meio de um mundo pluralista crê em Deus, o procura e o serve com coração sincero, salvar-se-á. Para Deus não há elites nem ghettos.

Não nos salva a mera e fácil pertença sócio-religiosa à Igreja, mas a resposta a Deus na fé e na fidelidade quotidiana que se expressa no seguimento dos valores do Reino. E como não podemos reduzir o cris­tianismo a um ritualismo estéril, nem sequer a prática religiosa e sacramental nos assegura e conquista a salvação, se não é expressão de uma adesão pessoal a Cristo e à sua mensagem e se não se trans- vaza para a vida diária.

Obrigado, Pai, porque Jesus, curando os leprosos, mostrou a sua predilecção por todos os marginalizados e mudou o pranto dos pobres em cânticos de libertação.

Realçando o gesto do leproso samaritano,

Jesus ensina-nos a crer em ti e a agradecer os teus dons.

Senhor, estamos deformados como leprosos devido ao nosso orgulho, ânsia de domínio, egoísmo e desamor; mas uma palavra tua bastará para nos curar.

Livra-nos, Senhor, do espírito mesquinho e mercantil . que contabiliza supostos méritos de boa conduta, confinando a salvação de Deus a coutos privados.

Cura-nos do ritualismo estéril e introduz-nos no teu Reino.

 

Quinta-feira

Lc 17,20-25: O reino de Deus está dentro de vós.

O Reino está dentro de vós

O evangelho de hoje tem duas partes. Na primeira Jesus responde à pergunta sobre o quando da vinda do reino de Deus; e na segunda ini­cia o tema do dia do Filho do homem, que continuará no evangelho de amanhã.

  1. Os sinais menos esperados. Uma das questões religiosas que mais afloravam na época de Jesus era o quando e os sinais da chegada do reino de Deus que se identificava com o Reino do seu Messias. No ambiente pairava a expectativa de uma manifestação divina iminente e decisiva a favor de Israel (Lc 19,11). Mas, onde e como descobri-la? Daí a pergunta dos fariseus a Jesus com que começa o evangelho de hoje: Quando vai chegar o reino de Deus?

Cristo começou o seu anúncio da boa nova proclamando aberta­mente a presença do reino de Deus na sua pessoa e obra; por isso era urgente a conversão ao mesmo. Os sinais do Reino? Não eram rigo­rosamente os esperados pelos judeus: força espectacular e poder político avassalador, que esmagaria os romanos opressores e estabele­ceria em todo o seu esplendor o Reino de David. Mais propriamente foram tudo o contrário. Os sinais do reino de Deus, segundo Jesus, são pobreza e humildade, solidariedade com os pobres, cura dos doentes, libertação da mulher, nova religião em espírito e em verdade, novo templo na sua pessoa e, sobretudo, paixão e morte do Messias. Algo desconcertante!

Por isso, respondendo aos fariseus, Jesus insiste hoje em que “o reino de Deus não virá espectacularmente, porque está dentro de vós” (ou “no meio de vós”, segundo outras traduções do original grego: entós hymóri). O reino de Deus está certamente dentro dos que cumprem a vontade do Pai, porque esse é o caminho da realização do seu reinado, como nos ensinou Jesus no Pai-nosso.

Como para o Messias antes do seu triunfo, também para os seus discípulos virão dias de tribulação em que desejarão o regresso de Cristo. Mas não o verão, porque ainda não é o dia marcado para a sua manifestação gloriosa diante de todos os povos, e não só o povo judeu. Quando isso acontecer, todos o verão sem lugar para dúvidas sobre o autêntico Messias e o seu Reino, porque “como o fulgor do relâmpago brilha de um horizonte ao outro, assim será com o Filho do homem no seu dia”.

  1. As etapas do Reino. Segundo Cristo, o reino de Deus não é acessível através da observância da lei mosaica nem se identifica com os portentos e prodígios da apocalíptica tradicional judaica que os evangelhos sinópticos oferecem. A plena manifestação do Reino no dia messiânico não chegará até um futuro imprevisível, mas a sua pre­sença é já um facto no meio do mundo e dos homens.

A história da salvação humana realizada por Deus mediante o seu reinado pode dividir-se, segundo Lucas, nestas etapas: l.a, Uma pre­paração que culmina em João Baptista: “A lei e os profetas chegam até João; daí em diante começa a anunciar-se a boa nova do reino de Deus” (16, 16). 2.a, A pessoa de Jesus, cuja vida e mensagem procla­mam e inauguram já o Reino. 3.a, Reinado do Espírito no tempo da Igreja, como demonstram os Actos dos Apóstolos. 4.a, Futura e plena manifestação do Reino no grande dia messiânico de Cristo. Enquanto não chega esse dia, a Igreja participa do mistério pascal de Jesus: cruz, morte e ressurreição.

O grande futuro e 0 dia final da manifestação messiânica do Reino glorioso que esperamos para os últimos dias começou já na morte e ressurreição de Cristo. Ele recapitulou em si próprio toda a criação e a história da humanidade, das quais foi constituído senhor e salvador pelo Pai Deus. Daí que Jesus afirme: “O reino de Deus está já dentro de vós”. Esta é a verdade chave que relativiza a pergunta escatológica e os sinais da apocalíptica antiga e moderna.

Deus está vindo sem cessar à história humana e à nossa vida pes­soal e eclesial. O tempo humano e o dos anos estão inteiramente nas suas mãos. Mas para saber ler os sinais da sua presença necessitamos da fé como participação da sabedoria admirável de Deus (de que a primeira leitura – Sb 7,22ss: ano ímpar – enumera vinte e um atribu­tos, número bíblico perfeito por duplo motivo: três vezes sete).

Em todo o caso, o reino de Deus não é mera presença imanente do Espírito. Tem uma projecção tanto interna como externa e pede a nossa resposta e compromisso pessoal mediante a conversão efectiva ao mesmo.

Hoje louvamos-te, Pai, porque Jesus nos disse que o teu Reino se encontra já entre nós como semente de amor e de esperança na nossa vida, como fermento da transformação humana e cósmica que provém da morte e ressurreição de Cristo.

Obrigado, Senhor, porque o teu Reino é para os teus filhos paz, justiça e alegria no Espírito Santo.

Dá-nos a tua sabedoria, a ciência e a visão da fé, para captar os sinais da presença do teu Reino; e ajudamos, Senhor, a cumprir a tua vontade fielmente para que o teu reinado seja fecundo em nós. Amen.

Sexta-feira

Lc 17,26-37: O dia do Filho do homem.

O grande dia messiânico

  1. À hora inesperada. Continuando o tema iniciado ontem, Jesus fala no evangelho de hoje, da sua última vinda. Lucas, diferentemente de Mateus e Marcos, manteve em separado duas tradições orais primi­tivas, referentes uma à queda de Jerusalém e outra ao fim do mundo, em que terá lugar o regresso glorioso de Cristo como senhor e juiz. Regresso que os sinópticos designam de “dia do Filho do homem” e Paulo chama “parusia”, termo de linguagem helenística.

O texto evangélico de hoje acentua um aspecto desse dia do Filho do homem: o julgamento, cuja característica é a surpresa do inespera­do. Para expressar isto, Jesus remete-se a duas comparações históri­cas. Do mesmo modo que as pessoas viviam despreocupadas com o fim que as aguardava aquando do dilúvio nos tempos de Noé e aquando da destruição de Sodoma nos tempos de Lot, assim aconte­cerá no dia do Filho do homem.

Como então, também hoje os homens vivem submersos nas reali­dades temporais que absorvem por completo a sua atenção: subsistência diária, família, negócios, dinheiro e prazer. Deus está ausente do seu horizonte, mas um dia manifestar-se-á repentinamente com o seu julga­mento. Então ficará patente o verdadeiro valor da existência humana e, sobretudo, o que há no fundo de cada um e a sua conduta. A ponto de que será muito díspar a sorte de dois que vivem e trabalham juntos, par­tilhando os mesmos anseios, mas não as mesmas atitudes perante Deus.

  1. Sempre preparados. Ao ouvir Jesus, os discípulos pergun­taram-lhe onde teria lugar esse julgamento de Deus. Segundo Jesus, o onde dessa vinda definitiva do Senhor para cada um não tem muito mais importância que o quando, como respondia ontem aos fariseus. “Onde estiver o corpo, aí se reunirão os abutres”. Com este provérbio Jesus vem dizer que o julgamento de Deus terá lugar onde quer que esteja alguém.

O quando, o como e o onde do dia do Senhor são secundários; o que importa é estarmos sempre preparados, como ensinam as parábo­las da vigilância. A chamada de Cristo ao seu seguimento requer uma disponibilidade total, vivendo desinstalados e desprendidos de tudo o que se possui e usa. Tratando-se de Deus e do seu Reino, não se pode olhar para trás como fez a mulher de Lot ao sair de Sodoma; isso foi a sua perdição, pois converteu-se em estátua de sal. Quando Deus chama não há que voltar atrás para recolher haveres que não têm valor nem salvam o homem.

A vida e a história humana continuam como se nada germinasse dentro delas; mas já está aí a semente e o fermento do Reino, que só percebem os que sabem “perder” a sua vida, entregando-a a Deus e aos irmãos, para a recobrar definitivamente. O que conta é a decisão pessoal de cada dia para saber aproveitar o tempo presente.

  1. A espera do dia do Senhor não deve ser motivo de angústia neurótica nem de temor paralisante, mas estímulo no cumprimento da missão que cada um recebeu de Deus. A melhor maneira de estarmos preparados para o seu encontro é fazer confluir na nossa vida a espe­rança e o esforço, o futuro e o presente da fé, a vigilância escatoló- gica e o trabalho diário.

Na segunda carta do apóstolo S. Pedro exortam-se os fiéis a esperar e apressar a vinda do Senhor (3,12s). Pensamento animador e estimu­lante: está nas nossas mãos acelerar o ritmo do advento desse mundo que esperamos em que habite a justiça. Isto é, segundo o conceito bíblico de justiça, temos de propiciar um mundo em que o reinado da vontade de Deus, a plena fidelidade evangélica, o espírito das bem- aventuranças e a irmandade universal sob o nosso Pai comum sejam realidade esplendorosa.

A condição prévia é tornar presente a fidelidade do Reino com a nossa conduta irrepreensível, animados pelo amor da espera e ocupa­dos em servir a Deus e aos irmãos. O futuro sonhado e maravilhoso pode ser realidade já desde agora no nosso desprezível mundo, con­tanto que melhoremos o presente, deitando ombros à tarefa; porque no presente está o gérmen do futuro. Mas não esqueçamos que o deslum­bramento de uma humanidade e um mundo novo não é fruto auto­mático da máquina do tempo nem de revoluções estruturais, mas da conversão das pessoas. Este é o primeiro pressuposto para a mudança social e eclesial.

Bendito sejas, Senhor Deus e Pai de todos, porque no nosso mundo e nas nossas curtas vidas está já actuando a semente eficaz do teu Reino e porque o julgamento que terá lugar no dia de Cristo é nova criação, destruição do pecado e da morte, e salvação para os que vivem a fidelidade quotidiana.

Ensina-nos a relativizar tudo o que não és tu a fim de vivermos disponíveis para ti e para os irmãos.

E ajuda-nos, Senhor, afazer confluir tia nossa vida o futuro e o presente, a esperança e o esforço, para acelerar o dia glorioso da tua vinda. Amen.

 

SÁBADO

Lc 18,1 -8: O juiz corrupto e a viúva suplicante.

A oração é fé em exercício

  1. Rezar serve para alguma coisa? “Para explicar aos discípulos como tinham que rezar sempre sem esmorecer, Jesus contou-lhes uma parábola”: a do juiz corrupto e a viúva suplicante. Assim começa o evangelho de hoje. A conclusão da parábola é clara: Se um juiz que deixa tanto a desejar porque é um perfeito sem-vergonha, que nem teme Deus nem os homens, acaba por fazer justiça a uma pobre viúva que o importuna tenazmente, quanto mais Deus, que é santo e justo, atenderá a oração insistente dos seus filhos.

Uma pergunta frequente no homem actual a respeito da oração é se rezar serve para alguma coisa. A resposta de muitos que entendem a oração só como “pedir favores a Deus” é, simplesmente, para nada. Efectivamente, a oração é inútil para conseguir de um Deus paterna­lista e tapa-buracos o que é nosso dever e está nas nossas mãos rea­lizar. A oração não é para isso.

Pedir favores a Deus: saúde e felicidade, êxito nos negócios e boas colheitas, felicidade e segurança, etc., não é a única finalidade, a razão de ser e o constitutivo da oração. Acentuar unilateralmente estes aspectos é medir utilitária e egoistamente a função da oração cristã, é esquecer que esta é exercício de fé e expressão de religião em espírito e em verdade. Portanto, não se pode confiná-la ao âmbito da magia e da superstição, empenhadas em servir-se de Deus em vez de servi-lo a ele e ao seu Reino. Tudo isso seria deformação caricatural da oração.

Quando Jesus nos ensinou o Pai-nosso, por exemplo, dedicou a primeira parte do mesmo a pedir “para Deus” nosso Pai a santificação do seu nome e a manifestação do seu Reino mediante o cumprimento da sua vontade pela nossa parte. E entre as petições da segunda parte, “para nós”, só uma tem carácter material, e não totalmente: o pão de cada dia, juntamente com o pão da palavra e da eucaristia. O resto é pedir o seu perdão, condicionado ao que nós outorgamos; a nossa fidelidade nas tentações e na grande prova final, juntamente com a vitória sobre o mal e o maligno.

  1. A oração é fé em exercício. Trate-se da prática ou da eficácia da oração, o problema da mesma é questão de fé. É a prece perseverante e sustentada pela confiança que dá a fé que nos consegue o favor de Deus. O clamor da prece continua o grito da fé de tantos que su­plicaram a Jesus pelos caminhos da Palestina. Jesus disse-lhes: Basta que tenhamos um grãozinho de fé.

A oração, quando é autêntica como a que Jesus nos ensinou e prati­cou, brota de uma fé viva, expressa-a e alimenta-a. Toda a nossa vida cristã deve ser oração e diálogo com Deus a nível pessoal e familiar, comunitário e eclesial. A oração é o clima apropriado, a temperatura ambiente ideal para que funcione bem e no topo o nosso computador espiritual.

Por tudo isto necessitamos da oração, que se é feita com fé é sem­pre eficaz porque Deus nos dará o seu Espírito Santo (Lc 11,13), que nos torna filhos de Deus e irmãos dos outros homens. Ê o Espírito que nos torna mais crentes e mais humanos, mais sinceros diante de Deus e melhores por dentro, mais fortes na nossa debilidade e mais pessoas, mais alegres e generosos, mais esperançados e dinâmicos, mais pro­fundos e transparentes. Tudo isso porque entramos em contacto com a fonte da vida, que é o próprio Deus. O nosso Pai não nos abandonará no meio das maiores dificuldades, medos, depressões, solidão e de­senganos. Eis aqui a autêntica eficácia da oração feita com fé.

Conscientes de que não sabemos rezar em profundidade, temos de escutar o Espírito de Cristo que habita em nós e nos dá a segurança de sermos filhos de Deus com a confiança suficiente para lhe chamar Pai. “O Espírito socorre a nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir como convém; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rm 8,26). Por isso, às vezes, rezar não é mais que aban- donar-se ao Espírito.

A oração não é um monólogo consigo mesmo, mas um diálogo de fé em exercício e em conversação com o todo Outro. Rezar é fazer com Jesus e como Jesus, modelo supremo de toda a oração cristã, a experiência gratuita e não utilitária de Deus. Tal como o expressa o Pai-nosso.

Deus Pai nosso, Deus fiel às tuas promessas, que não defraudas o que te suplica com fé, escuta o grito ardente da nossa prece.

Reconhecemos, Senhor, que não sabemos orar em profundidade. Dá-nos o Espírito de Cristo que nos ensine a rezar-te.

Apresentamos-te o nosso mundo que geme sob o peso da incredulidade e do desespero.

Quando o cansaço e o desânimo nos rondarem,

dá-nos a tua força, a tua luz, a tua verdade e a tua alegria

para seguirmos firmes na fé até ao dia de Cristo. Amen.

Segunda-feira

Lc 18,35-43: O cego de Jericó.

Os olhos da fé

  1. Fé e seguimento de Cristo. Lucas situa à entrada de Jericó a cura de um cego, cujo nome conhecemos através de Marcos; chamava-se Bartimeu (Mc 10,46). Jesus está já quase no final do seu caminho de subida para Jerusalém, que tanto relevo tem no evangelho de Lucas. Tanto em Marcos como em Lucas o facto acontece depois do terceiro anúncio do Messias sofredor. Os discípulos não com­preendem esta visão nova do Messias e as condições do seguimento de Jesus (Lc 18,34). Estão cegos e necessitam da luz da fé para vencer a sua cegueira espiritual. É o que parece querer insinuar Lucas com o relato do cego Bartimeu.

Depois da sua cura, diz o evangelista que Bartimeu seguiu Jesus glorificando a Deus. Fé e seguimento são dois conceitos fundamentais neste episódio. A primeira comunidade cristã viu neste episódio o es­quema básico de uma catequese baptismal ou de iniciação à fé e ao seguimento de Cristo. Antes de abrir os seus olhos à iluminação do baptismo, isto é, à luz da fé, o catecúmeno deve percorrer as etapas do cego de Jericó: 1) pressentir a presença de Deus nos acontecimentos; 2) vencer os obstáculos que lhe apresenta o mundo que o rodeia e quer silenciar a sua pergunta por Deus (muitos o repreendiam para que se calasse, mas ele gritava mais ainda); 3) romper com o seu passado despojando-se do homem velho (largou o manto, deu um salto e aproximou-se de Jesus); 4) comprometer-se a fundo no diálogo com Deus (Que queres…? Que veja, Senhor); 5) contacto com Cristo me­diante a visão nova da fé (Jesus, filho de David, tem compaixão de mim. Vê de novo, a tua fé te salvou); 6) finalmente, seguir Cristo como testemunha do seu Reino (seguiu-o glorificando a Deus).

O Messias, o filho de David, que está prestes a entrar na sua cidade, Jerusalém, não recusa atender um pobre cego que pede esmola à beira do caminho, porque Jesus não veio para ser servido, mas para fazer-se o servidor de todos. Ser peregrino do Reino com Cristo na sua viagem para a cidade que mata os profetas requer segui-lo passo a passo pelo caminho da renúncia e da cruz até à glória da ressurreição. Este seguimento resume toda a vida cristã.

  1. Os olhos novos da fé. Mas para isso temos de ultrapassar um sério obstáculo: como no caso de Bartimeu, precisamos de acreditar

 

mundo dos homens, como antecipação da última vinda. Para captar essas vindas de Deus faz falta um receptor que capte as ondas. Infelizmente os critérios mundanos interferem continua­mente e o sinal de frequência perde-se. Por isso a vigilância e a oração, a esperança e o discernimento devem andar sempre uni­dos na vida cristã.

Glória a Ti, Senhor, porque durante a tua curta ausência confias em nós e nos aconselhas a tarefa vigilante de um amor que não dorme já que há tanto que fazer. Ensina-nos a unir produtivamente a esperança e o esforço, para acelerar o dia venturoso da vinda do teu reino.

Ajuda-nos também, Senhor, a descobrir as tuas constantes vindas

no decurso da história de cada dia e de cada hora do mundo, no irmão que precisa da nossa ajuda e carinho, no homens e mulheres que sofrem, esperam e Te procuram, para que caminhando juntos na esperança da nova terra alcancemos o novo céu em que habita a tua justiça. Amen.

 

Domingo XXXIV

Don 7,13-14: Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião ve­nerável e conduziram-no à sua presença. Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino não será destruído.

Ap 1,5-8: Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Prín­cipe dos reis da terra. Aquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pe­cado e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o po­der pelos séculos dos séculos. Amen. Ei-ÍO que vem entre as nuvens, e todos os olhos O verão, mesmo aqueles que O trespassaram; e por sua causa hão-de la­mentar-se todas as tribos da terra. Sim. Amen. «Eu sou o Alfa e o Omega», diz o Senhor Deus, «Aquele que é, que era e que há-de vir, o Senhor do Universo».

Jo l8,33b-3 7: Naquele tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o Rei dos judeus?» Jesus respondeu-lhe; «E por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?» Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacer­dotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?» Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse- -Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?» Jesus respondeu-lhe: «E como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».

«O meu reino não é deste mundo»

  1. No momento crítico da máxima debilidade. A festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, fecha o ano litúrgico com um acento escatológico e apocalíptico, próprio dos últimos domin­gos de cada ciclo. É precisamente no decurso do processo civil da paixão do Senhor que a leitura de hoje coloca o tema da rea­leza de Cristo. Ele é rei e, contudo, o seu reino não é deste mundo, nem é poder triunfalista, mas serviço à verdade.

As autoridades judaicas querem obter de Pilatos a pena capi­tal de Jesus através de uma acusação que, forçosamente, tinha de preocupar o poder romano: Jesus diz-Se rei dos judeus (Mes­sias), portanto, faz frente a César. Pilatos terá de condená-1’0, se não quiser perder os favores de Tibério. Como o assunto era frívolo, o governador pergunta directamente a Jesus: «Tu és o Rei dos judeus?» E Jesus responde que efectivamente é rei, e não só dos judeus, mas de tudo o que pertence à verdade, cujo primeiro servidor é Ele mesmo. Mas pontualiza: «O meu reino não é deste mundo». Por isso não tem exército nem soldados que o defendam pela força.

A afirmação de Jesus «o meu reino não é deste mundo», pa- rece-nos difícil de entender, como a Pilatos, porque reis e mo­narquias – ou, para falar em termos mais universais, governos e estados nacionais – são conceitos políticos que implicam neces­sariamente o poder temporal, algo que Jesus nega rotundamente em relação a Si próprio. Além disso, o momento em que Cristo faz constar a sua realeza por uma única vez, segundo os quatro evangelistas, é o momento crítico da máxima debilidade: quan­do é processado como um criminoso e está nas mãos do poderes deste mundo.

  1. Cristo é o verdadeiro rei. Cristo é o Rei do Universo por­que o Pai tudo submeteu ao Filho. Mas o seu reino não é deste mundo porque Jesus não assume funções de poder temporal. Então, será Jesus o rei da ilha da fantasia e o seu reino algo tão espiritual que só existe no país das maravilhas? Não. Ele é um rei autêntico, «cujo reino não terá fim», como dizemos no Cre­do. O seu reino não é uma enteléquia etérea; Ele não o inventa como um ilusionista que tira coelhos da cartola. Se Ele Se de­clarou rei é porque a esse título messiânico corresponde uma realidade, um reino com identidade própria.

O reinado de Deus em Jesus Cristo não é poder temporal, de certeza. Mas isso não significa que não esteja presente e não se realize já neste mundo. Jesus ensinou-nos a pedir a Deus no Pai-Nosso: «Venha a nós o vosso reino», aqui e agora, na nossa terra e não só para o fim dos tempos. Contudo, o reino de Deus que pedimos na nossa oração dominical não requer burocracia nem força política para impor a lei evangélica. O reino de Deus é a sua oferta de salvação e a soberania de amor para a vida dos homens, seus filhos. Por isso conta com a liberdade destes, que respeita sempre.

Jesus não tem reino, apesar de se entregar ao Filho do Ho­mem – título messiânico de Jesus – o poder e o reino eterno sobre todas as nações, segundo a primeira das quatro visões apocalíp­ticas do livro do profeta Daniel, donde se retirou a primeira lei­tura.

Como um eco e apoteose disto mesmo temos, na segunda lei­

 

tura, tirada do livro do Apocalipse, uma doxologia cristológica em que, à base de títulos messiânicos, canta-se um hino à rea­leza e soberania de Cristo. Porque Ele é rei e sacerdote, os bap­tizados em Cristo formam um reino de sacerdotes para Deus, e são um povo sacerdotal. Mas sem triunfalismo nem privilégios, pois a realeza de Cristo é serviço à verdade por parte de quem é a Testemunha fiel, o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim de toda a Criação.

  1. Ao serviço do reinado de Deus. Nós, «povo de reis e sa­cerdotes para Deus» recebemos de Deus a missão de servir o seu «reino de verdade e vida, de santidade e de graça, de justi­ça, de amor e de paz», as dimensões do reinado de Cristo, Rei do Universo, como reza o prefácio de hoje.

A mentira domina o nosso mundo, tal como a injustiça, se bem que a primeira suscite menos protestos do que a segunda. A mentira e a manipulação da verdade são algo tão comum e habitual a nível interpessoal e informativo, político e social, que parecem banais, tão habituais como o ar contaminado que respi­ramos ou como uma regra tacitamente admitida no jogo da vida. Contudo, nada de sólido se pode construir sobre a mentira, pois somente a verdade nos liberta.

Além do serviço à verdade, temos de aplicar-nos na obra de justiça. Pois uma leitura actual do reinado de Deus em Jesus Cristo recai necessariamente sobre o anúncio e compromisso eficaz pela justiça e por tudo o que esta inclui: amor libertador e fraternidade, paz e reconciliação entre homens e classes so­ciais, direitos humanos e dignidade da pessoa.

Se a realeza de Cristo não se pode entender como triunfalis­mo religioso nem como imposição coactiva do evangelho pela força da lei, pois respeita ajusta autonomia da realidade terrena (GS 36), também não é admissível, e é necessário denunciar, o absentismo cristão. Porque o senhorio e a realeza de Cristo têm de entrar no mundo através dos crentes e da comunidade ecle- sial no seu conjunto; não por meio dos privilégios e influências sociais, certamente, mas pelo serviço da verdade e da justiça, da fraternidade e da convivência no amor, da paz e da libertação integral do ser humano (GS 76). Assim Deus reinará nas vonta­des individuais, nas instâncias sociais, no mundo dos homens.

Quando se derem essas condições, aí estará presente e actuando eficazmente o reinado de Deus por Jesus Cristo.

Hoje louvamos-Te, Pai, porque na ressurreição do teu Filho, Jesus Cristo, constituíste-0 como Rei e Senhor universal de toda a criação com um poder e um reino eterno que não hão-de cessar.

Obrigado, também, porque, por sua vez, Cristo fez de nós,

os baptizados em seu nome,

um reino de sacerdotes para o nosso Deus.

Faz, Senhor, que o teu reino venha ao mundo dos homens,

e dá-nos a força do teu Espírito para manter irrevogável

a nossa entrega pessoal à construção do teu reinado

no nosso mundo: um reino de verdade e de vida,

reino de santidade e de graça, de Justiça, de amor e de paz.

Assim mereceremos alcançar de Ti o reino eterno em Cristo.

Ámen.

 

Santoral

 

 

 

 

 

Agora vou trabalhar na XXXII semana (de 8 a 14 de Novembro. 

https://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php?data=2021-11-11

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https://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php?data=2021-11-14

     1108 Lucas 17,1-6 Segunda Feira da XXII Semana do tempo comum 

1109 João 2, 13-22   Terça Feira da XXII Semana do tempo comum 

1110 Lucas 17,11-19 S. Leão Magno Quarta Feira da XXII Semana do tempo comum 

1111 Lucas 17,20-25 S. Martinho  XXII Quinta  Semana do tempo comum 

1112 Lucas 17,26-37 S. Josafá bispo e Mártir   Sexta Feira da XXII Semana do tempo comum 

1113 Lucas 18,1-8 Sábado  da XXII Semana do tempo comum 

1114  Mc 13, 24-32 Domingo do  XXXIII do tempo  Comum 

1002 Enjoy God’s Word (October 17th)

Summary  October 2nd, 2021 Saturday 

Gospel

 

Mk 10:35-45 or 10:42-45

James and John, the sons of Zebedee, came to Jesus and said to him,

“Teacher, we want you to do for us whatever we ask of you.” 

He replied, “What do you wish me to do for you?” 

They answered him, “Grant that in your glory

we may sit one at your right and the other at your left.” 

Jesus said to them, “You do not know what you are asking. 

Can you drink the cup that I drink

or be baptized with the baptism with which I am baptized?” 

They said to him, “We can.” 

Jesus said to them, “The cup that I drink, you will drink,

and with the baptism with which I am baptized, you will be baptized;

but to sit at my right or at my left is not mine to give

but is for those for whom it has been prepared.” 

When the ten heard this, they became indignant at James and John. 

Jesus summoned them and said to them,

“You know that those who are recognized as rulers over the Gentiles

lord it over them,

and their great ones make their authority over them felt. 

But it shall not be so among you.

Rather, whoever wishes to be great among you will be your servant;

whoever wishes to be first among you will be the slave of all. 

For the Son of Man did not come to be served

but to serve and to give his life as a ransom for many.”

OR:

Jesus summoned the twelve and said to them,

“You know that those who are recognized as rulers over the Gentiles

lord it over them,

and their great ones make their authority over them felt. 

But it shall not be so among you. 

Rather, whoever wishes to be great among you will be your servant;

whoever wishes to be first among you will be the slave of all. 

For the Son of Man did not come to be served but to serve and to give his life as a ransom for many.”

 

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EVANGELHO – Forma longa Mc 10, 35-45

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?». Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o baptismo com que Eu vou ser baptizado?». Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser baptizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».

Palavra da salvação.

1001 Sexta Feira da semana XXVISanta Teresa do Menino Jesus – MO

  1. Santa Teresa do Menino Jesus – MO
    Ev Lc 10, 13-16

Evangelho de hoje (Lc 10,13-16) - Egídio Serpa | Egídio Serpa - Diário do  Nordeste

EVANGELHO Lc 10, 13-16 «Quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre a cinza. Assim, no dia do Juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás elevada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Quem vos escuta, escuta-Me a Mim; e quem vos rejeita, rejeita-Me a Mim. Mas quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou».

 REFLEXÃO

                Celebramos hoje a festa de S. Teresa do Menino Jesus (1873/1897). Entrou para o Mosteiro das Carmelitas  com apenas 15 anos de idade onde revelou uma total entrega à vontade do Senhor aceitando todos os sofrimentos e oferecendo a sua vida  pela conversão das almas e pelos sacerdotes. Descobriu no amor um caminho de perfeição confiando totalmente em Deus Foi proclamada doutora da Igreja  no dia 19 de outubro de 1997.

                O Evangelho  Lc 10, 13-16   representa uma elogio para os autênticos discípulos de Cristo , dóceis à Palavra de Deus «Quem vos escuta, é a mim que está escutando» e ao mesmo tempo uma chamada de  atenção das cidades que não tinham prestado atenção à pregação dos seus enviados; e um aviso a  todos nós para aceitarmos fielmente a mensagem que  Santa Teresa pôs em prática

                Tal como ontem as cidades agarradas ao comércio e indiferentes à Palavra de Deus fecham-se totalmente ao reino de Deus vivem o consumismo pensam não haver outra vida pela frente. ´

                 Esta leitura e o exemplo de Santa Teresinha do menino Jesus devem nos incitar ao trabalho sempre inacabado da conversão. A Palavra de Deus meditada continuamente  e transformada em ações de caridade a favor dos irmãos levam-nos ao caminho já percorrido por Santa Teresa do menino Jesus .

                O mundo precisa de testemunhas fiéis a Jesus, para ser restaurado e nós, como verdadeiros cristãos, não devemos jogar fora  o tempo precioso em que estamos. Tenhamos em mente que  a fé remove montanhas e o testemunho da nossa fé poderá transformar o coração e a vida do povo de Deus. Cada  dia Jesus nos concede novas oportunidades para escutar a Sua voz por meio da Sua Palavra e edificarmos o seu reino.                                                                                                                                 

ORAÇÃO

“Meu Deus, ofereço-vos todas as ações que farei hoje, nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus. Peço-vos para todos os que  me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as penas desta vida passageira, para que estejamos um dia reunidos no Céu, por toda a eternidade. 10).

CANTO DE MEDITAÇÃO

https://www.dominicus.pt/wp-content/uploads/2021/09/Lc-10-13-16.mp4

DIA DE TODOS OS SANTOS

Bem Aventuranças        (01 de Novembro)

Entenda cada uma das bem-aventurançasJesus veio ao mundo para nos ensinar   o segredo da felicidade nesta vida e na que há-de  vir. Para a alcançar devemos seguir as palavras de Jesus expressas no Sermão da Montanha (Mat 5,1-12): Bem-aventurados os pobres em espírito, os humildes, os que choram, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os que sofrem perseguição porque deles é o Reino dos Céus …

Assim como Jesus se fez   pobre , manso, misericordioso  , puro e  pacifico e apesar disso foi tão perseguido que acabou por morrer mártir assim também nós  aderindo à boa nova do reino devemo-lo imitar nas  situações  concretas da vida humana, lutando pelo Reino aqui e agora,  aceitando com humildade de coração e submissão à vontade de Deus  as aflições ,as injustiças, as perseguições …

 E conscientes da nossa entrega, venceremos em Cristo  e  estaremos na glória celeste juntos à multidão que nos precedeu  de que nos fala a visão do Apocalipse  ”vi uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas” (Ap 7,9) 

 Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida: Preferimos optar pela   busca da felicidade transitória e superficial – no consumismo, na acumulação e no individualismo ou    lutar pela justiça do Reino, pela paz e pela partilha? 

Oração

Senhor Pai Santo, dais-nos a alegria de celebrar os santos   da Jerusalém celeste   e concede-nos a graça de, como humildes peregrinos,   caminhar com fé e alegria e nos juntarmos a eles para glorificar  o vosso nome.

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  • TÓPICOS
  • Reunidos no Amor de Cristo produzimos bom vinho se trabalharmos na Vinha orientados por bons vinhateiros que testemunham o Amor de Deus Servem a Comunidade e não se servem da Comunidade (alegoria ao Reino);Com esse vinho alegram o Banquete ; vivem na Sociedade como honestos cidadão esforçando-se por permear todas as atividades com o Amor de Cristo…
    1. A lista dos Santos na Jerusalém Celeste
    2. Para lá caminham os da Jerusalém terrestre
    3. Se puserem em prática a “Magna Carta da Felicidade”
    4. Bem aventurados os ….

Salesianos homens de Fé . esperanbça e Caridade

 IV

Outubro

2020

Retiro Mensal

 

 

 

 

O SALESIANO, HOMEM DE DEUS

Vida centrada em Cristo

Alimentamos uma profunda vida espiritual, de modo que Jesus Cristo seja sempre o guia da nossa entrega total a Deus, aos irmãos e ao próximo. Temos Dom Bosco como modelo de vida e assumimos a Espiritualidade Salesiana de forma renovada, encarnada e viva.

 MOTIVAÇÃO INICIAL

O Papa Francisco deu-nos a nós, Salesianos, um precioso tesouro por ocasião da celebração do CG28: uma mensagem a não perder, e que será oportuno ler na íntegra. Ele não pôde estar presente durante a celebração do CG28, mas nas suas palavras sentimos a sua presença, o seu afeto pela Congregação, e sobretudo o que ele valoriza e o que nos pede, a nós Salesianos, como membros ativos e empenhados no seio da Igreja.

Por este motivo, gostaríamos de utilizar esta mensagem como fonte de inspiração para os retiros comunitários de outubro e novembro. Pretendemos oferecer uma releitura orante dessa mensagem, procurando aplicá-la às nossas vidas. Esperamos que possa servir para cada um de nós, como mais uma ocasião para a nossa conversão espiritual (a Deus), relacional (aos irmãos) e pastoral (ao próximo, sobretudo aos jovens).

Neste primeiro retiro, queremos recuperar do Papa Francisco aquelas mensagens dirigidas a cada salesiano como homem consagrado, um homem de Deus, um homem teológico. Fé, esperança e caridade são dons de Deus através dos quais Ele nos chama a ser Seus como Salesianos. O Papa faz algumas leituras muito concretas de cada um destes três dons, aplicando-os à vida salesiana, ao presente da Congregação, colocados à consideração de cada um de nós.

 

O SALESIANO, UM HOMEM DE FÉ

Ser cristão é antes de mais ser um crente. Ou seja, aceitar a fé como um dom de Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo no Espírito Santo. E sabemos que a aceitação do dom da fé não é um assentimento intelectual a uma série de verdades, mas sobretudo uma experiência de encontro pessoal com Ele na humanidade ressuscitada do Senhor Jesus através do Espírito que habita em nós. Também não é uma experiência específica que se faz de uma vez por todas na vida: eu acredito ou não acredito, ponto final. Envolve a pessoa inteira do crente e toda a sua vida, em cada minuto da sua existência. Um crente é alguém que faz um esforço todos os dias, em cada momento, para ler, a partir da presença de Deus na sua vida, cada um dos acontecimentos.

Pois bem, que leitura faz o Papa Francisco desta realidade do salesiano como crente, como homem de fé? Ele fala-nos da necessidade de “cultivar uma atitude contemplativa, capaz de identificar e discernir os pontos nevrálgicos. Isto ajudará a entrar no caminho com o espírito e o contributo próprio dos filhos de Dom Bosco e, como ele, desenvolver uma válida revolução cultural. Esta atitude contemplativa permitir-vos-á superar e ultrapassar as vossas próprias expetativas e os vossos programas. Somos homens e mulheres de fé, o que supõe ser apaixonados por Jesus Cristo”.

Na mais pura tradição salesiana, sempre se falou em ser contemplativo na ação. É disto que se trata. E esta atitude contemplativa pessoal, na esfera comunitária, traduz-se num discernimento orante: a comunidade, reunida em oração e reflexão, com a contribuição de cada um dos irmãos, procura a vontade de Deus no hoje da sua vida e missão.

 

Para reflexão pessoal

– Em que medida e com que meios alimento na minha vida pessoal essa atitude contemplativa de olhar para as pessoas e situações a partir da vontade de Deus na minha vida?

– Em que medida e em que momentos dou o meu contributo para o discernimento orante da comunidade, para procurar a vontade de Deus na minha comunidade e trabalhar a partir desta atitude de fé?

Oração

Senhor, dizei o que quereis de mim em cada circunstância da minha vida. Ajudai-me a descobrir-Vos presente em todos aqueles com quem estabeleço relações e a tornar-me sinal e testemunha do vosso amor por eles.

 

O SALESIANO, UM HOMEM DE ESPERANÇA

 

“Nem pessimista nem otimista, o salesiano do séc. XXI é um homem cheio de esperança porque sabe que o seu centro está no Senhor, capaz de fazer novas todas as coisas (cf. Ap 21,5)”. Isto é o que o Papa Francisco nos diz. Pessimismo e otimismo são expressões do próprio carácter, formas de o ser humano enfrentar a realidade, vendo o seu lado mais negativo e ameaçador, ou o seu lado mais positivo e promissor. Nestas atitudes, o ser humano parte sempre e tem unicamente me conta as suas próprias forças e as possibilidades oferecidas pelo ambiente. E assim sente-se capaz (otimista) ou incapaz (pessimista) de gerir a sua vida e os seus problemas, a partir da consciência de ser o único responsável.

Pois bem, “nem o pessimismo nem o otimismo são dons do Espírito, pois ambos provêm de uma visão autorreferencial capaz de ser medida só com as próprias forças, capacidades ou competências, impedindo de olhar àquilo que o Senhor atua e quer realizar entre nós”. Pelo contrário, a esperança cristã tem outra raiz. Não é uma forma de ser, mas uma dádiva de Deus para o crente. Um dom que o torna consciente de que, para além do voluntarismo humano perante a realidade, existe a graça de Deus e a sua vontade. Existe o seu plano de salvação para cada existência pessoal e para todo o universo. E que, com a Sua graça, e com a sua própria resposta pessoal generosa, as realidades mais difíceis podem ser enfrentadas com esperança; e as melhores perspetivas podem ser vividas com serena alegria. Ao sermos homens de esperança, sentiremos que somos instrumentos da vontade de Deus e confiaremos muito mais, ajudados pela Sua graça, nas nossas possibilidades de bem.

“Só isto nos salvará de viver numa atitude de resignação e sobrevivência defensiva. Só isto tornará fecunda a nossa vida”, continua o Papa Francisco. Porque a resignação e a sobrevivência, por vezes tão frequentes nas nossas vidas, correspondem à atitude pessimista de pensar que não podemos mudar a realidade ou renovar a nossa vida ou a missão das nossas obras face às dificuldades que nos rodeiam. E acabaremos, diz o Santo Padre, por “fixar-nos numa inércia paralisante que priva a vossa missão da parrésia própria dos discípulos do Senhor”. Ou, pelo contrário, “um otimismo cego, capaz de dissolver a força e a novidade evangélica, impedindo aceitar concretamente a complexidade que as situações exigem e a profecia que o Senhor nos convida a levar por diante”. Pelo contrário, “a esperança é capaz de instaurar e inaugurar processos educativos alternativos à cultura imperante” no nosso trabalho, e pode também fazer-nos ultrapassar as nossas rotinas e imobilidade.

“Nem triunfalistas nem alarmistas, homens e mulheres alegres e com esperança, não automatizados mas artesãos”, conclui o Papa. Um salesiano, um homem de esperança, é um artesão! Alguém que, sem renunciar aos grandes programas, sabe como trabalhar e trabalhar na rotina diária, nas pequenas distâncias, nos detalhes concretos. Que está convencido de que Deus está a trabalhar nele e nas pessoas, e sabe agradecer e colaborar com a graça de Deus nele e nos outros, mudar a realidade, tornar presente o Reino de Deus, “testemunhar a beleza da generosidade, do serviço, da pureza, da fortaleza, do perdão, da fidelidade à própria vocação, da oração, da luta pela justiça e o bem comum, do amor aos pobres, da amizade social” (Christus Vivit, 36).

 

Para reflexão pessoal

– Que traço de carácter prevalece em mim, nas minhas opiniões, nas minhas relações com os outros e com o ambiente? Pessimismo, otimismo… ou esse “realismo” ambíguo? Até que ponto esse traço de carácter me condiciona?

– Tento ser uma pessoa serena, com críticas construtivas e comprometidas, um facilitador, confiante em Deus face às adversidades, falando mais na linguagem com os factos do que com queixa, procurando o que Deus me pede para contribuir para superar as dificuldades?

 

Oração

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz:

Onde houver ódio, que eu leve o amor (…)

Que eu procure mais compreender, do que ser compreendido,

Amar, do que ser amado (…)

Pois é perdoando que se é perdoado,

E é morrendo que se vive para a vida eterna.

 

                                                                                          

 

                                                                                                                                                      

O SALESIANO, UM HOMEM DE CARIDADE

 

O Papa Francisco convida-nos a confrontar-nos com o lema da nossa Congregação: “Da mihi animas, coetera tolle”. Ou seja, com esse duplo lado da moeda, expressão da única “caridade pastoral” que deveria caracterizar a nossa existência.

“Da mihi animas”, recordam-nos as nossas Constituições, é a dedicação à missão juvenil e popular, “caracterizada por aquele dinamismo juvenil que se revelava tão forte no nosso Fundador e nas origens da nossa Sociedade: é um impulso apostólico que nos leva a procurar almas e a servir somente a Deus” (C 10). As mudanças atuais, especialmente no mundo dos jovens, “exigem-nos uma dupla docilidade: docilidade aos jovens e às suas exigências e docilidade ao Espírito e a tudo aquilo que Ele deseja transformar”.

O Papa diz-nos que ” tanto o nosso presente como o nosso futuro estão impregnados desta força apostólico-carismática chamada a continuar a permear a vida de tantos jovens abandonados e em perigo, pobres e necessitados, excluídos e descartados, privados dos seus direitos, de casa…”.

O “coetera tolle”, do ponto de vista da nossa conversão pessoal a Deus e do cuidado pastoral dos jovens, implica a superação diária de tudo o que bloqueia o nosso ardor apostólico, e que o próprio Papa Francisco nos repetiu a partir da Evangelii Gaudium: rotina, com a sua dinâmica de mera conservação ou de consciência de derrota e desencanto face à dificuldade da tarefa educativo-pastoral; a auto-referencialidade que nos faz procurar os nossos próprios interesses e assegurar uma vida confortável face às nossas necessidades, perdendo o nosso compromisso missionário; ou o nosso próprio ativismo, com a ânsia de fazer as coisas sem motivação adequada, produzindo um cansaço tenso e pesado que nos deixa vazios por dentro.

E o que é que o “coetera tolle” implica do ponto de vista estrutural nas nossas comunidades e na nossa presença? O Papa Francisco diz-nos que implica ultrapassar e abandonar ” aquilo que durante o caminho se foi incorporando e perpetuando e que, ainda que noutro tempo tivesse sido uma resposta adequada, hoje vos impede de configurar e plasmar a presença salesiana de maneira evangelicamente significativa nas diversas situações da missão. Isto pede, da nossa parte, superar os medos e as apreensões que podem surgir por ter acreditado que o carisma se reduzisse ou identificasse com determinadas obras ou estruturas. Viver fielmente o carisma é qualquer coisa mais rica e estimulante que o simples abandono, remedeio ou readaptação das casas ou das atividades”.

Para reflexão pessoal

– Da mihi animas: Com que impulso e paixão apostólica vivo a minha participação na missão da minha Presença Salesiana? Para que pessoas (membros da comunidade, jovens, famílias…) estou a ser um ponto de referência com a minha vida crente e salesiana?

– Coetera tolle: Que rotinas e abordagens pessoais à vida estão a dificultar e a limitar a minha total dedicação aos irmãos da comunidade e aos jovens? O que descubro que tenho de deixar para trás para viver mais autenticamente?

 

Oração

Convertei-me, Senhor, e eu converter-me-ei a Vós. Dai-me a força de que preciso para romper com tudo o que paralisa a minha entrega total. Que eu seja mais de Vós, mais dos irmãos, mais dos jovens.

 

 

CONVIDADOS A SONHAR

É significativo que o Papa termine as suas palavras convidando-nos a sonhar: “Sonhai… e fazei sonhar!” Tantas vezes ouvimos e dissemos que somos filhos de um sonhador. O Santo Padre tem enorme admiração por S. José, a quem Deus, como a Dom Bosco, indicou a sua vontade através de sonhos. A Igreja pede-nos, como salesianos, que sonhemos, e que sonhemos em grande. Conscientes de que o Senhor nos pede que façamos algo de novo. Que “algo novo está a surgir” quando cada um de nós é capaz de sonhar de forma diferente, algo mais de Deus, dos jovens, dos irmãos. Quando acreditamos que Deus é capaz de nos mudar e de nos converter se nós deixarmos, se colaborarmos um pouco com Ele, que nos dá a sua graça. Sonhemos como homens renovados por Deus, sempre crescendo, em novidade de vida! Sonhemos, que “o resto, nos será dado por acréscimo”!

 

 

Texto adaptado da proposta de Samuel Segura, SDB

Outubro 2020

Sim de Maria e o nosso Sim de cada dia

  «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.»

 

 

Uma jovem, quando estava absorta em oração na sua casa, em Nazaré − recebeu uma visita inesperada e desconcertante: um mensageiro de Deus, traz-lhe um convite e aguarda uma resposta.


 Ave ó Cheia de Graça Não temas Maria Conceberás e darás à luz um filho e Ele será chamado filho do Altíssimo…

Maria, num misto de espanto e alegria, entrega-se totalmente a este projeto ainda desconhecido, e com plena confiança no amor de Deus responde

 “Eis a serva do Senhor ; Faça-se em mim segundo a vossa palavra!”

E o verbo fez-se carne e habitou entre nós . Com o sim generoso e total, Maria coloca-se decididamente ao serviço de Deus   O   divino entra   no humano para o humano ser divino.

Como Deus precisou de Maria, também hoje Deus precisa de cada um de nós. Ele continua a dirigir-Se a nós em renovadas «anunciações», pela voz da nossa consciência, por meio da reflexão pessoal  ou por conselho de um amigo…

 Que «anunciação» Deus me dirige hoje, e   espera de mim um   sim?

O nosso sim   generoso   pode transformar vidas, libertar as pessoas dos vícios, das drogas, da prostituição, do álcool, do adultério, da ganância, dos roubos pode criar um Oásis de felicidade no deserto da dor.

Oração

Deus clemente e compassivo   ajuda-nos a dizer «sim» ao que nos pedires, imitando a tua e nossa Mãe nas anunciações que nos vais dirigindo cada dia. Ámen.

Nossa Senhora

  «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.»

 Uma jovem, quando estava absorta em oração na sua casa, em Nazaré − recebeu uma visita inesperada e desconcertante: um mensageiro de Deus, traz-lhe um convite e aguarda uma resposta.

 Ave ó Cheia de Graça Não temas Maria Conceberás e darás à luz um filho e Ele será chamado filho do Altíssimo…

Maria, num misto de espanto e alegria, entrega-se totalmente a este projeto ainda desconhecido, e com plena confiança no amor de Deus responde

 “Eis a serva do Senhor ; Faça-se em mim segundo a vossa palavra!”

E o verbo fez-se carne e habitou entre nós . Com o sim generoso e total, Maria coloca-se decididamente ao serviço de Deus   O   divino entra   no humano para o humano ser divino.

Como Deus precisou de Maria, também hoje Deus precisa de cada um de nós. Ele continua a dirigir-Se a nós em renovadas «anunciações», pela voz da nossa consciência, por meio da reflexão pessoal  ou por conselho de um amigo…

 Que «anunciação» Deus me dirige hoje, e   espera de mim um   sim?

O nosso sim   generoso   pode transformar vidas, libertar as pessoas dos vícios, das drogas, da prostituição, do álcool, do adultério, da ganância, dos roubos pode criar um Oásis de felicidade no deserto da dor.

Oração

Deus clemente e compassivo   ajuda-nos a dizer «sim» ao que nos pedires, imitando a tua e nossa Mãe nas anunciações que nos vais dirigindo cada dia. Ámen.

  

Observações:

  • Este texto e a gravação do mesmo acompanhado de música representa um singelo  contributo para o incipiente método de  evangelização segundo os modernos meios de comunicação …

  • A gravação é um teste e poderá ser feita por um narrador ou dois narradores  (1 ou 2) salientando a voz de Nossa Senhora (uma menina ) e as músicas podem variar

  • O texto com a duração de dois minutos pode ser reduzido  a  1 minuto e 30 segundos e  alterado parcial ou totalmente

  • Em suma: Embora possa não reunir as condições necessárias para a sua transmissão ao menos agradeço o ter sido convidado pessoalmente

 

 

 

 

Agenda Litúrgica – Dezembro

 

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DEZEMBRO 2020

1de Dezembro  – Dezembro

https://wp.me/pb68SM-OJ

 

            02 de Dezembro – Quarta

https://wp.me/pb68SM-OM

03 de Dezembro  – Quinta 

https://wp.me/pb68SM-OQ

04 de Dezembro – sexta-feira

https://wp.me/pb68SM-OT

05 de Dezembro – Sábado

https://wp.me/pb68SM-OV

06 de Dezembro – Domingo

https://wp.me/pb68SM-OY

07 de Dezembro – segunda-feira

https://wp.me/pb68SM-OY

 

 

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         08 de Dezembro  – Terça

                     https://wp.me/pb68SM-P4

 

          09 de Dezembro – Quarta

                   https://wp.me/pb68SM-P8      

10 de Dezembro – Quinta 

 

 

https://wp.me/pb68SM-Pb

11 de Dezembro – sexta-feira

https://wp.me/pb68SM-Pd

12  de Dezembro – Sábado

https://wp.me/pb68SM-Pf

 

13  de Dezembro – Domingo

https://wp.me/pb68SM-Pk

14 de Dezembro – segunda-feira

https://wp.me/pb68SM-Pm

 

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         15 de Dezembro – Terça

https://wp.me/pb68SM-Po

 

            16 de Dezembro – Quarta

https://wp.me/pb68SM-Pq

 

17 de Dezembro – Quinta 

https://wp.me/pb68SM-Pt

18 de Dezembro – sexta-feira

https://wp.me/pb68SM-Pw

 

19  de Dezembro – Sábado

https://wp.me/pb68SM-Py

 

20  de Dezembro – Domingo

https://wp.me/pb68SM-PB

 

           

 

 

 

 

 

 

 

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21 de Dezembro – segunda-feira

https://wp.me/pb68SM-PF

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22 de Dezembro – Terça

        https://wp.me/pb68SM-PH

 

23 de Dezembro – Quarta

https://wp.me/pb68SM-PJ

 

 

24 de Dezembro – Quinta 

2020-12-24

QUINTA-FEIRA da semana IV (de manhã)

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. II do Advento.

L 1 2 Sam 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16; Sal 88 (89), 2-3. 4-5. 27 e 29
Ev Lc 1, 67-79

 https://wp.me/pb68SM-PO

25 de Dezembro – sexta-feira

 

2020-12-25

SEXTA-FEIRA – NATAL DO SENHOR

Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
Missa própria do dia, Glória, Credo, pf. próprio.

Missa da noite
L 1 Is 9, 1-6; Sal 95 (96), 1-2a. 2b-3. 11-12. 13
L 2 Tito 2, 11-14
Ev Lc 2, 1-14

Missa da aurora
L 1 Is 62, 11-12; Sal 96 (97), 1 e 6. 11-12
L 2 Tito 3, 4-7
Ev Lc 2, 15-20

https://wp.me/pb68SM-PR

 

26  de Dezembro – Sábado

2020-12-26

SÁBADO, 2º dia da Oitava do Natal

  1. Estêvão, Primeiro Mártir – FESTA
    Vermelho – Ofício da festa. Te Deum.
    Missa própria, Glória, pf. do Natal.

    L 1 Act 6, 8-10; 7, 54-59; Sal 30 (31), 3cd-4. 6 e 8ab. 16b-17
    Ev Mt 10, 17-22

2020-12-26

https://wp.me/pb68SM-PV

SÁBADO, 2º dia da Oitava do Natal

  1. Estêvão, Primeiro Mártir – FESTA
    Vermelho – Ofício da festa. Te Deum.
    Missa própria, Glória, pf. do Natal.

    L 1 Act 6, 8-10; 7, 54-59; Sal 30 (31), 3cd-4. 6 e 8ab. 16b-17
    Ev Mt 10, 17-22

 

27  de Dezembro – Domingo

       https://wp.me/pb68SM-PX

28 de Dezembro – segunda-feira

https://wp.me/pb68SM-PZ

                                                

29 de Dezembro – Terça

https://wp.me/pb68SM-Q6

 

            30 de Dezembro  – Quarta

                  https://wp.me/pb68SM-Q8

31 de Dezembro  – Quinta

https://wp.me/pb68SM-Qa          

Agenda Litúrgica – Novembro

 

 

 

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01   de Novembro   – Domingo

https://wp.me/pb68SM-N2

02   de Novembro   – segunda-feira        

 

 

https://wp.me/pb68SM-N2

 

03  de Novembro   Setembro  – Terça

 

 

 

 

            04  de Novembro   – Quarta

         05 de  Novembro   – Quinta -feira

 06 de Novembro    – sexta-feira

         07  de Novembro   – Sábado

                                   https://wp.me/pb68SM-Nw

         08   de Novembro   – Domingo

https://wp.me/pb68SM-Nw          

 

 

09   de Novembro   – segunda-feira

 

10  de Novembro   Setembro  – Terça

https://wp.me/sb68SM-3076

               11  de Novembro   – Quarta

         12 de  Novembro   – Quinta -feira

 13 de Novembro    – sexta-feira

          14  de Novembro   – Sábado      

         15   de Novembro   – Domingo

https://wp.me/pb68SM-NX

16   de Novembro   – segunda-feira

                  https://wp.me/pb68SM-NZ

17  de Novembro   Terça

https://wp.me/pb68SM-O2

 

 

 

 

            18  de Novembro   – Quarta

https://wp.me/pb68SM-O5

         19 de  Novembro   – Quinta -feira

https://wp.me/pb68SM-O8

 20 de Novembro    – sexta-feira

https://wp.me/pb68SM-Oa

          21  de Novembro   – Sábado               

                         http://www.liturgia.pt/liturgiadiaria/dia.php?data=2020-11-21

                         https://wp.me/pb68SM-Oe

         22   de Novembro   – Domingo

http://www.liturgia.pt/liturgiadiaria/dia.php?data=2020-11-22

https://wp.me/pb68SM-Oh

23   de Novembro   – segunda-feira

http://www.liturgia.pt/liturgiadiaria/dia.php?data=2020-11-23

https://wp.me/pb68SM-Ok

 

24  de Novembro   Terça

https://wp.me/pb68SM-Om

 

25  de Novembro   – Quarta

https://wp.me/pb68SM-Oo

 

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26 de  Novembro   – Quinta -feira

https://wp.me/pb68SM-Or

 

 27 de Novembro    – sexta-feira

https://wp.me/pb68SM-Ov

 28  de Novembro   – Sábado 

     https://wp.me/pb68SM-Oy

  29    de Novembro   – Domingo

https://wp.me/pb68SM-OB

 

  30 de Novembro – Segunda

https://wp.me/pb68SM-OH