05 04 Segunda Jo 14,21- 26 O Paráclito que o Pai enviará em meu nome vos ensinará todas as coisas.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 14, 21-26)[cite: 1]

Date, Segunda-feira.[cite: 1]

https://docs.google.com/document/d/1p4285FcC42tQxAI_NnJVjqEbuE0-dlE9ICNf-DWLsTI/edit?tab=t.fh4tt910ofwo#heading=h.7jyvg08gd00o

21 «Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama.[cite: 1] E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».[cite: 1]

Jesus estabelece a condição essencial para o verdadeiro amor: a obediência e a prática dos Seus ensinamentos.[cite: 1] Esta obediência leva a uma relação íntima e recíproca de amor com o Pai e o Filho, culminando numa especial manifestação de Jesus ao discípulo.[cite: 1]

22 Disse-Lhe Judas, não o Iscariotes: «Senhor, como é que Te vais manifestar a nós e não ao mundo?»[cite: 1]

Judas Tadeu questiona Jesus sobre a natureza desta revelação, com a dúvida de muitos: por que razão esta intimidade é reservada apenas aos Seus seguidores, e não é estendida a toda a humanidade de uma forma óbvia e pública.[cite: 1]

https://docs.google.com/document/d/1p4285FcC42tQxAI_NnJVjqEbuE0-dlE9ICNf-DWLsTI/edit?tab=t.fh4tt910ofwo#heading=h.7jyvg08gd00o

23 Jesus respondeu-lhe: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.[cite: 1]

Jesus aprofunda a Sua resposta, reiterando que a guarda da Sua Palavra (a obediência amorosa) é a chave.[cite: 1] Esta ação não apenas garante o amor do Pai, mas convida a presença íntima e duradoura da Trindade na vida do crente – uma morada interior.[cite: 1]

24 Quem Me não ama não guarda a minha palavra.[cite: 1] Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou.[cite: 1]

A recusa em guardar a Palavra de Jesus é, portanto, a prova de que não existe um amor verdadeiro por Ele.[cite: 1] Jesus reforça a autoridade da Sua mensagem, indicando que ela não é de origem humana, mas provém do próprio Pai que O enviou.[cite: 1]

25 Disse-vos estas coisas, enquanto estava convosco.[cite: 1]

Jesus marca o fim do Seu ensinamento direto e imediato com eles.[cite: 1] As palavras que Ele proferiu são importantes para a compreensão enquanto Ele está fisicamente presente, mas o Seu papel está prestes a mudar, preparando-os para o próximo passo.[cite: 1]

26 Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse».[cite: 1]

A grande promessa.[cite: 1] Jesus revela a vinda do Espírito Santo (o Paráclito, o Consolador), que será enviado pelo Pai em Seu nome.[cite: 1] A missão do Espírito é dupla: aprofundar o conhecimento (“ensinar todas as coisas”) e assegurar a fidelidade à mensagem original (“recordar tudo o que Eu vos disse”).[cite: 1]

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Comentário ao Evangelho[cite: 1]

Este excerto do Evangelho de João (14, 21-26) é um núcleo de revelação sobre a Trindade e o discipulado, proferido nas últimas horas de Jesus com os Seus discípulos.[cite: 1] Jesus desvenda que o verdadeiro amor a Ele não é um sentimento vago, mas uma ação concreta: “aceitar os Meus mandamentos e cumpri-los”.[cite: 1] Esta obediência, longe de ser um fardo, é o caminho para a mais profunda intimidade com Deus.[cite: 1] O prémio desta fidelidade é a presença divina – “Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada” – uma manifestação do Pai e do Filho que é reservada àqueles que amam, e que transcende qualquer espetáculo mundano.[cite: 1]

A pergunta de Judas Tadeu expressa o desejo humano de uma revelação global e imediata, mas Jesus afirma que a Sua manifestação é íntima e pessoal, ocorrendo no coração de quem O aceita.[cite: 1] Não é uma visibilidade exterior para o mundo, mas uma realidade interior para o crente.[cite: 1]

A promessa do Paráclito, o Espírito Santo, é o clímax desta passagem.[cite: 1] O Espírito é o Mestre interior, enviado para garantir que, após a partida física de Jesus, a Sua Palavra não seja perdida ou mal interpretada.[cite: 1] O Espírito Santo, atuando em nome de Jesus e enviado pelo Pai, é a garantia de que o discípulo continuará a ser ensinado na totalidade da verdade divina e a ser lembrado de tudo o que Jesus disse.[cite: 1] É o Espírito que torna possível a “morada” de Deus no crente, transformando o coração humano em templo da Santíssima Trindade.[cite: 1] O amor e a obediência abrem a porta, e o Espírito entra para ensinar, consolar e santificar, estabelecendo a Nova Aliança e perpetuando a presença de Cristo na Igreja e no coração de cada fiel.[cite: 1]

Oração[cite: 1]

Espírito Santo, Paráclito e Consolador, Vos pedimos que, enviados em nome de Jesus pelo Pai, venhais habitar em nós.[cite: 1] Ensinai-nos a amar Jesus não só com palavras, mas com o cumprimento fiel dos Seus mandamentos.[cite: 1] Recordai-nos a cada momento as palavras de vida eterna que Ele nos deixou e guiai-nos a toda a verdade.[cite: 1] Fazei do nosso coração a morada digna e santa do Pai e do Filho, para que possamos manifestar o Vosso amor ao mundo.[cite: 1] Ámen.[cite: 1]

 

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