https://youtu.be/tZz8ftwSlxM
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S João
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no Meu amor. Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e permaneço no Seu amor. Disse-vos estas coisas para que a Minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o Meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Vós sois Meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de Meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e vos destinados para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros’.”
Reflexão
No dia em que a Igreja celebra a festa de São Matias, o Evangelho transporta-nos para o cerne da identidade cristã: a amizade com Cristo e o primado da caridade. Matias foi escolhido para ocupar o lugar de Judas, tornando-se testemunha da Ressurreição, e este texto de João sublinha que a escolha parte sempre da iniciativa divina. “Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi”, recorda-nos Jesus, eliminando qualquer mérito pessoal na vocação e centrando tudo na graça.
O mandamento do amor não é uma sugestão ética, mas a condição para a alegria plena. Ao elevar os discípulos à categoria de amigos, Jesus rompe a distância entre o Criador e a criatura, partilhando a intimidade do Pai. Este amor exige a permanência, como o ramo na videira, e manifesta-se no sacrifício pessoal pelo próximo. A fecundidade da vida de um cristão, ou de um apóstolo como Matias, mede-se pela capacidade de amar sem reservas, transformando o serviço em amizade e a obediência em comunhão de vontades.
Oração
Senhor Jesus, que escolheste São Matias para completar o número dos Doze, faz com que nos sintamos também escolhidos e amados por Ti. Concede-nos a graça de permanecer no Teu amor, para que a nossa vida produza frutos de paz e caridade, e a nossa alegria seja o reflexo da Tua luz no mundo. Amen.
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https://youtu.be/tZz8ftwSlxM
Este vídeo é uma partilha espiritual profunda centrada na escolha divina e no amor fraterno, temas que se ligam diretamente à figura de São Matias, o apóstolo escolhido para ocupar o lugar de Judas Iscariotes.
Relação com São Matias
São Matias é o exemplo vivo da passagem «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi». Tal como ouvimos no vídeo, a eleição de Matias não foi uma iniciativa humana por mérito, mas uma decisão divina para que o colégio dos Doze ficasse completo e pudesse dar frutos de alegria e salvação.
Descodificação do Cartaz
O cartaz presente no vídeo utiliza uma linguagem visual binária para explicar o percurso da vida cristã:
- O Lado da Eleição (Esquerda): Mostra Jesus a estender a mão a um homem que se ajoelha. Este momento representa o chamamento de Matias — e de cada um de nós. É o encontro pessoal com o sagrado que transforma o “servo” em “amigo”.
- O Lado do Amor (Direita): Transforma a eleição em ação comunitária. Vemos pessoas a partilhar pão e companhia. Isto ilustra o mandamento: «que vos ameis uns aos outros como eu vos amei». A amizade com Deus materializa-se na amizade com o próximo.
- A Moldura de Videira: Simboliza a união espiritual. Tal como as uvas crescem no mesmo ramo, os fiéis devem permanecer unidos a Cristo para que a sua “alegria seja completa”.
Valores para a Vida
A partir desta análise, podemos destacar três valores fundamentais:
- Gratuidade: Reconhecer que o amor de Deus é um dom prévio, não algo que compramos com boas ações.
- Amizade Profunda: Evoluir de uma relação de “servidão” ou obrigatoriedade para uma relação de intimidade com o divino («Chamo-vos amigos»).
- Entrega e Partilha: O valor máximo reside na capacidade de “dar a vida pelos amigos”, o que na vida quotidiana se traduz em atos de generosidade e escuta ativa.
Este conteúdo convida à reflexão sobre como estamos a responder à nossa própria “escolha” e de que forma o nosso amor está a ser partilhado na mesa comum da vida.