Daily Archives: May 31, 2026

06 02 Terça Mc 12, 13-17 «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus»​

E vangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo seg. São Marcos

Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse. Aproximaram-se e disseram: «Mestre, sabemos que és sincero e não Te deixas influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas, mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus. É lícito ou não pagar o tributo a César? Devemos pagar ou não?». Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço? Trazei-Me um denário para Eu ver». Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Então Jesus disse-lhes: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». E eles ficaram muito admirados com Jesus.

Palavra da salvação.

 

REFLEXÃO

No Evangelho de São Marcos (12, 13-17), somos convidados a contemplar a sabedoria de Jesus perante uma pergunta traiçoeira dos fariseus e herodianos

. Ao perguntarem se é lícito pagar o tributo a César, o objetivo claro era encurralá-lo, procurando comprometê-Lo entre a submissão às leis do império romano e a fidelidade ao Deus de Israel

. A genialidade de Jesus revela-se no gesto simples de pedir um denário e questionar de quem é a imagem e a inscrição ali gravadas

.Ao responderem “De César”, Jesus profere a célebre frase: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus»

. Este ensinamento vai muito além da questão fiscal ou política, desmascarando a hipocrisia de quem o interrogava

. Jesus reconhece que temos responsabilidades civis terrenas que devem ser cumpridas de forma íntegra, mas sublinha uma verdade ainda mais profunda: enquanto a moeda tem a imagem do imperador e a ele pertence, o ser humano foi criado à «imagem de Deus»

.A verdadeira questão central não é o imposto a pagar ao Estado, mas sim a fidelidade do nosso coração

. Se a moeda se devolve a César, a nossa própria vida, a nossa alma e o nosso ser devem ser entregues inteiramente ao Criador

.Devemos priorizar sempre a nossa pertença absoluta ao Senhor em todas as decisões.

 

Oração

Senhor, dai-nos sabedoria e retidão para cumprirmos os nossos deveres no mundo sem esquecer que pertencemos a Vós. Gravados com a Vossa imagem, entregamos-Vos a nossa vida e fidelidade. Que saibamos dar a César o que é do mundo, mas colocar-Vos sempre em primeiro lugar. Ámen.

 

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06 01 Segunda   Mc 12, 1-12 «Apoderaram-se do seu filho querido, mataram-no e lançaram-no fora da vinha»

​ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus começou a falar em parábolas aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos: «Um homem plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, construiu um lagar e ergueu uma torre. Depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou o tempo, enviou um servo aos vinhateiros para receber deles uma parte dos frutos da vinha. Os vinhateiros apoderaram-se do servo, espancaram-no e mandaram-no sem nada. Enviou-lhes de novo outro servo. Também lhe bateram na cabeça e insultaram-no. Enviou-lhes ainda outro, que eles mataram. Enviou-lhes muitos mais e eles espancaram uns e mataram outros. O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último, dizendo consigo: «Respeitarão o meu filho». Mas aqueles vinhateiros disseram entre si: «Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa». Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará então o dono da vinha? Virá ele próprio para exterminar os vinhateiros e entregará a outros a sua vinha. Não lestes esta passagem da Escritura: ‘A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular. Isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’?». Procuraram então prender Jesus, pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola. Mas tiveram receio da multidão e por isso deixaram-n’O e foram-se embora.

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

O Evangelho apresenta a parábola dos vinhateiros homicidas, onde Jesus denuncia a infidelidade daqueles a quem foi confiado o cuidado da vinha, símbolo do povo de Deus. Os servos enviados representam os profetas, rejeitados e maltratados ao longo da história. Por fim, o Filho amado é enviado, imagem clara de Jesus, que será também rejeitado e morto. A parábola revela não apenas a dureza do coração humano, mas também a paciência e a confiança de Deus, que nunca desiste de chamar à conversão.

A figura de São Justino, cuja festa a Igreja hoje celebra, mártir e filósofo do século II, ilumina esta mensagem. Ele reconheceu em Cristo a verdade plena e, mesmo diante da perseguição, não O rejeitou. Ao contrário dos vinhateiros da parábola, Justino acolheu o Filho e deu testemunho até ao derramamento do sangue. A sua vida recorda-nos que a vinha continua confiada a cada um de nós: somos chamados a produzir frutos de fé, justiça e verdade.

Este Evangelho interpela-nos: como acolhemos o Filho enviado pelo Pai? Somos fiéis administradores ou apropriamos-nos da vinha como se fosse nossa? A pedra rejeitada tornou-se angular — Cristo permanece o centro, mesmo quando é rejeitado.

Oração:

Senhor Jesus, Filho amado do Pai, ajuda-me a acolher-Te com um coração fiel. Que eu não rejeite a Tua Palavra, mas produza frutos de amor e verdade. Dá-me a coragem de São Justino para testemunhar a fé, mesmo nas dificuldades. Ámen.

05 31 Domingo Santissima Trindade

Crtaz de ensino bíblico focado no capítulo 34 do Êxodo, que ilustra a revelação de Deus a Moisés no Monte Sinai e estabelece uma ligação teológica com a figura de Jesus Cristo.

Eis os pontos fundamentais da imagem:

O Contexto Bíblico (Êxodo 34): No topo, um pergaminho sustentado por anjos proclama a natureza de Deus: misericordioso, compassivo, paciente (“lento para a ira”), cheio de amor e perdão.

Moisés no Monte Sinai: À esquerda, Moisés surge ajoelhado no cume da montanha, a segurar as Tábuas da Lei. O texto destaca a sua postura como um “adorador humilde” perante os atributos divinos (clemente, compassivo, fiel).

A Ligação com Jesus Cristo: À direita, a imagem coloca Jesus em destaque, com uma auréola, a abençoar uma multidão. Esta justaposição visual conecta a misericórdia revelada no Antigo Testamento à consumação dessa mesma graça e perdão através de Cristo no Novo Testamento (“perdoa o pecado”).

O Cenário Geográfico e Comunitário: Entre as duas montanhas, vislumbra-se um mapa da península do Sinai. Do lado direito, junto a uma estrutura que remete a um templo, a multidão representa o povo que recebe esta revelação e adora a Deus.

Trata-se de uma síntese visual e pedagógica para explicar a transição da Lei e da revelação do Sinai para a graça e adoração na tradição cristã.