21Eles foram para Cafarnaum e, logo que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.
22Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.
23Justo naquele momento, na sinagoga, um homem possesso de um espírito imundo gritou:
24“O que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!”
25“Cale-se e saia dele!”, repreendeu-o Jesus.
26O espírito imundo sacudiu o homem violentamente e saiu dele gritando.
27Todos ficaram tão admirados que perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um novo ensino – e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens, e eles lhe obedecem!”
28As notícias a seu respeito se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia.
REFLEXÃO
A Palavra de Deus tem poder para nos libertar e transformar a nossa vida. Quando Jesus ensinava, falava com autoridade. Quando os rabinos ensinavam, eles baseavam as suas declarações em citações de outras autoridades. Os profetas falavam com autoridade divina – “Assim diz o Senhor.” Jesus era a autoridade encarnada – a Palavra de Deus feita carne a quem os demónios obedeciam.
Mas não basta admitir a autoridade de Deus e até confessar a fé mas temos de a transformar em ações de caridade e de amor. Agostinho de Hipona (354-430 DC) observou que “a fé é poderosa, mas sem amor não aproveita nada. Os demônios confessaram a Cristo, mas na falta de caridade não adiantou nada. Eles disseram: ‘O que temos nós a ver convosco? (Marcos 1 : 24)? Eles confessaram uma espécie de fé, mas sem amor.
Abordando a palavra de Deus com confiança e entusiasmo para fazer o que o Senhor deseja para nós, somos capazes de descobrir a sua vontade a nosso respeito. A força da sua autoridade de Jesus está no testemunho das suas obras de serviço e libertação do povo. Por isso , o estilo de Jesus deve ser o nosso próprio estilo.
Muitas vezes ao escutar, ler ou ouvir a Palavra de Deus há qualquer coisa que reage dentro de nós, que nos provoca, que nos leva a alterar comportamentos. Sentimos a força desta Palavra que é viva! Sempre que a ouvimos com fé e amor Ela revela a Sua eficácia, provoca mudança.
ORAÇÃO
Senhor Jesus, a vossa palavra é poder e vida. Que nós nunca duvidemos do vosso amor e misericórdia e do poder da sua palavra que nos liberta e cura e restaura o corpo, mente, coração e espírito.
VIDEO DE MEDITAÇÃO
Da Palavra do Senhor tiramos toda a orientação para a nossa vida …
14Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galileia, proclamando as boas-novas de Deus.
15“O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas-novas!”
16Andando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores.
17E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”.
18No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram.
19Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes.
20Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando seu pai, Zebedeu, com os empregados no barco.
REFLEXÃO
Depois de Jesus ter recebido o batismo no rio Jordão e ser ungido pelo Espírito, começou a proclamar o reino de Deus aos que o estavam preparados para recebê-lo.
Jesus segue a mensagem de arrependimento de João e chama os discípulos a acreditar no evangelho: boas novas de paz (restauração do relacionamento com Deus – Efésios 6:15), de esperança (a esperança do céu e da vida eterna – Colossenses 1:23), da verdade (a palavra de Deus é verdadeira e confiável – Colossenses 1: 5)…
Receber o Reino nos nossos corações implica arrepender-se e acreditar. Arrepender-se significa mudar – mudar minha maneira de pensar, minha atitude, disposição e escolhas de vida para que Cristo possa ser o Senhor e Mestre de meu coração ao invés do pecado, egoísmo e ganância.
Quando Jesus pregou a mensagem do evangelho, chamou outros para seguirem serem seus discípulos e deu-lhes uma missão – “convidar pessoas para o reino de Deus”.
Eram escolhidos entre as pessoas comuns que faziam coisas comuns, não tinham educação especial e nem vantagens sociais. Jesus queria pessoas comuns que pudessem assumir uma designação e fazê-la extraordinariamente bem. Ele escolheu esses indivíduos, não pelo que eram, mas pelo que seriam capazes de se tornar sob sua direção e poder.
Quando o Senhor nos chama para servir, não devemos pensar que não temos nada a oferecer. O Senhor toma o que as pessoas comuns, como nós, podem oferecer e usa para a grandeza em seu reino.
Jesus comunica hoje a mesma mensagem : Anunciar o reino de Deus. Deseja que outros vejam a luz de Cristo em nós na maneira como vivemos, falamos e testemunhamos a alegria do evangelho.
ORAÇÃO
Senhor Jesus, o senhor chamou nos pessoalmente pelo nome, assim como chamou seus primeiros discípulos, Simão, André, Tiago e João. Ajudai-nos a acreditar na vossa palavra e a segui-lo fielmente. Enche-nos com a alegria do evangelho para que sua luz possa brilhar através de nós para muitas outras pessoas.
O meu coração diz-me que JESUS é a “Luz”.A Luz que veio para todos os têm Fé e acreditam no Pai.Houve povos divididos porque não acreditaram, assim como hoje ainda há gente que não acredita neste mistério. Jesus é o caminho a seguir, não nos pudemos acomodar ao conforto do nosso sofá, ter Fé e rezar.É preciso ir mais além.Fazer como Ele nos ensinou.
“Ide”, está palavra diz tudo. É preciso estar atentos aos que precisam, aos doentes, idosos, crianças, presos, famintos…ajudá-los, mas também explicar quem é Jesus é o que fez. Certamente, acreditam e seguem esse caminho, convertem-se e tudo será mais fácil.Seguindo o caminho da Luz, da paz, do perdão, do amor, da caridade…pois Deus está atento a tudo o que faz e todo o bem que fazemos é a Ele que estamos a fazer.Deus ama-nos! JESUS, foi homem como nós,morreu por nós, para nos dar vida e perdoar os pecados. Vamos Segui-lo, transmitindo aos que não acreditam. Eu sou a Verdade e a Luz! (Maria Manuela)
Vi o filme dos Magos. E a história do 4o. Mago. Uma história interessante como caminho para construção do Reino de Deus. No fim podemos ser o “outro” mago metafóricamente falando. https://www.eelmoh-dictof.com/2022/01/4o-rei-mago-2/(Fernando)
EVANGELHO Mt 2, 13-18 «Herodes mandou matar todos os meninos de Belém»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma contigo o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto; fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou consigo o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». Quando Herodes percebeu que fora iludido pelos Magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e no seu território todos os meninos de dois anos ou menos, conforme o tempo que os Magos lhe tinham indicado. Cumpriu-se então o que o profeta Jeremias anunciara, ao dizer: «Ouviu-se uma voz em Ramá, lamentos e gemidos sem fim: Raquel chora seus filhos e não quer ser consolada, porque eles já não existem».
Palavra da salvação.
REFLEXÃO
Deus envia os Seus mensageiros para advertir àqueles que fazem a Sua vontade. Até o Filho de Deus foi vítima da maquinação do mal quando, por meio de Herodes, tentou destruir Plano de Deus a favor dos homens mas não o conseguiu pois, o anjo do Senhor apareceu a José ordenando que fugisse para o Egito.
Acreditando no sonho, ele partiu para uma viagem de muitos quilômetros, no deserto do Sinai, tirando o Deus humanado das garras de um sanguinário. A empreitada da fuga foi dolorosa. A temperatura no deserto, à noite, chega a zero grau e durante o dia a cinquenta graus positivos. A Sagrada Família seguiu por um caminho que nem José conhecia, mas sabia que devia, por cautela, desviar dos caminhos por onde circulavam os judeus, egípcios e romanos. Havia ainda o risco de encontrar ladrões e feras do deserto, até chegarem às terras do Egito, onde se viram salvos.
Ali esteve a família até a morte de Herodes. As crianças de Belém sofreram as consequências da cólera do rei que mandou matar todas as que tivessem de dois anos para baixo.
Nos nossos dias também o poder do mal impera na humanidade. Só conseguem salvar-se aqueles e aquelas que sintonizando com Deus, obedecem à Sua Palavra e acreditam verdadeiramente em Jesus.
Quantos jovens com a vida desfeita, quantas famílias desunidas: o mal continua a imperar. Somos vítimas da fome e da guerra, da miséria. No entanto, nunca poderemos desanimar pois o anjo do Senhor está perto e na hora precisa, também ele nos dirá: “Levanta-te e vai para o Egito”. Isto é liberta-te do mal, encontra-te contigo e com Deus e depois regressa liberto para libertares os teus irmãos.
ORAÇÃO
Senhor Jesus dai-nos um coração simples e puro para discernirmos o verdadeiro caminho que conduz a Vós.
Senhor Jesus sê o defensor da nossa humanidade que massacra tantos inocentes, crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres;
Senhor Jesus tem compaixão dos milhões de homens e mulheres que, ainda nos nossos dias, têm que abandonar as suas terras, os seus países, para escaparam às diferentes formas de perseguição, às guerras, aos massacres, aos genocídios.
Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e disse-lhe: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.
Então ele levantou-se , tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito,
onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.
Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.
Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias:
“Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem”.
REFLEXÃO
MT 2,13-18
Deus envia os Seus mensageiros para advertir àqueles que fazem a Sua vontade. Até o Filho de Deus foi vítima da maquinação do mal quando, por meio de Herodes, tentou destruir Plano de Deus a favor dos homens mas não o conseguiu pois , o anjo do Senhor apareceu a José ordenando que fugisse para o Egito .
Acreditando no sonho, ele partiu para uma viagem de muitos quilômetros, no deserto do Sinai, tirando o Deus humanado das garras de um sanguinário. A empreitada da fuga foi dolorosa. A temperatura no deserto, à noite, chega a zero grau e durante o dia a cinquenta graus positivos. A Sagrada Família seguiu por um caminho que nem José conhecia, mas sabia que devia, por cautela, desviar dos caminhos por onde circulavam os judeus, egípcios e romanos. Havia ainda o risco de encontrar ladrões e feras do deserto, até chegarem às terras do Egito, onde se viram salvos.
Ali esteve a família até a morte de Herodes. As crianças de Belém sofreram as consequências da cólera do rei que mandou matar todas as que tivessem de dois anos para baixo.
Nos nossos dias também o poder do mal impera na humanidade . Só conseguem salvar-se aqueles e aquelas que sintonizando com Deus, obedecem à Sua Palavra e acreditam verdadeiramente em Jesus Quantos jovens com a vida desfeita , quantas famílias desunidas : o mal continua a imperar. Somos vítimas da fome e da guerra, da miséria. No entanto, nunca poderemos desanimar pois o anjo do Senhor está perto e na hora precisa, também ele nos dirá: “Levanta-te e vai para o Egito” Isto é liberta-te do mal , encontra-te contigo e com Deus e depois regressa liberto para libertares os teus irmãos.
Oração
Senhor Jesus dai-nos um coração simples e puro para discernirmos o verdadeiro caminho que conduz a Vós. Senhor Jesus sê o defensor da nossa humanidade que massacra tantos inocentes, crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres ;
Senhor Jesus tem compaixão dos milhões de homens e mulheres que, ainda nos nossos dias, têm que abandonar as suas terras, os seus países, para escaparam às diferentes formas de perseguição, às guerras, aos massacres, aos genocídios.
LEITURA II Ef 3, 2-3a.5-6 Os gentios recebem a mesma herança prometida
O universalismo de Isaías era um pouco limitado; os estrangeiros não estavam em posição de igualdade com os filhos de Israel. S. Paulo, descrevendo o plano salvífico de Deus, proclama que todos os homens são chamados, igualmente, a ser herdeiros da Promessa. Como consequência deste chamamento universal para a Fé, toda a separação, toda a discriminação, introduzidas na humanidade por culturas e civilizações, desaparecem. Todos são chamados a formar o verdadeiro Israel e a constituir um só Corpo – o Corpo Místico de Cristo – restabelecendo-se assim o plano primitivo de Deus acerca da humanidade, que era um projecto de unidade e amor.
EVANGELHO Mt 2, 1-12 «Viemos do Oriente adorar o Rei»
Frente ao mistério do Nascimento de Jesus, S. Mateus procura, sobretudo, contemplá-Lo à Luz do primeiro encontro do mundo pagão com o Salvador, de que os magos são as primícias e os representantes. Sublinhando, de modo expressivo, a universalidade da Mensagem cristã, dirigida a todos os homens, mesmo àqueles que, segundo as concepções estreitas do Judaísmo, viviam fora da Geografia e da História da Salvação, o evangelista mostra como na visita dos Magos, se realizam as profecias do A. T. Não deixa também de o impressionar, em contraste com o orgulho e cegueira de Herodes e dos sábios de Israel, a boa vontade dos Magos, que, atentos aos sinais dos Tempos, se dispõem a correr a aventura da Fé.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. Palavra da salvação.
E, depois de oito dias, deram-Lhe o nome de Jesus»
De todos aqueles que virão a ser adoptados em Cristo como filhos de Deus, os pastores são os primeiros a receberem a Boa Notícia da Salvação. É, porém, junto de Maria, Sua Mãe, a primeira crente, a totalmente disponível a Deus, que encontram o Salvador e, n’Ele, se encontram com Deus. A intervenção discreta de Maria ajudou-os, na verdade, a descobrir o verdadeiro rosto de Seu Filho.
«A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade, simultaneamente com a Encarnação do Verbo, por disposição da divina providência foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor, a Sua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor – Cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa Mãe na ordem da graça» (LG., 61).
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.
Começamos hoje a ler o Evangelho de S. João de forma contínua, e, para tal, repetimos hoje a leitura da missa do Dia de Natal. É o hino com que abre o Evangelho sacramental de S. João. Tudo nele é revelação e aprofundamento do mistério do Verbo feito carne.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «Era deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.
EVANGELHO Lc 2, 36-40 «Falava acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Israel»
Ao lado de Simeão estava Ana, a profetiza, aquela que reconheceu também Jesus e d’Ele falava a todos os que encontrava. Falava-lhes d’Ele como o libertador de Jerusalém. Ultrapassaria ela a situação política desse tempo? Jerusalém estava dominada por estrangeiros! A nossa fé leva-nos hoje ainda mais longe: Jesus é o Salvador de todos os homens, para além dos condicionalismos temporais e terrenos de cada um.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas Quando os pais de Jesus levaram o Menino a Jerusalém, a fim de O apresentarem ao Senhor, estava no templo uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enc¬hendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele. Palavra da salvação.
EVANGELHO Lc 2, 22-35 «Luz para se revelar às nações»
O primeiro acontecimento do Novo Testamento, que já se orientava para o nascimento de Jesus, a anunciação a Zacarias (dia 19), situava-se no templo: no templo terminam hoje os episódios da infância do Senhor, com o encontro de Jesus e de Simeão. Simeão, como já Zacarias o tinha feito, proclama o Senhor como luz, porque Ele vem como Luz de Deus para iluminar os homens, os libertar das trevas e os transferir para a Luz do Reino de Deus.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo». O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Palavra da salvação.
Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e disse-lhe: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.
Então ele levantou-se , tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito,
onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.
Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.
Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias:
“Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem”.
REFLEXÃO
EVANGELHO MT 2,13-18
Herodes mandou matar todos os meninos de Belém.
Duas citações marcam esta passagem evangélica : a primeira refere-se à fuga para o Egipto de José com a sua família (Os 11,1);
a segunda, ao morticínio dos meninos com menos de dois anos por ordem de Herodes. Ambas as citações subdividem facilmente o trecho em duas partes: MT 2,13-15 e MT 2,16-18, conquanto os dois episódios estejam estreitamente ligados.
Num estilo à maneira de midrash, São Mateus apresenta dois episódios da vida de Jesus à luz das predições proféticas, valendo-se da capacidade interpretativa típica desse método, que consegue compreender um acontecimento novo na luz de quanto já foi experimentado no passado.
As profecias e os fac¬tos parecem muito diferentes e pode tornar-se difícil de ver aquilo que os une.
A primeira citação é de uma grandiosidade que parece pouco adequada a um pequeno episódio da infância de Jesus. No texto de Oseias (Os 11,1-6) de onde foi extraída a citação, fala-se de todo o povo de Israel e é recordada a história inicial como um episódio de um amor menosprezado, num contexto de condenação judicial.
O facto de ter salvo Israel da escra¬vidão do Egipto, ou de o ter feito sair dessa terra estrangeira, equivale à obra de «criação» do povo eleito, caracterizada por intervenções divinas prodigiosas. E no entanto, este método de leitura vê o cumprimento do texto, com a relativa epopeia nele evocada, na permanência temporária em terra estrangeira e no sucessivo regresso à pátria, de um menino, obrigado a fugir precipitadamente.
O pranto de Raquel também relembra o grande momento em que as tribos do Norte foram deportadas para a Assíria, e na terra dos antepassados ficou apenas a mãe de José e de Benjamim, que chora pelos deportados. Sepultada, segundo a tradição, no território de Belém, Raquel revive agora a sua an¬gústia devido ao massacre dos filhos do seu povo.
Pequenos episódios e grandes acontecimentos. Ou então, o fio vermelho que une vidas privadas a um desígnio muito mais amplo e significativo. Podem ser duas pistas para actua¬lizar a Palavra de hoje. A primeira reacção perante as leituras de hoje nasce da apresentação de uma crueldade insensata da parte de quem, revestido de poder e com o medo de perdê-lo, não hesita em praticar acções maldosas e contraproducentes.
Um segunda pergunta é: porque é que a Igreja e a liturgia consideram mártires e comités Christi os pequenos e igna¬ros meninos de Belém, que parece estarem envolvidos num acontecimento maior do que eles? Para encontrarmos uma resposta, é preciso ter presente que os primeiros capítulos do Evangelho de São Mateus pretendem apresentar Cristo como o novo Moisés, que tem o direito de discutir a Lei e de a levar a cumprimento.
Por isso, o autor escolhe essas tradições da infância de Jesus que permitem estabelecer um paralelo entre Cristo e Moi¬sés. O nascimento de ambos coincide com um morticínio de meninos hebreus (Ex 1,15-2,10; MT 2,13-18), ambos vão para o Egipto (Ex 3,10; MT 2,13-14), ambos realizam a pala¬vra «do Egipto chamei o meu filho». (Os 11,1; Ex 12,37-42;
MT 2,15) A narração de São Mateus não colocaportanto o acento no morticínio propriamente dito, mas antes sobre a voca¬ção do novo Moisés, esmiuçada desde os acontecimentos da infância.
O coração tem razões que a mente não consegue entender, dizia Pascal falando do homem. A história tem dimensões que transcendem pessoalmente os indivíduos e os envolvem para lá da sua compreensão pessoal. As relíquias dos «Santos Inocentes» estão espalhadas por muitas igrejas, tanto orien¬tais como ocidentais. Parece, e é, um absurdo histórico. Mas as muitas crianças que morrem e são desfrutadas, na crónica humana podem ser recordadas como motivo literário ou de¬magógico para provocar uma compaixão humana genérica. Confrontadas com Cristo, numa ambientação no desenvol¬vimento progressivo do desígnio de Deus, têm uma ligação misteriosa com quem também tomou sobre si estes aspectos. Indo buscar citações do Antigo Testamento para narrar e ex-plicar, inclusive, pequenos factos da vida de Cristo, insere-se na compreensão da Sagrada Escritura inspirada como uma palavra aberta a ulteriores realizações. Inclusive na vida actual da Igreja e das vicissitudes humanas. Inclusive nas experiên¬cias profundas do nosso espírito.
Oração
(Oração sobre as oblatas, Missa do dia)
Aceitai, Senhor, os dons dos Vossos fiéis; pois quereis que os Vossos mistérios sejam fonte de salvação mesmo para aqueles que não podem conhecer-Vos, dai-nos um coração simples e puro para os celebrarmos com fé.
EVANGELHO MT 2,13-18
Herodes mandou matar todos os meninos de Belém.
DIAS FERIAIS DO NATAL | 271
Ler a Palavra
Como nos outros trechos dos primeiros capítulos do Evan¬gelho de São Mateus, a narração desenrola-se em redor de uma citação bíblica, cujo cumprimento se vê no facto recorda¬do. Aqui as citações são duas: a primeira refere-se à fuga para o Egipto de José com a sua família (Os 11,1); a segunda, ao morticínio dos meninos com menos de dois anos por ordem de Herodes. Ambas as citações subdividem facilmente o tre¬cho em duas partes: MT 2,13-15 e MT 2,16-18, conquanto os dois episódios estejam estreitamente ligados.
Compreender a Palavra
Num estilo à maneira de midrash, São Mateus apresenta dois episódios da vida de Jesus à luz das predições proféticas, valendo-se da capacidade interpretativa típica desse método, que consegue compreender um acontecimento novo na luz de quanto já foi experimentado no passado. As profecias e os fac¬tos parecem muito diferentes e pode tornar-se difícil de ver aquilo que os une.
A primeira citação é de uma grandiosidade que parece pouco adequada a um pequeno episódio da infância de Jesus. No texto de Oseias (Os 11,1-6) de onde foi extraída a citação, fala-se de todo o povo de Israel e é recordada a história inicial como um episódio de um amor menosprezado, num contexto de condenação judicial. O facto de ter salvo Israel da escra¬vidão do Egipto, ou de o ter feito sair dessa terra estrangeira, equivale à obra de «criação» do povo eleito, caracterizada por intervenções divinas prodigiosas. E no entanto, este método de leitura vê o cumprimento do texto, com a relativa epopeia nele evocada, na permanência temporária em terra estrangeira e no sucessivo regresso à pátria, de um menino, obrigado a fugir precipitadamente.
272 I LECCIONÁRIO COMENTADO
O pranto de Raquel também relembra o grande momento em que as tribos do Norte foram deportadas para a Assíria, e na terra dos antepassados ficou apenas a mãe de José e de Benjamim, que chora pelos deportados. Sepultada, segundo a tradição, no território de Belém, Raquel revive agora a sua an¬gústia devido ao massacre dos filhos do seu povo.
DA PALAVRA PARA A VIDA
Pequenos episódios e grandes acontecimentos. Ou então, o fio vermelho que une vidas privadas a um desígnio muito mais amplo e significativo. Podem ser duas pistas para actua¬lizar a Palavra de hoje. A primeira reacção perante as leituras de hoje nasce da apresentação de uma crueldade insensata da parte de quem, revestido de poder e com o medo de perdê-lo, não hesita em praticar acções maldosas e contraproducentes.
Um segunda pergunta é: porque é que a Igreja e a liturgia consideram mártires e comités Christi os pequenos e igna¬ros meninos de Belém, que parece estarem envolvidos num acontecimento maior do que eles? Para encontrarmos uma resposta, é preciso ter presente que os primeiros capítulos do Evangelho de São Mateus pretendem apresentar Cristo como o novo Moisés, que tem o direito de discutir a Lei e de a levar a cumprimento.
Por isso, o autor escolhe essas tradições da infância de Jesus que permitem estabelecer um paralelo entre Cristo e Moi¬sés. O nascimento de ambos coincide com um morticínio de meninos hebreus (Ex 1,15-2,10; MT 2,13-18), ambos vão para o Egipto (Ex 3,10; MT 2,13-14), ambos realizam a pala¬vra «do Egipto chamei o meu filho». (Os 11,1; Ex 12,37-42;
MT 2,15) A narração de São Mateus não colocaportanto o acento no morticínio propriamente dito, mas antes sobre a voca¬ção do novo Moisés, esmiuçada desde os acontecimentos da infância.
O coração tem razões que a mente não consegue entender, dizia Pascal falando do homem. A história tem dimensões que transcendem pessoalmente os indivíduos e os envolvem
DIAS FERIAIS DO NATAL | 273
para lá da sua compreensão pessoal. As relíquias dos «Santos Inocentes» estão espalhadas por muitas igrejas, tanto orien¬tais como ocidentais. Parece, e é, um absurdo histórico. Mas as muitas crianças que morrem e são desfrutadas, na crónica humana podem ser recordadas como motivo literário ou de¬magógico para provocar uma compaixão humana genérica. Confrontadas com Cristo, numa ambientação no desenvol¬vimento progressivo do desígnio de Deus, têm uma ligação misteriosa com quem também tomou sobre si estes aspectos. Indo buscar citações do Antigo Testamento para narrar e ex-plicar, inclusive, pequenos factos da vida de Cristo, insere-se na compreensão da Sagrada Escritura inspirada como uma palavra aberta a ulteriores realizações. Inclusive na vida actual da Igreja e das vicissitudes humanas. Inclusive nas experiên¬cias profundas do nosso espírito.
Oração
(Oração sobre as oblatas, Missa do dia)
Aceitai, Senhor, os dons dos Vossos fiéis; pois quereis que os Vossos mistérios sejam fonte de salvação mesmo para aqueles que não podem conhecer-Vos, dai-nos um coração simples e puro para os celebrarmos com fé.
274 I LECCIONARIO COMENTADO
REFLEXÃO
Oração
Ó Deus, que na mensagem do Apóstolo João nos revelastes os mistérios do vosso Verbo, concedei-nos a graça de compreendermos e amarmos as maravilhas que Ele nos fez conhecer.
«O outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou.
REFLEXÃO
Neste dia do tempo de Natal celebramos a festa litúrgica do apóstolo e evangelista S. João. João era “o discípulo amado” do Senhor que, juntamente com seu irmão Tiago o Maior e Pedro, foi testemunha da glória da transfiguração de Jesus e da sua agonia em Getsémani. Na última ceia reclinou a sua cabeça sobre o peito de Jesus, e este comunicou-lhe a traição de Judas. Esteve presente no Calvário, ao pé da cruz onde Jesus morria, e da sua boca recebeu Maria como segunda mãe, com quem depois viveu em Éfeso, segundo a tradição. João Batista deixou o seu testemunho vivo nas várias cartas , no Apocalipse e no quarto Evangelho.
O Evangelho comunica-nos hoje através de três personagens Madalena, Pedro e João o acontecimento mais surpreendente de todos os tempos: Ele, Jesus de Nazaré, está vivo. Madalena comunica aos apóstolos o mistério do sepulcro vazio Isto basta para fazer desencadear as reações de João e de Pedro.
João «viu e acreditou», ao contrário de Pedro e dos primeiros espectadores do túmulo vazio que não tinham compreendido as Escrituras, segundo as quais Jesus devia ressuscitar dos mortos (Jo 20,9).
A experiência de fé de João conduz-nos a um conhecimento profundo de Cristo. Ele mesmo exprime nestes termos a finalidade do testemunho escrito: «Para que acrediteis que Jesus é o Messias o Filho de Deus. E para que, acreditando, tenhais a vida em seu Nome» (Jo 20,31).
No contexto litúrgico da festa de hoje, convém fixarmo- nos na finalidade a que o autor se propõe ao escrever a sua primeira Carta: «Escrevemo-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa.» (1 Jo 1,4)
Oração
Ó Deus, que na mensagem do Apóstolo João nos revelastes os mistérios do vosso Verbo, concedei-nos a graça de compreendermos e amarmos as maravilhas que Ele nos fez conhecer.
Video de Meditação
Deus é Amor o resumo de todo o testemunho de S. João
Se me amais guardai os meus mandamentos” João 14
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