Author Archives: Abilio Nunes

TERÇA-FEIRA da semana XXII 03 de Setembro

 

Agenda litúrgica

2019-09-03

TERÇA-FEIRA da semana XXII

  1. Gregório Magno, papa e doutor da Igreja – MO 

S. GREGÓRIO MAGNO, papa e doutor da Igreja

 Nota Histórica

Nasceu em Roma por volta do ano 540. Tendo tomado a carreira política, chegou a ser nomeado prefeito da Urbe. Abraçou depois a vida monástica, foi ordenado diácono e desempenhou o cargo de legado pontifício em Constantinopla. No dia 3 de Setembro do ano 590 foi elevado à Cátedra de Pedro, cargo que exerceu como verdadeiro bom pastor no governo da Igreja, no cuidado dos pobres, na propagação e consolidação da fé. Escreveu muitas obras de Moral e Teologia. Morreu a 12 de Março do ano 604.



L 1 1 Tes 5, 1-6. 9-11; Sal 26 (27), 1. 4. 13. 14 
Ev Lc 4, 31-37 .

 Missa

 ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 85, 3.5 
Tende compaixão de mim, Senhor, 
que a Vós clamo o dia inteiro. 
Vós, Senhor, sois bom e indulgente, 
cheio de misericórdia para àqueles que Vos invocam. 


ORAÇÃO COLECTA 
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, 
infundi em nossos corações o amor do vosso nome 
e, estreitando a nossa união convosco, 
dai vida ao que em nós é bom 
e protegei com solicitude esta vida nova. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo 
aos Tessalonicenses 
Irmãos: Sobre o tempo e a ocasião da vinda do Senhor, não precisais que vos escreva, pois vós próprios sabeis perfeitamente que o dia do Senhor vem como um ladrão nocturno. 
E quando disserem: «Paz e segurança», é então que subitamente cairá sobre eles a ruína, como as dores da mulher que está para ser mãe, e não poderão escapar. Mas vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas. Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios. Deus não nos destinou para sofrermos a sua ira, mas para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos em união com Ele. Por isso, animai-vos mutuamente e edificai-vos uns aos outros, como já fazeis. 
Palavra do Senhor. 


COMENTÁRIO ECLESIA

LEITURA I (anos ímpares) 1 Tes 5, 1-6.9-11 
«Para que o dia do Senhor não vos surpreenda como um ladrão» 

A vinda do Senhor é certa, embora seja incerta a sua hora. Assim, esta há-de ser aguardada na vigilância, como em vigília de oração, na esperança e na alegria, como por quem espera a hora da salvação. 

COMENTÁRIO DEONIANOS  

Ao concluir a sua carta, Paulo retoma os temas desenvolvidos e faz uma última e decisiva exortação: «vigiemos» (v. 6). O Dia do Senhor é imprevisível. Chegará como um ladrão. A fé na parusia relativiza a atitude do cristão perante as grandes realizações históricas: «Quando disserem: «Paz e segurança», então se abaterá repentinamente sobre eles a ruína» (v. 3). Embora alegrando-se com as vitórias humanas sobre as suas múltiplas alienações, os cristãos nunca considerarão definitiva nenhuma época histórica, mas adoptarão, em relação a ela, uma atitude crítica e de espera. Não era isso que acontecia, pelo menos com alguns cristãos de Tessalónica, que se entretinham nos prazeres de um mundo vão, se abandonavam ao ócio, aos boatos, aos vícios da vida nocturna. Mais pareciam pagãos do que cristãos, porque não tinham em conta o dia do Juízo, absolutamente inelutável. São filhos das trevas. Os verdadeiros cristãos, pelo contrário, são filhos da luz, pessoas que conhecem o sentido e o fim deste mundo.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 26 (27), 1.4.13-14 (R. cf. 13) 
Refrão: Espero contemplar a bondade do Senhor 
na terra dos vivos. Repete-se 

O Senhor é minha luz e salvação: 
a quem hei-de temer? 
O Senhor é a defesa da minha vida: 
de quem hei-de ter medo? Refrão 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio: 
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, 
para gozar da suavidade do Senhor 
e visitar o seu santuário. Refrão 

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor 
na terra dos vivos. 
Confia no Senhor, sê forte. 
Tem confiança e confia no Senhor. Refrão 


ALELUIA Lc 7, 16 
Refrão: Aleluia Repete-se 
Apareceu no meio de nós um grande profeta: 
Deus visitou o seu povo. Refrão 


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 
Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque falava com autoridade. Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de demónio impuro, que bradou com voz forte: «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus». Disse-lhe Jesus em tom severo: «Cala-te e sai desse homem». O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes, saiu dele sem lhe fazer mal nenhum. Todos se encheram de assombro e diziam entre si: «Que palavra esta! Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros e eles saem!». E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região. 
Palavra da salvação. 
COMENTÁRIO ECLESIA   


EVANGELHO      Lc 4, 31-37

«Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus»

 

De Nazaré, Jesus desce até Cafarnaum, na beira do lago. Mais tarde será aí a sua cidade habitual. Ao sábado, lá está na celebração da Palavra na sinagoga e ensina o povo, que se encanta com as suas palavras e o seu poder revelado na cura do possesso. Palavras e acções, tudo são palavras da Palavra, que é o Verbo, o Filho de Deus, que o Pai envia ao mundo.

Evangelho: Lucas 4, 31-37

Naquele tempo, Jesus 31desceu a Cafarnaúm, cidade da Galileia, e a todos ensinava ao sábado. 32E estavam maravilhados com o seu ensino, porque falava com autoridade. 33Encontrava-se na sinagoga um homem que tinha um espírito demoníaco, o qual se pôs a bradar em alta voz: 34«Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus!» 35Jesus ordenou-lhe: «Cala-te e sai desse homem!» O demónio, arremessando o homem para o meio da assistência, saiu dele sem lhe fazer mal algum. 36Dominados pelo espanto, diziam uns aos outros: «Que palavra é esta? Ordena com autoridade e poder aos espíritos malignos, e eles saem!» 37A sua fama espalhou-se por todos os lugares daquela região.

COMENTÁRIO DEONIANOS

A distância entre Nazaré e Cafarnaúm é relativamente curta. Jesus percorre-a para a anunciar o evangelho e curar os enfermos. Assim, para Lucas, mostra a autoridade de que está revestido. A palavra de Jesus é eficaz: realiza o que significa. Os gestos terapêuticos de Jesus levam conforto e vida a todos os que deles precisam.

Palavras e gestos são os elementos que ligam todo o Evangelho (cf. Lc 24, 19 onde se fala de «Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo»; Act 1,1: «No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei as obras e os ensinamentos de Jesus, desde o princípio»). Esta página, que se refere ao início do ministério público de Jesus, confirma-o. Jesus quer se escutado e acolhido por todos e cada um dos homens: por isso lhes fala ao coração e lhes cura o corpo. É uma intervenção libertadora que revela a eficácia da palavra de Jesus. O texto de hoje apresenta-nos um pobre doente que é libertado de um espírito maligno. Começa o choque frontal entre Jesus e o demónio. Esse choque é preciso para que Jesus se revele como salvador, isto é, como aquele que redime os que estão sob o domínio de Satanás e resgata para Deus e para o seu reino.

A intervenção de Jesus tem dois efeitos colaterais: suscita espanto em alguns e faz com que a sua fama se espalhe na região.

Meditatio

  1. Paulo, na primeira leitura, diz: «irmãos, não estais nas trevas… todos vós sois filhos da luz e filhos do dia» (v. 4-5). Somos filhos da luz, graças à palavra de Jesus. Somos filhos do dia, graças à eficácia dessa palavra. A palavra de Cristo chega até nós nos sacramentos da Igreja. Chega aos nossos ouvidos, mas chega, sobretudo, aos nossos corações, às nossas consciências. Essa palavra purifica-nos intimamente, torna-nos filhos da luz. Assim, ficamos em segurança, e não corremos o risco de ser surpreendidos. Venham as tribulações que vierem, estamos preparados para as transformar em ocasiões de progresso, de vitória. Quem se apega aos bens terrenos está sempre inseguro. Quem, pelo contrário, segue a Cristo e acolhe a sua palavra, tem em si a força tranquila que lhe permite ultrapassar todos os obstáculos. «Deus – diz-nos Paulo – não nos destinou à ira mas à posse da salvação por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo que morreu por nós» (vv. 4-5). A sua morte deu à sua palavra toda a eficácia, todo o poder. Doravante, podemos estar sempre com Ele, e encontrar a paz, que nada nem ninguém podem perturbar.

O evangelho mostra-nos a eficácia e o poder dessa palavra. Jesus fala «com autoridade» (v. 32). Era uma novidade absoluta em Israel. Até Jesus, os mestres falavam apoiando-se sempre na autoridade dos antigos, da tradição. Jesus fala sem precisar desses apoios: tinha uma autoridade pessoal que era suficiente. Os milagres, e concretamente, a capacidade de expulsar demónios, mostram-nos a eficácia da sua palavra. Intima o demónio a calar-se, a deixar a pessoa de quem tinha tomado posse, e o espírito demoníaco nada mais pode fazer do que obedecer: «O demónio… saiu dele sem lhe fazer mal algum» (v. 35). E todos foram «dominados pelo espanto», o espanto que invade o homem quando se vê perante uma manifestação divina. «E diziam uns aos outros: «Que palavra é esta? Ordena com autoridade e poder aos espíritos malignos, e eles saem!» (v. 36).

Mas a palavra de Jesus, eficaz e poderosa para nos libertar dos nossos males, é igualmente eficaz e poderosa para realizar a nossa união a Cristo e ao seu amor oblativo ao Pai pelos homens: «Escutamos com frequência a Palavra de Deus. Contemplamos o amor de Cristo nos mistérios da sua vida e na vida dos homens; sustentados pela nossa adesão a Ele, unimo-nos à sua oblação pela salvação do mundo.» (Cst 77).

Oratio

Senhor, Tu vieste para nos salvar. Mas vieste com a espada de dois gumes, que é a tua Palavra. Essa espada, que nos penetra até ao mais íntimo de nós mesmos, não nos

deixa indiferentes. Diante dela, ou gritamos escandalizados, rejeitando-a, ou gritamos espantados com as maravilhas que realiza em nós e à nossa volta. Quem não é por Ti, é contra Ti! Quem perde a vida para Te servir, quem se entrega à tua Palavra, vive da tua própria vida. Como juiz divino, ensinaste-nos a ver para além das aparências, a não temer a morte, para vivermos, desde já, na alegria da vida Contigo. Bendito sejas para sempre! Amen.

Contemplatio

Os apóstolos estavam inquietos, perturbados, angustiados, porque Nosso Senhor se ia embora. É sempre a nossa tentação. É mais forte, quando a nossa fé baixa. Temos necessidade de Nosso Senhor. Se está presente, ao menos pela fé, a nossa alma está em paz, na calma. Como a perturbação é frequente em mim! «Os meus dias são maus, cheios de dores e de contrariedades, diz a Imitação; estou sujo por uma infinidade de pecados, envolvido por um grande número de paixões, apertado por diversos temores, dividido por múltiplos cuidados, distraído pela curiosidade, embaraçado pela vaidade, afligido pela tentação, amolecido pelas delícias, atormentado pelos meus desejos». As inquietações devoram-me, a actividade arrasta-me, a febre agita-me, as tristezas abatem-me. Falta-me uma fé viva. O porto de salvação, o asilo da segurança está lá, é o Coração de Jesus, mas não sei entrar nele nem manter-me ao abrigo de todas as perturbações. Senhor, com a vossa palavra eficaz as ondas agitadas que agitam a minha alma. Repeti a palavra pacificadora que dissestes aos apóstolos: «Que o vosso coração não se perturbe», e o meu coração se acalmará. (Leão Dehon, OSP 3, p. 427).

Actio

Repete frequentemente e vive hoje a Palavra:«Deus destinou-nos à posse da salvaçãopor meio de Nosso Senhor Jesus Cristo » (1 Ts 5, 9).

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 
Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos 
e realizai em nós, com o poder da vossa graça, 
a redenção que celebramos nestes mistérios. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 30, 20 
Como é grande, Senhor, 
a vossa bondade para aqueles que Vos servem! 

Ou Mt 5, 9-10 
Bem-aventurados os pacíficos, 
porque serão chamados filhos de Deus. 
Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, 
porque deles é o reino dos céus. 


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO 
Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, 
fazei que esta fonte de caridade 
fortaleça os nossos corações 
e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. 
Por Nosso Senhor.

******************************************************************************Meditation: What kind of harvest does the Lord want us to reap today for his kingdom? When Jesus commissioned seventy of his disciples to go on mission, he gave them a vision of a vast field that is ready to be harvested for the kingdom of God. Jesus frequently used the image of a harvest to convey the coming of God’s reign on earth. The harvest is the fruition of much labor and growth – beginning with the sowing of seeds, then growth to maturity, and finally the reaping of fruit for the harvest.

God’s word grows like a seed within us
In like manner, the word of God is sown in the hearts of receptive men and women who hear his word, accept it with trust and obedience, and then share the abundant fruit of God’s word in their life with others. The harvest Jesus had in mind was not only the gathering in of the people of Israel, but all the peoples (and nations) of the world. John the Evangelist tells us that  “God so loved the world that he gave his one and only Son, that whoever believes in him shall not perish but have eternal life” (John 3:16).

Be a sower of God’s word of peace and mercy
What does Jesus mean when he says his disciples must be “lambs in the midst of wolves”? The prophet Isaiah foretold a time when wolves and lambs will dwell in peace (Isaiah 11:6 and 65:25). This certainly refers to the second coming of the Lord Jesus when all will be united under the Lordship of Jesus after he has put down his enemies and established the reign of God over the heavens and the earth. In the meantime, the disciples must expect opposition and persecution from those who would oppose the Gospel. Jesus came to lay down his life for us, as our sacrificial lamb, to atone for our sins and the sins of the world. We, in turn, must be willing to offer our lives with gratitude and humble service for our Savior, the Lord Jesus Christ.

We are called to speak and witness in God’s name
What is the significance of Jesus appointing seventy disciples to the ministry of the word? Seventy was a significant number in biblical times. Moses chose seventy elders to help him in the task of leading the people through the wilderness. The Jewish Sanhedrin, the governing council for the nation of Israel, was composed of seventy members. In Jesus’ times seventy was held to be the number of nations throughout the world. Jesus commissioned the seventy to a two-fold task – to speak in his name and to act with his power.

.”Lord Jesus, may the joy and truth of the Gospel transform my life that I may witness it to those around me. Grant that I may spread your truth and merciful love wherever I go.

SEGUNDA-FEIRA da semana XXII2019-09-02 

  Agenda litúrgica

2019-09-02   

SEGUNDA-FEIRA da semana XXII

Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18). 

L 1 1 Tes 4, 13-18; Sal 95 (96), 1 e 3. 4-5. 11-12. 13 
Ev Lc 4, 16-30 

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 85, 3.5 
Tende compaixão de mim, Senhor, 
que a Vós clamo o dia inteiro. 
Vós, Senhor, sois bom e indulgente, 
cheio de misericórdia para àqueles que Vos invocam. 


ORAÇÃO COLECTA 
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, 
infundi em nossos corações o amor do vosso nome 
e, estreitando a nossa união convosco, 
dai vida ao que em nós é bom 
e protegei com solicitude esta vida nova. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

Comentário Eclesia


LEITURA I (anos ímpares) 1 Tes 4, 13-18 
«Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido» 

Os cristãos de Tessalónica estavam muito sensibilizados com o que se referia à sorte dos seus defuntos. Era ainda muito viva a ideia da próxima vinda do Senhor, mas, como ela ia tardando, temiam pela sorte dos seus que já tinham falecido. Paulo tranquiliza-os com a afirmação fundamental da fé cristã: Cristo morreu e ressuscitou, todos os que pertencem a Cristo ressuscitarão com Ele, estejam eles vivos ou tenham já morrido quando Ele vier.

 

Comentário Deonianos

 Com uma linguagem simples e cheia de imagens, Paulo entra na questão escatológica, para a qual tende toda a carta. O Apóstolo tinha anunciado insistentemente a parusia de Cristo, e os Tessalonicenses julgavam que se tratava de algo iminente, um acontecimento em que já não tomariam parte os membros da comunidade falecidos depois de Paulo ter ido embora. Mas o Apóstolo não podia garantir se se tratava de um acontecimento iminente ou longínquo: «Irmãos, quanto aos tempos e aos momentos, não precisais que vos escreva. Com efeito, vós próprios sabeis perfeitamente que o Dia do Senhor chega de noite como um ladrão.» (5, 1-2). Conscientes da incerteza do momento, há que estar sempre vigilantes, unidos a Cristo na fé, na esperança e na caridade. Assim estão preparados para receber a salvação que Jesus lhes alcançou pela sua morte e ressurreição (cf. 5, 1-11).

Paulo recorre à linguagem apocalíptica para dizer que o tempo da vinda de Cristo é um tempo fixado, um kairòs, que intervirá na história segundo um preciso desígnio. Esse desígnio pode ser entrevisto por inspiração divina, mas, em última análise, permanece escondido nas profundidades de Deus: «o próprio Senhor» (v. 16), Jesus, deverá esperar pelo sinal celeste para iniciar o seu regresso ao meio dos homens.


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo 
aos Tessalonicenses 
Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido. Eis o que temos para vos dizer, segundo a palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido. Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Consolai-vos uns aos outros com estas palavras. 
Palavra do Senhor. 



SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), l e 3.4-5.11-12.13 (R. 13b) 
Refrão: O Senhor vem julgar a terra. Repete-se 

Cantai ao Senhor um cântico novo, 
cantai ao Senhor, terra inteira. 
Publicai entre as nações a sua glória, 
em todos os povos as suas maravilhas. Refrão 

O Senhor é grande e digno de louvor, 
mais temível que todos os deuses. 
Os deuses dos gentios não passam de ídolos, 
foi o Senhor quem fez os céus. Refrão 

Alegrem-se os céus, exulte a terra, 
ressoe o mar e tudo o que ele contém, 
exultem os campos e quanto neles existe, 
alegrem-se as árvores dos bosques. Refrão 

Diante do Senhor que vem, 
que vem para julgar a terra. 
Julgará o mundo com justiça 
e os povos com fidelidade. Refrão 

ALELUIA cf. Lc 4, 18 
Refrão: Aleluia Repete-se 
O Espírito do Senhor está sobre Mim: 
Ele me enviou a anunciar a boa nova aos pobres. Refrão 

Comentário Eclesia

EVANGELHO Lc 4, 16-30 
«Ele enviou-Me para anunciar a boa nova aos pobres… 
Nenhum profeta é bem recebido na sua terra» 

Começamos hoje a ler, de maneira continua, o Evangelho de S. Lucas. O Senhor começa a pregação na sua terra, Nazaré, e numa celebração litúrgica do sábado. Podemos verificar aqui os elementos fundamentais dessa celebração, em uso já na Sinagoga: Leitura da Lei, depois dos Profetas, depois a homilia. Jesus apresenta-Se como Aquele que Deus ungiu com o seu Espírito e enviou a anunciar a boa nova. Infelizmente os seus conterrâneos não O souberam compreender! 

 

Comentário Deonianos


A pregação de Jesus começa com um rito na sinagoga: levanta-se, vai ler, é-Lhe dado o rolo, abre-o… É um momento solene que Lucas sublinha. Jesus proclama a página profética e interpreta-a: «Cum¬priu se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.» Jesus é o profeta prometido. O tempo presente é o kairós – o tempo providencial – que é preciso acolher. Os ouvintes reagem manifestando espanto pelas palavras de Jesus e pelo modo como as pronuncia: palavras repletas de graça. Alguns reagem negativamente, de modo crítico e mesmo agressivo contra Jesus. A proposta da salvação provoca reacções diferentes e, por vezes, opostas.

Meditatio

O tempo de Deus foi anunciado pelos Profetas como tempo de salvação, especialmente para os oprimidos e para os que andam longe da graça do Senhor. A vinda de Cristo inaugurou esse tempo, o kairòs, que dá início à realização das promessas, ao último acto da história da salvação. Quem acolher o anúncio de Jesus de Nazaré, quem reconhecer na sua pessoa a aproximação do reino de Deus, toma parte, desde já, na graça prometida na antiga aliança, no Jubileu da história, que se realiza uma vez por todas. Para quem não rejeitar a humilde revelação do filho do carpinteiro, a libertação acontece hoje, no dia da salvação, que Cristo fez raiar. Desde o advento do Senhor, os homens vivem no único dia, que tem por aurora o seu nascimento na gruta de Belém, e, por pôr-do-sol, a Parusia, a sua vinda gloriosa. Este é o hoje da fé. Quando o Senhor voltar, e formos levados com Ele, o hoje da fé dará lugar ao para sempre da visão beatífica, em que Ele será Emanuel, Deus connosco.

Se quisermos estar com Jesus, precisamos de escutar a lição do evangelho: abrir o coração com disponibilidade e gratuidade. Isto significa não amar, nem sequer a Jesus, de modo possessivo, pedindo-lhe as suas graças, os seus favores, só para nós, pedindo-lhe privilégios. Se quisermos estar com Ele, temos de O acompanhar quando se dirige a outra gente e, portanto, acolher as grandes intenções missionárias da Igreja. Somente assim estaremos unidos ao seu Coração, ao Coração de Jesus, sem estarmos presos pelo egoísmo espiritual, que, por muito espiritual que seja, é contrário à caridade de Cristo.

Escreve S. Paulo: “Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer pela sua pobreza” (2 Cor 8,9). Esta convicção conforta e sustenta atitudes fundamentais para nós, como é a disponibilidade, o abandono, o amor oblativo na nossa relação com Deus e na «nossa vida comunitária» (Cst 63).

Oratio

Louvado sejas, Senhor, por tudo quanto realizaste e realizas em nosso favor. Louvado sejas por, tantas

vezes, nos teres libertado da nossa pobreza de filhos do bem-estar, das nossas prisões de vítimas dos sistemas que nós mesmos criámos, da cegueira da nossa incapacidade para Te reconhecermos como Senhor da história, da opressão de vivermos curvados, sem ver a morada onde nos esperas.

Pai santo e bom, faz-nos, mais uma vez, ouvir o anúncio da salvação, faz-nos ouvir as palavras do teu Filho: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura», para que, ponde de parte as nossas fracas seguranças humanas, e libertados de todo o peso, possamos ir ao teu encontro, no teu eterno hoje. Amen.

Contemplatio

A consolação começa na terra. É inspirada pela fé. É uma consolação nas nossas mágoas, nos nossos sofrimentos, nas nossas provações, pensar que a nossa paciência apaga as nossas faltas e nos prepara graças e uma recompensa sempre crescente. A paciência é sempre encorajada pela esperança, diz S. Paulo: um ligeiro sofrimento prepara uma grande recompensa (2Cor 4, 17). – Se sofremos, se morremos com Jesus, diz-nos muitas vezes, havemos de ressuscitar e seremos glorificados com Ele (Rm 8, 17). Esta santa esperança dá uma verdadeira alegria, um começo de beatitude celeste às almas generosas no sofrimento: «Bendito seja o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação, diz S. Paulo; consola-nos em todas as nossas tribulações, a fim de que também nós possamos consolar aqueles que estão nas angústias, pelos mesmos motivos de encorajamento que Deus nos dá; porque à medida em que os sofrimentos de Cristo abundam em nós, Cristo faz abundar em nós a consolação» (2Cor 1, 3). Mas a consolação definitiva será no céu: «Deus, diz S. João, enxugará todas as lágrimas dos seus eleitos» (Ap 7, 17). Já não haverá incomodidades da terra, da fome, da sede e das intempéries; mas o Cordeiro que reina lá provirá a tudo e abrirá a todos as fontes da vida e da alegria (Ap 7; Is 49). (Leão Dehon, OSP 3, p. 40s.).

Actio

Repete frequentemente e vive hoje a Palavra:

«Surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo!»

(Lc 7, 16).Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levan¬¬tou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?». Jesus disse- lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho. 


Palavra da salvação. 



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 
Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos 
e realizai em nós, com o poder da vossa graça, 
a redenção que celebramos nestes mistérios. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 30, 20 
Como é grande, Senhor, 
a vossa bondade para aqueles que Vos servem! 

AÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO 
Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, 
fazei que esta fonte de caridade 
fortaleça os nossos corações 
e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. 
Por Nosso Senhor.

T

Domingo 20 do tempo Comum

(Deonianos) 18 Agosto 2019 ANO C

20º DOMINGO DO TEMPO COMUM Tema do 20º Domingo do Tempo Comum

TEMA A Palavra de Deus que hoje nos é servida convida-nos a tomar consciência da radicalidade e da exigência da missão que Deus nos confia. Não há meios-termos: Deus convida-nos a um compromisso, corajoso e coerente, com a construção do “novo céu” e da “nova terra”.

É essa a nossa missão profética.

A primeira leitura apresenta-nos a figura do profeta Jeremias. O profeta recebe de Deus uma missão que lhe vai trazer o ódio dos chefes e a desconfiança do Povo de Jerusalém: anunciar o fim do reino de Judá. Jeremias vai cumprir a missão que Deus lhe confiou, doa a quem doer. Ele sabe que a missão profética não é um concurso de popularidade, mas um testemunhar, com verdade e coerência, os projectos de Deus.

O Evangelho reflecte sobre a missão de Jesus e as suas implicações. Define a missão de Jesus como um “lançar fogo à terra”, a fim de que desapareçam o egoísmo, a escravidão, o pecado e nasça o mundo novo – o “Reino”.

A proposta de Jesus trará, no entanto, divisão, pois é uma proposta exigente e radical, que provocará a oposição de muitos; mas Jesus aceita mesmo enfrentar a morte, para que se realize o plano do Pai e o mundo novo se torne uma realidade palpável.

A segunda leitura convida o cristão a correr de forma decidida ao encontro da vida plena – como os atletas que não olham a esforços para chegar à meta e alcançar a vitória. Cristo – que nunca cedeu ao mais fácil ou ao mais agradável, mas enfrentou a morte para realizar o projecto do Pai – deve ser o modelo que o cristão tem à frente e que orienta a sua caminhada.

LEITURA I – Jer 38,4-6.8-10 Naqueles dias, os ministros disseram ao rei de Judá: «Esse Jeremias deve morrer, porque semeia o desânimo entre os combatentes que ficaram na cidade e também todo o povo com as palavras que diz. Este homem não procura o bem do povo, mas a sua perdição». O rei Sedecias respondeu: «Ele está nas vossas mãos; o rei não tem poder para vos contrariar». Apoderaram-se então de Jeremias e, por meio de cordas, fizeram-no descer à cisterna do príncipe Melquias, situada no pátio da guarda. Na cisterna não havia água, mas apenas lodo, e Jeremias atolou-se no lodo. Entretanto, Ebed-Melec, o etíope, saiu do palácio e falou ao rei: «Ó rei, meu senhor, esses homens procederam muito mal tratando assim o profeta Jeremias: meteram-no na cisterna, onde vai morrer de fome, pois já não há pão na cidade». Então o rei ordenou a Ebed-Melec, o etíope: «Leva daqui contigo três homens e retira da cisterna o profeta Jeremias, antes que ele morra».

AMBIENTE

A época em que Jeremias exerce a sua missão profética (a partir de 627 e até bem depois da queda de Jerusalém, em 586 a.C) é uma época muito complicada em termos históricos… Após o reinado de Josias (morto em Meggido em combate contra os egípcios, em 609 a.C.), o reino de Judá, servido por reis medíocres, conheceu um período de grande instabilidade. A inconsciência dos líderes e seu aventureirismo político (que os leva a alianças efémeras e pouco consistentes com as potências da época) preparam a ruína da nação. O texto que nos é proposto situa-nos em Jerusalém, durante o reinado de Sedecias, por volta de 586 a.C.. Algum tempo antes (588 a.C.), Sedecias, pressionado pelo partido egiptófilo de Jerusalém, negara o tributo aos babilónios. Na sequência, Nabucodonosor pôs cerco a Jerusalém. Um exército egípcio, vindo em socorro da cidade, provocou grande euforia; mas Jeremias apressou-se a avisar que essa euforia não tinha qualquer razão de ser, pois o cerco iria recomeçar, em condições ainda mais duras. De facto, o exército babilónio refez o assédio à cidade; e Jeremias, convencido de que tinha chegado o castigo para o pecado de Judá e de que Deus tinha entregado Jerusalém nas mãos dos babilónios, aconselhou a não resistência aos invasores e a rendição.

MENSAGEM Os chefes do partido da resistência (quatro dos nomes desses chefes são referenciados em Jer 38,1) mobilizam-se para se opor ao discurso derrotista do profeta e propõem a sua eliminação. Sedecias, o rei, parece hesitante; mas, prisioneiro do poder dos seus generais, consente que o profeta seja silenciado. Colocado numa cisterna cheia de lodo e sem nada para comer, Jeremias chega a correr risco de vida; é um escravo núbio – Ebed-Melec – que morava no palácio real, que intercede por Jeremias e o salva. Toda a vida de Jeremias é um arriscar a vida por causa da Palavra de Deus e da missão profética. De natureza cordial e sensível, Jeremias não foi feito para o confronto, para a agressão, para a violência das palavras ou dos gestos… Mas Jahwéh chama-o nessa fase dramática da história de Judá e confia-lhe a missão de “arrancar e destruir, arruinar e demolir” (Jer 1,10), predizer desgraças e anunciar violência e morte; e o profeta, assaltado pela força de Deus, procura concretizar a sua missão com uma força e uma convicção que nos impressionam. Deus seduziu Jeremias e o profeta pôs-se, incondicionalmente, ao serviço da Palavra, mesmo que isso tenha significado violentar a sua própria maneira de ser, viver à margem, afastarse dos familiares, dos amigos, dos conhecidos, afrontar o ódio dos poderosos. Jeremias é o protótipo do profeta que dá a sua vida para que a Palavra de Deus ecoe no mundo e na vida dos homens. Ele não pensa em si, no seu comodismo, no seu bem-estar, no seu êxito social ou profissional, no seu triunfo diante da opinião pública; ele pensa, apenas, em anunciar com fidelidade os projectos de Deus aos homens, a fim de que os homens possam construir a história na perspectiva de Deus. Na parte final deste texto, cumpre-se a promessa de Deus, expressa no relato da vocação de Jeremias: “não tenhas medo, Eu estarei contigo para te libertar” (Jer 1,8). Através do sentido de justiça e da coragem de um escravo estrangeiro, Deus intervém e salva Jeremias. Desta forma, mostra-se como Deus está sempre ao lado daqueles que anunciam fielmente a sua Palavra e como não abandona os profetas perseguidos e marginalizados pelo mundo e pelos poderosos.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode fazer-se a partir das seguintes linhas: ¨ A história de Jeremias não é um caso isolado, mas é, um pouco, a história de todos aqueles a quem Deus chama a testemunhar, com fidelidade, os seus projectos e os seus valores. Ser profeta não é um percurso fácil, nem uma carreira recheada de êxitos humanos, nem um caminho atapetado pelo entusiasmo e pelas palmas das multidões; mas é um caminho de cruz, de sofrimento, de incompreensão e, tantas, vezes, de morte. Implica o confronto com a injustiça, com a alienação, com a opressão, com o poder daqueles que pretendem construir o mundo sobre valores de egoísmo, de prepotência, de orgulho, de morte. O mundo de hoje – o mundo de sempre – continua a não saber lidar com a profecia… Basta pensar em D. Óscar Romero, em Gandhi, em Martin Luther King, ou em tantos profetas anónimos que, todos os dias, continuam a ser vilipendiados, insultados, perseguidos, marginalizados, por uma opinião pública que pretende salvaguardar a sua liberdade construindo o mundo à margem dos valores de Deus. No entanto, o profeta, convocado e enviado por Deus, pode renunciar à missão e deixar que o mundo continue a construir-se, alegremente, sobre valores efémeros que apenas geram sofrimento, escravidão e morte? ¨ A história de Jeremias mostra claramente que, mesmo incompreendido, humilhado, esmagado, abandonado, o profeta não está só; Deus está sempre ao seu lado, como presença amiga e reconfortante, como garantia de que a missão profética não está condenada ao malogro e ao fracasso. A garantia de Deus (“estarei contigo para te libertar”) deve dar ao profeta a confiança e a coragem para levar até ao fim a missão que Deus lhe confiou, em benefício dos homens e do mundo. ¨ Sinto-me profeta, investido por Deus da missão de construir um mundo de justiça e de paz? Sou coerente com a minha vocação profética e procuro, com fidelidade, ser testemunha de Deus e dos seus valores? Tenho consciência – sobretudo nos momentos mais dramáticos – de que não estou sozinho, e de que Deus luta ao meu lado? ¨ Como são tratados e escutados aqueles que na minha comunidade se esforçam por tornar realidade os valores do Evangelho e que dão um testemunho coerente e sincero daquilo em que acreditam? SALMO RESPONSORIAL – Salmo 39 (40) Refrão: Senhor, socorrei-me sem demora. Esperei no Senhor com toda a confiança e Ele atendeu-me. Ouviu o meu clamor e retirou-me do abismo e do lamaçal, assentou os meus pés na rocha e firmou os meus passos. Pôs em meus lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus. Vendo isto, muitos hão-de temer e pôr a sua confiança no Senhor. Eu sou pobre e infeliz: Senhor, cuidai de mim. Sois o meu protector e libertador: ó meu Deus, não tardeis. LEITURA II – Heb 12,1-4 Irmãos: Estando nós rodeados de tão grande número de testemunhas, ponhamos de parte todo o fardo e pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição. Renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, Ele suportou a cruz, desprezando a sua ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus. Pensai n’Aquele que suportou contra Si tão grande hostilidade da parte dos pecadores, para não vos deixardes abater pelo desânimo. Vós ainda não resististes até ao sangue, na luta contra o pecado. AMBIENTE A Carta aos Hebreus dirige-se a cristãos (de origem judaica ou que, ao menos, estavam bastante marcados pelo influxo cultural dos judeo-cristãos) em situação difícil, que vivem mergulhados num ambiente hostil e que sofrem a forte oposição dos seus concidadãos. Por isso, são também cristãos expostos ao desalento e ao desânimo, na sua fé e na sua vida cristã… Alguns dados da carta sugerem também que se trata de cristãos cansados, sem o entusiasmo dos inícios e instalados no comodismo e na mediocridade. Há, ainda, referências à cedência a doutrinas estranhas, pouco consentâneas com a fé original, recebida dos apóstolos. O texto que nos é proposto pertence à quarta parte da carta (cf. Heb 11,1-12,13). Aí, temos um apelo à fé e à constância ou perseverança – o que se entende perfeitamente, no contexto em que estes cristãos vivem. MENSAGEM Nos versículos anteriores (cf. Heb 11,1-40), o autor apresentou uma galeria de figuras – desde Abraão a Moisés – que, pela firmeza e fortaleza da sua fé, tiveram êxito e deixaram uma memória imorredoira, apesar das dificuldades que tiveram de vencer; agora, o autor da carta convida os cristãos a imitar tais exemplos e a perseverar na fé. Em concreto, os quatro versículos que a leitura nos apresenta contêm uma exortação à constância ou perseverança. A exortação começa com a imagem (clássica, na catequese cristã dos primeiros tempos – veja-se 1 Cor 9,24-27; Ga 2,2; Flp 2,16; 3,1314; 2 Tim 2,5) da corrida (vers. 1): os cristãos devem ser como atletas que correm de forma decidida e empenhada e que dão provas de coragem, de força, de vontade de vencer; as figuras antes nomeadas como modelos de fé são os espectadores que, nas bancadas do estádio, observam e animam o esforço e a perseverança dos crentes… Para que nada atrapalhe essa “corrida” para a vitória, os cristãos devem despojar-se do fardo do pecado (o egoísmo, o comodismo, a auto-suficiência), pois esse peso acrescido será um obstáculo que impedirá o atleta de chegar vitorioso à meta. Nessa “corrida”, o modelo fundamental do crente é Cristo (vers. 2). Ele, renunciando a um caminho de facilidade e de triunfo humano, enfrentou a cruz e venceu a morte; como resultado, foi exaltado e “sentou-Se à direita do trono de Deus”. Dessa forma, Ele abriu para os crentes o caminho e mostrou-lhes como proceder. O seu exemplo deve estimular continuamente os cristãos na sua caminhada em direcção à vitória (vers. 3). ACTUALIZAÇÃO Considerar, na reflexão, as seguintes linhas: ¨ O caminho do cristão não é um passeio fácil e descomprometido, mas um caminho duro e difícil, que não se compadece com “meias tintas” nem com compromissos mornos e a “meio gás”. Exige coragem para vencer os obstáculos, capacidade de luta para enfrentar a oposição, compromissos profundos e radicais. Muitas vezes, os obstáculos que é preciso vencer resultam de factores internos: a nossa preguiça, o nosso egoísmo, o nosso comodismo desarmam a nossa vontade de vivermos, com coerência, a nossa fé e as exigências do Evangelho; outras vezes, os obstáculos que temos de enfrentar resultam de factores externos: são os ataques injustificados e irracionais, os insultos, a incompreensão de um mundo que cultiva o comodismo e a faci lidade e que, tantas vezes, se sente incomodado com o testemunho dos profetas… Quais são os principais obstáculos que eu tenho de vencer para viver, com fidelidade e coerência, a minha fé? Como é que eu respondo a essas dificuldades: com coragem e decisão ou com cedências e facilidades? ¨ O cristão é convidado a não perder de vista o exemplo de Cristo. Apesar da tentação, ele nunca cedeu ao mais fácil, ao mais cómodo, ao mais agradável… Para ele, o critério fundamental era o plano do Pai; e o caminho do Pai passava pelo amor radical, pelo dom da vida, pela cruz. No entanto, ele demonstrou que o caminho da entrega da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena… É este o quadro que o cristão deve ter sempre diante dos olhos.

ALELUIA – Jo 10,27 Aleluia. Aleluia. As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor; Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. EVANGELHO – Lc 12,49-53 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? Tenho de receber um baptismo e estou ansioso até que ele se realize. Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra». AMBIENTE Os “ditos” que o Evangelho de hoje nos apresenta são dos textos mais obscuros e difíceis de interpretar de todo o Novo Testamento. Particular dificuldade oferece o vers. 49, formado com palavras estranhas ao vocabulário de Lucas. Poderia ser um “dito” independente, recolhido por Lucas… Desconhecendo-se o contexto primitivo deste “dito” e as circunstâncias em que Jesus o pronunciou, é impossível determinar o seu significado e saber qual o “fogo” de que Jesus falava. De qualquer forma, Lucas apresenta este material no contexto do “caminho para Jerusalém” – esse caminho que conduz Jesus ao dom total da vida. No horizonte próximo está, cada vez mais, o confronto final com a instituição judaica e a morte na cruz.

Na perspectiva de Lucas, estes “ditos” fazem parte da catequese que prepara os discípulos para entender a missão de Jesus, a radicalidade do “Reino” e as exigências que daí brotam para quem adere às propostas de Jesus.

MENSAGEM A caminho de Jerusalém e da cruz, Jesus dá aos discípulos algumas indicações para entender a missão que o Pai Lhe confiou (missão que os discípulos devem, aliás, continuar nos mesmos moldes). O texto divide-se em duas partes: Na primeira parte (vers. 49-50), entrelaçam-se os temas do fogo e do baptismo. Jesus começa por dizer que veio trazer o fogo à terra. Que quer isto dizer? O “fogo” possui um significado simbólico complexo… No Antigo Testamento começa por ser um elemento teofânico (cf. Ex 3,2; 19,18; Dt 4,12; 5,4.22.23; 2 Re 2,11), usado para representar a santidade divina. A manifestação do divino provoca no homem, simultaneamente, atracção e temor; ora, explorando a relação entre o fogo e o temor que Deus inspira, a catequese de Israel vai fazer do fogo um símbolo da intransigência de Deus em relação ao pecado… Por isso, os profetas usam a imagem do fogo para anunciar e descrever a ira de Deus (cf. Am 1,4; 2,5). O fogo aparece, assim, como imagem privilegiada para pintar o quadro do castigo das nações pecadoras (cf. Is 30,27.30.33) e do próprio Israel. No entanto, ao mesmo tempo que castiga, o fogo também faz desaparecer o pecado (cf. Is 9,17-18; Jer 15,14; 17,4.27): o fogo aparece, assim, como elemento de purificação e transformação (cf. Is 6,6; Ben Sira 2,5; Dan 3). Na literatura apocalíptica, o fogo é a imagem do juízo escatológico (Is 66,15-16): o “dia de Jahwéh” é como o fogo do fundidor (cf. Mal 3,2); será um dia, ardente como uma fornalha, em que os arrogantes e os maus arderão como palha (cf. Mal 3,19) e em que a terra inteira será devorada pelo fogo do zelo de Deus (cf. Sof 1,18; 3,8). Desse fogo devorador do pecado, purificador e transformador, nascerá o mundo novo, sem pecado, de justiça e de paz sem fim. O símbolo do fogo, posto na boca de Jesus, deve ser entendido neste enquadramento. Jesus veio revelar aos homens a santidade de Deus; a sua proposta destina-se a destruir o egoísmo, a injustiça, a opressão que desfeiam o mundo, a fim de que surja, das cinzas desse mundo velho, o mundo novo de amor, de partilha, de fraternidade, de justiça. Como é que isso vai acontecer? Através da Palavra e da acção de Jesus, certamente; mas Lucas estará, especialmente a pensar no Espírito enviado por Jesus aos discípulos – e que Lucas vai, aliás, representar através da imagem das línguas de fogo. Quanto à imagem do baptismo: ela refere-se, certamente, à morte de Jesus (cf. Mc 10,38, onde Jesus pergunta a João e Tiago se estão dispostos a beber do cálice que Ele vai beber e a receber o baptismo que Ele vai receber). Para que o “fogo” transformador e purificador se manifeste, é necessário que Jesus faça da sua vida um dom de amor, até à cruz. Só então nascerá o mundo novo.

Na segunda parte (vers. 51-53), Jesus confessa que não veio trazer a paz, mas a divisão. Lucas deixou expresso, frequentemente, que “a paz” é um dom messiânico (cf. Lc 2,14.29; 7,50; 8,48; 10,5-6; 11,21; 19,38.42; 24,36) e que a função do Messias será guiar os passos dos homens “no caminho da paz” (Lc 1,79). Que sentido fará, agora, dizer que Jesus não veio trazer a paz, mas a divisão? O “dito” faz, certamente, referência às reacções à pessoa de Jesus e à proposta que Ele oferece. A proposta de Jesus é questionante, interpeladora, e não deixa os homens indiferentes. Alguns acolhem-na positivamente; outros rejeitam-na. Alguns vêem nela uma proposta de libertação; outros não estão interessados nem em Jesus nem nos valores que Ele propõe… Como consequência, haverá divisão e desavença, às vezes mesmo dentro da própria família, a propósito das opções que cada um faz face a Jesus. Este quadro devia reflectir uma realidade que a comunidade de Lucas conhecia bem… Jesus veio trazer a paz, mas a paz que é vida plena vivida com exigência e coerência; essa paz não se faz com “meias tintas”, com meias verdades, com jogos de equilíbrio que não chateiam ninguém, mas também não transformam nada. A proposta de Jesus é exigente e radical; assim, não pode deixar de criar divisão

. ACTUALIZAÇÃO Re flectir a partir das seguintes questões: ¨ O Evangelho mostra que o objectivo de Jesus não passava por conservar intacto o que já existia, pactuando com essa paz podre que não questiona o mal, a injustiça, a escravidão; mas o objectivo de Jesus passava por “incendiar o mundo”, pondo em causa tudo aquilo que escraviza o homem e o priva de vida. Como é que eu me situo face a tudo aquilo que põe em causa o projecto de Deus para o mundo? Como é que eu me situo face a tudo aquilo que cria opressão, injustiça, medo e morte? Com o conformismo e a indiferença de quem, acima de tudo, não está para se chatear com coisas que não lhe dizem directamente respeito, ou com a coragem e o empenho de quem se sente profeta e enviado de Deus a construir o novo céu e a nova terra? ¨ O “fogo” que Jesus veio atear – fogo purificador e transformador – já atingiu o meu coração e já transformou a minha vida? Animado pelo Espírito de Jesus ressuscitado, eu já renunciei, de verdade, à vida de egoísmo, de fechamento em mim próprio, de comodismo, para fazer da minha vida um compromisso com o “Reino”, se necessário até ao dom da vida? ¨ A proposta de Jesus não passa pela manutenção de uma paz podre, que não questiona nem incomoda ninguém, mas por opções radicais, que interpelam e que obrigam a decisões arriscadas. No entanto, a Igreja de Jesus aceita muitas vezes abençoar as ideologias que escravizam e oprimem, para manter uma certa paz social (a paz dos cemitérios?), para “defender a civilização cristã” (como se pudessem ser cristãos aqueles que constroem máquinas de injustiça e de morte) ou para manter determinados privilégios. Quando isto acontece (e tão acontecido demasiadas vezes, ao longo da história), a Igreja estará a ser fiel a esse Jesus, que veio lançar o fogo à terra e que não veio trazer a paz, mas a divisão?

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 20º DOMINGO DO TEMPO COMUM (adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”) A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA. Ao longo dos dias da semana anterior ao 20º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus era um apaixonado de Deus, seu Pai, e dos homens, seus irmãos. Como qualquer apaixonado, vem abrasar os que estão à sua volta com o fogo da sua paixão: as suas palavras aquecem, os seus gestos queimam, o seu projecto de mundo novo destrói o mundo antigo. Então, Ele gostaria tudo se iluminasse, que tudo se abrasasse, que tudo aquecesse. Porém, Ele encontra o tédio; alguns gostariam de apagar este fogo mesmo antes de ser acendido. O baptismo de que fala é a sua Passagem, a sua Páscoa, este momento em que dará a maior prova do seu amor. Alguns gostariam de O impedir de falar ou de agir, mas Ele prosseguirá o seu caminho, este caminho que o levará ao calvário. Então, compreendemos quanto lhe custa esperar para dizer e manifestar até onde pode ir o Amor de Deus pela humanidade..

ESCUTA DA PALAVRA. Como é estranho este Jesus, cuja missão consiste em fazer a paz e em reconciliar os homens com Deus e entre eles, este Jesus que dirá aos seus apóstolos “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” e que, aparecendo aos seus discípulos na tarde de Páscoa, dir-lhes-á: “Paz para todos”. E eis que hoje Ele declara: “Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão”. Reconheçamos, primeiro, que Jesus não pensava necessariamente segundo a lógica cartesiana. A sua mentalidade semítica ignorava certas “nuances”, não tinha receio daquilo que nós chamamos contradições. Na realidade, tal maneira de falar obriga-nos a ultrapassar as aparentes contradições, a encontrar o “ponto nodal” do nosso pensamento. Segundo os homens, a paz pode ser um equilíbrio do medo, ou uma ordem que o mais forte impõe ao mais fraco (“pax romana”, imposta pelas armas romanas), ou ainda a paz dos cemitérios. Ela pode ser também a obra da justiça e esta paz já é bem mais difícil de realizar. Quando fala de paz, Jesus precisa que não é a paz como a compreendemos muitas vezes. A sua paz, não a dá como o mundo a dá. Ultrapassa os critérios humanos. A sua paz é, a realidade, o fruto do amor, mas de um amor desconcertante pelas suas exigências: “amai os vossos inimigos”. O amor que Jesus nos veio revelar e dar é o amor do Pai. Na medida em que aceitamos ir até aí, podemos entrever a paz segundo Jesus. Dito de outro modo, diante de Jesus, é preciso escolher: ou acolher o seu amor que faz saltar todas as nossas estreitezas, ou fecharmo-nos em nós mesmos pelo egoísmo ou pela indiferença. Na realidade, Jesus vem pôr a nu o nosso coração. Escolher por ou contra Jesus: inevitavelmente, surgirão conflitos. O fogo que Jesus traz à terra é o fogo do amor que desmascara as nossas recusas e, ao mesmo tempo, as purifica. ORAÇÃO EUCARÍSTICA. Pode-se escolher a Oração Eucarística da Reconciliação nº 2. PALAVRA PARA O CAMINHO Deus, meu libertador. Com a confiança do salmista, podemos pedir esta semana a Deus para nos ajudar a libertar de tudo aquilo que entrava a nossa liberdade, tudo aquilo que nos impede de ser simplesmente felizes ao longo dos dias… A oração do Salmo 39, retomada todos os dias, pode ser um meio… UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA

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Star Group

 I thank God because I’m now sure that the purpose of creating this group – To spread the Good News – is nearly been achieve by the creation of Star Group : This name comes from my imagination with the help of Gerard Ross

 Why Star?

Becaus everyone in this world is a star to God …In this case we are four stars to increase the value

 Of Eelmoh group which has a great  history to me

This group is formed  by  4 stars :

 

Sahra

Tony

Abilio

Ross

Let us see which star shine more

 The intention is to make the group grow in the love of God’s Word that can transform our hearts.Let’s select  the messages each one can convey day after day.Every day a message comes : Let us receive it transform it and send it to eelmoh through

A word… just a word

A paragraph

A video film

Link to these sites

Try go get the main idea joining the first reading the psalm and the Gosper

We can link to these websites 

https://dailyscripture.servantsoftheword.org/readings/

conference America 

http://www.usccb.org/bible/readings/080319.cfm

 

 

July 23 – Memorial of Saint Bridget of Sweden, religious

Saint Bridget of Sweden (c. 1303–1373), also known as Birgitta of Sweden, is one of the few Roman Catholic saints of Scandinavia. Sometimes referred to as the “Mystic of the North,” Bridget was a wealthy, pious woman who experienced religious visions from her early childhood. After her husband died, she founded a religious order, the Brigittines, and worked to heal a breach in the church that had resulted in the removal of the papacy to Avignon, France. In 1999 Pope John Paul II named her one of the patron saints of Europe, along with St. Therese Benedicta of the Cross and St. Catherine of Siena, two other holy women who devoted their careers to ending religious and political strife in Europe.

Read more: https://www.notablebiographies.com/supp/Supplement-A-Bu-and-Obituaries/Bridget-of-Sweden.html#ixzz5uRdFrBEx

Saints : Let us follow their example . Deep St Paul, and Jesus…Be a saint is first of all is to taste God’s word

Reading 1 GAL 2:19-20

Brothers and sisters:
Through the law I died to the law,
that I might live for God.
I have been crucified with Christ;
yet I live, no longer I, but Christ lives in me;
insofar as I now live in the flesh,
I live by faith in the Son of God
who has loved me and given himself up for me.

Responsorial PsalmPS  34:2-3, 4-5, 6-7, 8-9, 10-11

R.    (2)  I will bless the Lord at all times.
or:
R.    (9)  Taste and see the goodness of the Lord.
I will bless the LORD at all times;    
his praise shall be ever in my mouth.
Let my soul glory in the LORD;
the lowly will hear me and be glad.
R.    I will bless the Lord at all times.
or:
R.    Taste and see the goodness of the Lord.
Glorify the LORD with me,
let us together extol his name.
I sought the LORD, and he answered me
and delivered me from all my fears.
R.    I will bless the Lord at all times.
or:
R.    Taste and see the goodness of the Lord.
Look to him that you may be radiant with joy,
and your faces may not blush with shame.
When the poor one called out, the LORD heard,
and from all his distress he saved him.
R.    I will bless the Lord at all times.
or:
R.    Taste and see the goodness of the Lord.
The angel of the LORD encamps
around those who fear him, and delivers them.
Taste and see how good the LORD is;
blessed the man who takes refuge in him.
R.    I will bless the Lord at all times.
or:
R.    Taste and see the goodness of the Lord.
Fear the LORD, you his holy ones,
for nought is lacking to those who fear him.
The great grow poor and hungry;
but those who seek the LORD want for no good thing.
R.    I will bless the Lord at all times.
or:
R.    Taste and see the goodness of the Lord.

AlleluiaJN 15:9B, 5B

R.    Alleluia, alleluia.
Remain in my love, says the Lord;
whoever remains in me and I in him will bear much fruit.
R.    Alleluia, alleluia.

GospelJN 15:1-8

Jesus said to his disciples:
“I am the true vine, and my Father is the vine grower.
He takes away every branch in me that does not bear fruit,
and every one that does he prunes so that it bears more fruit.
You are already pruned because of the word that I spoke to you.
Remain in me, as I remain in you.
Just as a branch cannot bear fruit on its own
unless it remains on the vine,
so neither can you unless you remain in me.
I am the vine, you are the branches.
Whoever remains in me and I in him will bear much fruit,
because without me you can do nothing.
Anyone who does not remain in me
will be thrown out like a branch and wither;
people will gather them and throw them into a fire
and they will be burned.
If you remain in me and my words remain in you,
ask for whatever you want and it will be done for you.
By this is my Father glorified,
that you bear much fruit and become my disciples.”

July 26 2019 Memorial of Saints Joachim and Anne, Parents of the Blessed Virgin Mary Lectionary: 399

 

July 26 2019

 

Memorial of Saints Joachim and Anne, Parents of the Blessed Virgin Mary
Lectionary: 399

Reading 1EX 20:1-17

In those days:
God delivered all these commandments:

“I, the LORD, am your God,
who brought you out of the land of Egypt, that place of slavery.
You shall not have other gods besides me.
You shall not carve idols for yourselves
in the shape of anything in the sky above
or on the earth below or in the waters beneath the earth;
you shall not bow down before them or worship them.
For I, the LORD, your God, am a jealous God,
inflicting punishment for their fathers’ wickedness
on the children of those who hate me,
down to the third and fourth generation;
but bestowing mercy down to the thousandth generation
on the children of those who love me and keep my commandments.

“You shall not take the name of the LORD, your God, in vain.
For the LORD will not leave unpunished
him who takes his name in vain.

“Remember to keep holy the sabbath day.
Six days you may labor and do all your work,
but the seventh day is the sabbath of the LORD, your God.
No work may be done then either by you, or your son or daughter,
or your male or female slave, or your beast,
or by the alien who lives with you.
In six days the LORD made the heavens and the earth,
the sea and all that is in them;
but on the seventh day he rested.
That is why the LORD has blessed the sabbath day and made it holy.

“Honor your father and your mother,
that you may have a long life in the land
which the LORD, your God, is giving you.

“You shall not kill.

“You shall not commit adultery.

“You shall not steal.

“You shall not bear false witness against your neighbor.

“You shall not covet your neighbor’s house.
You shall not covet your neighbor’s wife,
nor his male or female slave, nor his ox or ass,
nor anything else that belongs to him.”

Responsorial PsalmPS 19:8, 9, 10, 11

R.(John 6:68c) Lord, you have the words of everlasting life.
The law of the LORD is perfect,
refreshing the soul;
The decree of the LORD is trustworthy,
giving wisdom to the simple.
R. Lord, you have the words of everlasting life.
The precepts of the LORD are right,
rejoicing the heart;
The command of the LORD is clear,
enlightening the eye.
R. Lord, you have the words of everlasting life.
The fear of the LORD is pure,
enduring forever;
The ordinances of the LORD are true,
all of them just.
R. Lord, you have the words of everlasting life.
They are more precious than gold,
than a heap of purest gold;
Sweeter also than syrup
or honey from the comb.
R. Lord, you have the words of everlasting life.

AlleluiaSEE LK 8:15

R. Alleluia, alleluia.
Blessed are they who have kept the word with a generous heart
and yield a harvest through perseverance.
R. Alleluia, alleluia.

GospelMT 13:18-23

Jesus said to his disciples:
“Hear the parable of the sower.
The seed sown on the path is the one who hears the word of the Kingdom
without understanding it,
and the Evil One comes and steals away
what was sown in his heart.
The seed sown on rocky ground
is the one who hears the word and receives it at once with joy.
But he has no root and lasts only for a time.
When some tribulation or persecution comes because of the word,
he immediately falls away.
The seed sown among thorns is the one who hears the word,
but then worldly anxiety and the lure of riches choke the word
and it bears no fruit.
But the seed sown on rich soil
is the one who hears the word and understands it,
who indeed bears fruit and yields a hundred or sixty or thirtyfold.”

July 24thWednesday of the Sixteenth Week in Ordinary Time Lectionary: 397

 

July 24 2019

 

READING I (odd years) Ex 16, 1-5.9-15
«I will make it rain for you bread from heaven»

After  passing  the Red Sea , the desert crossing begins. It will be a time of great trial, in which the lack of faith and the sins of the people are always in contrast, and the mercy and power of God on the other. The people get angry with Moses and  they think they are condemned to starve; but immediately Moses intercedes with God and He sends them the bread of heaven, the manna, as we are today the Eucharist, the true bread of heaven.
GOSPEL Mt 13: 1-9
«They will bear fruit a hundred for one»

Today we begin to read the passage from the Gospel of St. Matthew devoted to the parables, that is, to catechesis based on the contemplation of nature and the work in which men are concerned. Today we hear the parable of the sower, as if preparing the ground for the good harvest of the sowing that the Lord Himself will make. Vitality is in the seed, but the ground where it is to be sown must be prepared.
Blessed is the man who trusts in the Lord, whose trust is the Lord.  He is like a tree planted by water, that sends out its roots by the stream, and does not fear when heat comes, for its leaves remain green, and is not anxious in the year of drought, for it does not cease to bear fruit (Jeremiah 17:7-8; see also Psalm 1:3).

The shut mind and prejudiced hearer 
Jesus' parable of the sower is aimed at the hearers of his word. There are different ways of accepting God's word and they produce different kinds of fruit accordingly. There is the prejudiced hearer who has a shut mind. Such a person is unteachable and blind to what he or she doesn't want to hear. Then there is the shallow hearer. He or she fails to think things out or think them through; they lack depth. They may initially respond with an emotional reaction; but when it wears off their mind wanders to something else.

 

Reading 1EX 16:1-5, 9-15

The children of Israel set out from Elim, 
and came into the desert of Sin,
which is between Elim and Sinai,
on the fifteenth day of the second month
after their departure from the land of Egypt.
Here in the desert the whole assembly of the children of Israel
grumbled against Moses and Aaron.
The children of Israel said to them,
“Would that we had died at the LORD’s hand in the land of Egypt,
as we sat by our fleshpots and ate our fill of bread!
But you had to lead us into this desert
to make the whole community die of famine!”

Then the LORD said to Moses,
“I will now rain down bread from heaven for you.
Each day the people are to go out and gather their daily portion;
thus will I test them,
to see whether they follow my instructions or not.
On the sixth day, however, when they prepare what they bring in,
let it be twice as much as they gather on the other days.”

Then Moses said to Aaron, “Tell the whole congregation 
of the children of Israel:
Present yourselves before the LORD,
for he has heard your grumbling.”
When Aaron announced this to the whole assembly of the children of Israel,
they turned toward the desert, and lo,
the glory of the LORD appeared in the cloud!
The LORD spoke to Moses and said,
“I have heard the grumbling of the children of Israel.
Tell them: In the evening twilight you shall eat flesh,
and in the morning you shall have your fill of bread,
so that you may know that I, the LORD, am your God.”

In the evening quail came up and covered the camp.
In the morning a dew lay all about the camp,
and when the dew evaporated, there on the surface of the desert
were fine flakes like hoarfrost on the ground.
On seeing it, the children of Israel asked one another, “What is this?”
for they did not know what it was.
But Moses told them,
“This is the bread which the LORD has given you to eat.”

Responsorial PsalmPS 78:18-19, 23-24, 25-26, 27-28

R. (24b) The Lord gave them bread from heaven.
They tempted God in their hearts
by demanding the food they craved.
Yes, they spoke against God, saying,
“Can God spread a table in the desert?”
R. The Lord gave them bread from heaven.
Yet he commanded the skies above
and the doors of heaven he opened;
He rained manna upon them for food
and gave them heavenly bread. 
R. The Lord gave them bread from heaven.
Man ate the bread of angels,
food he sent them in abundance.
He stirred up the east wind in the heavens,
and by his power brought on the south wind.
R. The Lord gave them bread from heaven.
And he rained meat upon them like dust,
and, like the sand of the sea, winged fowl,
Which fell in the midst of their camp
round about their tents. 
R. The Lord gave them bread from heaven.

Alleluia

R. Alleluia, alleluia.
The seed is the word of God, Christ is the sower;
all who come to him will live for ever.
R. Alleluia, alleluia.

GospelMT 13:1-9

On that day, Jesus went out of the house and sat down by the sea.
Such large crowds gathered around him
that he got into a boat and sat down,
and the whole crowd stood along the shore.
And he spoke to them at length in parables, saying:
“A sower went out to sow.
And as he sowed, some seed fell on the path,
and birds came and ate it up.
Some fell on rocky ground, where it had little soil.
It sprang up at once because the soil was not deep,
and when the sun rose it was scorched,
and it withered for lack of roots.
Some seed fell among thorns, and the thorns grew up and choked it.
But some seed fell on rich soil, and produced fruit,
a hundred or sixty or thirtyfold.
Whoever has ears ought to hear.”
 

For the readings of the Optional Memorial of Saint Sharbel Makhluf, please go here.

July 23 2019-Tuesday of the Sixteenth Week in Ordinary Time

 

Reading 1EX 14:21—15:1

Moses stretched out his hand over the sea,
and the LORD swept the sea
with a strong east wind throughout the night
and so turned it into dry land.
When the water was thus divided,
the children of Israel marched into the midst of the sea on dry land,
with the water like a wall to their right and to their left.

The Egyptians followed in pursuit;
all Pharaoh’s horses and chariots and charioteers went after them
right into the midst of the sea.
In the night watch just before dawn
the LORD cast through the column of the fiery cloud
upon the Egyptian force a glance that threw it into a panic;
and he so clogged their chariot wheels
that they could hardly drive.
With that the Egyptians sounded the retreat before Israel,
because the LORD was fighting for them against the Egyptians.

Then the LORD told Moses, “Stretch out your hand over the sea,
that the water may flow back upon the Egyptians,
upon their chariots and their charioteers.”
So Moses stretched out his hand over the sea, 
and at dawn the sea flowed back to its normal depth.
The Egyptians were fleeing head on toward the sea,
when the LORD hurled them into its midst.
As the water flowed back,
it covered the chariots and the charioteers of Pharaoh’s whole army
that had followed the children of Israel into the sea.
Not a single one of them escaped.
But the children of Israel had marched on dry land
through the midst of the sea,
with the water like a wall to their right and to their left.
Thus the LORD saved Israel on that day
from the power of the Egyptians.
When Israel saw the Egyptians lying dead on the seashore
and beheld the great power that the LORD
had shown against the Egyptians,
they feared the LORD and believed in him and in his servant Moses.

Then Moses and the children of Israel sang this song to the LORD:

I will sing to the LORD, for he is gloriously triumphant;
horse and chariot he has cast into the sea.

Responsorial PsalmEXODUS 15:8-9, 10 AND 12, 17

R.(1b) Let us sing to the Lord; he has covered himself in glory.
At the breath of your anger the waters piled up,
the flowing waters stood like a mound,
the flood waters congealed in the midst of the sea.
The enemy boasted, “I will pursue and overtake them;
I will divide the spoils and have my fill of them;
I will draw my sword; my hand shall despoil them!” 
R. Let us sing to the Lord; he has covered himself in glory.
When your wind blew, the sea covered them;
like lead they sank in the mighty waters.
When you stretched out your right hand, the earth swallowed them!
R. Let us sing to the Lord; he has covered himself in glory.
And you brought them in and planted them on the mountain of your inheritance—
the place where you made your seat, O LORD,
the sanctuary, O LORD, which your hands established. 
R. Let us sing to the Lord; he has covered himself in glory.

AlleluiaJN 14:23

R. Alleluia, alleluia.
Whoever loves me will keep my word,
and my Father will love him
and we will come to him.
R. Alleluia, alleluia.

GospelMT 12:46-50

While Jesus was speaking to the crowds,
his mother and his brothers appeared outside,
wishing to speak with him.
Someone told him, “Your mother and your brothers are standing outside,
asking to speak with you.”
But he said in reply to the one who told him,
“Who is my mother?  Who are my brothers?”
And stretching out his hand toward his disciples, he said,
“Here are my mother and my brothers.
For whoever does the will of my heavenly Father
is my brother, and sister, and mother.”
 

17 de JulhoQuarta-FEIRA da semana XV

lº 

Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-07-17

QUARTA-FEIRA da semana XV

Bb. Inácio de Azevedo, presbítero, 
e Companheiros, mártires – MO 
Vermelho – Ofício da memória. 
Missa da memória. 

L 1 Ex 3, 1-6. 9-12; Sal 102 (103), 1-2. 3-4. 6-7 
Ev Mt 11, 25-27 
* Na Diocese de Bragança-Miranda – Bb. Nicolau Dinis (de Bragança) e Bento de Castro (de Chacim), mártires do Brasil (1570) – MO 
* Na Diocese do Porto – Bb. Inácio de Azevedo, presbítero e Companheiros, mártires – MO 
* Na Diocese de Viana do Castelo – Bb. Inácio de Azevedo, presbítero, e Companheiros, mártires – MF 
* Na Ordem Agostiniana – B. Madalena Albrici de Como, virgem – MF 
* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – Bb. Teresa de S. Agostinho e Companheiras, virgens e mártires – MF e MO 
* Na Ordem de São Domingos – B. Ceslau da Polónia, presbítero – MF 
* Na Companhia de Jesus – Bb. Inácio de Azevedo, presbítero, e Companheiros, mártires – MO

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 16, 15 
Eu venho, Senhor, à vossa presença: 
ficarei saciado ao contemplar a vossa glória. 

ORAÇÃO COLECTA 
Senhor nosso Deus, 
que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade 
para poderem voltar ao bom caminho, 
concedei a quantos se declaram cristãos 
que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, 
sigam fielmente as exigências da sua fé. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

LEITURA I (anos ímpares) Ex 3, 1-6.9-12 
«Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama ardente, 
do meio de uma sarça» 

Moisés, que havia de ser o instrumento de Deus para libertação do povo, recebe, nesta visão, a consciência da grandeza e do poder de Deus, ao mesmo tempo que do seu amor e solicitude pelo povo que Ele queria salvar. A transcendência de Deus não é obstáculo à sua solicitude de amor para com os homens, como Moisés o sentiu. Ao mesmo tempo, o encontro com Deus é sempre encontro que transforma a vida e leva à missão, como o foi para Moisés. 

Leitura do Livro do Êxodo 
Naqueles dias, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Ao levar o rebanho para além do deserto, chegou ao monte de Deus, Horeb. Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor numa chama ardente, do meio de uma sarça. Moisés olhou para a sarça, que estava a arder, e viu que a sarça não se consumia. Então disse Moisés: «Vou aproximar-me, para ver tão assombroso espectáculo: por que motivo não se consome a sarça?» O Senhor viu que ele se aproximava para ver. Então Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés, Moisés!» Ele respondeu: «Aqui estou!» Continuou o Senhor: «Não te aproximes. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada». E acrescentou: «Eu sou o Deus de teu pai, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob». Então Moisés cobriu o rosto, com receio de olhar para Deus. Disse-lhe o Senhor: «O clamor dos filhos de Israel chegou até Mim; vi também a violência com que os egípcios os oprimem. Agora põe-te a caminho, que Eu vou enviar-te ao faraó, para que tires do Egipto o meu povo, os filhos de Israel». Moisés disse a Deus: «Quem sou eu, para ir à presença do faraó e tirar do Egipto os filhos de Israel?». Deus respondeu-lhe: «Eu estarei contigo e este é o sinal de que fui Eu que te enviei: Quando tirares o povo do Egipto, adorareis a Deus neste monte». 
Palavra do Senhor. 

SALMO RESPONSORIAL Salmo 102 (103), 1-2.3-4.6-7 (R. 8a) 

Refrão: O Senhor é clemente e cheio de compaixão. Repete-se 
Ou: Senhor, sois um Deus clemente e compassivo. Repete-se 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor 
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo. 
Bendiz, ó minha alma, o Senhor 
e não esqueças nenhum dos seus benefícios. Refrão 

Ele perdoa todos os teus pecados 
e cura as tuas enfermidades. 
Salva da morte a tua vida 
e coroa-te de graça e misericórdia. Refrão 

O Senhor faz justiça 
e defende o direito de todos os oprimidos. 
Revelou a Moisés os seus caminhos 
e aos filhos de Israel os seus p rodígios. Refrão 

ALELUIA cf. Mt 11, 25 
Refrão: Aleluia Repete-se 

Bendito, sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra, 
porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino. Refrão 

EVANGELHO Mt 11, 25-27 
«Escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes 
e as revelaste aos pequeninos» 

Os “pequeninos” são os discípulos de Jesus, as coisas que só a eles são reveladas são os mistérios do reino de Deus. De facto, o conhecimento destas verdades é fruto da revelação que Deus faz a quem escuta a sua palavra com o coração puro o sincero. O encontro com Deus só é possível se nos colocarmos diante d’Ele em atitude de verdade: verdade que é consciência da nossa profunda pobreza; verdade que é despojarmo-nos de nós mesmos, do nosso orgulho; verdade que é lançarmo-nos nos caminhos da fraternidade e da humanidade, como quem é capaz de se agarrar ao essencial, de viver “como se visse o invisível”. 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar». 
Palavra da salvação. 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 
Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração 
e concedei aos fiéis que os vão receber 
a graça de crescerem na santidade. 
Por Nosso Senhor. 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 83, 4-5 
As aves do céu encontram abrigo 
e as andorinhas um ninho para os seus filhos, 
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, 
meu Rei e meu Deus. 
Felizes os que moram em vossa casa 
e a toda a hora cantam os vossos louvores. 

Ou Jo 6, 57 
Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue 
permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor. 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO 
Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, 
humildemente Vos suplicamos: 
sempre que celebramos estes mistérios, 
aumentai em nós os frutos da salvação. 
Por Nosso Senhor. 

Santo

BB. INÁCIO DE AZEVEDO, presbítero e COMPANHEIROS, mártires 

 

Martirológio

Comemoração dos beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros[1] da Companhia de Jesus, que se dirigiam para as missões do Brasil numa nau chamada «São Tiago», quando foram assaltados por um barco de piratas e passados ao fio da espada e golpes de lança em ódio à religião católica.

 


[1]  São estes os seus nomes: Diogo de Andrade, presbítero; Gonçalo Henriques, diácono; António Soares, Bento de Castro, João Fernandes, Manuel Álvares, Francisco Álvares, João de Mayorga, Estêvão de Zurara, Afonso de Baena, Domingos Fernandes, outro João Fernandes, Aleixo Delgado, Luís Correia, Manuel Rodrigues, Simão Lopes, Manuel Fernandes, Álvaro Mendes, Pedro Nunes, Luís Rodrigues, Francisco de Magalhães, Nicolau Dinis, Gaspar Álvares, Brás Ribeiro, António Fernandes, Manuel Pacheco, Pedro de Fontoura, André Gonçalves, Amaro Vaz, Diogo Pires, Marcos Caldeira, António Correia, Fernando Sánchez, Gregório Escribano, Francisco Pérez Godoy, João de Zafra, João de San Martin, Simão da Costa, religiosos; e ainda João “Agregado” (isto é, que se lhes juntou).

 

2.   Em Cartago, na hodierna Tunísia, o dia natal dos santos mártires cilitanos – EsperatoNarzalCitinoVetúrioFélixAquilinoLetâncioJanuáriaGenerosaVéstiaDonata e Segunda – que, por ordem do procônsul Saturnino, depois de terem professado a sua fé em Cristo, foram encerrados no cárcere; no dia seguinte, atados a um cepo, por perseverarem firmemente a declarar-se cristãos e a recusar prestar homenagem divina ao imperador, foram condenados à morte; e enquanto eram degolados ao fio da espada, de joelhos unanimemente davam graças a Deus.
3.   Em Amástris, na Paflagónia, na hodierna Turquia, São Jacinto, mártir.
4.   Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia, as santas Justa e Rufina, virgens, que, aprisionadas pelo governador Diogeniano, depois de sofrerem cruéis suplícios, padeceram o cárcere, a fome e outras torturas: Justa morreu no cativeiro; Rufina, por continuar a profissão de fé no Senhor, foi decapitada.
5.   Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santa Marcelina, virgem, irmã de Santo Ambrósio, que em Roma, na basílica de São Pedro, recebeu do papa Libério o véu da consagração no dia da Epifania do Senhor.
6.   Em Roma, na igreja situada no monte Aventino, celebra-se um homem de Deus chamado Aleixo, que, segundo a tradição, deixou a sua casa que era rica, para se fazer pobre e viver incognitamente de esmolas.
7.   Em Auxerre, na Gália Lionense, actualmente na França, São Teodósio, bispo.
8.   Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Enódio, bispo, que celebrou nos seus hinos as memórias e templos dos Santos e distribuiu generosamente os seus bens.
9*.   Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, região da Austrásia, actualmente na Bélgica, São Fredegando, monge, provavelmente procedente da Irlanda, que foi companheiro de São Foilão e de outros missionários itinerantes.
10*.   No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra, São Kenelmo, príncipe da Mércia, que é considerado mártir.
11.   Em Roma, junto de São Pedro, São Leão IV, papa, defensor da cidade e apologista do primado de Pedro.
12.   Em Stockerau, no território de Viena, na Baviera, actualmente na Áustria, São Colomano, de origem irlandesa, que se fez peregrino em nome de Deus; ao dirigir-se para a Terra Santa, foi considerado um espia inimigo e, suspenso de uma árvore, alcançou a Jerusalém celeste.
13*.   Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, em território da actual Eslováquia, os santos André ou Zoerardo e Bento, eremitas, que, vindos da Polónia para a Hungria a pedido de Santo Estêvão, seguiram num ermo do monte Zobor uma vida de rigorosa austeridade.
14.   Em Cracóvia, na Polónia, Santa Edviges, rainha, que, nascida na Hungria, recebeu o reino da Polónia e, tendo-se casado com Jaguelione, grão-duque da Lituânia, que recebeu no Baptismo o nome de Ladislau, com ele propagou a fé católica na Lituânia.
15*.   Em Paris, na França, as beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheiras[2], virgens do Carmelo de Compiègne e mártires, que, durante a Revolução Francesa, por observarem fielmente a disciplina monástica foram condenadas à morte e, perante o patíbulo, renovaram as promessas da fé baptismal e os votos religiosos.

 


[2]  São estes os seus nomes: Maria Ana Francisca Brideau (São Luís), Maria Ana Piedcourt (Ana Maria de Jesus Crucificado), Ana Maria Madalena Thouret (Carlota da Ressurreição), Maria Cláudia Cipriana Brard (Eufrásia da Imaculada Conceição), Maria Francisca Gabriela de Croissy (Henriqueta de Jesus), Maria Ana Hanisset  (Teresa do Coração de Maria), Maria Gabriela Trézel (Teresa de Santo Inácio), Rosa Cristina de Neuville (Júlia Luísa de Jesus), Maria Anita Pelras (Maria Henriqueta da Providência), Maria Genoveva Meunier (Constância), Angélica Roussel (Maria do Espírito Santo), Maria Dufour (Santa Marta), Isabel Julieta Vérolot (São Francisco Xavier), Catarina Soiron e Teresa Soiron.

 

16.   Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China, São Pedro Liu Ziyu, mártir, que durante a perseguição desencadeada pelos sequazes da seita dos “Yihetuan”, apesar dos conselhos dissuasivos dos amigos, permaneceu firme na fé cristã e por isso foi trespassado ao fio da espada.
17*.   Em Leopoldov, na Eslováquia, o Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich), bispo e mártir, que, sendo pastor dos fiéis no território de Presov, durante o domínio dum regime hostil a Deus, foi encarcerado e suportou tão graves tribulações que, depois de atrozes torturas, acolhendo fielmente as palavras de Cristo, com uma corajosa profissão de fé passou à vida eterna.

 

16 de JulhoTERÇA-FEIRA da semana XV

Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-07-16

TERÇA-FEIRA da semana XV

Nossa Senhora do Carmo – MO 
Branco – Ofício da memória. 
Missa da memória. 
**********************************************************************************************************************************************************
L 1 Ex 2, 1-15a; Personagens e Proteção divina 

 

Sal 68 (69), 3. 14. 30-31. 33-34 : A humildade do Crente e a Grandeza de Deus

 


Ev Mt 11, 20-24 : A responsabilidade perante Deus dos que escutaram a sua Palavra e não lhe deram a resposta

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 16, 15 
Eu venho, Senhor, à vossa presença: 
ficarei saciado ao contemplar a vossa glória. 


LEITURA I (anos ímpares) Ex 2, 1-15a 
«Deu-lhe o nome de Moisés, dizendo: ‘Salvei-o das águas’. 
Quando Moisés já era homem, foi ter com os seus irmãos» 

A Bíblia apresenta com frequência a intervenção divina na infância das personagens que hão-de vir a desempenhar papéis da maior importância na história do povo de Deus. Assim acontece com Moisés. Depois, este, à medida que vai crescendo, não esquece a solidariedade com os seus irmãos e, por amor a eles, chega a expor-se à vingança dos pagãos. 

Leitura do Livro do Êxodo 
Naqueles dias, um homem da família de Levi tomou como esposa uma jovem da mesma tribo. A mulher concebeu e deu à luz um filho e, vendo como era belo, escondeu-o durante três meses. Como não podia mantê-lo oculto por mais tempo, arranjou uma cesta de papiro, calafetou-a com betume e pez, meteu nela o menino e colocou-a entre os juncos, à beira do rio, enquanto a irmã dele ficava a certa distância, para ver o que iria acontecer-lhe. Ora a filha do faraó desceu ao rio para se banhar, enquanto as suas donzelas passeavam ao longo da margem. Então ela avistou a cesta no meio dos juncos e mandou a uma serva que a fosse buscar. Abriu-a e viu a criança: era um menino a chorar. Teve pena dele e exclamou: «É um filho de hebreus». A irmã dele disse à filha do faraó: «Queres que eu vá procurar, entre as mulheres hebreias, uma ama para criar este menino?». «Vai!» – disse a filha do faraó. E a jovem foi chamar a mãe da criança. Disse-lhe a filha do faraó: «Leva este menino, a fim de o criares para mim, e eu própria te darei o teu salário». Então a mulher levou a criança e amamentou-a. Quando o menino cresceu, trouxe-o à filha do faraó, que o adoptou como filho e lhe deu o nome de Moisés, dizendo: «Salvei-o das águas». Certo dia, quando Moisés já era homem, foi ter com os seus irmãos e viu como eram duros os trabalhos a que os sujeitavam. Viu também um egípcio agredir um dos hebreus, seus irmãos. Olhou para todos os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia. Ao voltar no dia seguinte, estavam dois hebreus a lutar um contra o outro. Disse então ao agressor: «Porque bates no teu companheiro?». Mas ele respondeu-lhe: «Quem te fez nosso chefe ou nosso juiz? Pretendes matar-me como fizeste ao egípcio?». Moisés assustou-se, pensando consigo: «Certamente o facto é conhecido». O faraó ouviu falar do caso e procurava dar a morte a Moisés. Então Moisés fugiu para longe e foi refugiar-se na terra de Madiã. 
Palavra do Senhor. 


SALMO RESPONSORIAL Salmo 68 (69), 3.14.30-31.33-34 (R. cf. 33) 
Refrão: Humildes, procurai o Senhor. Repete-se 
Ou: Procurai, pobres, o Senhor e encontrareis a vida. Repete-se 

Atolei-me na lama do abismo 
e não tenho onde apoiar-me. 
Cheguei até ao fundo das águas 
e as ondas me submergiram. Refrão 

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica, 
no momento propício, meu Deus. 
Pela vossa grande bondade, respondei-me, 
em prova da vossa salvação. Refrão 

Eu sou pobre e miserável: 
defendei-me, ó Deus, com a vossa protecção. 
Louvarei com cânticos o nome de Deus 
e em acção de graças O glorificarei. Refrão 

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos, 
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará. 
O Senhor ouve os pobres 
e não despreza os cativos. Refrão 


ALELUIA cf. Salmo 94 (95), 8ab 
Refrão: Aleluia Repete-se 

Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, 
não fecheis os vossos corações. Refrão 


EVANGELHO Mt 11, 20-24 
«O dia do Juízo será mais tolerável para Tiro e Sidónia 
do que para vós» 

Quanto maior foi o conhecimento que se teve da palavra de Deus, maior será a responsabilidade diante do mesmo Deus. Por isso, maior é a responsabilidade das terras onde chegou a mensagem do Evangelho do que a daquelas onde ela nunca chegou. O aviso do Senhor tinha especial razão de ser para os seus contemporâneos que não prestavam a devida atenção à palavra que ouviam directamente da sua boca, mas igualmente a têm para todos a quem, através dos tempos, essa mesma palavra pôde chegar. 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo seg. São Mateus 
Naquele tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás exaltada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Porque se em Sodoma se tivessem realizado os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para a terra de Sodoma do que para ti». 
Palavra da salvação. 


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 
Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração 
e concedei aos fiéis que os vão receber 
a graça de crescerem na santidade. 
Por Nosso Senhor. 


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 83, 4-5 
As aves do céu encontram abrigo 
e as andorinhas um ninho para os seus filhos, 
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, 
meu Rei e meu Deus. 
Felizes os que moram em vossa casa 
e a toda a hora cantam os vossos louvores. 

Ou Jo 6, 57 
Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue 
permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor. 


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO 
Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, 
humildemente Vos suplicamos: 
sempre que celebramos estes mistérios, 
aumentai em nós os frutos da salvação. 
Por Nosso Senhor.