TERÇA-FEIRA da semana XXII 03 de Setembro

 

Agenda litúrgica

2019-09-03

TERÇA-FEIRA da semana XXII

  1. Gregório Magno, papa e doutor da Igreja – MO 

S. GREGÓRIO MAGNO, papa e doutor da Igreja

 Nota Histórica

Nasceu em Roma por volta do ano 540. Tendo tomado a carreira política, chegou a ser nomeado prefeito da Urbe. Abraçou depois a vida monástica, foi ordenado diácono e desempenhou o cargo de legado pontifício em Constantinopla. No dia 3 de Setembro do ano 590 foi elevado à Cátedra de Pedro, cargo que exerceu como verdadeiro bom pastor no governo da Igreja, no cuidado dos pobres, na propagação e consolidação da fé. Escreveu muitas obras de Moral e Teologia. Morreu a 12 de Março do ano 604.



L 1 1 Tes 5, 1-6. 9-11; Sal 26 (27), 1. 4. 13. 14 
Ev Lc 4, 31-37 .

 Missa

 ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 85, 3.5 
Tende compaixão de mim, Senhor, 
que a Vós clamo o dia inteiro. 
Vós, Senhor, sois bom e indulgente, 
cheio de misericórdia para àqueles que Vos invocam. 


ORAÇÃO COLECTA 
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, 
infundi em nossos corações o amor do vosso nome 
e, estreitando a nossa união convosco, 
dai vida ao que em nós é bom 
e protegei com solicitude esta vida nova. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo 
aos Tessalonicenses 
Irmãos: Sobre o tempo e a ocasião da vinda do Senhor, não precisais que vos escreva, pois vós próprios sabeis perfeitamente que o dia do Senhor vem como um ladrão nocturno. 
E quando disserem: «Paz e segurança», é então que subitamente cairá sobre eles a ruína, como as dores da mulher que está para ser mãe, e não poderão escapar. Mas vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas. Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios. Deus não nos destinou para sofrermos a sua ira, mas para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos em união com Ele. Por isso, animai-vos mutuamente e edificai-vos uns aos outros, como já fazeis. 
Palavra do Senhor. 


COMENTÁRIO ECLESIA

LEITURA I (anos ímpares) 1 Tes 5, 1-6.9-11 
«Para que o dia do Senhor não vos surpreenda como um ladrão» 

A vinda do Senhor é certa, embora seja incerta a sua hora. Assim, esta há-de ser aguardada na vigilância, como em vigília de oração, na esperança e na alegria, como por quem espera a hora da salvação. 

COMENTÁRIO DEONIANOS  

Ao concluir a sua carta, Paulo retoma os temas desenvolvidos e faz uma última e decisiva exortação: «vigiemos» (v. 6). O Dia do Senhor é imprevisível. Chegará como um ladrão. A fé na parusia relativiza a atitude do cristão perante as grandes realizações históricas: «Quando disserem: «Paz e segurança», então se abaterá repentinamente sobre eles a ruína» (v. 3). Embora alegrando-se com as vitórias humanas sobre as suas múltiplas alienações, os cristãos nunca considerarão definitiva nenhuma época histórica, mas adoptarão, em relação a ela, uma atitude crítica e de espera. Não era isso que acontecia, pelo menos com alguns cristãos de Tessalónica, que se entretinham nos prazeres de um mundo vão, se abandonavam ao ócio, aos boatos, aos vícios da vida nocturna. Mais pareciam pagãos do que cristãos, porque não tinham em conta o dia do Juízo, absolutamente inelutável. São filhos das trevas. Os verdadeiros cristãos, pelo contrário, são filhos da luz, pessoas que conhecem o sentido e o fim deste mundo.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 26 (27), 1.4.13-14 (R. cf. 13) 
Refrão: Espero contemplar a bondade do Senhor 
na terra dos vivos. Repete-se 

O Senhor é minha luz e salvação: 
a quem hei-de temer? 
O Senhor é a defesa da minha vida: 
de quem hei-de ter medo? Refrão 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio: 
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, 
para gozar da suavidade do Senhor 
e visitar o seu santuário. Refrão 

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor 
na terra dos vivos. 
Confia no Senhor, sê forte. 
Tem confiança e confia no Senhor. Refrão 


ALELUIA Lc 7, 16 
Refrão: Aleluia Repete-se 
Apareceu no meio de nós um grande profeta: 
Deus visitou o seu povo. Refrão 


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 
Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque falava com autoridade. Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de demónio impuro, que bradou com voz forte: «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus». Disse-lhe Jesus em tom severo: «Cala-te e sai desse homem». O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes, saiu dele sem lhe fazer mal nenhum. Todos se encheram de assombro e diziam entre si: «Que palavra esta! Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros e eles saem!». E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região. 
Palavra da salvação. 
COMENTÁRIO ECLESIA   


EVANGELHO      Lc 4, 31-37

«Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus»

 

De Nazaré, Jesus desce até Cafarnaum, na beira do lago. Mais tarde será aí a sua cidade habitual. Ao sábado, lá está na celebração da Palavra na sinagoga e ensina o povo, que se encanta com as suas palavras e o seu poder revelado na cura do possesso. Palavras e acções, tudo são palavras da Palavra, que é o Verbo, o Filho de Deus, que o Pai envia ao mundo.

Evangelho: Lucas 4, 31-37

Naquele tempo, Jesus 31desceu a Cafarnaúm, cidade da Galileia, e a todos ensinava ao sábado. 32E estavam maravilhados com o seu ensino, porque falava com autoridade. 33Encontrava-se na sinagoga um homem que tinha um espírito demoníaco, o qual se pôs a bradar em alta voz: 34«Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus!» 35Jesus ordenou-lhe: «Cala-te e sai desse homem!» O demónio, arremessando o homem para o meio da assistência, saiu dele sem lhe fazer mal algum. 36Dominados pelo espanto, diziam uns aos outros: «Que palavra é esta? Ordena com autoridade e poder aos espíritos malignos, e eles saem!» 37A sua fama espalhou-se por todos os lugares daquela região.

COMENTÁRIO DEONIANOS

A distância entre Nazaré e Cafarnaúm é relativamente curta. Jesus percorre-a para a anunciar o evangelho e curar os enfermos. Assim, para Lucas, mostra a autoridade de que está revestido. A palavra de Jesus é eficaz: realiza o que significa. Os gestos terapêuticos de Jesus levam conforto e vida a todos os que deles precisam.

Palavras e gestos são os elementos que ligam todo o Evangelho (cf. Lc 24, 19 onde se fala de «Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo»; Act 1,1: «No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei as obras e os ensinamentos de Jesus, desde o princípio»). Esta página, que se refere ao início do ministério público de Jesus, confirma-o. Jesus quer se escutado e acolhido por todos e cada um dos homens: por isso lhes fala ao coração e lhes cura o corpo. É uma intervenção libertadora que revela a eficácia da palavra de Jesus. O texto de hoje apresenta-nos um pobre doente que é libertado de um espírito maligno. Começa o choque frontal entre Jesus e o demónio. Esse choque é preciso para que Jesus se revele como salvador, isto é, como aquele que redime os que estão sob o domínio de Satanás e resgata para Deus e para o seu reino.

A intervenção de Jesus tem dois efeitos colaterais: suscita espanto em alguns e faz com que a sua fama se espalhe na região.

Meditatio

  1. Paulo, na primeira leitura, diz: «irmãos, não estais nas trevas… todos vós sois filhos da luz e filhos do dia» (v. 4-5). Somos filhos da luz, graças à palavra de Jesus. Somos filhos do dia, graças à eficácia dessa palavra. A palavra de Cristo chega até nós nos sacramentos da Igreja. Chega aos nossos ouvidos, mas chega, sobretudo, aos nossos corações, às nossas consciências. Essa palavra purifica-nos intimamente, torna-nos filhos da luz. Assim, ficamos em segurança, e não corremos o risco de ser surpreendidos. Venham as tribulações que vierem, estamos preparados para as transformar em ocasiões de progresso, de vitória. Quem se apega aos bens terrenos está sempre inseguro. Quem, pelo contrário, segue a Cristo e acolhe a sua palavra, tem em si a força tranquila que lhe permite ultrapassar todos os obstáculos. «Deus – diz-nos Paulo – não nos destinou à ira mas à posse da salvação por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo que morreu por nós» (vv. 4-5). A sua morte deu à sua palavra toda a eficácia, todo o poder. Doravante, podemos estar sempre com Ele, e encontrar a paz, que nada nem ninguém podem perturbar.

O evangelho mostra-nos a eficácia e o poder dessa palavra. Jesus fala «com autoridade» (v. 32). Era uma novidade absoluta em Israel. Até Jesus, os mestres falavam apoiando-se sempre na autoridade dos antigos, da tradição. Jesus fala sem precisar desses apoios: tinha uma autoridade pessoal que era suficiente. Os milagres, e concretamente, a capacidade de expulsar demónios, mostram-nos a eficácia da sua palavra. Intima o demónio a calar-se, a deixar a pessoa de quem tinha tomado posse, e o espírito demoníaco nada mais pode fazer do que obedecer: «O demónio… saiu dele sem lhe fazer mal algum» (v. 35). E todos foram «dominados pelo espanto», o espanto que invade o homem quando se vê perante uma manifestação divina. «E diziam uns aos outros: «Que palavra é esta? Ordena com autoridade e poder aos espíritos malignos, e eles saem!» (v. 36).

Mas a palavra de Jesus, eficaz e poderosa para nos libertar dos nossos males, é igualmente eficaz e poderosa para realizar a nossa união a Cristo e ao seu amor oblativo ao Pai pelos homens: «Escutamos com frequência a Palavra de Deus. Contemplamos o amor de Cristo nos mistérios da sua vida e na vida dos homens; sustentados pela nossa adesão a Ele, unimo-nos à sua oblação pela salvação do mundo.» (Cst 77).

Oratio

Senhor, Tu vieste para nos salvar. Mas vieste com a espada de dois gumes, que é a tua Palavra. Essa espada, que nos penetra até ao mais íntimo de nós mesmos, não nos

deixa indiferentes. Diante dela, ou gritamos escandalizados, rejeitando-a, ou gritamos espantados com as maravilhas que realiza em nós e à nossa volta. Quem não é por Ti, é contra Ti! Quem perde a vida para Te servir, quem se entrega à tua Palavra, vive da tua própria vida. Como juiz divino, ensinaste-nos a ver para além das aparências, a não temer a morte, para vivermos, desde já, na alegria da vida Contigo. Bendito sejas para sempre! Amen.

Contemplatio

Os apóstolos estavam inquietos, perturbados, angustiados, porque Nosso Senhor se ia embora. É sempre a nossa tentação. É mais forte, quando a nossa fé baixa. Temos necessidade de Nosso Senhor. Se está presente, ao menos pela fé, a nossa alma está em paz, na calma. Como a perturbação é frequente em mim! «Os meus dias são maus, cheios de dores e de contrariedades, diz a Imitação; estou sujo por uma infinidade de pecados, envolvido por um grande número de paixões, apertado por diversos temores, dividido por múltiplos cuidados, distraído pela curiosidade, embaraçado pela vaidade, afligido pela tentação, amolecido pelas delícias, atormentado pelos meus desejos». As inquietações devoram-me, a actividade arrasta-me, a febre agita-me, as tristezas abatem-me. Falta-me uma fé viva. O porto de salvação, o asilo da segurança está lá, é o Coração de Jesus, mas não sei entrar nele nem manter-me ao abrigo de todas as perturbações. Senhor, com a vossa palavra eficaz as ondas agitadas que agitam a minha alma. Repeti a palavra pacificadora que dissestes aos apóstolos: «Que o vosso coração não se perturbe», e o meu coração se acalmará. (Leão Dehon, OSP 3, p. 427).

Actio

Repete frequentemente e vive hoje a Palavra:«Deus destinou-nos à posse da salvaçãopor meio de Nosso Senhor Jesus Cristo » (1 Ts 5, 9).

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 
Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos 
e realizai em nós, com o poder da vossa graça, 
a redenção que celebramos nestes mistérios. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 30, 20 
Como é grande, Senhor, 
a vossa bondade para aqueles que Vos servem! 

Ou Mt 5, 9-10 
Bem-aventurados os pacíficos, 
porque serão chamados filhos de Deus. 
Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, 
porque deles é o reino dos céus. 


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO 
Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, 
fazei que esta fonte de caridade 
fortaleça os nossos corações 
e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. 
Por Nosso Senhor.

******************************************************************************Meditation: What kind of harvest does the Lord want us to reap today for his kingdom? When Jesus commissioned seventy of his disciples to go on mission, he gave them a vision of a vast field that is ready to be harvested for the kingdom of God. Jesus frequently used the image of a harvest to convey the coming of God’s reign on earth. The harvest is the fruition of much labor and growth – beginning with the sowing of seeds, then growth to maturity, and finally the reaping of fruit for the harvest.

God’s word grows like a seed within us
In like manner, the word of God is sown in the hearts of receptive men and women who hear his word, accept it with trust and obedience, and then share the abundant fruit of God’s word in their life with others. The harvest Jesus had in mind was not only the gathering in of the people of Israel, but all the peoples (and nations) of the world. John the Evangelist tells us that  “God so loved the world that he gave his one and only Son, that whoever believes in him shall not perish but have eternal life” (John 3:16).

Be a sower of God’s word of peace and mercy
What does Jesus mean when he says his disciples must be “lambs in the midst of wolves”? The prophet Isaiah foretold a time when wolves and lambs will dwell in peace (Isaiah 11:6 and 65:25). This certainly refers to the second coming of the Lord Jesus when all will be united under the Lordship of Jesus after he has put down his enemies and established the reign of God over the heavens and the earth. In the meantime, the disciples must expect opposition and persecution from those who would oppose the Gospel. Jesus came to lay down his life for us, as our sacrificial lamb, to atone for our sins and the sins of the world. We, in turn, must be willing to offer our lives with gratitude and humble service for our Savior, the Lord Jesus Christ.

We are called to speak and witness in God’s name
What is the significance of Jesus appointing seventy disciples to the ministry of the word? Seventy was a significant number in biblical times. Moses chose seventy elders to help him in the task of leading the people through the wilderness. The Jewish Sanhedrin, the governing council for the nation of Israel, was composed of seventy members. In Jesus’ times seventy was held to be the number of nations throughout the world. Jesus commissioned the seventy to a two-fold task – to speak in his name and to act with his power.

.”Lord Jesus, may the joy and truth of the Gospel transform my life that I may witness it to those around me. Grant that I may spread your truth and merciful love wherever I go.