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11 02 Domingo Jo 11, 21-27 «Eu sou a ressurreição e a vida».

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo,disse Marta a Jesus:
«Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
Mas eu sei que, mesmo agora,
tudo o que pedires a Deus, Ele To concederá».
Disse-lhe Jesus:
«Teu irmão ressuscitará».
Marta respondeu:
«Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia».
Disse-lhe Jesus:
«Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem acredita em Mim,
ainda que tenha morrido, viverá;
e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá.
Acreditas nisto?».
Disse-Lhe Marta:
«Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus,
que havia de vir ao mundo».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

O Evangelho de São João, no capítulo 11, versículos 21 a 27, apresenta um dos momentos mais profundos e reveladores da vida de Jesus. Estamos diante da morte de Lázaro, irmão de Marta e Maria, e da chegada de Jesus a Betânia. A dor de Marta é palpável em suas primeiras palavras a Jesus: «Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido». Esta frase, carregada de mágoa e fé ao mesmo tempo, revela a sua profunda convicção no poder de Jesus. Ela acredita que a Sua presença teria evitado a tragédia, mas mesmo assim, mantém a esperança: «Mas eu sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Ele To concederá»..

A resposta de Jesus é um anúncio de esperança imediata: «Teu irmão ressuscitará». No entanto, Marta, com a sua fé ainda ligada à compreensão judaica da ressurreição, responde: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia». É neste ponto que Jesus pronuncia uma das mais poderosas declarações sobre a Sua própria identidade: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá. Acreditas nisto?».

Esta afirmação de Jesus transcende a ideia de uma ressurreição futura e distante. Ele se apresenta não como alguém que simplesmente causa a ressurreição, mas como a própria essência dela e da vida. A vida que Jesus oferece não é apenas a vida terrena, nem apenas a vida após a morte, mas uma vida plena e eterna que começa no momento em que se acredita Nele. A morte física torna-se apenas uma passagem para aqueles que creem, pois a união com Cristo garante a vida para sempre.

A pergunta final de Jesus a Marta – «Acreditas nisto?» – é um convite pessoal a uma fé mais profunda e abrangente. Marta, movida pelo Espírito Santo, responde com uma confissão de fé que ecoa através dos séculos: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». Ela reconhece Jesus não apenas como um taumaturgo, mas como o Ungido de Deus, o Salvador prometido. Esta é a fé que nos salva, que nos dá a certeza da vida eterna em Cristo. O episódio de Lázaro não é apenas um milagre, mas uma catequese profunda sobre a natureza da vida e da morte em Jesus Cristo.

Oração

Senhor Jesus Cristo, ressurreição e vida,
Agradecemos-Te por estas palavras de esperança e verdade.
Concede-nos a graça de crer em Ti com a mesma fé de Marta,
Reconhecendo-Te como o Messias, o Filho de Deus,
Que veio ao mundo para nos dar a vida eterna.
Que a Tua presença nos fortaleça diante da dor e da perda,
Dando-nos a certeza de que, em Ti, a morte não tem a última palavra.
Que possamos viver cada dia na Tua luz,
Com a esperança inabalável da ressurreição.

Ámen.

 

 

11 01 Sábado Mt 5, 1-12a  «Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa»

11 01 Sábado Mt 5, 1-12a  «Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,

ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se.

Rodearam-n’O os discípulos

e Ele começou a ensiná-los, dizendo:

«Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

Bem-aventurados os humildes,

porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os que choram,

porque serão consolados.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,

porque serão saciados.

Bem-aventurados os misericordiosos,

porque alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração,

porque verão a Deus.

Bem-aventurados os que promovem a paz,

porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça,

porque deles é o reino dos Céus.

Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa,

vos insultarem, vos perseguirem

e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.

Alegrai-vos e exultai,

porque é grande nos Céus a vossa recompensa».

Palavra da salvação..

Reflexão

O Evangelho de São Mateus 5, 1-12a, conhecido como as Bem-Aventuranças, é um dos textos mais fundacionais e transformadores dos ensinamentos de Jesus. Ao subir ao monte e sentar-Se, Jesus assume a posição de um novo Moisés, promulgando uma “nova lei” que não se baseia em preceitos externos, mas numa profunda transformação interior e em valores que subvertem as expectativas mundanas. Este discurso não é apenas uma lista de virtudes a serem alcançadas, mas um mapa para a verdadeira felicidade e para a plenitude do Reino de Deus.

Jesus inicia com os “pobres em espírito”, não se referindo apenas à carência material, mas a uma atitude de despojamento interior, de humildade que reconhece a total dependência de Deus. É a renúncia ao orgulho e à autossuficiência que abre o coração para receber o Reino dos Céus. Em seguida, os “humildes” são prometidos a posse da terra, um símbolo da herança divina e da realização da vida em Deus, contrariando a visão mundana de que o poder reside na dominação.

Aos que “choram”, Jesus promete consolo. Este choro não é apenas de tristeza, mas pode ser o lamento pelos pecados, a compaixão pelo sofrimento alheio ou a dor pelas injustiças do mundo. Para esses, o consolo divino é uma certeza. Aqueles que têm “fome e sede de justiça” serão saciados, indicando uma busca ardente pela vontade de Deus e pela retidão em todas as dimensões da vida, uma sede que só a retidão de Deus pode aplacar.

A misericórdia, um atributo central de Deus, é a virtude dos “misericordiosos”, que por sua vez alcançarão misericórdia. É o convite para refletir o amor e o perdão divinos nas relações humanas. Os “puros de coração” verão a Deus, apontando para uma integridade de intenções, uma sinceridade que busca unicamente a Deus. Os “que promovem a paz” são elevados ao título de “filhos de Deus”, revelando o seu papel na construção de um mundo reconciliado.

Finalmente, Jesus aborda a perseguição. Os “que sofrem perseguição por amor da justiça” e aqueles que são insultados e perseguidos por causa Dele, são bem-aventurados, pois o Reino dos Céus lhes pertence e a sua recompensa será grande. Esta é a bem-aventurança mais desafiadora, pois exige um compromisso inabalável com a fé e com os valores do Evangelho, mesmo diante da adversidade. As Bem-Aventuranças são, portanto, um convite radical para uma vida que reflete o coração de Deus, uma vida de bem-aventurança que transcende as promessas superficiais do mundo.

Oração

Ó Deus, louvamos-Te pelas palavras de vida em Jesus. Ajuda-nos a ser humildes, a chorar com os que sofrem, a ter fome de justiça e a ser misericordiosos, para Te ver e sermos instrumentos da Tua paz. Dá-nos força na perseguição, lembrando a recompensa celestial, e que a Tua graça nos impulsione a viver as Bem-Aventuranças. Por Cristo. Amém.

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