Sexta feira da XXI semana do tempo comum.docx

SEXTA-FEIRA

PRIMEIRA LEITURA (anos pares) ICOR 1,17-25
Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, mas sabedoria de Deus para aqueles que são chamados.
Ler a Palavra
Paulo une estreitamente o conteúdo do seu anúncio ao estilo do evangelizador, que tem como tarefa principal fazer conhecer a Cruz de Cristo, conteúdo imprescindível de toda a missão apos-tólica. A Cruz determina o estilo modesto e humilde do anúncio, que não é feito procurando sabedorias humanas ou efeitos espe¬ciais particulares. A citação profética de Is 29,14 fundamenta o discurso do Apóstolo, que defende a sua actividade realizada em conformidade com o estilo humilde do Evangelho.
Compreender a Palavra
Este texto é uma síntese admirável do pensamento do Apósto¬lo Paulo, que quando hebreu foi escolhido por Deus para se tor¬nar evangelizador dos gentios. Embora tenha sido antes um de-fensor acérrimo do Judaísmo e, posteriormente, do Cristianismo aberto a todos (depois do encontro do caminho de Damasco), mantém se humilde perante o plano de Deus que se manifestou na Cruz de Cristo, incapaz quase de o poder classificar entre as muitas ideias do tempo.
A citação de Is 29,14 confirma o modo de agir de Deus, que não procede segundo competências adquiridas pela sabedoria dos homens, mas quer surpreender a inteligência humana com aquilo
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que parece estulto. A pobreza do instrumento da pregação e o escândalo do seu conteúdo – Cristo Crucificado – não concede espaço a sofismas elaborados ou a tentativas de sistemas lógicos vigentes. Também a inteligência humana, com as suas não pou cas conquistas, deve permanecer humilde e aberta perante aquilo que Deus faz, pois é Ele que dá significado a todas as coisas e lhes indica a lógica correcta.
SALMO RESPONSORIAL SL 32,1-2.4-5.10 11
À maneira de comentário à primeira leitura, o Salmo 32 subli nha a rectidão da Palavra de Deus que não cai no vazio porque e expressão da justiça e do amor do Senhor. Os Seus projectos, porém, permanecem desconhecidos, sobretudo para aqueles que arquitectam a sua vida ou a do próximo com estilos e entendi¬mentos diversos.
EVANGELHO MT 25,1-13
Aí vem o Esposo: ide ao seu encontro.
Ler a Palavra
A primeira das três parábolas, que em MT 25 descrevem a es¬pera cristã do regresso do Senhor, é caracterizada pelo ambiente de núpcias de dez virgens que esperam o esposo. Mas a espera deve ser vigilante e prudente. Assim as comunidades cristãs não devem permitir-se distracções ou superficialidades, mas são cha madas a alimentar a fé com o azeite da esperança e da paciência, que jamais podem abrandar em quem espera a sabedoria verda deira e fecunda.
Compreender a Palavra
O tema geral da vigilância é explicado mediante a antítese insensatez/prudência, personificada nestas virgens que espe¬ram todas o esposo, mas nem todas estão preparadas do mesmo modo. Prudência, portanto, é saber esperar, saber ter paciência
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sem apressar o momento do encontro, fazendo tudo para que, quando chegar, nos encontre preparados. O código dessa paciên¬cia é o azeite, que permitirá manter acesa a chama da lâmpada. A insensatez, pelo contrário, é aquela espécie de superficialidade de vida que não sabe avaliar com suficiente ponderação a realida¬de das coisas e pressupõe poder resolver tudo de qualquer manei¬ra. O convite da parábola é o de trabalharmos sempre e de qual-quer maneira, sem pensar que tudo está adquirido, mesmo aquela fé que o homem bem preparado pode sempre receber como dom daquele Deus que jamais se cansa de usar misericórdia.
DA PALAVRA PARA A VIDA
Das leituras propostas para este dia podemos escolher alguns temas para reflexão pessoal.
Em primeiro lugar, do Evangelho deduz-se que a espera do esposo requer condições de preparação em graus diversos e, tudo o que se julga possuir, não deve ser julgado adquirido. Poder-se-ia dizer que saber que se é convidado para as bodas com o esposo não é condição suficiente para poder casar, tal como assumir comportamentos corteses e correctos não é ga¬rantia de credibilidade do próprio amor ao esposo. Tanto o conhecer como o comportamento moral não ajudam por si só a compreender a natureza esponsal e afectiva da vida cris¬tã. O esposo pede para ser amado com todas as forças, com todo o coração, com toda a alma e, precisamente por isso, as lâmpadas da fé devem ser mantidas acesas, porquanto elas são a disposição interior que nos permite permanecer sempre abertos ao mistério, mesmo quando o conhecimento e a ética parecem já funcionar bem. Existe um nível mais profundo, afectivo e contemplativo para cultivar e guardar, para que o espírito humano se mantenha sempre disponível à interven¬ção de Deus.
Um segundo tema, extraído da primeira leitura, anos ímpares, está unido ao Evangelho através da realidade do corpo, que é chamado a participar da santidade divina. Se a santidade consiste em sermos permeáveis à acção do Espírito, que nos
torna familiares à vida de Deus, eis que o corpo, que é a nossa capacidade de relação com os outros, é o objecto privilegiado dessa acção e não deve subtrair-se como se a fé fosse só um problema de ideias ou de bons sentimentos. A sabedoria de Deus então (primeira leitura, anos pares) diz respeito àquilo que aos nossos olhos é débil e frágil. Mas Deus escolhe as coi¬sas pequenas e débeis para poder valorizá-las, revesti-las da Sua misericórdia, e transformá-las com a força do Seu amor.
A força da Cruz continua a manifestar-se nos sinais débeis e frágeis dos santos sacramentos, sobretudo no da Eucaris¬tia, revelando mais uma vez que tudo o que foi criado é ama¬do por Deus e é por Ele assumido para lhe manifestar a Sua glória.
Oração
Senhor Deus,
a Vossa sabedoria vai em busca
de todos os que escutam a Vossa voz;
tornai-nos dignos de participar no Vosso banquete
e fazei que acrescentemos o azeite das nossas lâmpadas,
para que não se apaguem na espera,
mas quando Vós vierdes
estejamos prontos a ir ao Vosso encontro
para entrarmos Convosco na festa nupcial.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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