Sábado da XXI semana do tempo comum

Em construção

SÁBADO

PRIMEIRA LEITURA (anos pares) ICOR 1,26-31
Deus escolheu o que é fraco aos olhos do mundo.
Ler a Palavra
Depois de ter sublinhado, na introdução da Carta, a riqueza espiritual dos Coríntios, Paulo declara agora a gratuidade abso¬luta dos dons de Deus, desqualificando qualquer pretensão de mérito da parte dos fiéis. Sublinha três vezes e com insistência (w. 27,28) a actuação livre de Deus em escolher aquilo que a Ele mais apraz e que pode parecer menos lógico aos olhos humanos.
A citação de JR 9,22 fecha qualquer possibilidade de mérito humano, fora da livre iniciativa de Deus.
Compreender a Palavra
Diante das pretensões de privilégio cultural ou social mos¬tradas por alguns Coríntios, Paulo funda a sua argumentação no plano de Deus, atribuindo a Ele a soberana liberdade de escolher quem acha mais oportuno. O horizonte de referência é vocacio¬nal: ser crente não é conquista pessoal ou prémio de uma ascese particular, antes é um dom de Deus, livre e gratuito. Ele chama em primeiro lugar as pessoas livres e gratuitas, precisamente aquelas que não têm a presunção de competências ou direitos, e são definidas como «fracas, vis e desprezíveis, que nada valem» (cf. w. 27-28).
Portanto, se existe algum mérito ou dom particular é por ini¬ciativa do próprio Deus, que tornou o seu Filho Jesus Cristo, por um lado, sede da «sabedoria» e da «justiça» (que são atributos de Deus), e por outro, «santidade» e «redenção» (que são os efeitos da Sua obra sobre a Humanidade). Como para os hebreus de en¬tão, o motivo do mérito para o cristão só pode estar no Senhor, que olhou para a humildade dos Seus filhos.
SALMO RESPONSORIAL SL 32,12-13.18-21
O salmo especifica a finalidade para a qual Deus escolhe agir, com um estilo livre e pouco calculado: para encher de bens os Seus fiéis, isto é, quem espera na Sua graça e não confia nas pró¬prias forças, quem espera o Seu auxílio e sabe que, seja qual for o modo como Deus age, é sempre fonte de alegria e de felicidade.
EVANGELHO MT 25,14-30
Foste fiel em coisas pequenas:
vem tomar parte na alegria do teu Senhor.
Ler a Palavra
O sentido da narração evangélica de hoje é a nível paradig¬mático e está claramente enunciado pela frase do versículo 29, na qual se declara a intenção da parábola: no Reino de Deus não existe a justiça distributiva, mas cada um é chamado a retribuir, segundo as suas capacidades, tudo o que recebeu como dádiva. A confiança do Senhor não pode ser atraiçoada pelo medo de uma imagem Sua que não corresponde à realidade. Quem dá quer que a sua dádiva seja dádiva para todos e não seja escondida pelo engano acerca de Deus.
Compreender a Palavra
Parece que para falar do Reino de Deus, a parábola louva mais a ousadia teimosa do que a preguiça inerme. Antes de mais, note- se que o Reino de Deus não é somente obra de Deus, mas é tam-bém tarefa do homem, que recebeu parte dessa administração e da qual é responsável. O Reino não cresce sozinho: é necessário que cada um continue a ter prosperidade em sua casa. Qualquer atitude remissiva, de renúncia ou medrosa não é aceitável, an¬tes obtém como resultado ver-se privado daquilo que recebeu (cf. v. 28). O coração da colaboração do homem no projecto de Deus é a confiança riEle, que teve a coragem de confiar os Seus bens aos servos, mas também a confiança na própria capacidade de serem servos, antes de serem chamados «servos bons e fiéis» (cf. w. 21,23), não porque se incomode alguém, mas porque não se da hipóteses aos seus medos e fantasias por detrás de imagens distorcidas de Deus.
DA PALAVRA PARA A VIDA
A parábola evangélica dos talentos, inserida no último gran¬de discurso sobre os «últimos acontecimentos» do Evangelho de Mateus, assume uma importância particular ao procurar compreender a fundo e a acolher com disponibilidade o ensi¬namento de Jesus. A narração não diz só que cada um possui os seus talentos na medida das suas capacidades, nem afir¬ma somente que Deus pedirá contas quer dos talentos quer dos frutos dos talentos. Somos, pelo contrário, levados pelo Evangelho a interrogarmo-nos sobre qual é a atitude interior mais autêntica para viver os dons de Deus. Perante o dom da vida ou o dom da fé, que nos foram dados gratuitamente, são diversas as disposições interiores possíveis: a indiferença, de quem finge que não tem um dom, mas um peso a suportar; a superficialidade, que desperdiça até as coisas mais preciosas, pensando que há outras mais importantes; a reflexão estéril daquele que pensa sempre em coisas mais profundas, sem sa¬borear nunca as que lhe são concedidas. A atitude mais autên-
tica, porém, é a de Jesus de Nazaré, que recebe o dom da vida com sentido de gratidão e sabe colocá lo à disposição com igual gratuidade.
As dimensões receptivo-passiva e depois propositivo-activa da vida nascem da relação filial e fiducial que Jesus vive com o seu Pai. Não há imagens divinas ofuscadas na Sua mente, não há temor de ser desfrutado ou usado por Deus, mas a certeza no afecto de ser amado sempre e de qualquer modo. Esta pu¬reza da fé do Filho, que nasce do amor, é por sua vez o funda¬mento do amor fraterno (primeira leitura, anos ímpares), que é precisamente a tradução visível e concreta de tudo o que se vive na relação com o Pai. O amor fraterno torna se por isso, na vida da comunhão cristã, um talento que se deve guardar e exercer, pois foi confiado nas nossas mãos. O amor de uns para com os outros, gratuito e desinteressado, é a visibilidade da nossa fé, porque depende estreitamente não so daquilo que dizemos acreditar, mas daquilo em que sentimos acreditar verdadeiramente. Por isso, tudo o que ameaça o afecto frater¬no e o clima de comunhão dentro de uma comunidade cristã deve ser enfrentado com grande coragem, interrogando-nos sempre e sem parar acerca do que é o verdadeiro rosto de Deus, no qual dizemos acreditar.
O medo de Deus e a desconfiança em nós mesmos não dão bons frutos, levarão à esterilidade da vida. A confiança e o amor, ao invés, permitirão, dia após dia, reviver em nós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus, que nos amou e Se en¬tregou por nós.
Oração
Ó Pai, que entregais nas mãos do homem todos os bens da Criação e da graça, fazei que a nossa boa vontade multiplique os frutos da vossa Providência; tornai-nos sempre laboriosos e vigilantes na expectativa da Vossa vinda,
com a esperança de nos sentirmos chamar servos bons e fiéis, e assim entrarmos na alegria do vosso Reino.

https://wp.me/pb68SM-Jm (Terça) – 25 de Agosto

https://wp.me/pb68SM-Jr (Quarta) – 26 de agosto de 20

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https://wp.me/pb68SM-Jz  (Sábado) 29 de agosto de 20

https://wp.me/pb68SM-JB (Domingo XXII   do tempo comum)                

 

 

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