05 25  DOMINGO   PEREGRINO EM NOTAS .

1ª LEITURA 05 25.

.LEITURA I Atos 15, 1-2.22-29

«O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são necessárias»

 Leitura I – Atos 15, 1-2.22-29:

Este trecho dos Atos narra um momento decisivo da Igreja nascente: o Concílio de Jerusalém. A questão era delicada — impor ou não aos gentios convertidos as práticas da Lei mosaica. A resposta, fruto de discernimento comunitário, revela uma profunda sintonia entre a acção humana e a inspiração divina: «O Espírito Santo e nós decidimos…». Esta fórmula não é apenas bela; é teologicamente rica. Mostra como a Igreja, atenta à voz do Espírito, toma decisões pastorais com sabedoria e liberdade. O essencial da fé em Cristo é preservado, sem sobrecarregar com tradições que poderiam afastar. A comunhão prevalece sobre a imposição. Este texto convida-nos também hoje a escutar o Espírito em cada decisão pastoral e a valorizar o diálogo e a unidade. A fé cristã é exigente, mas nunca opressiva. Caminha-se com liberdade e responsabilidade no amor de Deus.

SALMO 05 25

SALMO RESPONSORIAL Salmo 66 (67), 2-3.5.6.8 (R. 4)

Refrão: Louvado sejais, Senhor,pelos povos de toda a terra. Repete-se

..Eis um comentário de 150 palavras ao Salmo Responsorial 66 (67), com o refrão: *«Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.»*

 

O Salmo 66 é um hino universal de louvor a Deus, que ultrapassa fronteiras e chama todos os povos a reconhecer a sua justiça e misericórdia. O refrão convida à alegria global: não é apenas Israel quem louva, mas *todos os povos da terra*. A bênção de Deus — luz, salvação e justiça — é para todos. O salmista vislumbra um mundo reconciliado, onde a terra dá o seu fruto porque Deus a abençoa, e os povos se unem na gratidão. Há aqui uma antecipação da missão universal da Igreja: levar a boa nova a todos os cantos da terra. Este salmo é, assim, um cântico de esperança e unidade. Que também nós nos unamos nesta oração, desejando que a luz do Senhor brilhe sobre cada nação e que a humanidade inteira reconheça o seu amor.

 

SEGUNDA LEITURA 

LEITURA II Ap 21, 10-14.22-23«Mostrou-me a cidade santa, que descia do Céu»

O teu comentário está excelente: claro, profundo e com um tom espiritual muito adequado. Ainda assim, posso propor uma ligeira revisão para maior fluidez e leveza no estilo, mantendo o conteúdo e o número aproximado de palavras:

 

Neste trecho do Apocalipse, João contempla a nova Jerusalém, a cidade santa que desce do Céu, vinda de Deus. É uma visão profundamente consoladora: o destino da humanidade não é o caos, mas a comunhão plena com o Senhor. Esta cidade não tem templo, pois Deus habita nela de modo permanente. A sua luz não provém do sol nem da lua, mas da glória de Deus e do Cordeiro. É uma imagem de plenitude e harmonia: os nomes das doze tribos e os doze apóstolos representam a união entre a Antiga e a Nova Aliança. Esta leitura convida-nos à esperança firme: já participamos nesta cidade sempre que vivemos no amor, na verdade e na fidelidade a Cristo. A Jerusalém celeste não é apenas uma promessa futura, mas uma realidade que começa a construir-se em cada gesto de fé e comunhão.

 

 

 

EVANGELHO 05 25

EVANGELHO Jo 14, 23-29 «O Espírito Santo vos recordará tudo o que Eu vos disse»

 

Eis um comentário de 150 palavras ao Evangelho – João 14, 23-29:

 

Neste discurso de despedida, Jesus prepara os discípulos para a sua partida, prometendo-lhes a vinda do Espírito Santo. Este não será apenas um consolo, mas um verdadeiro mestre interior: *«Ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que Eu vos disse.»* É uma promessa de presença contínua, não apenas na memória, mas na compreensão viva da Palavra. Jesus não abandona os seus: oferece a paz, não como o mundo a dá, mas como fruto de uma relação profunda com Ele. A paz de Cristo não elimina os conflitos exteriores, mas dá firmeza interior. Este Evangelho convida-nos a confiar na acção do Espírito na nossa vida, especialmente quando nos sentimos confusos ou desanimados. Ele é luz que orienta, memória viva do amor de Jesus, força que renova. Abrir o coração ao Espírito é deixar-se guiar por Deus no caminho da verdade, da paz e da esperança.

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LEITURA I Atos 14, 21b-27
«Contaram à Igreja tudo o que Deus tinha feito com eles»

Terminada a primeira viagem missionária, através do sudoeste da Ásia menor, Paulo regressa a Antioquia, visitando, pelo caminho, as comunidades nascidas do seu trabalho, sob a ação do Espírito Santo. Como o anúncio da salvação lhes havia sido já dirigido, o Apóstolo, sem deixar de pregar a palavra, preocupa-se, sobretudo, em consolidar as jovens comunidades, preparando-as para suportarem as tribulações.
Ao mesmo tempo, S. Paulo organiza hierarquicamente a Igreja, pondo à sua frente os anciãos (presbíteros) escolhidos, não pela comunidade, como se fazia entre os judeus dispersos no mundo pagão, mas diretamente por ele. Assim se manifestava a colegialidade. Assim se asseguravam as relações entre a Igreja local e a universal.

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia. Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque – diziam eles – temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado. Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília; depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia. De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar. À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 144, 8-13ab (R. 1)
Refrão: Louvarei para sempre o vosso nome,
Senhor, meu Deus e meu Rei. Repete-se

Ou: Aleluia. Repete-se

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas. Refrão

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos. Refrão

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações. Refrão

LEITURA II Ap 21, 1-5a
«Deus enxugará todas as lágrimas dos seus olhos»

A Ressurreição de Jesus não eliminou, totalmente, o mal, que continua a estar presente na nossa vida. Contudo (e é esta a grande mensagem que o Apocalipse nos transmite), a humanidade conhecerá, um dia, em Cristo, a vitória plena e definitiva sobre o mal. O fim dos tempos, com efeito, não será uma destruição, mas uma transformação. Nesse dia das núpcias definitivas com o Seu Criador, a humanidade resplandecerá com a mesma juventude de Deus. O próprio mundo material, enobrecido pelo trabalho do homem, será transformado. Será então que a obra da nova criação, iniciada na manhã de Páscoa, atingirá a sua plenitude e Jesus entregará ao Pai os homens, chamados para a glória eterna, em Cristo (I Ped. 5, 10).

Leitura do Livro do Apocalipse
Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». Disse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».
Palavra do Senhor.

ALELUIA Jo 13, 34
Refrão: Aleluia. Repete-se

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei. Refrão

EVANGELHO Jo 13, 31-33a.34-35
«Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros»

Aos discípulos, que não podem ainda segui-l’O na Sua glória, Jesus entrega-lhes, como Seu testamento espiritual, o mandamento novo: amar os homens, nossos irmãos, como Ele os amou, até ao amor do inimigo, até ao dom da vida, até às últimas consequências.
Este amor não é uma simples norma legal. É uma espécie de instituição «sacramental», pela qual se assegura, continuamente a presença de Jesus no meio de nós. Vivido em realidade, é o mesmo amor do Pai, encarnado em Jesus, que através de nós se comunica aos homens. É este amor que torna a Igreja, esta «nova» comunidade de Deus com os homens, uma comunidade distinta de todas as comunidades humanas e um sinal do «mundo novo», onde só se fala uma linguagem – a do amor.

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Homilia – 18 de Maio de 2025
Tema: Reunidos no Amor de Cristo
Leituras: At 14, 21b-27; Sl 144(145); Ap 21,1-5a

Introdução
Queridos irmãos e irmãs,
estamos hoje reunidos no amor de Cristo. Ele é a fonte da nossa comunhão, a razão da nossa esperança e o coração da nossa missão. Nesta celebração, a Palavra convida-nos a uma peregrinação interior e comunitária: a missão dos Apóstolos, a promessa dos novos céus e da nova terra, e a certeza de que Deus faz novas todas as coisas. A liturgia deste domingo é um convite à confiança, ao serviço e à renovação no amor.

Corpo da Homilia
Na primeira leitura, os Actos dos Apóstolos mostram-nos Paulo e Barnabé a regressarem às comunidades por onde tinham passado, fortalecendo os discípulos e encorajando-os a perseverar na fé. A missão cristã não é um acto isolado, mas uma caminhada constante, alimentada pela força do Ressuscitado. Eles anunciam com alegria o que Deus realizou com eles — e este é o primeiro sinal da bondade de Deus: Ele age connosco, transforma-nos e envia-nos. “É preciso que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus” (At 14,22), dizem-nos. A cruz não é obstáculo, mas caminho de vida.

O Salmo 144 canta com ternura a bondade do Senhor: “O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade”. Esta é a rocha da nossa oração confiante. Mesmo quando sentimos o peso do caminho ou a dúvida das perguntas, a bondade de Deus é firme. Ele transforma as nossas feridas em ferrolhos de esperança. Ele sustém os que vacilam e levanta os abatidos. Esta transformação não é abstrata: é o cuidado de um Deus que se inclina, que escuta, que nos ergue.

Na segunda leitura, escutamos uma das mais belas promessas da Escritura: “Vi um novo céu e uma nova terra” (Ap 21,1). Esta visão do Apocalipse não é uma fuga da realidade, mas um apelo à conversão e à esperança activa. Deus deseja renovar-nos, não apenas individualmente, mas como humanidade, como Igreja, como mundo. O próprio Deus enxugará as nossas lágrimas, abolirá a morte e o luto. Tudo isto é fruto do Seu amor: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5). Esta é a promessa que sustenta o nosso serviço: amar é semear céu novo.

No Evangelho, embora não lido hoje, recordamos as palavras de Jesus em João 13,34, referidas pelo Papa Leão XIV na homilia de hoje: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. O amor fraterno é a identidade cristã e a essência do nosso apostolado. Reunidos no amor de Cristo, somos chamados a ser uma Igreja servidora, humilde, unida — uma Igreja que prioriza a caridade como expressão concreta do Evangelho.

O Papa recordou-nos ainda que a missão evangelizadora não se faz apenas com palavras, mas com gestos concretos de acolhimento, compaixão e entrega. O serviço é inseparável da cruz: amar é gastar-se, e servir é seguir Cristo no Seu caminho pascal. Cada gesto de amor é uma semente de nova terra.

Conclusão
Caríssimos,
reunidos no amor de Cristo, somos convidados a viver com coração renovado. A bondade de Deus transforma-nos, dá-nos coragem para continuar a missão e aponta-nos para os novos céus e a nova terra. Que a nossa oração seja confiante, que o nosso coração se abra ao amor que salva, que o nosso testemunho seja serviço.
Hoje, como peregrinos, acolhemos a Palavra e deixamo-nos transformar por ela.
Amar e servir — este é o caminho.
Reunidos no amor de Cristo — esta é a nossa identidade.
Ámen.

 

 

05 08 Reflexão sobre as leituras

.05 08 Reflexão .

. **Atos 8, 26-40**  

Este texto mostra a ação do Espírito Santo guiando Filipe a um encontro providencial com o eunuco etíope. A obediência de Filipe à voz divina (v. 26-29) resulta na evangelização de um estrangeiro, simbolizando a universalidade da salvação. O eunuco, mesmo sendo um prosélito, não compreendia plenamente as Escrituras até que Filipe as interpretou à luz de Cristo (v. 30-35). O batismo imediato (v. 38) revela que a fé autêntica leva à ação. A partida repentina de Filipe (v. 39) enfatiza que a missão é conduzida por Deus, não pelo homem. .

.**Salmo 65 (66)**  

Este salmo é um convite ao louvor coletivo pela bondade de Deus (v. 8-9). O salmista testemunha pessoalmente a eficácia da oração (v. 16-17) e celebra a fidelidade divina (v. 20). A resposta de Deus às súplicas reforça a confiança na Sua misericórdia, tema que ecoa no Evangelho, onde Jesus é apresentado como a resposta definitiva às necessidades humanas.  .

#### **João 6, 44-51**  

Jesus revela que a fé é um dom do Pai (v. 44) e que Ele é o “pão da vida” (v. 48), superior ao maná do Êxodo (v. 49-50). A referência à Sua carne (v. 51) antecipa a Eucaristia, destacando que a vida eterna vem da união com Cristo. A atração divina (v. 44) mostra que a salvação é iniciativa de Deus, mas exige resposta humana.  

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### **3. Tópicos Principais**  

– **Missão e obediência** (Atos 8).  

– **Louvor e ação de graças** (Sl 65).  

– **Fé e Eucaristia** (Jo 6).  

 

 

### **4. Resumo (50 palavras)**  

As leituras destacam a ação do Espírito na missão (Atos 8), o louvor pela misericórdia divina (Sl 65) e Jesus como pão da vida (Jo 6). A fé é dom de Deus, que nos atrai a Cristo, fonte de vida eterna. A resposta humana é a adesão e o testemunho.  

 

—**************************. reflexão para o dia 5 de agosto, com base nas leituras de Atos 8, 26-40, Salmo 65(66) e João 6, 44-51, organizada segundo os pontos que pediste:


Temática geral das leituras

As leituras de hoje falam da iniciativa de Deus na salvação, da escuta obediente ao Espírito, e da resposta pessoal de fé que se concretiza no encontro com Cristo, pão da vida. A Palavra ilumina o dinamismo da evangelização: começa em Deus, passa pelo anúncio, transforma os corações e culmina na comunhão.


1. Pontos de ligação entre as leituras

As três leituras mostram que Deus toma a iniciativa, mas espera a resposta livre e pessoal do ser humano.

  • Em Atos, é o Espírito que move Filipe e prepara o coração do eunuco.
  • No Salmo, o crente reconhece que Deus escutou a sua oração, sublinhando a resposta divina ao clamor humano.
  • No Evangelho, Jesus afirma que ninguém pode ir a Ele sem ser atraído pelo Pai, revelando que a fé é fruto de uma acção interior de Deus.

Outro ponto comum é a centralidade da Palavra:

  • Filipe interpreta a Escritura,
  • o salmista dá testemunho da acção de Deus,
  • e Jesus apresenta-Se como a Palavra viva, feita Pão para a vida do mundo.

2. A primeira leitura joga com o Evangelho e depois o Salmo

A primeira leitura (Atos) apresenta um encontro transformador com Cristo através da Escritura explicada. O eunuco, estrangeiro e excluído, é acolhido na fé e batizado. O Evangelho revela o mistério por detrás desta fé: é o Pai que atrai o coração humano até Jesus, verdadeiro pão descido do Céu.

Assim, a experiência do eunuco é fruto dessa atracção divina, que culmina na Eucaristia antecipada em João 6: quem come deste pão viverá eternamente.

O Salmo é o eco da gratidão que se segue ao encontro com Deus: “Bendito seja Deus que não rejeitou a minha súplica!” – poderia ser o canto do próprio eunuco depois do seu baptismo. É a resposta jubilosa daquele que experimenta o amor fiel do Senhor.


Reflexão (05/08)

Deus age constantemente para nos atrair ao Seu amor. É Ele quem prepara o terreno, quem envia os mensageiros e quem abre os corações. Mas espera a nossa resposta livre. O eunuco lia as Escrituras, mas só as compreendeu quando lhas explicaram à luz de Cristo. A fé precisa de escuta, partilha e testemunho.

Jesus, no Evangelho, revela-Se como alimento de vida eterna. Não basta saber quem Ele é – é necessário comer da Sua carne, ou seja, acolher o dom da Eucaristia com fé viva e coração convertido.

Hoje somos chamados a ser como Filipe: atentos ao Espírito, prontos a sair ao encontro de quem busca, mesmo sem saber. E também como o eunuco: abertos à Palavra, dispostos a mudar e a deixar que a luz de Cristo ilumine o nosso caminho.


Queres que prepare também uma oração e uma imagem simbólica para este dia?

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05 08 Mistérios Luminosos – 3, A nossa vivência dos mistérios luminosos

 

3, A nossa vivência destes .mistérios 

Hoje, vive estes mistérios na oração, deixando que a luz de Cristo ilumine as nossas  decisões, cure as nossas . relações, fortaleça a tua fé e alimente a tua esperança. Ao meditarmos cada mistério, comprometemo nos  e a ser portador dessa luz no teu quotidiano, testemunhando o Evangelho com alegria e caridade. Que estes mistérios iluminem o nosso caminho de fé.

3 Reflexão de cada mistério  .

1.º Mistério Luminoso – O Baptismo de Jesus no Jordão

Aplicação: Recorda o teu baptismo como ponto de partida da tua vocação cristã.
Na vida: Sê sinal da presença de Deus no mundo. Começa cada dia com um “sim” renovado ao Pai, como Jesus no Jordão. Vive com consciência de que és filho amado de Deus.

2.º Mistério Luminoso – A auto-revelação nas Bodas de Caná

Aplicação: Maria aponta para Jesus e convida a fazer tudo o que Ele disser.
Na vida: Escuta Jesus na Palavra e deixa que Ele transforme as “águas sem sabor” do teu dia em vinho novo — ou seja, dá sentido às pequenas rotinas com amor e confiança.

3.º Mistério Luminoso – O anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão

Aplicação: O Reino constrói-se com gestos concretos de justiça, perdão e fraternidade.
Na vida: Cada acção tua pode ser um anúncio. Sê coerente, perdoa com generosidade, denuncia o mal com caridade. Converte o teu coração todos os dias.

4.º Mistério Luminoso – A Transfiguração de Jesus

Aplicação: Jesus revela a sua glória na oração e prepara os discípulos para a cruz.
Na vida: Cultiva momentos de oração verdadeira que iluminem a tua vida e te deem força para as dificuldades. Deixa que o rosto de Cristo brilhe em ti, especialmente quando serve alguém.

5.º Mistério Luminoso – A instituição da Eucaristia

Aplicação: Jesus entrega-Se a nós como alimento e exemplo de entrega total.
Na vida: Vive a Eucaristia com verdade: faz da tua vida uma oferta, partilha com os outros, serve com humildade. Que a comunhão te transforme em presença viva de Cristo no mundo.

05 08 1 Significado geral dos mistérios luminosos.

 

05 08 Mistérios Luminosos  Quinta Tema geral .

1 Significado geral dos mistérios luminosos.

Os mistérios luminosos, que fazem parte do rosário, revelam momentos fundamentais  na vida de Jesus Cristo, destacando o Seu ministério público. Eles chamam-nos a contemplar a luz da salvação que Cristo trouxe ao mundo. Através dos diferentes mistérios, os crentes são convidados a viver um itinerário de fé, recordando episódios como o batismo de Jesus, as bodas de Caná, e a transfiguração. Hoje, estes mistérios iluminam a nossa jornada espiritual. Ao meditar neles, somos desafiados a buscar seguir o exemplo de Jesus, reconhecendo a luz divina nas nossas vidas e aplicando-a no cotidiano. Cada mistério, enquanto exprime a verdade da revelação de Cristo, torna-se um convite vivo para viver a fé com concretização prática e constante renovação da busca pela luz divina…

Os mistérios luminosos, introduzidos por São João Paulo II no Rosário, revelam momentos‑chave da missão pública de Cristo: o baptismo no Jordão, as Bodas de Caná, o anúncio do Reino, a Transfiguração e a instituição da Eucaristia. Em cada mistério, contemplas a luz divina que penetra nas trevas do mundo..

05 08 Mistérios Luminosos  Quinta Tema geral 

05 08 Mistérios Luminosos  Quinta Tema geral .

1 Significado geral dos mistérios luminosos.

Os mistérios luminosos, que fazem parte do rosário, revelam momentos fundamentais na vida de Jesus Cristo, destacando o Seu ministério público. Eles chamam-nos a contemplar a luz da salvação que Cristo trouxe ao mundo. Através dos diferentes mistérios, os crentes são convidados a viver um itinerário de fé, recordando episódios como o batismo de Jesus, as bodas de Caná, e a transfiguração. Hoje, estes mistérios iluminam a nossa jornada espiritual. Ao meditar neles, somos desafiados a buscar seguir o exemplo de Jesus, reconhecendo a luz divina nas nossas vidas e aplicando-a no cotidiano. Cada mistério, enquanto exprime a verdade da revelação de Cristo, torna-se um convite vivo para viver a fé com concretização prática e constante renovação da busca pela luz divina…

Os mistérios luminosos, introduzidos por São João Paulo II no Rosário, revelam momentos‑chave da missão pública de Cristo: o baptismo no Jordão, as Bodas de Caná, o anúncio do Reino, a Transfiguração e a instituição da Eucaristia. Em cada mistério, contemplas a luz divina que penetra nas trevas do mundo..

2, Itinerário de cada crente na história da salvação 

No itinerário de cada crente, estes mistérios guiam‑nos  pela história da salvação: do reconhecimento da nossa  identidade perante Deus, à transformação do cálice do nosso  coração, ao chamamento  à conversão e ao serviço, até ao encontro glorioso com o Senhor.

3, A nossa vivência destes .mistérios 

Hoje, vive estes mistérios na oração, deixando que a luz de Cristo ilumine as nossas  decisões, cure as nossas . relações, fortaleça a tua fé e alimente a tua esperança. Ao meditarmos cada mistério, comprometemo nos  e a ser portador dessa luz no teu quotidiano, testemunhando o Evangelho com alegria e caridade. Que estes mistérios iluminem o nosso caminho de fé.

3 Reflexão de cada mistério  .

1.º Mistério Luminoso – O Baptismo de Jesus no Jordão

Aplicação: Recorda o teu baptismo como ponto de partida da tua vocação cristã.
Na vida: Sê sinal da presença de Deus no mundo. Começa cada dia com um “sim” renovado ao Pai, como Jesus no Jordão. Vive com consciência de que és filho amado de Deus.

2.º Mistério Luminoso – A auto-revelação nas Bodas de Caná

Aplicação: Maria aponta para Jesus e convida a fazer tudo o que Ele disser.
Na vida: Escuta Jesus na Palavra e deixa que Ele transforme as “águas sem sabor” do teu dia em vinho novo — ou seja, dá sentido às pequenas rotinas com amor e confiança.

3.º Mistério Luminoso – O anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão

Aplicação: O Reino constrói-se com gestos concretos de justiça, perdão e fraternidade.
Na vida: Cada acção tua pode ser um anúncio. Sê coerente, perdoa com generosidade, denuncia o mal com caridade. Converte o teu coração todos os dias.

4.º Mistério Luminoso – A Transfiguração de Jesus

Aplicação: Jesus revela a sua glória na oração e prepara os discípulos para a cruz.
Na vida: Cultiva momentos de oração verdadeira que iluminem a tua vida e te deem força para as dificuldades. Deixa que o rosto de Cristo brilhe em ti, especialmente quando serve alguém.

5.º Mistério Luminoso – A instituição da Eucaristia

Aplicação: Jesus entrega-Se a nós como alimento e exemplo de entrega total.
Na vida: Vive a Eucaristia com verdade: faz da tua vida uma oferta, partilha com os outros, serve com humildade. Que a comunhão te transforme em presença viva de Cristo no mundo.

05 07 Ressureição Missão para todos nós3

. 05 07 Ressureição Missão para todos nós
Jesus apareceu aos discípulos e confiou-lhes uma missão: anunciar a boa nova. Essa missão continua nas nossas mãos. Somos chamados a levar a esperança da Páscoa a todos os que encontramos.

Por isso, não nos calemos! Cristo está vivo! É esta a fé que nos anima e que o mundo precisa de ver e ouvir. Levemos a luz da Páscoa a todos! Aleluia O9! O Senhor ressuscitou mesmo!

05 de Maio – Ressurreição 3: Missão para todos nós
Jesus ressuscitado apareceu aos discípulos e confiou-lhes uma missão: anunciar a Boa Nova a todos os povos. Essa missão não terminou com eles — continua hoje, nas nossas mãos e no nosso coração. Somos enviados a levar a esperança da Páscoa a todos os que encontramos no caminho.

Por isso, não nos calemos! Cristo está vivo! Esta é a fé que nos anima e sustém. É esta a alegria que o mundo precisa de ver e ouvir. Onde há medo, levemos coragem. Onde há tristeza, sejamos sinais de ressurreição. Levemos a luz da Páscoa aos nossos lares, às nossas comunidades, ao mundo inteiro!

Aleluia! O Senhor ressuscitou verdadeiramente!

05 07 Ressurreição Fonte de alegria e força para o dia a dia

  1. 2. Fonte de alegria e força para o dia-a-dia
    A Ressurreição não é apenas um facto do passado. Ela dá sentido e coragem à nossa vida agora. Mesmo nas dificuldades, sabemos que não estamos sozinhos – Cristo vive e caminha connosco.

Reflexão: Fonte de alegria e força para o dia-a-dia

A Ressurreição de Cristo não é apenas um evento histórico que celebramos na Páscoa. É uma realidade viva que ilumina cada dia da nossa existência. Saber que Cristo venceu a morte transforma a maneira como enfrentamos o sofrimento, o medo, a solidão. Ele vive, está connosco, caminha ao nosso lado nas alegrias e nas provações. Por isso, mesmo nas adversidades, brota em nós uma paz que o mundo não compreende, uma alegria que não depende das circunstâncias, uma força que nos sustém. A Ressurreição é o coração da nossa fé e a fonte da esperança que nos impulsiona.

Propósito do dia:
Vive o dia com confiança em Cristo Ressuscitado. Diante de qualquer dificuldade, lembra-te: Ele está contigo.

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05 07 1 Ressurreição -Vitória sobre a morte e o pecado

  1. Vitória sobre a morte e o pecado

    Jesus venceu aquilo que mais nos assusta: a morte e o mal. Ao ressuscitar, mostrou que o amor de Deus é mais forte do que tudo. A cruz não foi o fim, mas o caminho para uma vida nova.

    O teu texto é uma belíssima síntese da vitória pascal de Cristo. Aqui está uma versão ligeiramente desenvolvida, mantendo o tom simples e profundo:


    Vitória sobre a morte e o pecado
    Jesus venceu aquilo que mais nos assusta: a morte e o mal. Ao ressuscitar, mostrou-nos que o amor de Deus é mais forte do que tudo. A cruz, sinal de dor e fracasso aos olhos do mundo, tornou-se o trono da misericórdia. Não foi o fim, mas o início de uma nova vida. A ressurreição é a certeza de que nenhuma escuridão é definitiva. Com Cristo ressuscitado, também nós somos chamados a levantar-nos, a viver como filhos da luz, libertos do pecado, guiados pelo amor.


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    .Cruz: loucura, escândalo e glória”, inspirada em 1 Coríntios 1,18-25.


    Cruz: loucura, escândalo e glória

    A cruz é um dos maiores paradoxos da fé cristã. Para o mundo, é loucura e escândalo. Para o crente, é sabedoria e glória.

    Loucura

    Aos olhos da razão humana, é impensável que a salvação venha do sofrimento, da humilhação e da morte. A cruz parece um fracasso. O Messias esperado devia vencer pela força, não morrer entre ladrões. É por isso que muitos consideram a cruz uma loucura – não entendem que ali, no madeiro, se revela o amor mais profundo, aquele que não recua diante da dor para salvar quem ama.

    Escândalo

    Para os judeus, a cruz era um sinal de maldição. Como pode o Ungido de Deus ser crucificado? Para os gregos, que procuravam a sabedoria nos discursos eloquentes, a cruz é ofensiva, absurda, sem lógica. Mas é precisamente nesse escândalo que Deus desconcerta os poderosos e revela a força da Sua misericórdia.

    Glória

    Na fé, vemos além do aparente fracasso. A cruz é o trono de Cristo, onde Ele reina pelo dom total de Si mesmo. É ali que se vence o pecado e a morte. É ali que a glória de Deus brilha, não como poder opressor, mas como amor redentor. Quem crê, contempla na cruz não a derrota, mas a vitória do Amor.


    Oração
    Senhor Jesus, faz-me ver na tua cruz não um escândalo, mas um sinal do teu amor.
    Que eu abrace a cruz que me é dada a cada dia com confiança, sabendo que nela se revela a tua glória.
    Dá-me a coragem de seguir-Te, mesmo quando o caminho é difícil, e a sabedoria de reconhecer na tua entrega a fonte da verdadeira vida.
    Ámen.


    .

05 07 RESSURREIÇÃO DE JESUS

Vamos neste momento falar do acontecimento mais importante da nossa fé: a Ressurreição de Jesus. Ela tem três aspetos essenciais que transformam a nossa vida Uma vitória, uma fonte de alegria e uma missáo 

  1. Vitória sobre a morte e o pecado
    Jesus venceu aquilo que mais nos assusta: a morte e o mal. Ao ressuscitar, mostrou que o amor de Deus é mais forte do que tudo. A cruz não foi o fim, mas o caminho para uma vida nova.

  2. 2. Fonte de alegria e força para o dia-a-dia
    A Ressurreição não é apenas um facto do passado. Ela dá sentido e coragem à nossa vida agora. Mesmo nas dificuldades, sabemos que não estamos sozinhos – Cristo vive e caminha connosco.

  3. Missão para todos nós
    Jesus apareceu aos discípulos e confiou-lhes uma missão: anunciar a boa nova. Essa missão continua nas nossas mãos. Somos chamados a levar a esperança da Páscoa a todos os que encontramos.

Por isso, não nos calemos! Cristo está vivo! É esta a fé que nos anima e que o mundo precisa de ver e ouvir. Levemos a luz da Páscoa a todos! Aleluia O9! O Senhor ressuscitou mesmo!

04 26 Cantar a ternura de Deus

Papa Francisco

Papa dize: Precisamos de ser Revolucionarios na ternura de Deus, logo lembrei-me de um.Titulo escolhido por mim em 2005.
“CANTAR A TERNURA DE DEUS”

A TERNURA DE DEUS 

EELMOH – DICTOF

Deus, para nos explicar em gesto o seu AMOR,

enviou ao mundo o seu proprio Filho para nos revelar, pôr às claras, que Deus não é a pessoa de uma himaginação. Deus é Pai, proximo do ser humano, capaz de tranformar o ser humano em anjos da Sua casa. Porém,  isso não seria possivel sem a voa vontade do proprio homem.

Deus nos caricia com o seu dedo e saliva para nos corar, corar, com as suas mãos,  para nos levantar e libertar do poder do mal e do mundo que oprime.

Somos o livro onde Ele escreve.

——-

 Medito, sobre esta Ternura, em que o Papa Francisco me ajudou a meditar.

 

A ternura de Deus é o amor que se faz próximo e concreto. 

É um movimento que parte do coração e que chega aos olhos, aos ouvidos e mãos. Deus usou seus olho nos ver, seus ouvidos nos ouvir e escutar, para escutar o grito dos pequenos, dos pobres, dos oprimidos, de quem teme o futuro.

Deus usou seus ouvidos para escutar a terra  contaminada e doente, com todos os seus habitantes à beira dos perigos. 

 

A ternura de Deus usau as mãos e o coração para acariciar os sem vozes, os últimos e injustiçados, para cuidar do outro na sua impotência  e debelidade.

 

A ternura de  Deus, é a linguagem dos pequenos, de quem precisa do outro, das crianças e seus pais que sofrem.

 

A ternura de Deus, fez-se pequeno e abaixou-se ao nivel do outro, sem contentar-se com seus pecados, a ternura, desceu até ao chão dos pobres, para escrever com seu dedo, na vida dos que gritam por socorro  a palavra” libertar, salvar” .

 

 A ternura é tem voz femenina e genuína, pura, simples e humilde, pois é o caminho que oercorreu a Maria de Nazaré, São Joseph et tantas outras homens e mulheres que aprenderam com a voz  dessa Ternura e percorreram caminhos pedregulhos,  corajosos e fortes, seus pés feridos pelo cansaço, marcas nos seus corpos pelos espinhos, afim de levarem a ternura escrita nas suas vidas pelo selo do Espirito de Amor Divino e Infinito.

 

 A ternura de Deus  jamais foi um fracasso, mas foi 

sinal de fortaleza que não se pode entender pela simples inteligencia humana.

 

 A ternura é o que o Papa Francisco nos ensinou em nome de Jesus:

Por vezes dependo-me de alguem, por vezes, alguem depende de mim.

É com humildade que se pode expressar a ternura de Deus em nossos Irmãos.

Usar do afecto para com os mais pequenos e os que sofrem, pode  chama-se: Aproximidade, palavra que usou nuitas vezes o Papa Francisco. 

 

A Ternura de Deus é vida, é força, é querer fazer o bem, é ir à pressa para salvar, é estar atento ao grito dos pobres e miseraveis em varios sentidos.

 

 Rezemos:

Ó Deus fonte de tida graça e de tida a ternura, ajuda-nos a ter a Ternura do teu Filho Jesus e de Sua Santíssima Mãe em nossos corações. 

 Que a tua Misericordia seja a nossa fortaleza, como expressão da tua ternura. Amem.

 

Ir. J. Moura

27-4-2025

### **Comentário sobre o texto:**  

 

O texto *”A Ternura de Deus!”* é uma profunda reflexão sobre o amor divino, expresso na proximidade, compaixão e ação concreta de Deus na vida humana. A linguagem é poética e evocativa, usando imagens sensoriais (o toque, a escuta, o olhar) para transmitir a ideia de um Deus que não é distante, mas que se inclina para cuidar dos mais frágeis.  

 

O autor destaca a encarnação de Cristo como o gesto supremo dessa ternura, mostrando que Deus não é uma abstração, mas um Pai que se faz presente, especialmente junto aos pobres, oprimidos e marginalizados. A referência ao Papa Francisco reforça a dimensão pastoral e misericordiosa dessa mensagem, alinhada com a teologia do cuidado e da “cultura do encontro”.  

 

A ternura divina é descrita como uma força transformadora, que exige resposta humana (a “boa vontade”) e se manifesta em gestos de amor concreto. A oração final sintetiza o desejo de que os fiéis se tornem instrumentos dessa mesma ternura no mundo. 

 

04 27 SALMO RESPONSORIAL Salmo 2, 1-3.4-6.7-9 (R. cf. 12d ou Aleluia)  Refrão: Felizes aqueles que confiam no Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 2, 1-3.4-6.7-9 (R. cf. 12d ou Aleluia) 
Refrão: Felizes aqueles que definem no Senhor.

Porque se agita em tumulto as nações
e os povos pretendem ir projetos?
Revoltam-se os reis da terra
e os príncipes conspiram juntos
contra o Senhor e contra o seu Ungido:
«Quebremos as suas algemas
e atiremos para longe o seu jugo». Refrão

Aquele que mora nos céus sorri,
o Senhor escarnece deles.
Então eles falam com ira
e com sua cólera os atemoriza:
«Fui Eu quem ungiu o meu Rei
sobre Sião, minha montanha sagrada». Refrão

Vou proclamar o decreto do Senhor.
Ele disse-me: «Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.
Pede-me e te darei as nações como herança
e os confins da terra para teu domínio.
Hás-de governá-los com cetro de ferro,
quebrá-los como vasos de barro». Refrão

Partilha

  1. Pergunta:
    Porque é que as nações e os reis se revoltam contra o Senhor e o seu Ungido?

  2. Pergunta:
    Como reage Deus diante da revolta das nações?

3. Pergunta:
Que promessa faz o Senhor ao seu Filho Ungido?

04 23 Lc 24, 13-35 Quarta «Reconheceram-n’O ao partir o pão»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes: «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?» Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias». E Ele perguntou: «Que foi?» Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?» Depois, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de seguir para diante. Mas eles convenceram-n’O a ficar, dizendo: «Ficai connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconhe¬¬ceram-n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão.

Palavra da salvação.

 

Lectio Divina – Caminho de Emaús: da desilusão ao fogo do coração

🕯️ Evangelho de Lucas 24,13-35

Tema geral:

Este texto do caminho de Emaús retrata o percurso interior da fé, da dor à esperança, da cegueira espiritual ao reconhecimento da presença viva de Cristo. É um percurso eclesial: escutar, partilhar, discernir e celebrar. É também um retrato da missão da Igreja nascente e, à luz do nosso tempo, um espelho da liderança pastoral e profética do querido Papa Francisco, que, tal como Cristo com os discípulos, caminhou connosco, escutou, explicou, partiu o pão e deixou-nos o fogo no coração.


🧭 Contexto sócio-religioso:

Nos dias após a crucifixão, os discípulos estavam confusos, desiludidos e com medo. A esperança que tinham em Jesus como Messias político fora destruída. A comunidade cristã primitiva encontrava-se dispersa e fragilizada. Neste cenário, o Ressuscitado não aparece em glória, mas no caminho, na conversa, no partir do pão – mostrando que a fé se vive na vida quotidiana, na escuta e na partilha comunitária.


🔥 Meditação:

  • Os discípulos estão a fugir da cruz, a afastar-se de Jerusalém. E Jesus vai ao encontro da sua tristeza e desencanto. Assim também a Igreja, tantas vezes cansada e desanimada, é visitada pelo Ressuscitado no meio do caminho.

  • Cléofas e o companheiro (representando toda a comunidade crente) não reconhecem Jesus. Porque esperavam um Messias à sua maneira. A presença de Cristo ultrapassa sempre as nossas imagens.

  • Ao escutar as Escrituras e partilhar o pão, os seus olhos abrem-se: é no coração ardente e na comunhão eucarística que Jesus se revela. Eis a missão da Igreja!

  • O Papa Francisco, com o seu estilo pastoral próximo, atento aos pobres, à escuta das periferias e ao discernimento comunitário (Sínodo!), soube “arder connosco” no caminho. O seu legado é o de uma Igreja sinodal, simples, profética e misericordiosa, muito próxima desta cena de Emaús.


💭 Perguntas para meditação:

  1. Em que momentos da minha vida me senti a fugir de Jerusalém, desiludido com Deus ou comigo próprio?
  2. Como reconheço Jesus que caminha comigo hoje? Estou atento às Suas palavras e sinais?
  3. O que me faz “arder o coração”? Tenho deixado Cristo aquecer-me com o fogo da Sua Palavra?
  4. O que significa para mim ser Igreja sinodal, à luz deste Evangelho e do legado do Papa Francisco?

🖼️


🙏 Oração final:

Ficai connosco, Senhor,
porque a noite vai caindo e o coração precisa do Vosso calor.
No cansaço dos caminhos, na dúvida e no medo,
aproximai-Vos de nós como naquele entardecer de Emaús.
Abri os nossos olhos para que Vos reconheçamos na Palavra e no Pão.
Fazei arder em nós o fogo do Evangelho,
como ardia o coração dos discípulos quando faláveis connosco.
Abençoai a Vossa Igreja, herdeira da missão apostólica,
e fortalecei o legado do nosso amado Papa Francisco,
que nos ensinou a caminhar juntos, escutar e discernir.
Com ele, com os santos, com todos os irmãos no caminho,
dai-nos olhos para ver-Vos e pés prontos para anunciar que estais vivo.
Ámen.

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