06 26 Quinta-feira da semana XII……

 

Quinta-feira da semana XII…..

L 1 Gn 16, 1-12. 15-16 ou Gn 16, 6b-12. 15-16

Sl 105 (106), 1-2. 3-4a. 4b-5

Ev Mt 7, 21-29.

Leitura 1: Génesi

 

s 16, 1-12.15-16 (ou 16, 6b-12.15-16)

**Comentário:**

Esta passagem narra a história de Agar, serva de Sara, que é dada a Abrão para lhe dar um filho, já que Sara era estéril. Agar foge após ser maltratada por Sara, mas o anjo do Senhor a encontra e lhe dá esperança e promessa. É uma história de sofrimento e esperança, mostrando que Deus vê aqueles que sofrem e lhes oferece um caminho.

**Caso prático:**

 

Imagine uma pessoa que se sente abandonada ou desvalorizada na sua família ou comunidade, como Agar. A experiência humana de sentir-se invisível é comum, mas Deus sempre está atento ao sofrimento de cada um e oferece proteção e promessa de futuro.

**Oração:**

Senhor Deus misericordioso, ajuda-nos a confiar em Ti mesmo quando nos sentimos sozinhos ou rejeitados. Que possamos encontrar consolo na Tua presença e força para continuar o caminho com esperança e fé. Amém.

**Versículos-chave:**

– «Levanta-te, toma a criança e segura-a pela mão» (Gn 16, 12)

– «O Senhor ouviu a voz da criança» (Gn 16, 11)

**Frase típica:**

“Deus não abandona os que sofrem; Ele é o refugio dos oprimidos.”

**Sugestão de imagem:**

Uma mulher no deserto olhando para o céu com um anjo ao seu lado — simbolizando o encontro entre Agar e o anjo do Senhor..

### Salmo 105 (106), 1-2.3-4a.4b-5

**Comentário:**

Este salmo é um cântico de louvor e ação de graças pela fidelidade de Deus à sua aliança com Abraão e seus descendentes. Encoraja-nos a proclamar as maravilhas do Senhor e buscar sempre Sua presença.

**Caso prático:**

No dia a dia, podemos lembrar das bênçãos recebidas mesmo em tempos difíceis, agradecendo a Deus por Sua fidelidade constante.

**Oração:**

Senhor Deus eterno, louvamos o Teu santo nome e proclamamos as Tuas maravilhas. Ensina-nos a buscar sempre a Tua face e a confiar na Tua aliança fiel para todas as gerações. Amém.

**Versículos-chave:**

– «O Senhor recorda sempre a sua aliança» (Sl 105, 8)

– «Procurai sempre a sua face» (Sl 105, 4)

**Frase típica:**

“A gratidão é a memória do coração.”

**Sugestão de imagem:**

Um grupo reunido em oração ao ar livre sob um céu estrelado — simbolizando a aliança eterna e o louvor coletivo..

### Evangelho: Mateus 7, 21-29

**Comentário:**

Jesus alerta contra as falsas palavras sem ação verdadeira – “Nem todo aquele que me diz: Senhor! Senhor! entrará no Reino dos Céus”. A importância da obediência prática à palavra de Deus é ressaltada com a metáfora da casa construída sobre a rocha.

**Caso prático:**

Na vida cotidiana, muitos professam boas intenções ou fé apenas verbalmente, mas não vivem segundo esses valores na prática. A mensagem é clara: fé autêntica se manifesta em ações concretas.

**Oração:**

Pai celestial, ajuda-nos a construir nossa vida sobre a firme rocha da Tua palavra. Que nossas palavras sejam acompanhadas por ações justas e sinceras para que possamos ser verdadeiros discípulos de Cristo. Amém.

**Versículos-chave:**

– «Pelos frutos os conhecereis» (Mt 7, 16)

– «Quem escuta estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente» (Mt 7, 24)

**Frase típica:**

“Fé sem obras é uma árvore sem frutos.”

**Sugestão de imagem:**

Uma casa sólida numa rocha firme durante uma tempestade — simbolizando força espiritual construída na palavra de Deus.

.

 

06 26 Quinta-feira da semana XII Comentários as leituras 

 

06 26 Quinta-feira da semana XII Comentários as leituras

Verde – Ofício da féria.

Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Gn 16, 1-12. 15-16 ou Gn 16, 6b-12. 15-16

Sl 105 (106), 1-2. 3-4a. 4b-5

Ev Mt 7, 21-29

.

### 1. Leitura I: Génesis 16, 1-12. 15-16 (ou Gn 16, 6b-12. 15-16)

**Comentário:**

Este trecho narra a história de Agar, a serva de Sara, que oferece seu próprio filho Ismael para Abrão devido à demora do cumprimento da promessa divina sobre a descendência. É um momento de angústia, escolhas difíceis e consequências humanas diante das promessas de Deus. Agar foge, mas o anjo do Senhor a encontra e lhe dá esperança e direção.

**Caso prático:**

Muitas vezes, na vida, tomamos decisões precipitadas quando a ansiedade ou a pressão nos domina — seja no trabalho ou nas relações pessoais — tentando “resolver” problemas à nossa maneira e esquecendo-nos da confiança em Deus.

**Oração:**

Senhor Deus, ajuda-nos a confiar em Teus tempos e planos, mesmo quando o caminho parece incerto. Dá-nos paciência e sabedoria para esperar e agir conforme a Tua vontade. Que nunca percamos a esperança diante das dificuldades. Amém.

**Imagem sugerida:**

Agar no deserto, olhando para o céu com o anjo do Senhor ao lado — simbolizando esperança e proteção divina.

### 2. Salmo 105 (106), 1-2. 3-4a. 4b-5

**Comentário:**

Este salmo é um convite à ação de graças por todas as maravilhas que Deus realizou no passado — um lembrete da fidelidade divina e da importância de buscá-Lo continuamente.

**Caso prático:**

Quando enfrentamos desafios diários, é fácil esquecer os momentos em que fomos ajudados ou protegidos. Este salmo nos convida a lembrar com gratidão as bênçãos recebidas para renovar nossa fé.

**Oração:**

Louvado sejas, Senhor, por tua fidelidade sem fim! Que meu coração se alegre sempre em Ti e que eu nunca cesse de anunciar as Tuas maravilhas aos outros. Guia-me para que eu Te busque cada dia com sinceridade. Amém.

**Imagem sugerida:**

Uma pessoa em oração ao amanhecer, com mãos erguidas ao céu, representando louvor e gratidão.

06 26 leituras e comentários

..

**Imagem sugerida:** Uma cena noturna com Abrão olhando para o céu estrelado, simbolizando a promessa divina de descendência tão numerosa quanto as estrelas.*Leitura 1: Génesis 15, 1-12.17-18**
.
Neste texto, Deus renova a sua promessa a Abrão, assegurando-lhe uma descendência numerosa e uma terra para habitar. Abrão demonstra fé, mesmo diante da sua velhice e da ausência de filhos. A aliança que Deus estabelece com ele é um sinal de compromisso eterno e confiança mútua. Este momento simboliza a importância da fé e da esperança, mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis.

**Oração:**.

Senhor Deus fiel, ajuda-nos a confiar em Ti como Abrão confiou, mesmo quando o caminho é incerto. Que a tua promessa nos fortaleça e guie em cada passo da nossa vida. Renova em nós a esperança e o compromisso com a tua vontade. Amém.

.

**Imagem sugerida:** Uma comunidade reunida em oração ou louvor, representando o povo de Deus celebrando sua aliança.

**Salmo 104 (105), 1-2.3-4.6-7.8-9**
**Comentário:**
O salmo exalta a fidelidade de Deus na sua aliança com Abraão e os seus descendentes. Ele lembra-nos que Deus é justo, poderoso e fiel às suas promessas através das gerações. É um convite para louvarmos o Senhor por suas maravilhas e por nunca abandonar o seu povo.

**Oração:**
Louvado sejas, Senhor, pela tua fidelidade eterna! Que possamos sempre proclamar as tuas maravilhas com alegria e reconhecer o teu poder em nossas vidas. Ensina-nos a caminhar na tua aliança com confiança e gratidão. Amém.

..*Imagem sugerida:** Uma árvore frondosa carregada de frutos bons contrastando com uma árvore seca ou espinhosa, ilustrando o ensino do Evangelho.

**Evangelho: Mateus 7, 15-20**

REFLEXÃO

Jesus alerta para os falsos profetas que aparentam ser bons mas escondem intenções perigosas. Ele nos ensina que devemos discernir pelas ações — “pelos frutos os conhecereis”. É um chamado à vigilância espiritual e à autenticidade na vida cristã.

**Oração:**

Senhor Jesus, dá-nos sabedoria para reconhecer o verdadeiro do falso em nossa caminhada. Que nossos frutos sejam bons e reflitam teu amor e verdade. Fortalece-nos para viver com integridade diante de Ti e dos irmãos. Amém.

*.

.

06 26 Quarta lectio

Hoje procuro Deus nos pormenores da vida, pois Ele está presente em cada detalhe. “Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Salmo 19,1). Na simplicidade do dia a dia, encontro a Sua presença: no sorriso de um amigo, no canto dos pássaros, na brisa suave. Jesus nos lembra: “Eu estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mateus 28,20). Que eu saiba reconhecer Deus nas pequenas coisas e viver com gratidão, porque “as suas misericórdias são novas a cada manhã” (Lamentações 3,23). Assim, minha fé se fortalece e meu coração se alegra.

Receiver Icon
A leitura mostra a fé de Abrão, que confiou na promessa de Deus apesar das dúvidas e dificuldades. Deus estabeleceu uma aliança com ele, garantindo uma descendência numerosa e a posse da terra prometida. Ensinamento: confiar em Deus mesmo quando o caminho parece incerto, pois Ele cumpre Suas promessas. Nossa vida deve refletir essa confiança e esperança na fidelidade divina.

Oração

Resume a leitura e tira ensimamentosn para a nossa vida 50 palavras

.SALMO

RESPONSORIAL Salmo 104 (105), 1-2.3-4.6-7.8-9 (R. 8a) Refrão: O Senhor recorda a sua aliança para sempre. Repete-se Ou: Aleluia. Repete-se

Aclamai o nome do Senhor, anunciai entre os povos as suas obras. Cantai-Lhe salmos e hinos, proclamai todas as suas maravilhas. Refrão

Gloriai-vos no seu santo nome, exulte o coração dos que procuram o Senhor. Considerai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face. Refrão

Descendentes de Abraão, seu servo, filhos de Jacob, seu eleito, O Senhor é o nosso Deus e as suas sentenças são lei em toda a terra. Refrão

Ele recorda sempre a sua aliança, a palavra que empenhou para mil gerações, o pato que estabeleceu com Abraão, o juramento que fez a Isaac. Refrão

Receiver Icon
O Salmo 104 exalta a fidelidade de Deus, que nunca esquece Sua aliança com Abraão e seus descendentes. Ele convida-nos a louvar e proclamar as maravilhas do Senhor, reconhecendo o Seu poder e amor constantes. Para nossa vida, é um convite a confiar na fidelidade divina e a buscar sempre Sua presença, sabendo que Deus cumpre suas promessas para todas as gerações.

Receiver Icon
Senhor Deus fiel e amoroso,
agradecemos a Tua constante presença em nossas vidas.
Que possamos sempre reconhecer o Teu poder e a Tua bondade,
proclamando com alegria as Tuas maravilhas.
Fortalece nossa fé para confiarmos em Tuas promessas,
e ajuda-nos a viver em aliança contigo,
seguindo os Teus caminhos de justiça e amor.
Que o nosso coração exulte ao buscar a Tua face,
e que sejamos testemunhas fiéis do Teu amor eterno.
Amém.

Resume a leitura e tira ensimamentosn para a nossa vida 50 palavras

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos dos falsos profetas, que andam vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos frutos os conhecereis. Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos frutos os conhecereis». Palavra da salvação.

Receiver Icon
Senhor Deus, fonte de toda verdade e bondade, ajuda-nos a discernir o que é verdadeiro em meio às aparências. Que nossos corações produzam frutos bons, refletindo Tua luz e amor. Dá-nos sabedoria para reconhecer o bem e coragem para seguir sempre o caminho justo. Amém.

06 29 Jo 21, 15-19 Domingo «Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas»

**Sugestão de imagem:** Jesus ressuscitado a olhar com ternura para Pedro à beira do lago, enquanto lhe entrega um cajado de pastor e o chama a segui-Lo.

«Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Quando Jesus Se manifestou aos seus discípulos
junto ao mar de Tiberíades,
depois de comerem, perguntou a Simão Pedro:
«Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?».
Ele respondeu-Lhe:
«Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo».
Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros».
Voltou a perguntar-lhe segunda vez:
«Simão, filho de João, tu amas-Me?».
Ele respondeu-Lhe:
«Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo».
Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas».
Perguntou-lhe pela terceira vez:
«Simão, filho de João, tu amas-Me?».
Pedro entristeceu-se
por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava
e respondeu-Lhe:
«Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo».
Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo:
Quando eras mais novo,
tu mesmo te cingias e andavas por onde querias;
mas quando fores mais velho,
estenderás a mão e outro te cingirá
e te levará para onde não queres».
Jesus disse isto para indicar o género de morte
com que Pedro havia de dar glória a Deus.
Dito isto, acrescentou: «Segue-Me».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

**Comentário ao Evangelho – João 21, 15-19**Versículo-chave:** *«Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas»* (Jo 21,15.16.17)

Neste belíssimo e intenso diálogo entre Jesus ressuscitado e Pedro, encontramos o coração do ministério cristão: o amor por Cristo como condição essencial para o serviço pastoral. A tripla pergunta de Jesus — *«Tu amas-Me?»* — recorda as três negações de Pedro, mas é sobretudo uma restauração e envio: Jesus confia-lhe o cuidado da comunidade. O mandato é claro: «apascenta», ou seja, cuida, alimenta, guia com amor. A missão pastoral nasce da intimidade com Cristo, não de capacidades humanas.

A repetição do verbo “apascentar” não é redundante; cada vez revela um aprofundamento do amor de Pedro, que agora é humilde e confiante. Já não afirma que O ama *mais que os outros* — sabe que o seu amor é frágil, mas verdadeiro. Jesus não exige perfeição, mas autenticidade e disponibilidade para O seguir até ao fim. Ao dizer «quando fores mais velho… outro te levará», Jesus anuncia o martírio de Pedro, sublinhando que o amor verdadeiro conduz à entrega total.

Esta passagem é ecoada no documento **“Pastores Dabo Vobis”** de São João Paulo II (1992), onde se afirma que *“a base do ministério pastoral está no amor a Cristo, que se traduz em amor pelo rebanho”* (n.º 23). Todos os cristãos, especialmente os pastores, são chamados a este amor oblativo, humilde, constante.

**Aplicação à vida:** Cada cristão tem também uma parcela de rebanho a cuidar: família, comunidade, colegas. Seremos verdadeiros pastores se o nosso serviço nascer do amor a Cristo. Não se trata de dominar, mas de servir com ternura, mesmo quando custa. O *Segue-Me* final de Jesus é um apelo permanente a caminhar com Ele, mesmo no sacrifício.

**Oração**

Senhor Jesus, Tu que me chamas pelo nome e conheces o meu coração, ensina-me a amar-Te acima de tudo. Que esse amor me torne cuidador dos irmãos, fiel no serviço e generoso na entrega. Amém.

 

06 28 sábado Imaculado Coração de Maria

 

Uma representação clássica mas profunda: **Maria, de pé, com as mãos unidas sobre o peito, olhar sereno e contemplativo dirigido para o alto ou para o espectador.** Sobre o seu coração, visível mas integrado na figura, um coração envolto em rosas brancas (pureza) e flamejante (amor), rodeado por uma coroa de doze estrelas. Uma luz suave e dourada emana deste coração, iluminando o seu rosto. Ao fundo, discretamente, pode-se ver a cena do Templo de Jerusalém com o jovem Jesus e

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados; e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todas estes acontecimentos em seu coração.

Palavra da salvação.

REFLEXÃO .

## O Coração que Guarda e Ilumina: Comentário ao Evangelho na Festa do Imaculado Coração de Maria.

A passagem evangélica de Lucas (2, 41-51), proposta para esta Festa do Imaculado Coração de Maria, oferece uma janela única para a interioridade da Mãe de Deus e o sentido profundo desta devoção. O episódio do Menino Jesus perdido e encontrado no Templo revela não só a identidade única de Jesus (“Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?”), mas também o *coração* de Maria como o lugar onde este mistério, ainda incompreendido, é guardado e meditado..

1.  **O Coração que Sofre e Busca:** Maria experimenta a angústia da perda do seu Filho. O seu coração, imaculado pela graça, não está imune à dor humana. Esta dor, porém, não a paralisa; impulsiona-a a buscar Jesus incansavelmente (“andávamos aflitos à tua procura”). O Imaculado Coração é, portanto, um coração profundamente compassivo, que compreende as dores humanas porque as viveu, unindo-as sempre à busca de Cristo.

2.  **O Coração que Guarda e Medita:** A resposta enigmática de Jesus é incompreendida pelos pais. No entanto, Lucas sublinha com solenidade: “Sua Mãe guardava todas estes acontecimentos em seu coração.” Este “guardar” (em grego, *synetērei*) não é um arquivar passivo. É uma atitude ativa de *conservar*, *proteger*, *meditar profundamente*, *procurar entender* à luz da fé. O Imaculado Coração é a “morada do Espírito Santo” e “sede da sabedoria”, onde a Palavra de Deus, mesmo quando misteriosa, é acolhida, ruminada e preservada. É o modelo da Igreja que escuta e guarda a Revelação.

3.  **O Coração Unido ao Coração do Filho:** O coração de Maria não existe para si mesmo. Está *intrinsecamente ordenado* ao Coração de Jesus. Ela guarda os acontecimentos relativos *a Ele*. A sua perplexidade, a sua busca, a sua meditação têm um único centro: Jesus e a sua missão. A festa do Imaculado Coração, instituída por Pio XII, celebra esta união profunda. O Coração Imaculado de Maria é o caminho mais seguro, puro e amoroso para o Sagrado Coração de Jesus. Nele vemos refletida a resposta perfeita de amor e obediência à vontade do Pai que se consumará plenamente no Coração trespassado do Filho (“E era-lhes submisso”)..

CONCLUSÃO 

A Festa do Imaculado Coração de Maria convida-nos a:..

*   **Imitar a sua *Guarda*:** Cultivar um coração que acolhe a Palavra de Deus e os acontecimentos da vida, especialmente os mais difíceis ou incompreensíveis, não com desespero, mas com confiança, guardando-os na fé e meditando-os à luz do Espírito Santo..

*   **Unir as nossas Dores às Dores dela:** Apresentar ao seu Coração Imaculado as nossas aflições, angústias e perplexidades, sabendo que ela as compreende e as oferece unidas às dores do seu Filho pela salvação do mundo.

*   **Buscar Cristo Incansavelmente:** Como Maria, não descansar até encontrar Jesus, especialmente quando nos sentimos perdidos ou distantes d’Ele. O seu Coração é a bússola que sempre aponta para o seu Filho..

*   **Compreender a Íntima Relação dos Dois Corações:** Aprofundar a devoção ao Imaculado Coração não como um fim em si mesma, mas como o meio privilegiado para conhecer, amar e configurar-nos mais perfeitamente ao Sagrado Coração de Jesus. A devoção a Maria *conduz sempre* a Jesus..

**Oração:**.

Ó Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa, de Coração Imaculado e cheio do Espírito Santo! Vós que guardastes todos os mistérios do vosso Filho com amor e fé inquebrantáveis, ensinai-nos a acolher a Palavra de Deus e os caminhos da Providência no silêncio do nosso coração. Ajudai-nos a enfrentar as dores e perplexidades da vida com a vossa mesma confiança. Purificai o nosso coração com o fogo do vosso amor imaculado e conduzi-nos sempre, com doçura e firmeza, ao Sagrado Coração de Jesus, vosso Filho e nosso Redentor. Amém.

**Português:**  

Maria perde Jesus aos 12 anos, buscando-O angustiada. Ao encontrá-Lo no Templo, guarda Suas palavras no coração. Seu Imaculado Coração ensina a meditar os mistérios divinos na dor. 

 

**Reflexão:** Como você acolhe os planos de Deus quando incompreensíveis?  

 

*Imagem sugerida:* Ícone de Maria com as mãos sobre o peito, luz suave iluminando seu rosto.  

*Legenda:* “No silêncio do coração, ela guardava a luz.”

 

 

**English:**  

Mary loses 12-year-old Jesus, searching anxiously. Finding Him in the Temple, she treasures His words. Her Immaculate Heart teaches us to meditate on divine mysteries amid sorrow. 

 

**Reflection:** How do you embrace God’s plans when they seem unclear?  

 

*Suggested image:* Icon of Mary with hands over her heart, soft light illuminating her face.  

*Caption:* “In her heart’s silence, she kept the light.”

06 26 Mt 7, 21-29 Quinta A casa edificada sobre a rocha e a casa edificada sobre a areia

.Uma imagem apropriada para ilustrar esta reflexão poderia ser a de duas casas: uma sólida e robusta situada sobre uma rocha firme e outra frágil e desmoronando sobre areia solta. Essa representação visual ajudaria a enfatizar o contraste entre as duas formas de viver a fé e as consequências disso em nossa vida espiritual.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo] aquele que Me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. Muitos Me dirão no dia do Juízo: ‘Senhor, não foi em teu nome que profetizámos e em teu nome que expulsámos demónios e em teu nome que fizemos tantos milagres?’. Então lhes direi bem alto: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína». Quando Jesus acabou de falar, a multidão estava admirada com a sua doutrina, porque a ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.

Palavra da salvação.

Reflexão .

No Evangelho de Mateus 7, 21-29, Jesus nos apresenta uma reflexão profunda sobre a autenticidade da fé e a importância de construir nossas vidas sobre fundamentos sólidos. Ele destaca que não basta apenas chamar por Ele, mas é essencial fazer a vontade do Pai. A imagem da casa construída sobre a rocha versus a casa construída sobre a areia simboliza as diferentes abordagens que podemos ter em nossa vida espiritual. Aquele que ouve e pratica as palavras de Jesus é comparado ao homem prudente que edifica sua casa em alicerces firmes. Em contrapartida, o insensato, que ignora essa prática, vê sua casa desmoronar-se. Isso nos lembra que a verdadeira fé se manifesta em ações concretas e na vivência dos ensinamentos de Cristo…

A mensagem central deste Evangelho nos convida a refletir sobre como estamos construindo nossas vidas espirituais. Podemos perguntar-nos: estamos realmente ouvindo e colocando em prática os ensinamentos de Jesus? É fundamental que nossa fé se traduza em ações, como o amor ao próximo, a justiça e a misericórdia. Na vida cotidiana, isso pode se manifestar através do serviço aos outros, da busca pela verdade e da vivência dos valores do Reino de Deus. Ao enfrentarmos as tempestades da vida — dificuldades, desafios e tentações —, aqueles que têm um alicerce sólido na palavra de Deus permanecerão firmes e seguros..

Oração .

Senhor Deus, ajuda-me a construir minha vida sobre os fundamentos da Tua palavra. Que eu possa ouvir e praticar os Teus ensinamentos todos os dias, para que minha fé seja verdadeira e frutífera. Amém.

 

 

.

06 25 Mt 7, 15-20 Quarta Pelos frutos os conhecereis” 

..

Em primeiro plano, duas árvores lado a lado: Uma árvore viçosa, cheia de frutos (como uvas ou figos), com luz a envolvê-la. Outra árvore seca, espinhosa, sem frutos, talvez com uma serpente ou sombra escura em volta, transmitindo perigo escondido. 06 25 Mt 7, 15-20 Quarta Pelos frutos os conhecereis” 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos dos falsos profetas, que andam vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos frutos os conhecereis. Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos frutos os conhecereis».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO .

Jesus alerta os seus discípulos contra os falsos profetas, que, embora pareçam inofensivos, escondem intenções destruidoras. A imagem dos lobos vestidos com pele de ovelha é poderosa: mostra que o perigo pode surgir com aparência de bondade, mas motivado por engano ou vaidade. Esta advertência de Jesus é urgente e clara, sobretudo porque se refere a líderes espirituais ou influenciadores de consciência..

Cristo ensina que o discernimento se faz pelos frutos: aquilo que uma pessoa vive e transmite revela a sua verdadeira natureza. Assim como não se colhem uvas de espinheiros, uma alma corrompida não produz frutos de justiça, paz e amor. O fruto não é apenas uma consequência, é o sinal visível da raiz interior. A árvore boa, enraizada em Deus, dá frutos bons; a árvore má, enraizada no egoísmo, dá frutos amargos..

O juízo final, implícito na imagem do corte e do fogo, recorda-nos que a fé não é apenas aparência: exige coerência, verdade e fecundidade..

Este Evangelho convida-nos à vigilância: não apenas em relação aos outros, mas sobretudo em relação a nós próprios. Somos chamados a examinar a nossa vida e perguntar: **que frutos tenho dado?** A linguagem, os gestos, a capacidade de perdoar, de escutar e de servir revelam a qualidade da nossa fé..

Por outro lado, devemos aprender a discernir aqueles que nos guiam e influenciam. Nem todo o discurso bonito vem de Deus. Os verdadeiros profetas são humildes, dão bons frutos e conduzem os outros à verdade e à vida em Cristo..

**3. Oração **

> Senhor, faz de mim uma árvore boa, que dê frutos de amor, verdade e fidelidade. Livra-me dos enganos do mundo e torna-me sinal da Tua presença. Amém.

06 27 EVANGELHO Lc 15, 3-7 sexta «Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» sagrado coração de Jesus

.Sugestão de imagem Uma imagem do Sagrado Coração de Jesus com uma ovelha nos ombros, rodeado por luz e com expressão de alegria e ternura.

REFLEXÃ0

O Evangelho desta sexta-feira apresenta-nos uma das mais belas expressões do amor misericordioso de Deus: «Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida». Com esta parábola, Jesus revela o coração de Deus — um coração que não se resigna perante a perda de nenhum dos seus filhos. O Sagrado Coração de Jesus, cuja solenidade celebramos nesta data, é precisamente esta manifestação de amor fiel e incansável que procura, resgata e regozija-se com o regresso do pecador.

Esta mensagem é um convite directo ao povo cristão a abandonar qualquer ideia de um Deus distante ou indiferente. Pelo contrário, Jesus mostra-nos um Deus próximo, comovido, que conhece cada um pelo nome e sofre com a sua ausência. A ovelha perdida representa cada um de nós, sempre que nos afastamos do caminho, seja por fraqueza, ignorância ou rebeldia. Mas também nos representa na alegria do reencontro, quando, tocados pela graça, permitimos que Deus nos encontre.

Esta parábola ensina-nos que Deus não desiste de ninguém. Enquanto o mundo marginaliza os fracos e julga os que erram, Deus corre atrás dos que se perdem. E a verdadeira alegria cristã nasce precisamente nesta lógica do Reino: cada regresso, cada arrependimento, é motivo de festa no Céu. A comunidade cristã é chamada a viver esta mesma alegria, sem julgamentos, mas com braços abertos à reconciliação.

Hoje somos desafiados a olhar para o nosso coração e reconhecer onde nos temos perdido: nas distrações do mundo, na dureza do egoísmo, na frieza da fé. E também a deixar que o Bom Pastor nos encontre, nos tome sobre os ombros e nos conduza de novo à casa do Pai.


Oração
Senhor Jesus, Bom Pastor,
Tu que vieste procurar os que andavam perdidos,
leva-nos sobre os teus ombros até ao coração do Pai.
Renova em nós a confiança no teu amor que não falha,
e faz de nós instrumentos da tua misericórdia.
Ámen.


.

06 22 Necessidade de Arrependimento

.

> **”Derramarei sobre a casa de David e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de súplica; olharão para aquele que trespassaram. Hão de chorá-lo como quem chora um filho único…”** (Zac 12,10)

> **”Naquele dia, abrir-se-á uma fonte para a casa de David e para os habitantes de Jerusalém, para a purificação do pecado e da impureza.”** (Zac 13,1).

### Três ideias-chave que podemos retirar deste texto:.

#### 1. **Reconhecimento do pecado**necessidade de arrependimento 

 

O primeiro passo da conversão é olhar de frente para o próprio pecado. A imagem de “olhar para aquele que trespassaram” aponta para um momento de confronto com a verdade: é o reconhecimento do mal cometido, do afastamento da vontade de Deus.

 

#### 2. **Arrependimento sincero**

 

O lamento descrito é profundo, comparado ao luto por um filho único. Não se trata de um remorso superficial, mas de uma dor interior que conduz à súplica, fruto da graça de Deus, que toca o coração do pecador.

 

#### 3. **Purificação oferecida por Deus**

 

No final, Deus abre uma fonte — símbolo da misericórdia abundante — que purifica e regenera. É um convite claro à confissão, à conversão e à renovação espiritual.

 

### Aplicação espiritual

 

Este texto é particularmente relevante na nossa caminhada cristã, especialmente durante o tempo de Quaresma ou em retiros espirituais. Ele convida-nos a parar, olhar para Cristo crucificado — Aquele que o nosso pecado trespassa — e deixar que o Espírito Santo nos conduza ao arrependimento e à cura.

 

#### Oração breve:

 

> Senhor, dá-me um coração sincero que reconheça os seus pecados. Que o Teu Espírito de graça me conduza ao arrependimento verdadeiro e que eu me lave na fonte da Tua misericórdia. Amém.

06 24 Lc 1, 57-66. 80  Terça «Dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João» «Dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João»

06 24 Lc 1, 57-66. 80  Terça «Dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João» «Dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Nos dias de Herodes, rei da Judeia,vivia um sacerdote chamado Zacarias,da classe de Abias,cuja esposa era descendente de Aarão e se cham ava Isabel.Eram ambos justos aos olhos de Deuse cumpriam irrepreensivelmente e todos os mandamentos e leis do Senhor.

Não tinham filhos, porque Isabel era estéril  e os dois eram de idade avançada.Quando Zacarias exercia as funções sacerdotais diante de Deus,no turno da sua classe,coube-lhe em sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no Santuário do Senhor para oferecer o incenso.Toda a assembleia do povo, durante a oblação do incenso,estava cá fora em oração.Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor,de pé, à direita do altar do incenso.Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e encheu-se de temor.Mas o Anjo disse-lhe:
«Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi atendida.Isabel, tua esposa, dar-te-á um filho,ao qual porás o nome de João.Será para ti motivo de grande alegria e muitos hão de alegrar-se com o seu nascimento,porque será grande aos olhos do Senhor.Não beberá vinho nem bebida alcoólica;será cheio do Espírito Santo desde o seio maternoe reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus.Irá à frente do Senhor, com o espírito e o poder de Elias,para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos,a fim de preparar um povo para o Senhor».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

A solenidade do Nascimento de São João Baptista é uma celebração luminosa que revela o cuidado providente de Deus e o início de um tempo novo. O Evangelho segundo São Lucas narra com delicadeza e profundidade o anúncio do nascimento de João, filho de Zacarias e Isabel, um casal justo, mas marcado pela esterilidade e pelo peso da idade. A intervenção do anjo no templo rompe o silêncio e antecipa a alegria: *“A tua súplica foi atendida”*. Deus escuta o clamor dos corações fiéis.

João nasce como sinal de esperança, de renovação e de missão. É o último dos profetas e o primeiro a reconhecer o Messias, ainda no seio de Isabel. Ele será “grande aos olhos do Senhor” não pelo poder, mas pela fidelidade à sua vocação: preparar os caminhos do Senhor. A sua vida austera, marcada pelo deserto, pela palavra firme e pela conversão, aponta para o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo.

A relação com a liturgia do dia 24 de junho enriquece-se ainda com a escolha do nome: *“chamar-se-á João”*, nome que significa “Deus é favorável”. Este nome não vem da tradição familiar, mas da vontade divina. Com ele, inaugura-se uma nova história, não construída por critérios humanos, mas pela ação do Espírito Santo.

Celebrar o nascimento de João é recordar que cada vida, mesmo nascida de condições improváveis, tem uma missão única. Tal como ele, somos chamados a preparar caminhos, a ser luz, a testemunhar a verdade, mesmo quando ela é incómoda. A vocação de João é, por isso, reflexo da nossa: viver como sentinelas da manhã, anunciando a proximidade do Senhor.

**Oração**

Senhor, que escolheste João Baptista desde o seio materno para preparar os Teus caminhos, desperta também em nós a coragem de anunciar a Tua presença. Que sejamos mensageiros da Tua luz, com palavras de verdade e gestos de amor. Ámen.

 

06 23 Mt 7, 1-5 Segunda “Tira primeiro a trave da tua vista”

Um homem a olhar-se ao espelho com um pedaço de madeira (trave) a tapar-lhe os olhos, enquanto uma pessoa ao fundo tenta retirar um pequeno cisco do olho. Uma cena com luz suave, sugerindo introspecção e conversão interior.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não julgueis e não sereis julgados. Segundo o julgamento que fizerdes sereis julgados, segundo a medida com que medirdes vos será medido. Porque olhas o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como poderás dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’, enquanto a trave está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

Neste breve mas incisivo trecho do Sermão da Montanha, Jesus alerta-nos contra o hábito de julgar os outros, uma tendência tão comum quanto perigosa. O julgamento precipitado revela uma atitude de superioridade moral, muitas vezes disfarçada de zelo ou correção fraterna, mas profundamente marcada pela falta de humildade. Jesus usa uma imagem forte e quase caricatural — a trave e o argueiro — para sublinhar o absurdo de querer corrigir os outros sem antes examinar a própria consciência.

No contexto socio-religioso e cultural contemporâneo, esta mensagem é extremamente actual. Vivemos numa sociedade marcada pela crítica constante nas redes sociais, pela cultura do cancelamento e pela tendência de apontar falhas alheias sem qualquer autocrítica. Na vida da Igreja, também não estamos imunes a esta tentação. Muitas vezes julgamos os irmãos com base em aparências, tradições ou comportamentos exteriores, esquecendo que só Deus conhece o coração.

A palavra de Jesus convida-nos a um exame pessoal sério e humilde, a começarmos por nós mesmos antes de emitirmos juízos sobre os outros. A trave representa os nossos pecados mais profundos — orgulho, inveja, vaidade, dureza de coração — que obscurecem a nossa visão espiritual. Só quando permitimos que Deus purifique o nosso olhar interior é que podemos ajudar, com caridade e verdade, aqueles que nos rodeiam.

No campo cultural, este ensinamento aponta para a necessidade de construir uma convivência mais misericordiosa, onde reine a empatia em vez da condenação. O mundo não precisa de mais juízes, mas de mais irmãos que saibam acompanhar, corrigir com ternura e crescer juntos no bem.

Oração

Senhor Jesus,purifica o meu olhar para que eu veja com verdade.
Livra-me do orgulho que julga, da pressa que condena,
e ensina-me a misericórdia que salva.
Que eu saiba reconhecer a trave nos meus olhos
e estenda a mão ao irmão com humildade e amor.
Ámen.

 

06 22 DOMINGO XII DO TEMPO COMUM dL 1 Zc 12, 10-11; 13,1; Sl 62 (63), 2. 3-4. 5-6. 8-9 L 2 Gl 3, 26-29 Ev Lc 9, 18-24

Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2025-06-22

DOMINGO XII DO TEMPO COMUM

Verde – Ofício do domingo (Semana IV do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L 1 Zc 12, 10-11; 13,1; Sl 62 (63), 2. 3-4. 5-6. 8-9
L 2 Gl 3, 26-29
Ev Lc 9, 18-24

 

 

Ano C

Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 27, 8-9
O Senhor é a força do seu povo, o baluarte salvador do seu Ungido.
Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança,
sede o seu pastor e guia através dos tempos.

Oração coleta
Senhor, fazei-nos viver a cada instante
no temor e no amor do vosso santo nome,
porque nunca a vossa providência abandona
aqueles que formais solidamente no vosso amor.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Zc 12, 10-11; 13, 1
«Voltarão os olhos para aquele a quem trespassaram» (Jo 19, 37)

A leitura da Profecia de Zacarias (Zc 12, 10-11; 13, 1) apresenta uma visão poderosa e profética sobre a conversão e o arrependimento do povo de Deus. O Senhor promete derramar um espírito de piedade e súplica sobre a casa de David e os habitantes de Jerusalém. Este momento culmina quando o povo volta os olhos para aquele que foi trespassado, referindo-se a Cristo, que se torna o objeto de lamento e reflexão. O pranto é descrito com a intensidade da dor de um filho único, simbolizando a profundidade da dor e do arrependimento pela rejeição do Messias.

O versículo-chave desta leitura é: **“Voltarão os olhos para aquele a quem trespassaram”** (Zc 12, 10). Este versículo não apenas aponta para a crucificação de Jesus, mas também convida à reflexão sobre como reconhecemos e lamentamos nossas faltas em relação ao amor divino.

Uma alusão significativa pode ser feita ao documento da Igreja “Evangelii Gaudium”, onde o Papa Francisco fala sobre a necessidade de um encontro pessoal com Jesus Cristo, que nos transforma e nos leva ao arrependimento. Esse encontro é fundamental para o renascimento espiritual.

Em termos práticos, um fato que podemos levar para nossas vidas é a prática da confissão. Assim como Zacarias fala da purificação do pecado, a confissão nos oferece uma oportunidade concreta de reconhecer nossas falhas, receber perdão e renovar nosso compromisso com Deus. Essa prática não apenas traz cura espiritual, mas também nos ajuda a viver em comunidade com um coração mais puro e aberto ao amor.

Leitura da Profecia de Zacarias
Eis o que diz o Senhor: «Sobre a casa de David e os habitantes de Jerusalém derramarei um espírito de piedade e de súplica. Ao olhar para Mim, a quem trespassaram, lamentar-se-ão como se lamenta um filho único, chorarão como se chora o primogénito. Naquele dia, haverá grande pranto em Jerusalém, como houve em Hadad-Rimon, na planície de Megido. Naquele dia, jorrará uma nascente para a casa de David e para os habitantes de Jerusalém, a fim de lavar o pecado e a impureza».
Palavra do Senhor.

 

SALMO RESPONSORIAL Salmo 62 (63), 2-6.8-9 (R. 2b)
Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus. Repete-se

O Salmo 63 (62) expressa uma profunda sede espiritual e a busca incessante de Deus. O salmista, reconhecendo a sua dependência do Criador, clama: “A minha alma tem sede de Vós, meu Deus” (R. 2b). Desde o amanhecer, ele procura a presença divina, destacando a importância de contemplar o Senhor no santuário para experimentar o Seu poder e glória. A metáfora da terra árida, sequiosa, sem água, simboliza a necessidade humana de Deus, que é essencial para a vida espiritual.

O versículo chave “A vossa graça vale mais que a vida” reflete o entendimento de que a relação com Deus é fundamental e supera qualquer desejo terreno. Este salmo nos convida à adoração contínua e à gratidão pela graça divina. 

Uma alusão contemporânea pode ser feita ao documento da Igreja “Evangelii Gaudium”, onde o Papa Francisco fala sobre a alegria de anunciar o Evangelho e a importância da experiência pessoal com Deus. No dia a dia, um facto prático seria buscar momentos de oração silenciosa ou meditação, onde podemos nos conectar com Deus e saciar nossa sede espiritual. Assim, como o salmista, podemos encontrar refúgio e sustento nas asas do Senhor, reconhecendo-O como nossa verdadeira fonte de vida e alegria.

Senhor, sois o meu Deus:
desde a aurora Vos procuro.
A minha alma tem sede de Vós.
Por Vós suspiro,
como terra árida, sequiosa, sem água. Refrão

Quero contemplar-Vos no santuário,
para ver o vosso poder e a vossa glória.
A vossa graça vale mais que a vida:
por isso os meus lábios hão de cantar-Vos louvores. Refrão

Assim Vos bendirei toda a minha vida
e em vosso louvor levantarei as mãos.
Serei saciado com saborosos manjares
e com vozes de júbilo Vos louvarei. Refrão

Porque Vos tornastes o meu refúgio,
exulto à sombra das vossas asas.
Unido a Vós estou, Senhor,
a vossa mão me serve de amparo. Refrão

LEITURA II Gal 3, 26-29
«Todos vós que recebestes o batismo de Cristo,
fostes revestidos de Cristo»

Na Epístola aos Gálatas, São Paulo enfatiza a identidade comum dos cristãos como filhos de Deus, destacando a importância da fé em Jesus Cristo. Ele afirma que, ao serem batizados, os crentes se revestem de Cristo e se tornam parte de uma nova família espiritual. O versículo chave é: “Todos vós sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo” (Gl 3, 26). Este versículo encapsula a essência da mensagem paulina sobre a unidade e igualdade em Cristo.

São Paulo também sublinha que, em Cristo, as distinções sociais e culturais são superadas: “Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3, 28). Esta ideia ressoa com o ensinamento do Concílio Vaticano II no documento “Gaudium et Spes”, que afirma a dignidade de cada ser humano e a chamada à unidade entre todos os povos.

Um facto prático que podemos extrair dessa leitura é a necessidade de promovermos a inclusão e a igualdade em nossas comunidades. Na prática, isso pode ser refletido através de ações concretas, como acolher pessoas de diferentes origens e condições sociais nas nossas paróquias ou grupos de fé, criando um ambiente onde todos se sintam parte da mesma família espiritual. Assim, vivemos o chamado à unidade que São Paulo nos faz

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas
Irmãos: Todos vós sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, porque todos vós, que fostes batizados em Cristo, fostes revestidos de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus. Mas, se pertenceis a Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Jo 10, 27
Refrão: Aleluia. Repete-se
As minhas ovelhas escutam a minha voz,
diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Refrão

EVANGELHO Lc 9, 18-24
«És o Messias de Deus.
O Filho do homem tem de sofrer muito»

Resumo da leitura (Lc 9,18-24):
Neste episódio do Evangelho segundo São Lucas, Jesus interroga os discípulos sobre a sua identidade. Primeiro, pergunta o que dizem as multidões, ouvindo várias opiniões: João Batista, Elias ou um antigo profeta ressuscitado. Depois, dirige-lhes a pergunta decisiva: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro responde com fé: «És o Messias de Deus». Jesus confirma, mas proíbe que o digam a outros, revelando em seguida o caminho do Messias: sofrimento, rejeição, morte e ressurreição. Finalmente, dirige-se a todos e convida-os a segui-Lo com radicalidade: renunciar a si mesmos, tomar diariamente a cruz e perder a vida por Ele para a salvar.

Versículo-chave:
«Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me.» (Lc 9,23)

Alusão a um documento da Igreja:
O Catecismo da Igreja Católica, n.º 618, recorda:

«A cruz é o sacrifício único de Cristo, “único mediador entre Deus e os homens”. Mas, de modo misterioso, Ele associa à sua obra redentora aqueles mesmos que dela são os primeiros beneficiários.»

Facto prático:
Fazer diariamente um pequeno gesto de renúncia ou sacrifício — perdoar uma ofensa, calar uma resposta agressiva, dedicar tempo a alguém necessitado — é uma forma concreta de tomar a cruz e seguir Jesus, deixando que Ele molde em nós a Sua imagem redentora. Cada gesto, ainda que escondido, aproxima-nos do amor crucificado e vitorioso.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Eles responderam: «Uns, dizem que és João Batista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou». Disse-lhes Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «És o Messias de Deus». Ele, porém, proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Depois, dirigindo-Se a todos, disse: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á».
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Por este sacrifício de reconciliação e de louvor,
purificai, Senhor, os nossos corações,
para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 144, 15
Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor,
e a seu tempo lhes dais o alimento.

Ou: Cf. Jo 10, 11.15
Eu sou o Bom Pastor
e dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos renovastes
pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo,
fazei que a participação nestes mistérios
nos alcance a plenitude da redenção.
Por Cristo nosso Senhor.

06 21 Sábado da semana XI

Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2025-06-21

Sábado da semana XI

S. Luís Gonzaga, religioso – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 2Cor 12, 1-10; Sl 33 (34), 8-9. 10-11. 12-13
Ev Mt 6, 24-34

Missa

Antífona de entrada Cf. Sl 26, 7.9
Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica.
Vós sois o meu refúgio:
não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

Oração coleta

Senhor nosso Deus,
fortaleza dos que esperam em Vós,
atendei propício as nossas súplicas;
e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana,
concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça,
para que as nossas vontades e ações Vos sejam agradáveis,
no cumprimento fiel dos vossos mandamentos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

Resumo e aplicação (150 palavras)

Nesta carta, São Paulo partilha uma profunda experiência espiritual: foi arrebatado ao Paraíso e ouviu palavras inefáveis. No entanto, não se gloria disso, mas das suas fraquezas. Deus permitiu-lhe um “espinho na carne”, símbolo de fragilidade, para que não se envaidecesse com as revelações. O Senhor respondeu-lhe: “Basta-te a minha graça”, revelando que o poder divino se manifesta na fragilidade humana. Assim, Paulo acolhe as suas fraquezas, perseguições e dores como espaço onde Cristo habita com força.

São Paulo ensina-nos a não nos vangloriarmos dos dons, mas a confiarmos na graça. São Luís Gonzaga, cuja memória hoje celebramos, é exemplo da humildade e pureza: renunciou a tudo por Cristo, abraçando o sofrimento com confiança. Ambos mostram que a verdadeira força vem de Deus. Na nossa vida, somos chamados a aceitar as limitações com fé, deixando que a graça nos transforme em instrumentos do amor de Cristo.

LEITURA I (anos ímpares) 2 Cpeço um homem em Cristo, que há catorze anos __ com o corpo ou sem o corpo, não sei; Deus o sabe __ foi arrebatado até ao terceiro Céu. E sei que esse homem __ com o corpo ou sem o corpo, não sei; Deus o sabe __ foi arrebatado até ao Paraíso e ouviu palavras inefáveis, que um homem não pode repetir. Desse homem posso gloriar-me. Mas quanto a mim, não me gloriarei senão das minhas fraquezas. Se quisesse gloriar-me, não seria insensato, pois só diria a verdade. Mas quero evitá-lo, para que ninguém faça de mim uma ideia superior ao que vê em mim ou ouve dizer de mim. Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne, __ um anjo de Satanás que me esbofeteia __ para que não me orgulhe. Por três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim. Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder». Por isso, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte.

Palavra do Senhor.

Aqui tens um resumo do Salmo 33(34), 8-13, com ligação à vida de São Luís Gonzaga e uma aplicação prática para a nossa vida pessoal:


🕊️ Resumo do Salmo

O Salmo convida a saborear a bondade do Senhor e a confiar n’Ele. Deus protege os que O temem e confiam na Sua presença. O verdadeiro bem não reside na força ou riqueza, mas na procura sincera do Senhor. O salmista exorta os fiéis a escutarem e a aprenderem o temor do Senhor, pois ele conduz à vida plena e feliz. Aquele que ama a vida deve caminhar nos caminhos de Deus, onde encontrará segurança, alegria e plenitude.


🙏 Relação com a vida de São Luís Gonzaga

São Luís Gonzaga, jovem nobre italiano, renunciou a riquezas, títulos e prestígio mundano para seguir Cristo na pobreza e na pureza. A sua vida é um exemplo vivo deste salmo: procurou o Senhor com sinceridade e nada lhe faltou, pois encontrou n’Ele a verdadeira alegria. O seu temor do Senhor não foi medo, mas um amor reverente que o levou a viver com pureza, humildade e entrega total. Foi protegido por Deus mesmo nas provações, e entregou a vida servindo os pobres e doentes durante uma epidemia, demonstrando que desejava dias cheios de sentido, não necessariamente longos, mas santificados.


Aplicação à nossa vida pessoal

O Salmo convida-nos a confiar no Senhor acima das seguranças humanas. Como São Luís Gonzaga, também nós somos chamados a escutar o Senhor e a escolher caminhos de pureza, verdade e entrega. Se procurarmos o Senhor com coração sincero, Ele não nos deixará faltar nada do que realmente precisamos: paz, sentido, alegria e força. Temê-Lo com amor é reconhecer a Sua grandeza e deixar que Ele oriente os nossos dias. Assim encontraremos a vida verdadeira — aquela que não acaba com a morte, mas que começa na fidelidade do dia a dia.


 

SALMO RESPONSORIAL Salmo 33 (34), 8-9.10-11.12-13 (R. 9a)
Refrão: Saboreai e vede como o Senhor é bom. Repete-se

O Anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n’Ele se refugia. Refrão

Temei o Senhor, vós os seus fiéis,
porque nada falta aos que O temem.
Os poderosos empobrecem e passam fome,
aos que procuram o Senhor não faltará riqueza alguma. Refrão

Vinde, filhos, escutai-me,
vou ensinar-vos o temor do Senhor.
Qual é o homem que ama a vida,
que deseja longos dias de felicidade? Refrão

ALELUIA 2 Cor 8, 9
Refrão: Aleluia Repete-se
Jesus Cristo, sendo rico, fez-Se pobre,
para nos enriquecer na sua pobreza. Refrão

EVANGELHO Mt 6, 24-34
«Não vos inquieteis com o dia de amanhã»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso vos digo: «Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Quem de entre vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à sua estatura? E porque vos inquietais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?’ Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã tratará das suas inquietações. A cada dia basta o seu cuidado».

Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas

Senhor nosso Deus,
que pelo pão e pelo vinho, apresentados ao vosso altar,
dais ao género humano o alimento que o sustenta
e o sacramento que o renova,
fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 26, 4
Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

Ou: Cf. Jo 17, 11
Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste,
para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

Oração depois da comunhão
Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios,
sinal da nossa união convosco,
realize a unidade na vossa Igreja.
Por Cristo nosso Senhor. 

Santo

São Luís Gonzaga, religioso

 

Martirológio

Memória de São Luís Gonzaga, religioso, que, nascido de família de príncipes e nobilíssimo pela inocência de vida, abdicou em favor do seu irmão o direito ao principado e ingressou na Companhia de Jesus. Pela assistência generosa aos contaminados da peste, contraiu a enfermidade que o levou à morte ainda em plena juventude.

 

 

06 17 Peregrino Pilgrim Terça feira

Palavra de Deus

Agenda litúrgica

2025-06-17

Terça-feira da semana XI

Verde – Ofício da féria.

Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

 

L 1 2Cor 8, 1-9; Sl 145 (146), 1-2. 5-6ab. 6c-8ab. 8c-9ab

Ev Mt 5, 43-48

 

06 17 Mt 5, 43-48 Terca feira

Um sol nascendo sobre uma paisagem dividida (ex.: campo devastado ao lado de um jardim florido), simbolizando que a graça divina não faz distinções. Luz dourada unificando os opostos, reforçando Mt 5, 45. 

Mt 5, 43-48: O Amor Radical no Nosso Tempo**  

EVANGELHO Mt 5, 43-48

«Amai os vossos inimigos»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

O cerne deste trecho do Sermão da Montanha é a revolução do amor proposta por Jesus: **”Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem”** (v. 44). Num mundo marcado por polarizações (políticas, sociais, religiosas), guerras e discursos de ódio nas redes, este mandamento soa como um desafio urgente. Jesus desmonta a lógica do “nós contra eles”, revelando que o amor condicional (“amar só quem nos ama”) é insuficiente e comum a todos. O critério divino é outro: **”Para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos”** (v. 45).  

A perfeição divina (v. 48) não é impecabilidade, mas amor *incondicional*, como recorda o Papa Francisco: *”A medida do amor é amar sem medida”*. A Igreja insiste que este amor aos inimigos é “o ápice da caridade cristã” (CIC 1933), antídoto contra a cultura do descarte. Hoje, “inimigos” podem ser os que pensam diferente, os que nos feriram, ou grupos estigmatizados. Orar por eles não é concordar com o mal, mas recusar-se a desumanizá-los, reconhecendo que também eles são alvos da graça divina.  

ORAÇÃO 

*Pai misericordioso, que fizeste brilhar o sol sobre todos, ensina-nos a romper as barreiras do ódio. Dá-nos coragem para amar os que nos ferem e orar por quem nos persegue, para que, vivendo como verdadeiros filhos teus, sejamos testemunhas da tua perfeição que acolhe e transforma. Amém.*  

 

Leave a Reply

Logged in as Luz Divina. Edit your profileLog out? Required fields are marked *