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11 04 Lc 14, 15-24 «Vai pelos caminhos e azinhagas e obriga toda a gente a entrar, para que a minha casa fique cheia»

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, disse a Jesus um dos que estavam com Ele à mesa: «Feliz de quem tomar parte no banquete do reino de Deus». Respondeu-lhe Jesus: «Certo homem preparou um grande banquete e convidou muita gente. À hora do festim, enviou um servo para dizer aos convidados: ‘Vinde, que está tudo pronto’. Mas todos eles se foram desculpando. O primeiro disse: ‘Comprei um campo e preciso de ir vê-lo. Peço-te que me dispenses’. Outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Peço-te que me dispenses’. E outro disse: ‘Casei-me e por isso não posso ir’. Ao voltar, o servo contou tudo isso ao seu senhor. Então o dono da casa indignou-se e disse ao servo: ‘Vai depressa pelas praças e ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. No fim, o servo disse: ‘Senhor, as tuas ordens foram cumpridas, mas ainda há lugar’. O dono da casa disse então ao servo: ‘Vai pelos caminhos e azinhagas e obriga toda a gente a entrar, para que a minha casa fique cheia. Porque eu vos digo que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete’».

Palavra da salvação.

O que se fala na parábola é o banquete messiânico, a comunhão dos homens com Deus em Cristo, frequentemente comparada a um banquete. Para este banquete todos são convidados, porque por todos Cristo morreu e para todos ressuscitou. Os primeiros convidados escusaram-se. É uma referência ao povo de Israel. Talvez que os outros, por sua origem menos preparados, venham a escutar o convite. Desses outros fazemos nós parte! A Eucaristia, que celebra precisamente a Aliança entre Deus e os homens em Cristo, tem a forma de um banquete e nela somos convidados para “a Ceia das núpcias do Cordeiro”.
A parábola do grande banquete. Deus prepara a mesa, e os convidados respondem com desculpas. Um campo para ver, bois para experimentar, casamento para celebrar. Todos tão ocupados com a vida que não têm tempo para a Vida. Então o anfitrião abre portas e janelas, chama os pobres, os coxos, os perdidos dos caminhos. O Reino não é para quem se julga importante, mas para quem aceita ser amado. Esta parábola reflete a vida de S. Carlos 
bispo no século XVI, homem de reforma viva, acreditava no corpo da Igreja como Paulo descreve:O Reino acolhe não os que se consideram importantes, mas aqueles que se permitem ser amados.Isto alinha-se perfeitamente com São Carlos Borromeu, bispo do século XVI e figura proeminente na reforma da Igreja, que via o corpo da Igreja tal como descrito por Paulo. unido, simples, ardente na caridade. Enquanto muitos procuravam vantagens, ele oferecia serviço. Enquanto outros se sentavam em banquetes de poder, ele ia às ruas, cuidava dos doentes na peste, formava seminaristas, alimentava famintos. Um pastor com as mãos gastas e o coração firme, como o salmista no colo do Senhor. Ele ouviu o convite do Banquete e respondeu com a vida inteira. Não ficou preso às suas “boas desculpas”; deixou que Deus o encontrasse e o enviasse.
Hoje, como no tempo de Paulo e de Borromeu, o Senhor ainda chama:  “Vem. Há lugar para ti.”

Oração 

Senhor Jesus,
Tu que preparas a mesa do Reino com amor sem fim, desperta o meu coração para o teu convite.
Livra-me das desculpas que me afastam de Ti e ensina-me a alegria simples de quem se sabe amado.
Que eu viva a Eucaristia como festa de comunhão, como Ceia do Cordeiro onde todos têm lugar.
Faz-me, como São Carlos Borromeu, servidor dos irmãos e anunciador da tua hospitalidade divina.
Contigo, quero dizer: “Eis-me aqui. Reserva-me um lugar no teu Banquete.”
Amen.

11 04 Lc 14, 15-24 «Vai pelos caminhos e azinhagas e obriga toda a gente a entrar, para que a minha casa fique cheia»