03 20 Jo 8 31-42 Quarta  Se o filho vos libertar sereis realmente livres

Introdução ao Espirito da Celebração

  

O Povo de Deus no deserto

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O Povo de Deus no deserto andava, Mas, à sua frente, alguém caminhava. O Povo de Deus era rico de nada, Só tinha a esperança e o pó da estrada.

Este cântico recorda-nos os nossos irmãos judeus em peregrinação no deserto buscando a salvaçãol

. Assim como o Povo de Deus, que seguia sob a guia divina, os fiéis reconhecem sua própria peregrinação rumo à graça e à renovação espiritual. 

Na simplicidade da caminhada e na ausência de riquezas materiais, encontram-se a esperança e a dependência exclusiva da graça divina. No caminho da fé, somente a presença e a graça de Deus são suficientes para sustentar e guiar os crentes.

EVANGELHO Jo 8, 31-42 Se o Filho vos libertar, sereis realmente livres»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, dizia Jesus aos judeus que tinham acreditado n’Ele: «Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará». Eles responderam-Lhe: «Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como é que Tu dizes: ‘Ficareis livres’?» Respondeu Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Todo aquele que comete o pecado é escravo. Ora o escravo não fica para sempre em casa ; o filho é que fica para sempre. Mas se o Filho vos libertar, sereis realmente homens livres. Bem sei que sois descendentes de Abraão; mas procurais matar-Me, porque a minha palavra não entra em vós. Eu digo o que vi junto de meu Pai e vós fazeis o que ouvistes ao vosso pai». Eles disseram: «O nosso pai é Abraão». Respondeu-lhes Jesus: «Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas procurais matar-Me, a Mim que vos disse a verdade que ouvi de Deus. Abraão não procedeu assim. Vós fazeis as obras do vosso pai». Disseram-Lhe eles: «Nós não somos filhos ilegítimos; só temos um pai, que é Deus». Respondeu-lhes Jesus: «Se Deus fosse o vosso Pai, amar-Me-íeis, porque saí de Deus e d’Ele venho. Eu não vim de Mim próprio; foi Ele que Me enviou».

Palavra da salvação

 

REFLEXÃO 

Jesus ensina que a verdadeira liberdade vem da fidelidade à sua palavra. Ele confronta a ideia de liberdade dos judeus, destacando que o pecado escraviza, mas aqueles que seguem a Cristo são libertos. A pertença ao povo de Deus não é por sangue, mas pela fé em Cristo, que liberta verdadeiramente.

No evangelho de hoje sobre autodefesa de Jesus contra os seus inimigos, destacamos dois temas: a liberdade e a observância da Palavra de Jesus e a sua filiação divina vista na perspetiva de Abraão. 

Para ser livres não basta ser da linhagem de Abraão, como pensam os judeus…Jesus diz. “Se permanecerdes na minha palavra, sereis de verdade meus discípulos, conhecereis a verdade, e a verdade vos fará livres”.

O próprio Cristo é a verdade que nos torna livres da mentira, do ódio, dos pré-julgamentos e do pecado Para isto temos de guardar a sua palavra porque se não aceitamos as suas palavras ficaremos escravos do pecado e da mentira.

Abraão representa a liberdade de um coração que responde incondicionalmente ao chamamento  de Deus Os filhos autênticos de Abraão, os verdadeiramente livres, são os que imitam a sua fé e as suas atitudes diante de Deus como ele fez.

Somente o que tem critérios evangélicos e uma fé madura pode manter inviolada a sua independência pessoal, sabendo e testemunhando com a sua vida e conduta que o seu único Pai e Senhor é o Deus de Jesus Cristo. Os mártires e os santos de todos os tempos atestam a afirmação de Jesus no evangelho de hoje: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis de verdade meus discípulos, conhecereis a verdade, e a verdade vos fará livres”.

ORAÇÃO 

Bendizemos-te, Pai, por Cristo, o filho da promessa, em quem reuniste para ti um povo mais numeroso que as areias da praia e as estrelas do céu. 

Graças a Cristo, o verdadeiro filho de Abraão, e imitando o seu exemplo, somos uma estirpe de crentes. 

Neste dia de Quaresma, com a Páscoa em perspetiva, queremos seguir Cristo pelo caminho da cruz que nos levará a cantar-vos o hino de bênção e vitória com todos os libertados pela verdade que é Cristo

LEITURA I Dan 3, 14-20.91-92.95
«Enviou os seus Anjos para livrar os seus servos»

A leitura de Daniel retrata a firmeza dos jovens Sidrac, Misac e Abdénago diante da ameaça do rei Nabucodonosor de serem lançados na fornalha ardente por recusarem adorar ídolos. Confiantes em Deus, desafiam o poder do rei e são salvos por um anjo, destacando a proteção divina aos que confiam nele contra a perseguição.

Leitura da Profecia de Daniel
Naqueles dias, Nabucodonosor, rei de Babilónia, disse aos três jovens israelitas: «Será verdade, Sidrac, Misac e Abdénago, que não prestais culto aos meus deuses, nem adorais a estátua de ouro que mandei levantar? Pois bem. Quando ouvirdes tocar a trombeta, a flauta, a cítara,a harpa, o saltério, a gaita de foles e todos os outros instrumentos, estais dispostos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Se não a quiserdes adorar, sereis imediatamente lançados na fornalha ardente. E qual é o deus que poderá livrar-Vos das minhas mãos?». Sidrac, Misac e Abdénago responderam ao rei Nabucodonosor: «Não é necessário responder-te a propósito disto, ó rei. O nosso Deus, a quem prestamos culto, pode livrar-nos da fornalha ardente e livrar-nos também das tuas mãos. Mas ainda que o não faça, fica sabendo, ó rei, que não prestamos culto aos teus deuses, nem adoraremos a estátua de ouro que mandaste levantar». Então Nabucodonosor encheu-se de cólera e alterou o semblante contra Sidrac, Misac e Abdénago. Mandou aquecer a fornalha sete vezes mais do que o costume e ordenou a alguns dos seus mais valentes guerreiros que ligassem Sidrac, Misac e Abdénago e os lançassem na fornalha ardente. Entretanto, o rei Nabucodonosor, sobressaltado, levantou-se precipitadamente e perguntou aos seus conselheiros: «Não é verdade que ligámos e lançámos três homens na fornalha ardente?» Eles responderam: «Certamente, ó rei». Continuou o rei: «Mas eu vejo quatro homens a passearem livremente no meio do fogo sem nada sofrerem e o quarto tem o aspecto de um filho dos deuses». Então Nabucodonosor exclamou: «Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdénago, que enviou o seu Anjo para livrar os seus servos, que, confiando n’Ele, desobedeceram à ordem do rei e arriscaram a sua vida a fim de não prestarem culto ou adoração a qualquer divindade que não fosse o seu Deus».
Palavra do Senhor.


O Salmo responsorial Dan 3, 52-56 celebra a grandeza e santidade de Deus, reconhecendo sua soberania e poder sobre todas as coisas. Os versos exaltam o nome divino, louvam sua presença no templo e nos céus, e destacam sua transcendência sobre os abismos e os serafins.

SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 52.53.54.55.56 (R. 52b)
Refrão:Digno é o Senhor
de louvor e de glória para sempre. Repete-se

Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito o vosso nome glorioso e santo:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão

Bendito sejais no templo santo da vossa glória:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito sejais no trono da vossa realeza:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão

Bendito sejais, Vós que sondais os abismos
e estais sentado sobre os Querubins:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito sejais no firmamento do céu:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão

ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO cf. Lc 8, 15
Refrão: Glória a Vós, Senhor, Filho do Deus vivo. Repete-se
Felizes os que recebem a palavra de Deus
de coração sincero e generoso
e produzem fruto pela perseverança. Refrão

Jesus ensina que a verdadeira liberdade vem da fidelidade à sua palavra. Ele confronta a ideia de liberdade dos judeus, destacando que o pecado escraviza, mas aqueles que seguem a Cristo são libertos. A pertença ao povo de Deus não é por sangue, mas pela fé em Cristo, que liberta verdadeiramente.

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  1. Como podemos entender a ideia de liberdade apresentada por Jesus neste Evangelho?
  2. Qual é a relação entre a liberdade em Cristo e a pertença ao povo de Deus?
  3. Como podemos aplicar o exemplo dos jovens de Babilónia em nossa própria jornada espiritual?