Segunda Feira da XX semana do tempo Comum(17/08)

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2020-08-17

SEGUNDA-FEIRA da semana XXBeatriz da Silva, virgem – MO
 PRIMEIRA LEITURA    Ez 24,15-24

Índice

Ler a Palavra 1

Compreender a Palavra 1

Primeira Leitura (Ez 24,15-24) 2

SALMO RESPONSORIAL     DTJ32,18-21 2

EVANGELHO                                  MT 19,16-22 3

Ler a Palavra 3

Compreender a Palavra 3

DA PALAVRA PARA A VIDA 4

Oração 4

Beatriz da Silva, virgem – MO 4

FEEDBACK 4

 PRIMEIRA LEITURA    Ez 24,15-24Ezequiel será para vós um símbolo: fareis como ele fez.

Ler a Palavra

Estamos na conclusão da primeira parte do Livro de Ezequiel, na qual o profeta continua a anunciar a desventura iminente. O profeta recorda a data da experiência narrada neste capítulo (cf. 24,1). Era o dia 5 de Janeiro de 588 a. C., dia em que Nabucodonosor, rei da Babilónia, começa a assediar Jerusalém. Ezequiel, que se encontra entre os deportados em Babilónia, é chamado a ser uma sentinela para o seu povo. Mais uma vez não só a sua palavra, mas toda a sua vida deve ser um sinal visível daquilo que está para acontecer.

Compreender a Palavra

Em 5 de Janeiro de 588 a. C. morre subitamente a esposa de Ezequiel, aquela que fora a delícia dos seus olhos. Por ordem do Senhor, ele não deve fazer luto; pode apenas suspirar em silêncio. Para o profeta e para quem está com ele no exílio, em Babilónia, esta é uma atitude estranha, tanto é verdade que as pessoas colocam a Ezequiel uma pergunta acerca do motivo do seu comportamento. O que ele está a fazer tem um valor simbólico; o Templo, delícia dos olhos do sacerdote Ezequiel e do povo, que espera ver em breve o edifício-símbolo da sua fé, será profanado. Até os habitantes da cidade cairão ao fio da espada.

Que fazer perante estes acontecimentos? Desesperar? Iniciar uma luta desigual contra o exército babilónio? Pelo contrário,Ezequiel anuncia que existe a possibilidade de um futuro novo, desde que o povo reconheça as suas culpas e responsabilidades e dê glória a Deus pelo menos no momento do juízo. Com efeito, o Senhor é um Deus da vida e não da morte.

Primeira Leitura (Ez 24,15-24)

Leitura da Profecia de Ezequiel.
15A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 16“Filho do homem, vou tirar de ti, por um mal súbito, o encanto de teus olhos. Mas não deverás lamentar-te nem chorar ou derramar lágrimas. 17Geme em silêncio, sem fazer o luto dos mortos. Põe o turbante na cabeça, calça as sandálias nos pés, sem encobrir a barba, nem comer o pão dos enlutados”.

18Eu tinha falado ao povo pela manhã, e à tarde minha esposa morreu. Na manhã seguinte, fiz como me foi ordenado. 19Então o povo perguntou-me: “Não nos vais explicar o que têm a ver connosco as coisas que tu fazes?” 20Eu respondi-lhes: “A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 21Fala à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Vou profanar o meu santuário, o objeto do vosso orgulho, o encanto de vossos olhos, o alento de vossas vidas. Os filhos e as filhas que lá deixastes, tombarão pela espada.22E fareis assim como eu fiz: Não cobrireis a barba, nem comereis o pão dos enlutados, 23levareis o turbante na cabeça, as sandálias nos pés, sem vos lamentar nem chorar. Definhareis por causa de vossas próprias culpas, gemendo uns para os outros. 24Ezequiel servirá para vós como sinal: Fareis exatamente o que ele fez; quando isso acontecer, sabereis que eu sou o Senhor Deus”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


SALMO RESPONSORIAL      DTJ32,18-21

Um cântico extraído do Deuteronómio ajuda-nos a compreender melhor a leitura de Ezequiel. O Senhor coloca diante dos olhos de Israel as suas traições: o povo abandonou o seu Deus para seguir divindades que não o são. E, esquecendo    Aquele que está na origem da sua existência, afastando-se da fonte da vida, Israel não pode deixar de ir ao encontro da morte.

 (Dt 32,18-21)

— Esqueceram o Deus que os gerou.

— Esqueceram o Deus que os gerou.

— Da Rocha que te deu à luz te esqueceste, do Deus que te gerou não te lembraste. Vendo isto, o Senhor os desprezou, aborrecido com seus filhos e suas filhas.

— E disse: Esconderei deles meu rosto e verei, então, o fim que eles terão, pois, tornaram-se um povo pervertido, são filhos que não têm fidelidade.

— Esqueceram o Deus que os gerou.

— Com deuses falsos provocaram minha ira, com ídolos vazios me irritaram; vou provocá-los por aqueles que nem povo são, através de gente louca hei de irritá-los.

EVANGELHO                MT 19,16-22     

Se queres ser perfeito, vende o que tens e terás um tesouro nos Céus.

Ler a Palavra

Depois do episódio das crianças, Mateus, tal como Marcos, relata o encontro com o «jovem rico», ocasião para uma reflexão sobre o perigo do apego aos bens terrenos. Durante a viagem, certo jovem apresenta-se a Jesus. Não pede para O seguir, mas interroga-O sobre o que deve fazer para ter a vida eterna (cf. v. 16). Conhece a meta da caminhada humana (a vida eterna) e pergunta qual o caminho para alcançá-la. A narração é marcada pelas três perguntas do jovem e pelas respectivas respostas de Jesus.

Compreender a Palavra

O jovem sabe que deve fazer algo de bom: a bondade do ho¬mem deve corresponder à bondade do dom divino. A resposta de Jesus começa por um pormenor: o conceito de «bom». (Cf. w. 16-17) Só Deus é bom, e por isso só Ele pode dar todas as coisas boas. Então, se Jesus é interrogado sobre o que é bom.é interrogado sobre o proprio Deus, que é a plenitude de todo o bem. Por conseguinte, Jesus dá a Sua resposta: é preciso observar os Mandamentos, que são Mandamentos de Deus. Não os enumera todos, só alguns, aqueles que dizem respeito ao amor do próximo. O jovem responde que tudo o que Jesus diz já o conhece. Mas espera d’Ele um ensinamento particular: «Que me falta ainda?» (v. 20)
Jesus responde: Queres ser perfeito? Ser perfeito como o Pai é a exigência do Sermão da Montanha (cf. Mt 5,48). Não se trata de um conselho, para alguém. Não basta a justiça dos escribas e dos fariseus que observam a Lei; o próprio Deus deve ser a medida para o agir dos homens. Jesus vê a situação concreta do jovem, que tem muitos bens e tem o coração apegado a eles. Não sabe distinguir o tesouro que não perece, e nem sequer tem o discernimento sobre a prática de todos os Mandamentos, sobretudo o primeiro que manda amar a Deus com todo o coração e com todas as forças. O jovem está mais ligado às riquezas do que ao Senhor. Deve por isso vender – diz Jesus – aquilo que possui (cf. v. 21) e assim ver-se-á que ama a Deus com todas as forças («com toda a Mamona», como diz o Targum), caminhando assim verdadeiramente para a vida eterna.

Evangelho (Mt 19,16-22)

Naquele tempo, 16alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. 18O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo”.20O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” 21Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

DA PALAVRA PARA A VIDA 

Todos nós queremos viver e viver eternamente. O Evangelho de hoje revela o segredo da vida. Jesus Cristo ama o jovem que O interroga, isto é, ama a todos nós que vamos ter com Ele com as nossas perguntas no coração. Antes de mais, Ele faz-nos tomar consciência da nossa realidade. Não é verdade que guardamos todos os Mandamentos, como muitas vezes estamos convencidos que fazemos. Se, de facto, observamos os desejos profundos do nosso coração, verificamos que na verdade amamos as riquezas, a «Mamona», a estima, o poder mais do que a Deus. Se Jesus Cristo nos convida hoje a segui- -1’0, no fundo, tememos perder a vida que até agora vimos construindo. Mas e um engano. As riquezas – e tudo aquilo de que elas são símbolo – não conseguirão arrancar-nos das mãos da morte nem dar-nos hoje a plenitude da vida que de-sejamos.Os ídolos não poderão defender-nos do ataque dos inimigos. Perante os problemas da vida encontramo-nos sem forças e como que subjugados (primeira leitura, anos ímpares).

E se depois tivéssemos de verificar que a nossa vida está des-truída como a cidade e o Templo de Jerusalém (primeira lei-tura, anos pares), a Palavra convida-nos a não percorrermos o caminho da depressão e da contestação, mas o da espera humilde de um libertador.Notemos finalmente que a resposta de Jesus ao jovem do Evan – gelho contém para este também um pedido particular: quan¬do tiveres feito tudo para te libertares, então deves seguir-Me.A plena liberdade de seguir a Deus é mantida seguindo Jesus.A lei da vida de Jesus, «Deus somente e em primeiro lugar», é válida para quem quiser ser Seu discípulo.

Oração
Ó  Deus,  autor e amante da vida, que jamais Vos cansais do vosso Povo rebelde, ensinai-nos a amar-Vos com todo o coração, com toda a mente e com todos os bens que Vós mesmo nos destes.

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S. Beatriz da Silva, virgem – MO

 http://www.liturgia.pt/santos/santo_v.php?cod_santo=147

BEATRIZ DA SILVA, virgem

Nota Histórica
Filha de pais portugueses, nasceu em Ceuta (África Setentrional) por volta de 1426. Ainda jovem, veio para Campo Maior (Portugal) e daqui passou à corte de Castela em 1447 como dama de honor da Infanta D. Isabel de Portugal. Para se poder dedicar a uma vida cristã mais perfeita, retirou se da corte para um mosteiro de Toledo, onde permaneceu mais de 30 anos. Em 1484 fundou o Instituto que mais tarde tomou o título da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (Conceicionistas) e que foi aprovado pelo papa Inocêncio VIII em 1489. Pouco depois de fazer profissão religiosa, faleceu com fama de santidade. Foi canonizada por Paulo VI a 3 de Outubro de 1976.

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