Terça feira da XXI semana do tempo comum – 25 de Agosto

PRIMEIRA LEITURA (anos pares) 2Ts 2,l-3a.l4 17
Guardai firmemente as tradições que vos ensinámos

Ler a Palavra

Este trecho une duas passagens que se completam, ao apresentar a advertência do autor sagrado aos irmãos, para que vigiem contra todas as tentativas enganosas, promovidas por quem não e animado pela verdadeira fé. Convida os a permanecerem firmes naquilo que receberam como dom e que não pode ser manipu lado por novidades que são fruto de fantasias ou de interesses pessoais. A raiz desta perseverança é dada pela convicção de que Deus, em primeiro lugar, e fiel às Suas promessas e ampara aqueles que escolheu para Seus discípulos.


Compreender a Palavra

Julgar iminente a vinda do Senhor tinha criado na comunida de cristã de Tessalónica anseios e expectativas enormes, expressões mais de agitação interior do que de acolhimento das revelações de Deus. O facto de andarem confusos e perturbados, sem motivos validos, é fruto da falta de equilíbrio espiritual, que os impede de saberem ser fiéis às tradições aprendidas e de espera rem o momento estabelecido. A expectativa pode cansar e irritar, mas não deve fazer perder a paz de consciência, própria daquele que se abandona à vontade de Deus.
A solidez das tradições recebidas sustenta esta fidelidade paciente que continua a crer nas promessas do Senhor, mesmo
quando não se vislumbra a realização plena. As disposições in¬teriores de confiança e de esperança tornam o fiel primícias de salvação, as quais são dom só de Deus, contra qualquer pretensão de saber já, desde agora, como correrão as coisas.
SALMO RESPONSORIAL SL 95,10-13
A proclamação cósmica do salmista coloca na boca da Cria¬ção o louvor do Senhor, reconhecido como presença que vai ao encontro de todas as Suas criaturas, para que não vacilem e não permaneçam na injustiça. O juízo de Deus exprime a eficácia da Sua vinda, para que nada se perca.


EVANGELHO MT 23,23-26
Deveis praticar estas coisas sem omitir as outras.

Ler a Palavra
Continua a censura de Jesus aos escribas e aos fariseus, que perderam de vista as coisas essenciais, para se apegarem a ritos que dão a impressão de pôr em ordem a consciência, mas na realidade são práticas que não assentam na justiça e na miseri¬córdia de Deus. Conforme o estilo típico das antíteses de Ma¬teus (cf. MT 5), também aqui Jesus desmascara os ritos farisaicos, fazendo-os empalidecer perante as exigências muito mais interio¬res e profundas da própria Lei, cujo ámago é a justiça, sobretudo na consciência.


Compreender a Palavra


Mais dois «ai de vós!» muito severos dirigidos aos escribas e aos fariseus, com a acusação bem pesada de serem «guias cegos» (v. 24). O exemplo aduzido por Jesus sobre os vários tipos de ta¬xas a pagar ao culto permite compreender a distância entre aquilo que Deus pede aos Seus fiéis – justiça, misericórdia, fidelidade – e a nossa pretensão de calcular a fé com as ofertas que fazemos. As ofertas não estão erradas em si mesmas, mas é o espírito com o qual se oferecem que torna a acção agradável ou desagradável a Deus. A acusação de cegueira é muito mais grave para quem nao só deve guiar-se a si mesmo, mas é ponto de referência tambem para os outros.
O caminho privilegiado para não errar e, por conseguinte, para aprender a ver bem as coisas é o de cuidar de si mesmo com uma atenção constante. Purificar a própria intenção, cuidar da formação da própria consciência para que esteja sempre límpida e serena, sem ambições de posse e de desregramentos, e o primei¬ro e o principal modo de sermos guias dos outros.


DA PALAVRA PARA A VIDA


«Limpa primeiro o copo por dentro, e assim o lado de fora também ficará limpo.» (Mr 23,26) Mesmo na censura, Jesus oferece um ensinamento: considerar com muita atenção não apenas os Mandamentos a observar, mas também a ordem com que se respeitam. A norma respeitante à limpeza dos co pos (metáfora do espirito humano capaz de acolher a água refrescante do Espírito) prevé que se lave tudo, mas Jesus impõe que em primeiro lugar se limpe o interior e depois o exterior. Parece haver uma prioridade dada à interioridade, àquele lugar onde a água e os alimentos devem caber. A in-terioridade, ou o coração segundo a tradição bíblica, é a sede dos pensamentos, dos projectos, dos desejos, das paixões, das decisões do homem; é aquele espaço interior onde se encon¬tra um pouco de tudo e donde, conforme a opção livre do homem, pode sair o bem ou o mal. É o lugar onde somos chamados com maior esforço a vigiar, para compreendermos de que é que somos habitados e a sermos capazes de decidir o que devemos tirar de nós. A limpeza do interior então não coincide com a eliminação das paixões que notamos que são negativas, mas com a capacidade de as integrar, para que não se tornem violência que sai de nós, sem que verdadeiramente o queiramos (Evangelho).
Também o Apóstolo Paulo se encontrou perante a acusação de cultivar duplos fins no seu ministério (primeira leitura,
anos ímpares), mas declara que procurou sempre no seu cora¬ção «agradar a Deus» (lTs 2,4), ou seja, viver a justiça na rela¬ção com Ele e cultivar sem parar a misericórdia para com os irmãos. É a procura da própria autenticidade diante de Deus que torna a pessoa luminosa e capaz de levar calor a todas as coisas. A primeira caridade a cultivar é a da verdade para connosco, não tanto para nos comprazermos de nós mesmos, mas para sermos justos diante de Deus fiel e para O agradar a Ele, que é luz e calor e Se torna próximo de todos os que são humildes de coração, sustentando-os com a Sua graça.
Oração
Pai Santo,
que ressuscitastes o vosso Filho
e nEle quisestes finalmente vencer a morte,
ajudai-nos a viver no tempo
a Sua mesma vida no Espírito,
e a ver todas as coisas
na luz radiosa da Sua ressurreição.

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