6ª feira da XX semana do tempo comum

Índice

Primeira Leitura (Ez 37,1-14)  

Ler a Palavra. 2

Compreender a Palavra. 2

EVANGELHO      Mt 22,34-40. 3

Ler a Palavra. 3

Compreender a Palavra. 3

Oração. 4

Comentários na net – EELMOH/DICTOF. 4

Videos. 4

A Parábola dos trabalhadores da vinha   (reflexão de 20/08) 4

Feedback. 4

 PRIMEIRA LEITURA (anos pares)        Ez            37,1-14

Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor: Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, casa de Israel.

Primeira Leitura (Ez 37,1-14)  O que significa a Visão do Vale de Ossos Secos?

Leitura da Profecia de Ezequiel. 

Naqueles dias, 1a mão do Senhor estava sobre mim e por seu espírito ele me levou para fora e me deixou no meio de uma planície cheia de ossos 2e me fez andar no meio deles em todas as direções.

Havia muitíssimos ossos na planície e estavam ressequidos. 3Ele me perguntou: “Filho do homem, será que estes ossos podem voltar à vida?” E eu respondi: “Senhor Deus, só tu o sabes”. 4E ele me disse: “Profetiza sobre estes ossos e dize: Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor! 5Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eu mesmo vou fazer entrar um espírito em vós e voltareis à vida. 6Porei nervos em vós, farei crescer carne e estenderei a pele por cima. Porei em vós um espírito, para que possais voltar à vida. Assim sabereis que eu sou o Senhor”.

7Profetizei como me foi ordenado. Enquanto eu profetizava, ouviu-se primeiro um rumor, e logo um estrondo, quando os ossos se aproximaram uns dos outros. 8Olhei e vi nervos e carne crescendo sobre os ossos e, por cima, a pele que se estendia. Mas não tinham nenhum sopro de vida.

9Ele me disse: “Profetiza para o espírito, profetiza, filho do homem! Dirás ao espírito: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, vem soprar sobre estes mortos, para que eles possam voltar à vida”. 10Profetizei como me foi ordenado, e o espírito entrou neles. Eles voltaram à vida e puseram-se de pé: era uma imensa multidão! 11Então ele me disse: “Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. É isto que eles dizem: ‘Nossos ossos estão secos, nossa esperança acabou, estamos perdidos!’

12Por isso, profetiza e dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel; 13e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor. 14Porei em vós o meu espírito, para que vivais e vos colocarei em vossa terra. Então sabereis que eu, o Senhor, digo e faço – oráculo do Senhor”.

Ler a Palavra                       

O povo de Israel no exílio não se sentia uma comunidade viva, mas um monte de ossos ressequidos, sem espírito nem esperança. O Senhor faz alguma coisa com eles. E fá-lo mediante a força da palavra do profeta, acompanhada pelo Espírito. Mas não basta a palavra. Isto é, não basta indicar o caminho para que o povo destruído retome o caminho do regresso. Já não têm forças para caminhar. Precisam de um espírito novo.

Compreender a Palavra

A pergunta que Deus coloca a Ezequiel é a que o próprio profeta faz a si mesmo. Só uma intervenção de Deus poderá recriar o povo. Já não ha vida na comunidade. Sentem-se definitivamente perdidos e no seu coração já não vive a esperança de um regresso (w. 1-2). Ezequiel deve por isso recomeçar a anunciar a Palavra. Mas a Palavra, de per si, seria entendida como mais um engano, teria indicado a árvore da vida sem dar ao povo a possibilidade concreta de se aproximar dos seus frutos. A desilusão teria sido ainda mais frustrante.

Assim, o Senhor anuncia um novo tipo de pregação: uma Palavra acompanhada pelo Espírito (w. 3-6). O pensamento de Deus é diferente do pensamento do homem. Os efeitos deste novo tipo de anúncio são evidentes: logo que Ezequiel começa a profetizar, pode notar a força da sua palavra; esta coloca em movimento os ossos ressequidos, que começam ajuntar-se uns aos outros, reencontrando a sua identidade (vv. 7-8). Mas neles não havia ainda vida.

Numa segunda fase da sua pregação, o profeta pode notar que pessoas sem espinha dorsal, estendidas por terra na sua fraqueza, agora podem pôr-se de pé. Formam já um povo (w. 9 10). Mas ainda não se puseram em marcha.

A terceira fase da pregação de Ezequiel, acompanhada pelo Espírito do Senhor, coloca Israel a caminho, em direção à sua terra, onde finalmente encontrará repouso (w. 11-14)

SALMO RESPONSORIAL      SL            106,2-9   https://wp.me/ab68SM-H2


A única pessoa que pode ouvir um grito de auxilio, proveniente de alguém perdido no deserto, é o Senhor que escuta a oração dos Seus pobres. Só Ele pode intervir, indicando o caminho para o lugar habitado. É desta experiência pessoal que brota a acção de graças.

 (Sl 106)
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia!
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia!

— Que o digam os libertos do Senhor, que da mão dos opressores os salvou e de todas as nações os reuniu, do Oriente, Ocidente, Norte e Sul.

— Uns vagavam, no deserto, extraviados, sem acharem o caminho da cidade. Sofriam fome e também sofriam sede, e sua vida ia aos poucos definhando.

— Mas gritaram ao Senhor na aflição, e ele os libertou daquela angústia. Pelo caminho bem seguro os conduziu para chegarem à cidade onde morar.

— Agradeçam ao Senhor por seu amor e por suas maravilhas entre os homens! Deu de beber aos que sofriam tanta sede e os famintos saciou com muitos bens

EVANGELHO         Mt           22,34-40 

Amarás o Senhor teu Deus e o próximo como a ti mesmo.

Mt 22,34-40     https://wp.me/ab68SM-H3

Naquele tempo, 34os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”37Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”

Ler a Palavra

No texto de hoje Jesus, que Se encontra ainda no Templo, é posto mais uma vez à prova, e desta vez pelos fariseus que O interrogam acerca do mandamento mais importante. Embora para os escribas os Mandamentos derivassem todos de Moisés e tivessem todos a mesma dignidade, era aceite a distinção entre Mandamentos graves e leves. A disputa acerca de qual seria o mandamento que pudesse resumir toda a Torá era comum nas escolas rabínicas.

Compreender a Palavra

A pergunta dizia respeito aos Mandamentos da Lei. Jesus deve  portanto citar a Escritura. A resposta que alude ao man­damento do amor de Deus e ao amor do próximo não é insólita: o insólito é colocar juntas duas leis que na Bíblia estão em pon­tos muito diversos (cf. Dt 6,4-7; Lv 19,18). O amor de Deus e o amor do próximo constituem «o mandamento maior», (w. 36,38) A vontade de Deus expressa na Lei e nos profetas – a Escritura – pode resumir-se nesta fórmula breve: «ama a Deus e ao próxi­mo.» Acerca do amor ao próximo, o ensino de Jesus assume um valor característico em relação a reflexões análogas no Judaísmo, porque alarga o conceito de «próximo» a toda a pessoa humana, acima de qualquer raça e religião.

Neste duplo amor estão incluídas todas as outras leis. É um alívio para muitos discípulos dos rabinos, que deviam ter em con­ta 248 ordens e 365 proibições. Todo o comportamento moral do homem deve partir de uma raiz e ter uma só finalidade: o amor.

DA PALAVRA PARA A VIDA

 Como os discípulos dos rabinos, muitas vezes também nós fizemos a experiência de um Cristianismo visto como um moralismo: uma série de inumeráveis preceitos a cumprir. Só com as nossas forças verificamos que não conseguimos ob­servar sempre toda a Lei do Senhor, a qual pode ser resumida no mandamento do amor a Deus e ao próximo. Se a nossa relação com Deus se limita a uma questão de observância de leis, com o tempo isso revela-se frustrante, e em vez de nos abrir à felicidade, fruto do amor de Deus pelos Seus amigos, fecha-nos em nós mesmos e torna-nos cínicos ou juizes desa­piedados do próximo.

Para estarmos em condições de amar, não basta escutarmos a Palavra. É necessária a presença do Filho de David, filho de Jessé (primeira leitura, anos ímpares). Só Ele, sentado à direita do Pai, como Senhor com poder, pode enviar o seu Espírito e restituir a vida a cada um de nós e às nossas comunidades, que muitas vezes são um monte de ossos ressequidos, desuni dos e sem esperança (primeira leitura, anos pares). É ainda o Espírito do Ressuscitado que pode colocar uma comunidade em movimento, em direção à vida prometida pela Palavra A grande visão de Ezequiel infunde tambem em nós, como povo no exílio, uma grande esperança: nada é impossível ao poder de Deus. De qualquer situação de morte, de desagrega­ção, de aridez, o Espírito de Deus pode extrair corpos cheios de vida e de força.

Oração

Õ Deus,que mediante a Palavra e o Espírito restituístes a vida aos ossos ressequidos do Vosso povo no exílioe o colocastes em movimento para a Terra Prometida,dai-nos também a nós o Espírito do vosso Filho ressuscitado,para que possamos amar-Vos de todo o coraçãoe ao nosso próximo como a nós mesmos

        Apontadores

Leituras da Canção Nova        20/08 (5ª feira)  21/08 (6ª feira)  22/08 (Sábado23/08 (Domingo)  

Leituras da Eclesia                   20/08 (5ª feira)    21/08 (6ª feira)  22/08 (Sábado)  23/08 (Domingo)

Leituras dos Deonianos          20/08 (5ª feira)   21/08 (6ª feira)  22/08 (Sábado)  23/08 (Domingo)

Comentários na net – EELMOH/DICTOF

(20/08) 5ª feira da XX semana do tempo comum  https://wp.me/pb68SM-GG

(21/08) 6ª fera da XX semana do tempo comum https://wp.me/pb68SM-GK 

  1. Pio X http://www.liturgia.pt/santos/santo_v.php?cod_santo=137

(22/08) Sábado da XX semana do tempo comum https://wp.me/pb68SM-GN

(23/08) Domingo da XX semana do tempo comum https://wp.me/pb68SM-GP

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A Parábola dos trabalhadores da vinha   (reflexão de 20/08)
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