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12 26 Sexta Feira Santo Estêvão, primeiro mártir- Lectio Divina

Santos

Santo Estêvão, primeiro mártir

 

Nota Histórica

Festa

Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, foi um dos sete escolhidos pelos Apóstolos como seus colaboradores no ministério e foi também o primeiro dos discípulos do Senhor a derramar o seu sangue em Jerusalém. Enquanto era apedrejado pelos perseguidores, deu testemunho de Cristo Jesus, afirmando que O via sentado na glória, à direita do Pai.

 

Missa

Antífona de entrada
Abriram-se as portas do céu a Estêvão, o primeiro mártir,
que recebeu no céu a coroa da vitória.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Concedei-nos, Senhor, imitar o que celebramos,
para aprendermos a amar os inimigos,
a exemplo de santo Estêvão, o primeiro mártir,
que soube orar também pelos perseguidores.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Atos 6, 8-10; 7, 54-49
«Vejo o Céu aberto»

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias,
Estêvão, cheio de graça e fortaleza,
fazia grandes prodígios e milagres entre o povo.
Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos,
oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia,
vieram discutir com Estêvão,
mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo
com que ele falava.
Ao ouvirem as suas palavras,
estremeciam de raiva em seu coração
e rangiam os dentes contra Estêvão.
Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu,
viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita
e exclamou:
«Vejo o Céu aberto
e o Filho do homem de pé à direita de Deus».
Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos;
depois atiraram-se todos contra ele,
empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.
As testemunhas colocaram os mantos
aos pés de um jovem chamado Saulo.
Enquanto o apedrejavam,
Estêvão orava, dizendo:
«Senhor Jesus, recebe o meu espírito».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 30 (31), 3cd-4.6 e 8ab.16b-17 (R. 6a)
Refrão: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

Sede a rocha do meu refúgio
e a fortaleza da minha salvação.
Porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,
por amor do Vosso nome guiai-me e conduzi-me.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me.
Hei-de exultar e alegrar-me com a vossa misericórdia,
porque conhecestes as angústias da minha alma.

Livrai-me das mãos dos meus inimigos
e de quantos me perseguem.
Fazei brilhar sobre mim a vossa face,
salvai-me pela vossa bondade.

ALELUIA Salmo 117 (118), 26a.27a
Refrão: Aleluia. Repete-se
Bendito O que vem em nome do Senhor;
o Senhor é Deus e fez brilhar sobre nós a sua luz. Refrão

EVANGELHO Mt 10, 17-22
«Não sereis vós a falar, mas o Espírito de vosso Pai»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus apóstolos:
«Tende cuidado com os homens:
hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas.
Por minha causa, sereis levados
à presença de governadores e reis,
para dar testemunho diante deles e das nações.
Quando vos entregarem,
não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer,
porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer;
porque não sereis vós a falar,
mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós.
O irmão entregará à morte o irmão
e o pai entregará o filho.
Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte.
E sereis odiados por todos por causa do meu nome.
Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo».
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor,
os dons que Vos oferecemos neste dia,
ao celebrarmos a comemoração gloriosa do mártir santo Estêvão.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.

Antífona da comunhão At 7, 59
Enquanto apedrejavam Estêvão,
ele orava dizendo:
Senhor Jesus, recebei o meu espírito.

Oração depois da comunhão
Nós Vos damos graças, Senhor,
porque, na vossa infinita misericórdia para connosco,
nos salvais com o nascimento do vosso Filho
e nos alegrais com a celebração do mártir santo Estêvão.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

Dos Sermões de São Fulgêncio de Ruspas, bispo

(Sermo 3, 1-3.5-6: CCL 91 A, 905-909) (Sec. VI)

As armas da caridade

Ontem celebrámos o nascimento temporal do nosso Rei eterno; hoje celebramos o martírio triunfal do seu soldado. Ontem, o nosso rei, revestido com o manto da carne, saindo do seio virginal, dignou-Se visitar o mundo; hoje, o soldado, saindo do tabernáculo do seu corpo, entrou triunfante no Céu.
O nosso Rei, o Altíssimo, humilhou-Se por nós; mas a sua vinda não foi em vão: Ele trouxe grandes dons aos seus soldados, a quem não só enriqueceu abundantemente, mas também fortaleceu para serem invencíveis na luta. Trouxe o dom da caridade que torna os homens participantes da natureza divina.
Ao repartir tão liberalmente os seus dons, nem por isso ficou mais pobre: enriquecendo de modo admirável a pobreza dos seus fiéis, Ele conservou a plenitude dos seus tesouros inesgotáveis.
Assim, a mesma caridade que Cristo trouxe do Céu à terra, fez subir Estêvão da terra ao Céu. A mesma caridade que precedeu no Rei, resplandeceu depois no soldado.
Estêvão, para merecer a coroa que o seu nome significava, tomou como arma a caridade e com ela triunfava em toda a parte. Por amor de Deus não cedeu perante os judeus que o atacavam; por amor do próximo, intercedia pelos que o apedrejavam. Pela caridade, argumentava contra os que estavam no erro para que se corrigissem; pela caridade, orava pelos que o apedrejavam para que não fossem castigados.
Confiado na força da caridade, venceu a crueldade de Saulo e mereceu ter como companheiro no Céu aquele que na terra foi seu perseguidor. Movido pela santa e infatigável caridade, desejava conquistar com a sua oração aqueles que não pôde converter com as suas palavras.
E agora, Paulo alegra-se com Estêvão, com Estêvão goza da glória de Cristo, com Estêvão triunfa, com Estevão reina. Onde entrou primeiro Estêvão, martirizado pelas pedras de Paulo, entrou depois Paulo, ajudado pelas orações de Estêvão.
Oh como é verdadeira aquela vida, meus irmãos, em que Paulo não fica confundido pela morte de Estêvão, e Estêvão se alegra pela companhia de Paulo, porque em ambos exulta a mesma caridade. A caridade de Estêvão superou a crueldade dos judeus, a caridade de Paulo cobriu a multidão dos seus pecados; pela caridade mereceram ambos possuir o reino dos Céus.
A caridade é a fonte e origem de todos os bens, é a mais segura protecção, é o caminho que leva ao Céu. Quem caminha na caridade não pode temer nem errar; ela dirige, protege e leva a bom termo.
Por isso, irmãos, uma vez que Jesus Cristo nos deu a escada da caridade pela qual todo o cristão pode subir ao Céu, conservai fielmente a caridade verdadeira, exercitai a uns com os outros e, subindo por ela, progredi sempre no caminho da perfeição.

 

12 25 Quinta-feira – NATAL DO SENHOR Lectio Divina

Agenda litúrgica

2025-12-25

Quinta-feira – NATAL DO SENHOR

Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
Missa própria do dia, Glória, Credo, pf. próprio.

Missa da noite
L 1 Is 9, 1-6; Sl 95 (96), 1-2a. 2b-3. 11-12. 13
L 2 Tt 2, 11-14
Ev Lc 2, 1-14

Missa da aurora
L 1 Is 62, 11-12; Sl 96 (97), 1 e 6. 11-12
L 2 Tt 3, 4-7
Ev Lc 2, 15-20

+ Missa do dia
L 1 Is 52, 7-10; Sl 97 (98), 1. 2-3ab. 3cd-4. 5-6
L 2 Heb 1, 1-6
Ev Jo 1, 1-18 ou Jo 1, 1-5. 9-14

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Proibidas as Missas em oratórios privados.
* Hoje, os sacerdotes podem celebrar ou concelebrar três Missas, contanto que as celebrem nos devidos tempos. Aquele que celebrar apenas uma Missa, deve tomar os textos mais adaptados à hora do dia.
* O sacerdote que celebrar hoje três vezes, pode conservar para si os três estipêndios (CDC cân 951, § 1).
* Na Diocese de Beja – Ofertório para a Fundação Pax da Diocese de Beja.
* Na Arquidiocese de Évora – Ofertório para a Fraternidade Sacerdotal.
* II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.
* Esta solenidade tem Oitava.

 

Ano A

Missa

 

MISSA DO DIA

Depois de nos ter apresentado o Salvador revestido da nossa natureza humana, para a fazer Sua e nos salvar, a Igreja, nesta Missa, insistindo sobre a geração eterna do Filho único e bem-amado do Pai (2.ª leitura e Evangelho), proclama a sua fé na Divindade de Cristo.

Aquele que contemplamos reclinado num presépio, é, na verdade, o Verbo, a Palavra viva, em que todo o pensamento, toda a vida e todo o ser de Deus se exprimem. Gerado desde toda a eternidade, Ele é, com o Pai, criador, e senhor do universo. E a salvação, esperada por Israel e por todos os homens, embora, por vezes de modo confuso, consiste precisamente em o Verbo Se ter feito Carne, permitindo assim à humanidade estabelecer relações filiais com Deus.

Esta é a Boa Notícia (1.ª leitura), que deve ser levada até aos confins da terra: Deus, através de Jesus Cristo, vem ao encontro dos homens de todos tempos e lugares.

Antífona de entrada Is 9, 5
Um Menino nasceu para nós, um Filho nos foi dado.
Tem o poder sobre os seus ombros e será chamado Conselheiro admirável.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que de modo admirável criastes o homem
e de modo ainda mais admirável o renovastes,
fazei que possamos participar na vida divina do vosso Filho
que Se dignou assumir a nossa natureza humana.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Is 52, 7-10
Todos os confins da Terra verão a Salvação do nosso Deus

Após meio século de exílio em terra estrangeira, o povo de Deus sente-se abandonado pelos reis, que haviam causado a sua desgraça e, desiludido, não acredita em palavras mentirosas. No meio do abatimento ressoa, porém, uma palavra de salvação: Deus, o verdadeiro rei, vem, como Libertador trazer a paz ao Seu povo. E Jerusalém, cidade em ruínas, alegra-se, porque o Senhor a consola.
A nossa situação é semelhante à de Jerusalém. Prisioneiros de nós mesmos e do mal que nos domina, temos necessidade de ser salvos, de ser libertados. A verdadeira salvação, porém, vem de Deus, através do Seu Servo, Jesus Cristo, o Qual, pela Sua Encarnação, pelo Seu aniquilamento e, ao mesmo tempo, pela Sua elevação como Senhor e Rei, deu louvor a Deus e realizou a libertação total do homem.

Leitura do Livro de Isaías
Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa nova, que proclama a salvação e diz a Sião: «O teu Deus é Rei». Eis o grito das tuas sentinelas que levantam a voz. Todas juntas soltam brados de alegria, porque veem com os próprios olhos o Senhor que volta para Sião. Rompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consola o seu povo, resgata Jerusalém. O Senhor descobre o seu santo braço à vista de todas as nações e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4.5-6 (R. 3c)
Refrão: Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus. Repete-se

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória. Refrão

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel. Refrão

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai. Refrão

Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei. Refrão

LEITURA II Heb 1, 1-6
«Deus falou-nos por seu Filho»

Deus entra na história do mundo, por meio de Seu Filho. E esta intervenção dá-se para salvação do mesmo mundo. Em tempos passados, manifestara-se pelos patriarcas e profetas do Antigo Testamento. Nestes tempos, que são os últimos e definitivos (Gal. 4, 4). Deus revela-Se através de Seu filho incarnado. Em Jesus, na Sua Pessoa e nas Suas Palavras, a Palavra de Deus atinge a sua plenitude, em todos os seus aspectos.
Embora não faltem pretensos salvadores e abundem as promessas de salvação, só Jesus é a Palavra definitiva do Pai. E será inútil buscar a Deus, senão a partir de Cristo e da Sua mensagem evangélica.

Leitura da Epístola aos Hebreus

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo. Sendo o Filho esplendor da sua glória e imagem da sua substância, tudo sustenta com a sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-Se à direita da Majestade no alto dos Céus e ficou tanto acima dos Anjos quanto mais sublime que o deles é o nome que recebeu em herança. A qual dos Anjos, com efeito, disse Deus alguma vez: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei»? E ainda: «Eu serei para Ele um Pai e Ele será para Mim um Filho»? E de novo, quando introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: «Adorem-n’O todos os Anjos de Deus».

Palavra do Senhor.

ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Santo é o dia que nos trouxe a luz.
Vinde adorar o Senhor.
Hoje, uma grande luz desceu sobre a terra. Refrão

EVANGELHO – Forma longa Jo 1, 1-18
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós»

Neste hino, em que se encerra todo o mistério do Natal, S. João faz-nos meditar sobre as relações misteriosas e íntimas, que unem o Verbo ao Pai. Ao mesmo tempo, diz-nos como, progressivamente, o Verbo ou Palavra, pela Qual o Pai plenamente Se exprime, Se foi manifestando ao mundo: em primeiro lugar, através da criação; depois, pela revelação feita ao povo de Israel; finalmente, pela Encarnação, «fazendo-Se Carne e habitando entre nós».
Esta Vinda da Palavra na nossa carne é a prova de que «Deus é Amor» e quer ter a Sua habitação no meio de nós, de modo que transformando-nos no seu amor, a ponto de amarmos os irmãos, possamos chegar até Ele.
Aqueles que «receberem» Jesus Cristo, recebem d’Ele a vida eterna, formam o Povo da Nova Aliança, que percorre os caminhos da terra iluminado pela Luz Verdadeira.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «É deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.

Palavra da salvação.

EVANGELHO – Forma breve Jo 1, 1-5.9-14
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade.

Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.

Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, a oblação que Vos apresentamos
neste dia solene de Natal,
em que nasceu para nós a verdadeira paz e reconciliação
e se instituiu entre os homens a plenitude do culto divino.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

Antífona da comunhão Cf. Sl 97, 3
Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus.

Oração depois da comunhão
Nós Vos pedimos, Deus misericordioso,
que o Salvador do mundo hoje nascido,
assim como nos comunicou a sua vida divina,
nos faça também participantes da sua imortalidade.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.

 

Ano A

Missa

 

MISSA DA NOITE

Se não há paz, alegria e felicidade para os homens de hoje é porque lhes falta a humildade dos pastores para reconhecerem o Salvador. Cheios de preconceitos põem a sua esperança no poder, no dinheiro, no prazer e na glória, como se essas coisas fossem o caminho da felicidade…

«A nossa esperança é ALGUÉM. A nossa esperança é Cristo… Ele fez-Se Carne. Cristo, inserindo-se, plenamente, na natureza humana, quis mudar o mundo para salvá-lo. E nós seremos seus discípulos na medida em que a nossa esperança se confundir com a Sua, que era a de transformar o mundo» (Mauriac).

Antífona de entrada Sl 2, 7
O Senhor disse-me: Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.

Ou:
Exultemos de alegria no Senhor,
porque nasceu na terra o nosso Salvador.
Hoje desceu do céu sobre nós a verdadeira paz.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que fizestes resplandecer esta santíssima noite
com o nascimento de Cristo, verdadeira luz do mundo,
concedei-nos que, tendo conhecido na terra o mistério desta luz,
possamos gozar no céu o esplendor da sua glória.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Is 9, 2-7 (1-6)
«Um Filho nos foi dado»

O Profeta anuncia o aparecimento de uma criança de raça real, que será o Emanuel, Deus connosco, o Messias, Jesus Cristo, esperança e salvação do seu povo, “ Príncipe da paz”.

Leitura do Livro de Isaías
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), 1-2a.2b-3.11-12.13
Refrão: Hoje nasceu o nosso salvador,
Jesus Cristo, Senhor. Repete-se

Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome. Refrão

Anunciai dia a dia a sua salvação,
publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas. Refrão

Alegrem-se os céus, exulte a terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas. Refrão

Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra:
julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade. Refrão

LEITURA II Tito 2, 11-14
«Manifestou-se a graça de Deus para todos os homens»

O Filho de Deus nasceu para que, uma vez feito homem, pudesse oferecer a vida em sacrifício ao Pai por nós, Ele, o Sacerdote e a Vítima, que nos vem conduzir ao Pai.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo a Tito
Caríssimo: Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, para vivermos, no tempo pre¬sente, com temperança, justiça e piedade, aguardando a ditosa esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que Se entregou por nós, para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado, zeloso das boas obras.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Lc 2, 10-11
Refrão: Aleluia. Repete-se
Anuncio-vos uma grande alegria:
Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus Cristo, Senhor. Refrão

EVANGELHO Lc 2, 1-14
«Nasceu-vos hoje um Salvador»

A manifestação do Filho de Deus entre os homens, feito homem em tudo igual a eles, exceto no pecado, é fonte de alegria e de paz. Deus entra nos caminhos dos homens, sem mesmo eles terem disso consciência, e por esses caminhos leva a salvação a todo o mundo. Foi assim que até o imperador romano se tornou instrumento de Deus para que Maria e José venham de Nazaré a Belém e o Menino aí venha a nascer.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este primeiro recenseamento efectuou-se quando Quirino era governador da Síria. Todos se foram recensear, cada um à sua cidade. José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe. Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz e teve o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.

Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, a nossa oblação
nesta santa noite de Natal
e fazei que, pela admirável permuta destes dons,
participemos na divindade do vosso Filho
pelo qual está em Vós a nossa natureza humana.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

Antífona da comunhão Jo 1, 14
O Verbo fez-Se carne e nós vimos a sua glória.

Oração depois da comunhão
Senhor nosso Deus, que nos dais a alegria
de celebrar o nascimento do nosso Redentor,
dai-nos também a graça de viver uma vida santa,
a fim de podermos um dia participar da sua glória.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.

 

Ano A

Missa

 

MISSA DA AURORA

Na Missa da Noite, a Igreja apresentou-nos o seu Cristo – o Verbo eterno, o dominador, porém, em carne, habitando entre nós, no meio do Seu povo. E nós contemplámos a sua glória e a Sua humilhação, ao mesmo tempo que, unidos aos anjos e a todos os homens, demos graças a Deus pela paz, que nos ofereceu em Cristo.

Agora a liturgia, inundada pela luz da nova aurora, que desponta para o mundo, descreve-nos os efeitos do Nascimento do Salvador para a humanidade de todos os tempos.

O Natal não é um acontecimento passado. Através da Igreja, o mistério do Natal conserva toda a sua actualidade. N’Ela, todos os homens são chamados a receber de Jesus a vida divina, «tornando-se filhos no Filho único».

Antífona de entrada Cf. Is 9, 1.5; Lc 1, 33
Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor.
O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz.
E o seu reino não terá fim.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Concedei, Deus todo-poderoso,
que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado,
resplandeça em nossas obras
o que pela fé brilha em nossos corações.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Is 62, 11-12
«Eis que vem o teu Salvador»

O pregão do profeta, logo ao nascer do dia, é ainda mais para nós hoje do que o foi para os seus contemporâneos. É a Igreja de Deus que é o “Povo Santo”, o povo dos “Resgatados do Senhor”, a “Cidade não abandonada”, porque até ela vem o seu Salvador.

Leitura do Livro de Isaías
Eis o que o Senhor proclama até aos confins da terra: «Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador. Com Ele vem o seu prémio e precede-O a sua recompensa. Serão chamados ‘Povo santo’, ‘Resgatados do Senhor’; e tu serás chamada ‘Pretendida’, ‘Cidade não abandonada’».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 96 (97), 1 e 6.11-12
Refrão: Hoje sobre nós resplandece uma luz:
nasceu o Senhor. Repete-se

O Senhor é rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória. Refrão

A luz resplandece para os justos
e a alegria para os corações rectos.
Alegrai-vos, ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo. Refrão

LEITURA II Tito 3, 4-7
«Salvou-nos pela sua misericórdia»

De novo, o Natal nos é apresentado como a “Manifestação”. Em Jesus Cristo que nasce é Deus que Se manifesta aos homens, para que estes O reconheçam e por Ele sejam justificados.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo a Tito
Caríssimo: Ao manifestar-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo. Deus derramou abundantemente o Espírito sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Lc 2, 14
Refrão: Aleluia. Repete-se
Glória a Deus nas alturas
e paz na terra aos homens por Ele amados. Refrão

EVANGELHO Lc 2, 15-20
«Os pastores encontraram Maria, José e o Menino»

A aurora deste dia desperta-nos com a alegria dos pastores junto do presépio com o Menino, José e Maria, e deixa-nos na contemplação do mistério que tudo aquilo nos revela, como ficou Maria ao escutar as coisas que os pastores diziam.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: «Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer». Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria e José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, co¬me¬çaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.

Oração sobre as oblatas
Sejam as nossas oferendas, Senhor,
dignas do mistério do Natal que hoje celebramos;
e, assim como o vosso Filho feito homem
Se manifestou como Deus,
também estes frutos da terra
nos tornem participantes dos dons divinos.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria.

Antífona da comunhão Cf. Zc 9, 9
Alegra-te, filha de Sião.
Exulta, filha de Jerusalém.
Eis o teu Rei, o Santo de Israel, que vem salvar o mundo.

Oração depois da comunhão
Ao celebrarmos com santa alegria
o nascimento do vosso Filho,
nós Vos pedimos, Senhor,
a graça de conhecer este mistério com fé viva
e de o viver com ardente caridade.
Por Cristo nosso Senhor.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.

 

 

Martirológio

Passados inumeráveis séculos desde a criação do mundo, quando no princípio Deus criou o céu e a terra e formou o homem à sua imagem; depois de muitos s

12 24 Quarta Actividade NATAL DO SENH0R Lectio Divina

2025-12-24

Quarta-feira da semana IV de manhã

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. II do Advento.

L 1 2Sm 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16; Sl 88 (89), 2-3. 4-5. 27 e 29
Ev Lc 1, 67-79

Para a Missa tomam-se os Lecionários: Dominical (Natal – Ano A); ferial (Natal – IV).

NATAL DO SENHOR
SOLENIDADE

Quarta-feira à tarde
Branco.
Missa própria da Vigília, Glória, Credo, pf. próprio.

L 1 Is 62, 1-5; Sl 88 (89), 4-5. 16-17. 27 e 29
L 2 At 13, 16-17. 22-25
Ev Mt 1, 1-25 ou Mt 1, 18-25

* Nas Missas da vigília e do dia, às palavras do Credo «E encarnou» todos se ajoelham.
* Nas mesmas Missas utiliza-se a OE com prefácio variável.
* I Vésp. do Natal do Senhor – Compl. dep. I Vésp. dom.
* Na noite do Natal do Senhor, antes da Missa, convém celebrar uma solene vigília com o Ofício de Leitura (IGLH 98, 73: EDREL 1712, 1688).
* Os que tomarem parte nesta vigília não rezam Completas (IGLH 215: EDREL 1829).

 

Ano A

Missa

 

MISSA DA VIGÍLIA

Esta Missa diz-se na tarde do dia 24 de dezembro, antes ou depois das Vésperas I do Natal.

Antífona de entrada Cf. Ex 16, 6-7
Hoje sabereis que o Senhor vem salvar-nos.
Amanhã vereis a sua glória.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que todos os anos nos alegrais com a esperança da salvação,
concedei-nos contemplar sem temor, quando vier como juiz,
Aquele que em alegria recebemos como Redentor,
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Is 62, 1-5
Serás a predilecta do Senhor

Todas as promessas de felicidade e de salvação feitas por Deus ao seu povo ao longo de tantos séculos do Antigo Testamento, em momentos por vezes bem dolorosos, encontraram finalmente a sua realização na hora em que o seu Filho Se fez homem e apareceu na nossa terra, a que Ele Se une com amor da predilecção.

Leitura do Livro de Isaías
Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não terei repouso, enquanto a sua justiça não despontar como a aurora e a sua salvação não resplandecer como facho ardente. Os povos hão de ver a tua justiça e todos os reis da terra a tua glória. Receberás um nome novo, que a boca do Senhor designará. Serás coroa esplendorosa nas mãos do Senhor, diadema real nas mãos do teu Deus. Não mais te chamarão «Abandonada», nem à tua terra «Deserta»; mas hão de chamar-te «Predilecta» e à tua terra «Desposada», porque serás a predilecta do Senhor e a tua terra terá um esposo. Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposará; e como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu Deus.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 88 (89), 4-5.16-17. 27 e 29 (R. 2a)
Refrão:Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor. Repete-se

Concluí uma aliança com o meu eleito,
fiz um juramento a David meu servo:
Conservarei a tua descendência para sempre,
estabelecerei o teu trono por todas as gerações. Refrão

Feliz o povo que sabe aclamar-Vos
e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto.
Todos os dias aclama o vosso nome
e se gloria com a vossa justiça. Refrão

Ele me invocará: ‘Vós sois meu Pai,
meu Deus, meu Salvador’.
Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,
a minha aliança com ele será irrevogável. Refrão

LEITURA II Atos 13, 16-17.22-25
Testemunho de Paulo acerca de Cristo, Filho de David.

O Apóstolo, ao apresentar o testemunho da sua fé em Jesus Cristo, faz um rápido apanhado da história da salvação e mostra como toda ela se encaminhava para Jesus.

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Paulo chegou a Antioquia da Pisídia. Uma vez em que ele estava na sinagoga, levantou-se, fez sinal com a mão e disse: «Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai: O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos pais e fez deles um grande povo, quando viviam como estrangeiros na terra do Egito. Depois, com seu braço poderoso, tirou-os de lá. Por fim, suscitou-lhes David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. João tinha proclamado, antes da sua vinda, um batismo de penitência a todo o povo de Israel. Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’».
Palavra do Senhor.

ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Amanhã cessará a malícia na terra
e reinará sobre nós o Salvador do mundo. Refrão

EVANGELHO – Forma longa Mt 1, 1-25
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David.

Ao abrir a solenidade do Natal, a liturgia insiste em que Jesus é realmente o Messias prometido por Deus a Abraão e a David e anunciado e esperado ao longo dos séculos. A longa lista dos antepassados de Jesus segundo a carne testemunha a fidelidade de Deus às suas promessas apesar das infidelidades frequentes em várias daquelas gerações. Mas Jesus vinha para salvar os pecadores; por isso não recusou ter entre os seus antepassados santos e pecadores, membros do povo eleito, e estrangeiros, para de todos fazer nascer o seu Salvador.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.
Palavra da salvação.

EVANGELHO – Forma breve Mt 1, 18-25
«Maria dará à luz um Filho
e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo. Às palavras E encarnou genuflete-se.

Oração sobre as oblatas
Concedei, Senhor, ao vosso povo
a graça de celebrar com renovado fervor
a vigília da grande solenidade,
na qual nos revelais o princípio da nossa redenção.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Também nas Orações eucarísticas II e III se faz a comemoração própria Reunidos na vossa presença.

Antífona da comunhão Cf. Is 40, 5
Brilhará a glória do Senhor
e todo o homem verá a salvação do nosso Deus.

Oração depois da comunhão
Fortalecei, Senhor, os vossos fiéis
na celebração do nascimento do vosso Filho unigénito,
que, neste divino sacramento,
Se fez nossa comida e nossa bebida.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.

12 24 Terça-feira da semana IV Lectio Divina

2025-12-23

Terça-feira da semana IV

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. II do Advento.

L 1 Ml 3, 1-4. 23-24; Sl 24 (25), 4bc-5ab. 8-9. 10 e 14
Ev Lc 1, 57-66

* Pode celebrar-se a memória de S. João de Quenty, presbítero, como se indica na p. 33, n. 9.

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Is 9, 5; Sl 71, 17
Um Menino vai nascer para nós e será chamado Deus forte.
N’Ele serão abençoados todos os povos da terra.

Oração coleta
Deus eterno e omnipotente:
ao aproximar-se o nascimento do vosso Filho
em nossa carne mortal,
fazei-nos sentir a abundância da vossa misericórdia,
que O fez encarnar no seio da Virgem santa Maria
e habitar entre nós.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Ml 3, 1-4.23-24
«Vou enviar-vos o profeta Elias, antes de chegar o dia do Senhor»

Malaquias é o último profeta do Antigo Testamento, e desaparece a apontar para o Mensageiro da Aliança que vai chegar. Mas a sua vinda é preparada por Elias, o profeta que se tornou para o povo de Deus o símbolo do homem cheio do zelo de Deus e que prepara a vinda do Senhor. Jesus identificou Elias com João Batista.

Leitura da Profecia de Malaquias
Assim fala o Senhor Deus: «Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. Imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais. Ele aí vem – diz o Senhor do Universo –. Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele aparecer? Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros. Sentar-Se-á para fundir e purificar: purificará os filhos de Levi, como se purifica o ouro e a prata, e eles serão para o Senhor os que apresentam a oblação segundo a justiça. Então a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora. Eu vos enviarei o profeta Elias, antes de chegar o dia grande e terrível do Senhor. Ele reconduzirá o coração dos pais a seus filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha ferir de maldição a terra».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 24 (25), 4bc-5ab.8-9.10.14
(R. Lc 21, 28)
Refrão: Erguei-vos e levantai a cabeça:
está perto a vossa redenção. Repete-se

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador. Refrão

O Senhor é bom e recto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos. Refrão
Os caminhos do Senhor são misericórdia e fidelidade
para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos.
O Senhor trata com familiaridade os que O temem
e dá-lhes a conhecer a sua aliança. Refrão

ALELUIA
Refrão: Aleluia Repete-se
Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja,
vinde salvar o homem que formastes do pó da terra. Refrão

EVANGELHO Lc 1, 57-66
O nascimento de João Batista

As grandes anunciações preparam os grandes nascimentos. Antes do de Jesus, o de João Batista. Os desígnios de Deus vão sendo manifestados nos sucessivos acontecimentos de salvação. Prestar atenção a esses acontecimentos do passado é entender como, hoje ainda, essa salvação continua oferecida aos que a acolhem. A liturgia não celebra a história, mas os mistérios de Deus presentes e revelados na história dos homens, hoje como no passado.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. Mas a mãe interveio e disse: «Não, ele vai chamar-se João». Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?» Na verdade, a mão do Senhor estava com ele.
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Por este santo sacrifício,
em que se instituiu entre os homens a plenitude do culto divino,
fazei, Senhor, que alcancemos a perfeita reconciliação convosco,
para celebrarmos com espírito renovado
o nascimento do nosso Redentor.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Prefácio II ou II-A do Advento.

Antífona da comunhão Ap 3, 20
Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor.
Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta,
entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

Oração depois da comunhão
Dai a paz, Senhor,
àqueles que alimentastes com o dom celeste,
para que, de lâmpadas acesas,
esperemos a vinda de Jesus Cristo, vosso Filho.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

12 22 Segunda-feira da semana – Lectio Divina

Agenda litúrgica

2025-12-22

Segunda-feira da semana IV

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. II do Advento.

L 1 1Sm 1, 24-28; Sl 1Sm 2, 1. 4-5. 6-7. 8abcd
Ev Lc 1, 46-56

* Na Ordem de São Domingos – Aniversário da aprovação da Ordem dos Pregadores pelo Papa Honório III (1216).

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 23, 7
Levantai, ó portas, os vossos umbrais,
alteai-vos, pórticos antigos, e entrará o Rei da glória.

Oração coleta
Senhor, que, vendo o homem sujeito ao poder da morte,
o quisestes resgatar com a vinda do vosso Filho unigénito,
concedei que, celebrando com sincera humildade
o mistério da sua encarnação,
mereçamos alcançar os frutos da sua redenção gloriosa.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I 1Sm 1, 24-28
Ana dá graças pelo nascimento de Samuel

Depois das anunciações e da visitação da salvação aos homens, vem a ação de graças. Quem acolhe e reconhece o dom de Deus, retorna a Deus em louvor e ação de graças. Assim fez Ana, a mãe de Samuel, a pobre mulher, que, na sua esterilidade, recorreu ao Senhor, e a quem o Senhor concedeu o dom de um filho, que, por isso, ela consagrou ao seu serviço.

Leitura do Primeiro Livro de Samuel
Naqueles dias, Ana tomou Samuel consigo e, levando um novilho de três anos, três medidas de farinha e um odre de vinho, conduziu-o à casa do Senhor, em Silo. O menino era muito pequeno. Imolaram o novilho e apresentaram o menino a Heli. Ana disse-lhe: «Ouve, meu senhor. Por tua vida, eu sou aquela mulher que esteve aqui orando ao Senhor na tua presença. Eis o menino por quem orei: o Senhor ouviu a minha súplica. Por isso também eu o ofereço para que seja consagrado ao Senhor todos os dias da sua vida». E adoraram o Senhor.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL 1 Sam 2, 1.4-5.6-7.8abcd (R. 1a)
Refrão: O meu coração exulta no Senhor, meu Salvador.
Repete-se

Exulta o meu coração no Senhor,
no meu Deus se eleva a minha fronte.
Abre-se a minha boca contra os inimigos,
porque me alegro com a vossa salvação. Refrão

A arma dos fortes foi destruída
e os fracos foram revestidos de força.
Os que viviam na abundância andam em busca de pão
e os que tinham fome foram saciados.
A mulher estéril deu à luz muitos filhos
e a mãe fecunda deixou de conceber. Refrão

É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,
faz-nos descer ao túmulo e de novo nos levanta.
É o Senhor quem despoja e enriquece,
é o Senhor quem humilha e exalta. Refrão

Levanta do chão os que vivem prostrados,
retira da miséria os indigentes;
fá-los sentar entre os príncipes
e destina-lhes um lugar de honra. Refrão

ALELUIA
Refrão: Aleluia Repete-se
Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja,
vinde salvar o homem que formastes do pó da terra. Refrão

EVANGELHO Lc 1, 46-56
«O Todo-poderoso fez em mim maravilhas»

Semelhante ao de Ana, o cântico de Maria, na sua ação de graças por reconhecer o que o Senhor n’Ela havia realizado, é todo inspirado na oração dos Salmos e noutras passagens da Sagrada Escritura. Foi a Palavra de Deus que lhe inspirou a sua palavra, como foi o Filho de Deus que n’Ela encarnou e Se fez o Filho do homem, Jesus Cristo, levando em Si e consigo os homens, agora seus irmãos, para louvor da glória de Deus.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Confiando na vossa bondade, Senhor,
trazemos ao altar os nossos dons,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio II ou II-A do Advento.

Antífona da comunhão Lc 1, 46.49
A minha alma glorifica o Senhor:
O todo-poderoso fez em mim maravilhas.

Oração depois da comunhão
A comunhão do sacramento que recebemos, Senhor,
nos fortifique na prática das boas obras,
para podermos ir ao encontro do Salvador
e alcançarmos o prémio da vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

12 21 Lectio Divina – 4 Domingo do Advento

 

Missa

Antífona de entrada Is 45, 8
Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo.
Abra-se a terra e germine o Salvador.

Não se diz o Glória.

Oração coleta
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas,
para que nós que, pela anunciação do anjo,
conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho,
pela sua paixão e morte na cruz
alcancemos a glória da ressurreição.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA Is 7, 10-14
«A virgem conceberá»

As leituras deste Quarto Domingo do Advento orientam-se, de maneira direta, para o Nascimento do Senhor. Nele tem lugar central Maria, a Mãe de Jesus. A figura da virgem que há de dar à luz, anunciada pelo profeta, virá a encontrar a sua realização perfeita na Virgem Maria. A graça que os homens não ousariam sequer imaginar, nem muito menos pedir, como também o rei não quis pedir a Deus um sinal, Deus lha oferece generosamente como porta por onde virá a salvação.

Leitura do Livro de Isaías
Naqueles dias, o Senhor mandou ao rei Acaz a seguinte mensagem: «Pede um sinal ao Senhor teu Deus, quer nas profundezas do abismo, quer lá em cima nas alturas». Acaz respondeu: «Não pedirei, não porei o Senhor à prova». Então Isaías disse: «Escutai, casa de David: Não vos basta que andeis a molestar os homens para quererdes também molestar o meu Deus? Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. 7c e 10b)
Refrão: Venha o Senhor: é Ele o rei glorioso. Repete-se
Ou: O Senhor virá: Ele é o rei da glória. Repete-se

Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas. Refrão

Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso. Refrão

Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob. Refrão

LEITURA II Rm 1, 1-7
Jesus Cristo, nascido da descendência de David, segundo a carne

Jesus Cristo é o Messias anunciado desde longas eras, verdadeiro homem, descendente de David, mas igualmente Filho de Deus, como Ele Se manifestou na ressurreição de entre os mortos. Aí Deus Pai O elevou e Lhe deu o poder supremo e O coroou de glória, da qual torna participantes os que n’Ele creem.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por chamamento divino, escolhido para o Evangelho que Deus tinha de antemão prometido pelos profetas nas Sagradas Escrituras, acerca de seu Filho, nascido, segundo a carne, da descendência de David, mas, segundo o Espírito que santifica, constituído Filho de Deus em todo o seu poder pela sua ressurreição de entre os mortos: Ele é Jesus Cristo, Nosso Senhor. Por Ele recebemos a graça e a missão de apóstolo, a fim de levarmos todos os gentios a obedecerem à fé, para honra do seu nome, dos quais fazeis parte também vós, chamados por Jesus Cristo. A todos os que habitam em Roma, amados por Deus e chamados a serem santos, a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Mt 1, 23
Refrão: Aleluia. Repete-se
A Virgem conceberá e dará à luz um Filho,
que será chamado Emanuel, Deus connosco. Refrão

EVANGELHO Mt 1, 18-24
Jesus nascerá de Maria, noiva de José, filho de David

No Evangelho proclamamos que o anúncio profético da primeira leitura se realizou, à letra, quando a Virgem Santa Maria Se tornou Mãe de Jesus. O desígnio de Deus é um só, e vai-se realizando, através das gerações, apesar da infidelidade dos homens, até atingir o ponto culminante em Jesus Cristo, O qual encarnou pelo poder do Espírito Santo, na Virgem Maria, esposa de José, filho de David.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.
Palavra da salvação.

Diz-se o Credo.

Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar
e santificai-os com o mesmo Espírito
que, pelo poder da sua graça,
fecundou o seio da Virgem santa Maria.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio II ou II-A do Advento.

Antífona da comunhão Is 7, 14
A Virgem conceberá e dará à luz um filho.
O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

Oração depois da comunhão
Tendo recebido, neste sacramento, o penhor da redenção eterna,
nós Vos pedimos, Senhor:
quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação,
tanto mais cresça em nós o fervor
para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

12 23 Terça Lucas 1, 57-66~”Nascimento de S. João Batista”

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Lucas

“Lc 1, 57-66 “


Chegado o tempo de Isabel dar à luz, ela teve um filho. Os seus vizinhos e parentes, ao ouvirem dizer que o Senhor lhe tinha manifestado uma tão grande misericórdia, alegravam-se com ela. No oitavo dia, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. Mas a mãe interveio, dizendo: «Não! Ele há de chamar-se João.» Eles disseram-lhe: «Não há ninguém na tua família que tenha esse nome.» Então, fizeram sinais ao pai, para saberem como queria que ele se chamasse. Ele pediu uma tabuinha e escreveu: «O nome dele é João.» Todos ficaram maravilhados. Imediatamente, a boca e a língua dele se soltaram e ele começou a falar, bendizendo a Deus. O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos, e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgavam todos estes factos. Todos os que ouviam estas coisas as guardavam no coração e diziam: «Que virá a ser este menino?» De facto, a mão do Senhor estava com ele.

REFLEXÃO 

O nascimento de João Batista, celebrado a poucos dias do Natal, é mais do que um milagre para Isabel e Zacarias; é o prelúdio, a fanfarra que anuncia a chegada do Salvador. O Evangelho de Lucas, ao narrar este evento, insere-o na economia da salvação, não como um fim em si mesmo, mas como a preparação indispensável para a vinda de Jesus Cristo. João é a voz no deserto, e a sua conceção milagrosa e nascimento extraordinário confirmam que Deus está a cumprir as Suas promessas, encerrando o período da Antiga Aliança e abrindo a Nova.

No contexto natalício, a história de João ressoa com o tema da esperança e da intervenção divina. A alegria dos vizinhos e parentes de Isabel, mencionada no versículo 58, reflete o contentamento que a humanidade sente perante o dom de Deus. O silêncio de Zacarias e a sua mudez, que só cessa no momento em que ele obedece à instrução divina de nomear o filho “João” (que significa “Deus é gracioso”), sublinham a importância da obediência e da fé no plano de Deus. É um lembrete de que, muitas vezes, é no silêncio da espera e na obediência humilde que o mistério divino se revela.

A pergunta que ecoa na Judeia — “Que virá a ser este menino?” — é a mesma pergunta que somos convidados a fazer perante o Menino de Belém. A mão do Senhor estava sobre João, preparando-o para a missão de aplanar os caminhos; a mão do Senhor está sobre Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. O nascimento de João é, portanto, uma luz que brilha na escuridão do Advento, apontando-nos firmemente para a Luz maior que está a chegar no Natal. Ele ensina-nos que a fé transforma o impossível (a velhice e esterilidade de Isabel) em sinal de graça e que a nossa história pessoal está interligada com a grande história da Salvação.

Oração

Deus Pai de misericórdia, que pelo nascimento milagroso de São João Batista anunciastes a vinda de Jesus Cristo, Vosso Filho e nosso Salvador, concedei-nos a graça de reconhecer a Vossa voz nos desertos da nossa vida. Que, à imitação de João, possamos preparar os nossos corações para a celebração do Natal, removendo os obstáculos do egoísmo e da indiferença. Libertai a nossa voz, tal como libertastes a de Zacarias, para que possamos proclamar a Vossa graça e a alegria da salvação. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

12 22 Segunda . Lucas 1, 46-56 (O Magnificat)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Lucas

 

Lucas 1, 46-56

 

46 Então disse Maria:
«A minha alma glorifica o Senhor,
47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
48 porque Ele pôs os olhos na humildade da sua serva.
De facto, a partir de agora, todas as gerações me hão de proclamar bem-aventurada,
49 porque o Todo-poderoso fez em mim maravilhas.
O seu nome é santo,
50 e a sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que o temem.
51 Manifestou o poder do seu braço,
dispersou os homens de coração soberbo.
52 Derrubou os poderosos dos seus tronos
e elevou os humildes.
53 Encheu de bens os famintos
e despediu de mãos vazias os ricos.
54 Acolheu Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
55 como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência, para sempre.»

56 Maria permaneceu com Isabel cerca de três meses e depois regressou a casa.

Reflexão

O Magnificat, o cântico de Maria, ressoa em nossos corações com um sabor especial à medida que nos aproximamos do Natal. Nestes versículos, a jovem Maria irrompe numa explosão de alegria e profunda teologia, não apenas por aquilo que está a acontecer com ela (a maternidade divina), mas por aquilo que este evento significa para toda a humanidade. É uma proclamação da justiça divina que inverte as expectativas do mundo.

Com sabor natalício, este cântico é a primeira canção de Natal da história! Não fala apenas de anjos ou de uma estrela, mas da promessa cumprida que está prestes a nascer. Quando Maria exalta que “o Todo-poderoso fez em mim maravilhas” (v. 49), ela está a reconhecer que o milagre do Natal não é um evento isolado, mas o ponto culminante da história de salvação. Em seu ventre, Deus está a cumprir a promessa feita a Abraão (v. 55).

Esta é uma canção revolucionária. Maria canta sobre a inversão de papéis: os humildes são elevados, os famintos são saciados, e os soberbos são dispersos. O verdadeiro espírito natalício não é apenas conforto e luzes brilhantes; é uma esperança ardente por um mundo onde a justiça de Deus prevalece. O Menino que ela carrega é o agente dessa transformação. Ele é o “Deus, meu Salvador” (v. 4que, através da sua encarnação e, eventualmente, da sua Cruz, desestabiliza o poder opressor e eleva a dignidade humana.

Ao lermos isto a poucos dias da Noite Santa, somos convidados a ser como Maria: a reconhecer a nossa própria pequenez (“humildade da sua serva”) e, paradoxalmente, a encontrar nela a força para louvar a Deus. O Natal é o tempo para lembrarmos que a maior revolução começa no lugar mais inesperado – um presépio – e que o poder de Deus é manifestado na fragilidade. O Magnificat é, assim, o hino eterno da alegria natalícia, chamando-nos a celebrar a misericórdia que se estende a todos aqueles que esperam humildemente a chegada do Salvador.

Oração

Deus de Misericórdia e Salvador,
A exemplo de Maria, a tua humilde serva, queremos glorificar-Te e alegrar-nos no Teu Espírito, especialmente nesta época em que celebramos o nascimento do Teu Filho. Dá-nos a graça de reconhecer as maravilhas que fazes em nós e no mundo. Que a esperança do Teu Natal inverta a nossa soberba e nos eleve na humildade. Enche-nos com a justiça e a alegria do Teu Reino. Ámen.

 

12 21 Domingo . Mt 1, 18-24Jesus nascerá de Maria, noiva de José, filho de David.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

**Comentário ao Evangelho (Mt 1, 18-24)**.

Às vezes, ser justo causa um profundo dilema. José, noivo de Maria, depara-se com o mistério mais desconcertante: a sua amada está grávida, e ele sabe que não é o pai. A sua justiça não é dura; é terna. Em vez de a expor, decide afastar-se em silêncio, protegendo-a da humilhação pública. No seu sofrimento silencioso, José procura fazer o que é correto, mesmo sem compreender..

É então, no meio desta angústia, que Deus intervém. Num sonho, o anjo revela-lhe a verdade que supera toda a lógica humana: a criança é obra do Espírito Santo. Este não é um filho qualquer; é o Salvador, Aquele que há de salvar o povo dos seus pecados. A José é confiada uma missão sagrada: ser o pai terreno, protetor e nomeador deste Menino. Ele não será o pai biológico, mas será a presença paterna que dá a Jesus o seu lugar na linhagem real de David, cumprindo as promessas de Deus..

A resposta de José é uma liça de fé silenciosa e imediata. “Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara”. Sem questionar, sem hesitar. O seu “sim” é feito de ação, de coragem e de confiança total no plano divino. Ele assume o risco, a incompreensão social e a responsabilidade monumental de guardar o maior mistério da História..

José ensina-nos que a justiça de Deus é sempre maior que a nossa. Mostra-nos que, por vezes, ser fiel significa acolher um plano que não compreendemos, confiar quando tudo parece obscuro e colocar-se ao serviço de um amor maior. Ele é o homem que, na sombra, sustenta a luz do mundo.

Oração

São José, homem justo e silencioso, ensina-nos a ter um coração que confia plenamente em Deus, mesmo quando o mistério nos angustia. Dá-nos a coragem de dizer o nosso “sim” através da ação pronta, acolhendo o plano divino nas nossas vidas. Sê o nosso protetor e guia no caminho da fé. Ámen.

12 15 Mensagem para o dia -Segunda

.A Estrela de Jacob

Carissimos.
Nesta Segunda-feira, dia 15 de Dezembro, a meditação diária convida-nos a refletir sobre a profunda esperança contida na profecia de “A Estrela de Jacob” (Números 24:17)

.Esta imagem, que prefigura Jesus como a estrela orientadora e o cetro de autoridade, lembra-nos que a nossa jornada profissional e pessoal tem um guia e um propósito maior. A preparação do Advento, espelhada no Salmo 24, desafia-nos a manter a integridade e a pureza de intenção no nosso trabalho diário.

O Evangelho de Mateus reforça a importância do discernimento e da aceitação da verdadeira autoridade. Que a luz desta “Estrela” ilumine as nossas  decisões e nos ajude a preparar o vosso “lugar santo” interior, garantindo que as vossas ações refletem a vossa melhor intenção….…….

Convidamos todos a reservar um momento para esta reflexão e a consultar a leitura aprofundada na obra File, como parte da nossa jornada espiritual interna

.Que este dia seja um passo firme e iluminado.

Peregrinos caminhamos para o Natal mas de um modo diferente dos que apenas pensam a parte material, Será que tem tempo para ler uma leitura da mensagem de hoje

https://liturgia.pt/liturgiadiaria/dia.php?data=2025-12-15

12 20  Sábado  Lc 1, 26-38 «Conceberás e darás à luz um Filho»

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, da descendência de David. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?» O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril; porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».
Palavra da salvação.

Reflexão: Ousar Acolher o Impossível

À medida que o Natal se aproxima e as cidades se vestem de luzes artificiais, o Evangelho de Lucas convida-nos a olhar para uma luz diferente, mais íntima e silenciosa. Somos transportados para Nazaré, uma aldeia insignificante na periferia da história. É precisamente ali, no meio da rotina e não num palácio dourado, que o extraordinário acontece. A Anunciação a Maria não é apenas um evento religioso do passado; é o arquétipo de todo o encontro entre a fragilidade humana e a grandeza do Mistério.

Para o povo cristão, este texto é o alicerce da Fé. Deus não impõe a Salvação; Ele propõe-na. O Criador faz-se dependente da criatura. Ao dizer “Eis a escrava do Senhor”, Maria não se anula; ela eleva-se à sua dignidade máxima. O seu “sim” permite que o Espírito Santo transforme a história. Ela ensina-nos que o Natal não é uma recordação nostálgica, mas um acontecimento presente: Cristo quer nascer, hoje, nas “manjedouras” das nossas vidas, por mais imperfeitas que sejam.

Para quem não partilha a fé cristã, ou busca um sentido espiritual mais amplo, esta narrativa é um poderoso poema sobre a coragem e a confiança. Todos nós enfrentamos os nossos “Anjos” — momentos de mudança súbita, intuições profundas ou desafios que nos perturbam e nos fazem perguntar: “Como será isto?”. Sentimo-nos pequenos diante da incerteza do futuro ou da dor do mundo.

A mensagem “A Deus nada é impossível” (e o exemplo da estéril Isabel que concebe) é um lembrete universal de que a vida tem uma capacidade inesgotável de se reinventar. Mesmo quando tudo parece árido, seco ou perdido, há uma semente de esperança pronta a germinar.

Neste Natal, o convite é comum a todos: deixar cair as barreiras do medo e do cinismo. Ser como Maria é ter a audácia de acreditar que o Amor pode, de facto, entrar no mundo através de nós. Quando acolhemos o próximo, quando perdoamos o imperdoável e protegemos a dignidade humana, estamos a dizer “Faça-se” e a permitir que a Terra se torne, um pouco mais, um Céu.


Oração .

Senhor da História e Mestre do Impossível, Ou Mistério de Amor que sustentas o Universo,

Nesta proximidade do Natal, paramos diante do limiar do Teu mistério. Muitas vezes, como em Nazaré, sentimo-nos pequenos e esquecidos, perturbados pelas notícias do mundo e pelas nossas próprias angústias.

Pedimos-Te a graça de escutar, no silêncio do coração, a voz que diz: “Não temas”. Que o Teu Espírito, ou a força renovadora da Vida, desça sobre as nossas fragilidades e transforme os nossos medos em confiança.

Dá-nos a coragem de Maria para dizer “Sim”. Sim à paz, num tempo de guerras. Sim à compaixão, num tempo de indiferença. Sim à esperança, num tempo de cansaço.

Que a nossa vida seja fecunda. Que, através dos nossos gestos, algo Novo e Bom nasça para os nossos irmãos, para que ninguém se sinta estéril ou abandonado nesta noite santa.

Amém.

12 19 Sexta  Lc 1, 5-25 É anunciado pelo Anjo Gabriel o nascimento de João Batista

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias, cuja esposa era descendente de Aarão e se chamava Isabel. Eram ambos justos aos olhos de Deus e cumpriam irrepreensivelmente todos os mandamentos e leis do Senhor. Não tinham filhos, porque Isabel era estéril e os dois eram de idade avançada. Quando Zacarias exercia as funções sacerdotais diante de Deus, no turno da sua classe, coube-lhe em sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no Santuário do Senhor para oferecer o incenso. Toda a assembleia do povo, durante a oblação do incenso, estava cá fora em oração. Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e encheu-se de temor. Mas o Anjo disse lhe: «Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi atendida. Isabel, tua esposa, dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João. Será para ti motivo de grande alegria e muitos hão de alegrar-se com o seu nascimento, porque será grande aos olhos do Senhor. Não beberá vinho nem bebida alcoólica; será cheio do Espírito Santo desde o seio materno e reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente do Senhor, com o espírito e o poder de Elias, para fazer voltar os corações dos pais a seus filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, a fim de preparar um povo para o Senhor». Zacarias disse ao Anjo: «Como hei de saber que é assim, se eu estou velho e a minha esposa de idade avançada?». O Anjo respondeu-lhe: «Eu sou Gabriel, que assisto na presença de Deus e fui enviado para te anunciar esta boa nova. Mas tu vais guardar silêncio, sem poder falar, até ao dia em que tudo isto aconteça, por não teres acreditado nas minhas palavras, que se cumprirão a seu tempo. Entretanto, o povo esperava por Zacarias e admirava-se por ele se demorar no Santuário. Quando ele saiu, não lhes podia falar e então compreenderam que tinha tido uma visão no Santuário. Ele fazia-lhes sinais e continuava mudo. Ao terminarem os seus dias de serviço, Zacarias voltou para casa. Algum tempo depois, Isabel, sua esposa, concebeu e permaneceu oculta durante cinco meses, dizendo: «Assim procedeu o Senhor para comigo nos dias em que Se dignou livrar-me desta desonra diante dos homens».

Palavra da salvação.

 

REFLEXAO.

.Por vezes, Deus surpreende-nos no lugar mais sagrado da nossa rotina. Foi o que aconteceu com Zacarias, um sacerdote idoso e justo, que servia no templo quando recebeu uma visita celestial: o anjo Gabriel. No momento em que oferecia o incenso, símbolo da oração que sobe a Deus, recebeu uma promessa inesperada: ele e Isabel, sua esposa estéril e também idosa, teriam um filho. Esse filho seria João Batista, a voz que prepararia o caminho para o Salvador..

No entanto, a primeira reação de Zacarias não foi de alegria, mas de dúvida: “Como hei de saber que é assim?”. A incredulidade diante do impossível fechou-lhe a boca, literalmente. Ele ficou mudo até o cumprimento da promessa. E aqui está um grande ensinamento: Deus age além das nossas lógicas e limites humanos. A Sua misericórdia prepara os caminhos da salvação onde nós só vemos impossibilidade ou fim de linha..

A história de Zacarias e Isabel recorda-nos que Deus ouve as orações persistentes, mesmo quando já perdemos a esperança. Ele escreve histórias de vida nos capítulos que julgávamos já terminados. A esterilidade, física ou espiritual, pode ser o cenário perfeito para um novo começo, um milagre que renova não apenas uma família, mas a própria história da salvação.

Oração de Reflexão – Deus da Surpresa e da Misericórdia

Senhor Deus,

Nós Te contemplamos na história de Zacarias e Isabel, e reconhecemos como a Tua graça irrompe no lugar mais sagrado e rotineiro da nossa vida. O sacerdote, no templo, no ato da sua oração diária, é confrontado com a Tua promessa, que é sempre maior do que as suas expectativas.

Perdoa-nos, Senhor, pela nossa incredulidade, que tantas vezes ecoa na dúvida de Zacarias: “Como hei de saber que é assim?”. Concedei-nos a humildade de aceitar que os Teus desígnios não se pautam pela nossa lógica humana, mas pela Tua infinita misericórdia. Diante do que consideramos impossível, ou do que julgamos ser um “fim de linha”, Tu preparas o caminho da salvação.

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https://www.eelmoh-dictof.com/2025/12/12-19-sexta-lc-1-5-25-e-anunciado-pelo-anjo-gabriel-o-nascimento-de-joao-batista/
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12 18 Quinta  Mt 1, 18-25Jesus nascerá de Maria, desposada com José, filho de David

12 18 Quinta  Mt 1, 18-25Jesus nascerá de Maria, desposada com José, filho de David

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.

Palavra da salvação.

O Silêncio Fecundo da Fé

O Natal aproxima-se a passos largos. Sentimos no ar a mudança; não apenas a das luzes e decorações exteriores, mas um convite interior para redescobrir a verdadeira maravilha desta época. É um tempo de encanto, não o encanto superficial do consumo, mas o de uma alma que se detém, atónita, perante o maior mistério da história: Deus faz-se homem.

O Evangelho de hoje (Mt 1, 18-25) lança-nos diretamente no coração deste mistério, através do olhar de São José. A narrativa é de uma densidade impressionante. De um lado, a concepção virginal, a ação direta do Espírito Santo em Maria; do outro, a necessidade histórica de Jesus ser “Filho de David”, garantida pela paternidade legal de José.

Contemplemos José. Ele é descrito como um homem “justo”. Diante da gravidez inexplicável de Maria, a sua justiça não o leva à denúncia rigorosa da lei, mas a uma decisão dolorosa de a repudiar em segredo para a proteger. José está no limiar da lógica humana, onde tudo parece confuso e obscuro.

É precisamente nesta obscuridade que a luz divina irrompe. Os desígnios de Deus raramente seguem a nossa lógica cartesiana. Em sonho, o Anjo pede a José o impossível: que não tema, que aceite o que não compreende racionalmente. É-lhe confiada uma missão crucial: dar o nome à criança. Ao chamar-Lhe Jesus (“Deus salva”), José assume a sua paternidade legal e insere o Filho de Deus na história humana e na linhagem real de David.

A maravilha deste texto reside na resposta silenciosa de José. Ele não discute, não pede mais provas. “Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara”. Esta é a fé em estado puro: uma obediência confiante, mesmo no sofrimento da incerteza.

Para nós, hoje, o convite é idêntico. O verdadeiro Natal acontece quando, como José, aceitamos que Deus desarrume os nossos planos para realizar os Seus. O “Emanuel”, o Deus connosco, quer nascer nas nossas vidas, muitas vezes através de situações que não controlamos. Precisamos da coragem de José para acolher o mistério sem o tentar dominar.


Oração

Senhor, Deus de surpresas e mistérios insondáveis, Neste Natal que se aproxima, olha para as nossas dúvidas e temores. Ensina-nos a ter a fé silenciosa e justa de São José. Quando a lógica humana falhar e os Teus caminhos nos parecerem obscuros, Dá-nos a coragem de não temer, de confiar nos Teus sonhos para nós, e de acolher o Teu plano de salvação. Que o nosso coração esteja pronto para receber o Emanuel, o Deus que caminha connosco. Amén.


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12 17 Quarta  Mt 1, 1-17 Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David.

 

EVANGELHO

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações.

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

Uma Lista “Esquisita” ou o Mapa da Misericórdia de Deus?

Sejamos honestos: começar a leitura do Evangelho com uma lista interminável de nomes antigos, difíceis de pronunciar, parece uma escolha estranha e até aborrecida. À primeira vista, esta genealogia soa a um registo burocrático distante da nossa realidade espiritual. Porque é que a Igreja nos propõe isto a poucos dias do Natal?

A importância desta leitura é imensa e é a chave para entendermos o Natal. Longe de ser “esquisita”, esta lista é a prova de que Jesus não é um mito, uma lenda ou um ser etéreo que apareceu magicamente. Ele é de carne e osso, enraizado numa história humana concreta, numa família, num povo. Ele é o cumprimento das promessas feitas a Abraão e a David. Deus leva a história a sério.

Mas o significado mais belo esconde-se nos detalhes. Se olharmos com atenção, esta não é uma lista de “santos imaculados”. No meio dos grandes patriarcas e reis, encontramos pecadores notórios, idólatras, estrangeiros (como Rute) e mulheres envolvidas em situações escandalosas para a época (como Tamar ou a mulher de Urias).

O que é que isto nos diz enquanto o Natal se aproxima? Diz-nos que Deus não precisou de uma linhagem perfeita para entrar no mundo. Ele não teve medo de sujar as mãos na história humana, com todas as suas falhas, traições e exílios. A genealogia de Jesus é um mapa da misericórdia de Deus, que consegue escrever direito por linhas muito tortas.

Esta leitura é um consolo para nós. Se Deus conseguiu trabalhar através desta família complicada para trazer o Salvador, Ele também consegue trabalhar na nossa  vida, na nossa família, com todas as tuas imperfeições e o teu passado. O Natal é isto: Deus que assume a nossa história para a salvar por dentro. Ele vem para a realidade do que somos, não para a fantasia do que gostaríamos de ser.


ORAÇÃO

Senhor Deus, Pai de bondade, Obrigado por esta lista de nomes que, à primeira vista, parece árida, mas que revela a Tua fidelidade inabalável ao longo dos séculos.

Obrigado porque o Teu Filho Jesus não teve vergonha de chamar irmãos a homens e mulheres com histórias feridas e imperfeitas.

Neste Advento, peço-Te: ajuda-me a aceitar a minha própria história, com as suas luzes e sombras. Que eu não tenha medo de Te apresentar a minha “genealogia” interior, as minhas falhas e os meus “exílios”.

Vem, Senhor Jesus, nascer na realidade da minha vida, e transforma a minha história em História de Salvação.

Ámen.