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12 18 Quinta  Mt 1, 18-25Jesus nascerá de Maria, desposada com José, filho de David

12 18 Quinta  Mt 1, 18-25Jesus nascerá de Maria, desposada com José, filho de David

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.

Palavra da salvação.

O Silêncio Fecundo da Fé

O Natal aproxima-se a passos largos. Sentimos no ar a mudança; não apenas a das luzes e decorações exteriores, mas um convite interior para redescobrir a verdadeira maravilha desta época. É um tempo de encanto, não o encanto superficial do consumo, mas o de uma alma que se detém, atónita, perante o maior mistério da história: Deus faz-se homem.

O Evangelho de hoje (Mt 1, 18-25) lança-nos diretamente no coração deste mistério, através do olhar de São José. A narrativa é de uma densidade impressionante. De um lado, a concepção virginal, a ação direta do Espírito Santo em Maria; do outro, a necessidade histórica de Jesus ser “Filho de David”, garantida pela paternidade legal de José.

Contemplemos José. Ele é descrito como um homem “justo”. Diante da gravidez inexplicável de Maria, a sua justiça não o leva à denúncia rigorosa da lei, mas a uma decisão dolorosa de a repudiar em segredo para a proteger. José está no limiar da lógica humana, onde tudo parece confuso e obscuro.

É precisamente nesta obscuridade que a luz divina irrompe. Os desígnios de Deus raramente seguem a nossa lógica cartesiana. Em sonho, o Anjo pede a José o impossível: que não tema, que aceite o que não compreende racionalmente. É-lhe confiada uma missão crucial: dar o nome à criança. Ao chamar-Lhe Jesus (“Deus salva”), José assume a sua paternidade legal e insere o Filho de Deus na história humana e na linhagem real de David.

A maravilha deste texto reside na resposta silenciosa de José. Ele não discute, não pede mais provas. “Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara”. Esta é a fé em estado puro: uma obediência confiante, mesmo no sofrimento da incerteza.

Para nós, hoje, o convite é idêntico. O verdadeiro Natal acontece quando, como José, aceitamos que Deus desarrume os nossos planos para realizar os Seus. O “Emanuel”, o Deus connosco, quer nascer nas nossas vidas, muitas vezes através de situações que não controlamos. Precisamos da coragem de José para acolher o mistério sem o tentar dominar.


Oração

Senhor, Deus de surpresas e mistérios insondáveis, Neste Natal que se aproxima, olha para as nossas dúvidas e temores. Ensina-nos a ter a fé silenciosa e justa de São José. Quando a lógica humana falhar e os Teus caminhos nos parecerem obscuros, Dá-nos a coragem de não temer, de confiar nos Teus sonhos para nós, e de acolher o Teu plano de salvação. Que o nosso coração esteja pronto para receber o Emanuel, o Deus que caminha connosco. Amén.


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12 17 Quarta  Mt 1, 1-17 Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David.

 

EVANGELHO

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações.

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

Uma Lista “Esquisita” ou o Mapa da Misericórdia de Deus?

Sejamos honestos: começar a leitura do Evangelho com uma lista interminável de nomes antigos, difíceis de pronunciar, parece uma escolha estranha e até aborrecida. À primeira vista, esta genealogia soa a um registo burocrático distante da nossa realidade espiritual. Porque é que a Igreja nos propõe isto a poucos dias do Natal?

A importância desta leitura é imensa e é a chave para entendermos o Natal. Longe de ser “esquisita”, esta lista é a prova de que Jesus não é um mito, uma lenda ou um ser etéreo que apareceu magicamente. Ele é de carne e osso, enraizado numa história humana concreta, numa família, num povo. Ele é o cumprimento das promessas feitas a Abraão e a David. Deus leva a história a sério.

Mas o significado mais belo esconde-se nos detalhes. Se olharmos com atenção, esta não é uma lista de “santos imaculados”. No meio dos grandes patriarcas e reis, encontramos pecadores notórios, idólatras, estrangeiros (como Rute) e mulheres envolvidas em situações escandalosas para a época (como Tamar ou a mulher de Urias).

O que é que isto nos diz enquanto o Natal se aproxima? Diz-nos que Deus não precisou de uma linhagem perfeita para entrar no mundo. Ele não teve medo de sujar as mãos na história humana, com todas as suas falhas, traições e exílios. A genealogia de Jesus é um mapa da misericórdia de Deus, que consegue escrever direito por linhas muito tortas.

Esta leitura é um consolo para nós. Se Deus conseguiu trabalhar através desta família complicada para trazer o Salvador, Ele também consegue trabalhar na nossa  vida, na nossa família, com todas as tuas imperfeições e o teu passado. O Natal é isto: Deus que assume a nossa história para a salvar por dentro. Ele vem para a realidade do que somos, não para a fantasia do que gostaríamos de ser.


ORAÇÃO

Senhor Deus, Pai de bondade, Obrigado por esta lista de nomes que, à primeira vista, parece árida, mas que revela a Tua fidelidade inabalável ao longo dos séculos.

Obrigado porque o Teu Filho Jesus não teve vergonha de chamar irmãos a homens e mulheres com histórias feridas e imperfeitas.

Neste Advento, peço-Te: ajuda-me a aceitar a minha própria história, com as suas luzes e sombras. Que eu não tenha medo de Te apresentar a minha “genealogia” interior, as minhas falhas e os meus “exílios”.

Vem, Senhor Jesus, nascer na realidade da minha vida, e transforma a minha história em História de Salvação.

Ámen.

12 17 Quarta  Mt 1, 1-17 Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David.

L 1 Gn 49, 2. 8-10; Sl 71 (72), 2. 3-4ab. 7-8. 17
Ev Mt 1, 1-17

 

12 17 Quarta  Mt 1, 1-17 Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David.

 

EVANGELHO

As promessas de Deus feitas aos antepassados atravessam as gerações, onde haverá membros do povo eleito e estrangeiros, santos e pecadores, e vêm a realizar-se finalmente em Jesus Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, Salvador universal. Esta leitura, parecendo, à primeira vista, simples enumeração de nomes, é um testemunho eloquente da fidelidade de Deus à sua aliança com os homens. Ainda que estes O abandonem, Ele não os abandonará.

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações.

Palavra da salvação.

12 16 Terça  Mt 21, 28-32  «Veio João e os pecadores acreditaram nele»

EVANGELHO«Veio João e os pecadores acreditaram nele»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Batistaveio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

A Verdade do Coração a Caminho de Belém

Neste caminho de Advento, enquanto nos preparamos para o Natal, a liturgia coloca-nos diante de um espelho desconfortável mas necessário. A parábola dos dois filhos não é apenas uma história sobre obediência; é um exame de consciência sobre a coerência.

Muitas vezes, vivemos o Natal como o “segundo filho”. Somos rápidos a dizer “Sim, Senhor”. Enfeitamos as casas, preparamos as mesas, enviamos postais com mensagens de paz e até vamos à Missa. A nossa aparência é irrepreensível. Dizemos “eu vou”, mas, no fundo do coração, os nossos pés não se movem. Não vamos trabalhar para a vinha da caridade, do perdão real ou da mudança de vida. Ficamo-nos pela estética do Natal, sem a ética do Evangelho.

Por outro lado, Jesus elogia o primeiro filho. Aquele que, inicialmente, diz “não”. Talvez por cansaço, rebeldia ou fragilidade humana. Mas o que salva este filho é uma palavra chave para o Advento: arrependimento. Ele reflete, muda de ideias e vai.

A “vinha” de que Jesus fala não é um lugar distante; é a nossa própria vida, a nossa família, o nosso local de trabalho. O “trabalho” é a capacidade de amar concretamente, não apenas com palavras bonitas.

Neste tempo de preparação, Jesus avisa-nos que Deus prefere um coração sincero, que luta contra as suas próprias resistências e falhas (como os publicanos e as pecadoras do Evangelho), a uma religiosidade de fachada, polida mas estéril. Os “santos” de fachada bloqueiam a entrada de Deus; os pecadores que se reconhecem necessitados abrem-lhe a porta.

O Natal acontece verdadeiramente quando o nosso “não” inicial — o nosso egoísmo, a nossa preguiça — se transforma num “sim” através de ações concretas. Não interessa o que prometemos fazer, mas sim o amor que, de facto, entregamos.

Que nestes dias que restam até ao Natal, possamos ultrapassar a tentação das belas palavras vazias e abraçar a beleza humilde dos gestos verdadeiros.


Oração

Senhor Jesus, Diante do mistério do Teu nascimento que se aproxima, peço-Te a graça da sinceridade.

Perdoa as vezes em que o meu “sim” foi apenas ruído, e a minha fé foi apenas aparência. Livra-me da hipocrisia de honrar-Te com os lábios enquanto o meu coração permanece longe da Tua vinha.

Dá-me a coragem do arrependimento. Mesmo que eu hesite, mesmo que me custe, ajuda-me a transformar a minha vontade em passos concretos de amor e serviço.

Que o meu Natal não seja feito de promessas, mas de uma entrega real, pobre e humilde, tal como a Tua na manjedoura.

Ámen.

12 15 Segunda  Mt 21, 23-27 «Donde era o batismo de João?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus foi ao templo e, enquanto ensinava, aproximaram-se d’Ele os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, que Lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes tudo isto? Quem Te deu tal direito?» Jesus respondeu-lhes: «Vou fazer-vos também uma pergunta e, se Me responderdes a ela, dir-vos-ei com que autoridade faço isto. Donde era o batismo de João? Do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a deliberar, dizendo entre si: «Se respondermos que é do Céu, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe destes crédito?’ E se respondermos que é dos homens, ficamos com receio da multidão, pois todos consideram João como profeta». E responderam a Jesus: «Não sabemos». Ele por sua vez disse-lhes: «Então não vos digo com que autoridade faço isto».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

A Autoridade da Luz e a Verdade do Coração

No Evangelho de Mateus (21, 23-27), os sumos sacerdotes e os anciãos aproximam-se de Jesus com uma pergunta armadilhada: “Com que autoridade fazes estas coisas?”. Eles não buscavam a verdade; buscavam apenas uma forma de manter o seu poder e o seu status. Jesus, conhecendo o íntimo de cada um, devolve a pergunta com o exemplo de João Batista. E aí, o texto revela algo trágico: os líderes religiosos começam a calcular a resposta em vez de buscar a verdade. “Se dissermos isto, acontece aquilo; se dissermos aquilo, o povo revolta-se.”

O drama destes homens é que eles viviam no escuro, mesmo estando dentro do Templo. Eles preferiram o “não sabemos” diplomático à coragem de assumir uma posição de fé.

Neste caminho rumo ao Natal, a vela acesa sobre o altar convida-nos a fazer o oposto. A luz de Cristo não brilha para quem vive de cálculos políticos ou de aparências espirituais. O Natal é o mistério da Verdade que se faz carne. Para acolher o Menino, precisamos de descer do pedestal da nossa arrogância intelectual e do nosso medo de nos comprometermos.

Muitas vezes, Deus envia-nos “Joões Batistas” — sinais, pessoas, acontecimentos — para nos preparar. Se recusamos reconhecer a autoridade de Deus nas pequenas coisas do dia-a-dia, como poderemos reconhecê-Lo quando Ele vier na humildade de uma manjedoura?

Não sejamos como os anciãos que respondem “não sabemos” por conveniência. Que a nossa preparação para o Natal seja marcada pela coragem da fé. Diante da Bíblia aberta e da luz que tremula, perguntemos a nós mesmos: Estou disposto a aceitar a autoridade de Jesus na minha vida, mesmo que isso mude os meus planos?

O Natal acontece quando paramos de discutir a autoridade de Deus e passamos a adorar a Sua presença.


Oração

Senhor Jesus, Luz do mundo e Verdade eterna,

Diante do Teu altar e da Tua Palavra, coloco o meu coração. Afasta de mim o espírito calculista dos que têm medo de perder o controlo. Dá-me a humildade para reconhecer os sinais da Tua presença na minha vida, tal como João Batista os apontou.

Não permitas que eu me esconda atrás de dúvidas convenientes ou de silêncios cobardes. Que neste Natal, a Tua autoridade não seja um peso, mas o alicerce da minha paz. Que eu Te acolha não apenas como um mestre, mas como o meu Senhor e Salvador.

 

 

12 14 Domingo Mt 11, 2-11 «És tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus

Naquele tempo, João Batista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos: «És Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?». Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo». Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta. É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

REFLEXÃO

João Batista, no cárcere e em dúvida, manda perguntar a Jesus: «És Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?» É a pergunta que muitos fazem nos momentos de escuridão, quando a fé vacila.

A resposta de Jesus não é um «sim» teórico, mas um convite a olhar para os sinais concretos: os cegos veem, os coxos andam, os surdos ouvem e os pobres recebem a Boa Nova. Ele não apresenta credenciais, mas transformações. O Reino não chega com discursos, mas com gestos que libertam e dignificam a vida humana.

Depois, Jesus faz um elogio surpreendente a João: «Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior». Mas acrescenta: «O menor no Reino dos Céus é maior do que ele». Porquê? Porque João era o Precursor, a voz que anunciava a chegada. Nós, batizados, já estamos dentro do mistério pascal de Cristo. Participamos não como anunciadores à distância, mas como membros do seu Corpo.

Este Evangelho interpela-nos: onde vemos hoje os sinais do Reino? Nas pequenas conversões, nas reconciliações, no serviço aos mais frágeis. Convida-nos a não esperar passivamente, mas a tornarmo-nos, nós mesmos, sinais vivos d’Aquele que veio, vem e virá.


Oração

Senhor, nos momentos de dúvida, ajuda-nos a ver o Teu Reino nas transformações concretas: na cura, na dignidade e na Boa Nova aos pobres.Pela graça do Batismo, faz de nós membros ativos do Teu Corpo. Que a nossa vida seja um sinal vivo de Ti, que vieste, vens e virás. Amém.