01 15 *Quinta Feira 15 Janeiro\*\*** (Evangelho: Marcos 1, 40-45 – A Cura de um Leproso).

01 17 Sábado Marcos 2, 13-17 «Segue-Me»

**Liturgia diária\*\*Quinta Feira 15 Janeiro\*\***

(Evangelho: Marcos 1, 40-45 – A Cura de um Leproso).

**\*Versículo Chave do Evangelho:\***..

> **«Eu quero; fica curado.»** (Mc 1, 41).

**\*Oração:\***..

Senhor Jesus Cristo, que tocais e curais as nossas lepras com uma palavra de amor e de vontade, concedei-nos a graça de não nos afastarmos dos que sofrem. Que a nossa fé nos mova a procurar-Vos na oração e a agir com a Vossa compaixão, sem medo de tocar as feridas dos nossos irmãos. Amém..

**\*\*Hoje de acordo com o Evangelho vou…\*\***.

Vou imitar a atitude de Jesus, não me afastando das “lepras” da sociedade ou da minha família (solidão, dor, exclusão). Terei a coragem de me aproximar, tocar e dizer uma palavra de conforto e aceitação a quem se sente marginalizado, lembrando que a minha fé se manifesta na compaixão..

**\*\*Hoje de acordo com o Evangelho partlho (um like, umas palavras, uma imagem apelativa etc …\*\***.

01 14 Quarta Mc 1, 29-39 «Curou muitas pessoas, atormentadas por várias doenças»

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

Palavra da salvação.

..REFLEXÃO 

A passagem do Evangelho de Marcos 1, 29-39 oferece um modelo poderoso para o nosso dia a dia, um roteiro de fé que equilibra ação, serviço, oração e missão. É o retrato de um dia típico de Jesus que nos desafia a repensar as nossas prioridades.

O dia começa com um ato de profunda compaixão e serviço: a cura da sogra de Simão. A primeira lição prática é que a verdadeira fé e a experiência do toque de Cristo se manifestam no serviço imediato. Ao ser curada, a mulher “começou a servi-los”. A graça que recebemos de Deus não é para ser guardada, mas para nos capacitar a servir a família, a comunidade e o próximo.

Ao cair da tarde, Jesus não se retira para descansar. Pelo contrário, a Sua casa torna-se o centro de peregrinação de toda a cidade, cheia de doentes e possessos. Isto reflete a nossa realidade, onde as necessidades do mundo parecem infinitas e muitas vezes invadem o nosso espaço pessoal. A atitude de Jesus mostra a Sua inesgotável disponibilidade, mas a sabedoria da discrição, mencionada no comentário (evitando o espetacular), lembra-nos que a ajuda deve ser centrada no Reino, e não na fama ou no aplauso.

Contudo, o momento mais crucial acontece “De manhã, muito cedo”. Antes que as novas multidões O procurassem, Jesus retira-se para um “sítio ermo” para orar. Esta é a fonte do Seu poder e o eixo de toda a Sua atividade. Na vida prática, somos constantemente pressionados pela urgência do “Todos Te procuram”. A resposta de Jesus é um ensinamento: a ação (o fazer) deve ser sempre alimentada pela oração (o ser). Sem o retiro na solidão com Deus, a nossa energia e a nossa missão esgotam-se ou desviam-se para prioridades erradas.

Finalmente, quando os discípulos O encontram e insistem para que volte aos Seus milagres, Ele afirma a Sua prioridade: “Vamos a outros lugares… a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim”. O propósito de Jesus não era apenas curar, mas anunciar o Reino. A aplicação para a nossa vida é clara: por mais úteis que sejam as nossas ações de caridade, a nossa missão principal, como seguidores de Cristo, é levar a Sua Palavra e o Seu amor ao próximo, mesmo que isso signifique sair da nossa “zona de conforto” ou do nosso “acampamento” e procurar novas “povoações vizinhas”.—

-Oração

 

Senhor Jesus, que o Vosso dia seja o modelo do meu.

Dai-me a compaixão para servir o próximo em necessidade.

Dai-me a sabedoria para me retirar e orar antes de agir, buscando a Vossa vontade acima do ruído do mundo.

E dai-me a coragem de sair para a missão, para anunciar o Vosso Reino com a minha vida e as minhas palavras.

Amém.

 

01 13 Terça “ Jesus ensinava como quem tem autoridade “(Mc 1, 21-28).

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Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.

Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.

Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Palavra da salvação.

Reflexão

A passagem de Marcos 1, 21-28, que constitui o Evangelho de hoje, foca-se no início do ministério de Jesus em Cafarnaum, realçando de imediato a Sua autoridade intrínseca. A reação da multidão é elucidativa: “maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.”

Esta distinção notável sublinha a diferença fundamental entre Jesus e os guias espirituais do Seu tempo. Ao passo que os escribas baseavam os seus ensinamentos em referências a tradições e leis — ou seja, em autoridades externas —, Jesus comunica com uma autoridade que é inerente a Ele. A Sua Palavra não depende de outras fontes; ela é a própria verdade em manifestação.

A autoridade de Jesus manifesta-se em duas esferas: na doutrina e na ação. Seu ensinamento transcende a teoria, pois tem o poder de libertar. O confronto com o espírito impuro na sinagoga ilustra claramente essa missão. O reconhecimento da divindade de Jesus pelo espírito (“Sei quem Tu és: o Santo de Deus”) é um testemunho forçado pela presença da Luz. Jesus, então, demonstra o alcance de Sua autoridade sobre o mundo espiritual e físico ao silenciar o mal (“Cala-te”) e libertar o indivíduo.

Para a nossa vida prática, esta passagem é um convite a examinar onde buscamos a verdadeira autoridade para as nossas vidas. Tendemos a seguir modas, opiniões de influenciadores, ou a confiar apenas na lógica humana. A fé, no entanto, chama-nos a centrarmo-nos na “nova doutrina” de Jesus. Quando nos sentimos “possuídos” por preocupações excessivas, maus hábitos, vícios ou rancores – os nossos próprios “espíritos impuros” modernos – é a Palavra de Jesus que tem o poder de nos dizer: “Sai desse homem”.

Aceitar a autoridade de Jesus significa obedecer ao Seu chamamento para a santidade e o serviço, e permitir que Ele reorganize o caos nas nossas vidas. Significa buscar a Sua sabedoria na oração e nas Escrituras, confiando que Ele não apenas ensina a verdade, mas tem o poder de nos libertar para que vivamos essa verdade plenamente. A libertação que Ele oferece é imediata e total, mas exige a nossa admiração e o nosso “sim”. Que a Sua fama se divulgue nas nossas ações transformadas.

Oração

Ó Jesus, Santo de Deus, Tu que ensinas com autoridade e expulsas a impureza, perdoa a nossa falta de fé e relutância em submeter a vida à Tua soberania. Que a Tua Palavra nos liberte, repreendendo medo, egoísmo e distração. Transforma a nossa admiração em obediência. Pela Tua graça, que vivamos como testemunhas do Teu Reino, glorificando a Deus pelas Tuas obras. Ámen.

01 07 D. CarlosXimenes – As suas obras …

**Prémio Nobel da Paz, D. Carlos Filipe Ximenes Belo**, Bispo Emérito de Dili (Timor-Leste).

É importante notar que a sua produção bibliográfica é mais centrada em cartas pastorais, discursos, entrevistas e textos coletivos do que em livros de autoria individual. A sua voz e pensamento estão principalmente registados em obras coletivas ou compilações.

Eis uma lista dos livros mais diretamente associados a ele e um resumo de cada um:

### 1. **”Timor-Leste: Um Povo, Uma Pátria” (Coletânea de textos, entrevistas e homilias)**

*   **Resumo:** Esta é a obra mais abrangente que reúne o pensamento e a ação de D. Carlos Ximenes Belo. Não é uma autobiografia linear, mas uma compilação dos seus textos mais importantes desde o início do seu ministério como Administrador Apostólico de Dili (1983). Inclui **cartas pastorais históricas** (como a famosa carta de 1989 ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pedindo um referendo de autodeterminação), homilias corajosas, entrevistas à imprensa internacional e reflexões. O livro traça um percurso vital que vai da denúncia pacífica da ocupação indonésia à construção da reconciliação e da nação timorense após a independência. É a principal fonte para entender a sua visão espiritual, política e social, sempre centrada na **não-violência, na defesa dos direitos humanos e na esperança para o seu povo**.

### 2. **”A Caminho da Paz – Esperança para Timor” (1997)**

*   **Resumo:** Publicado em português pouco antes da atribuição do Prémio Nobel, este livro reúne uma série de intervenções, cartas e reflexões de D. Ximenes Belo. O título reflete o seu papel central como **mediador e voz da esperança** nos anos mais sombrios da ocupação. Os textos abordam o sofrimento do povo timorense, a importância da fé católica como sustento e identidade, e o apelo constante à comunidade internacional para não ignorar a questão de Timor-Leste. É um testemunho do seu compromisso inabalável com uma solução pacífica para o conflito.

### 3. **”Timor Leste: O país do sol nascente” (2000)**

*   **Resumo:** Publicado após a consulta popular de 1999 e no rescaldo da violência que se seguiu, este livro (muitas vezes resultante de entrevistas ou colaborações) apresenta a visão de D. Ximenes Belo para o futuro do país. Menos focado na denúncia e mais na **reconstrução nacional**, aborda temas como a reconciliação entre timorenses, o perdão, o papel da Igreja na nova sociedade, e os desafios da independência que se avizinhava. É um documento de transição, marcado pela tragédia recente mas também pela esperança no “sol nascente” de uma nova era.

 

### 4. **Obras Coletivas e Capítulos de Livros**

  1. Ximenes Belo contribuiu com prefácios, capítulos ou testemunhos em diversas obras sobre Timor-Leste, direitos humanos e paz. Por exemplo:

*   **”Direitos Humanos em Timor-Leste”** (vários autores): O seu contributo nestas obras reforça a ligação intrínseca entre a sua missão pastoral e a defesa dos direitos fundamentais.

*   **Livros sobre a História da Igreja em Timor-Leste:** A sua perspetiva é frequentemente incluída em obras históricas que documentam o papel crucial da Igreja Católica na resistência e identidade nacional.

 

### Tema Central e Legado nos seus Escritos:

Os livros e textos de D. Ximenes Belo giram em torno de eixos constantes:

*   **Não-violência e Coragem:** Inspirado por figuras como Gandhi e Martin Luther King, a sua resistência foi sempre pacífica, mas firmíssima.

*   **Diplomacia Pastoral:** Usou o seu cargo eclesiástico para fazer denúncias internacionais de forma estratégica e moralmente inatacável.

*   **Reconciliação:** Mesmo após ter sofrido ameaças e violência, a sua mensagem pós-1999 foi sempre de perdão e união nacional.

*   **Esperança:** Em todas as suas palavras, mesmo nas mais duras, transparece uma fé inquebrantável no futuro do seu povo.

 

**Nota Importante:** Devido à natureza da sua ação, muitos dos seus textos fundamentais estão dispersos por arquivos da Igreja, jornais internacionais (como *The New York Times*, *The Washington Post*) e documentos da ONU. As obras listadas acima são compilações que permitem o acesso mais fácil ao seu pensamento.

 

A sua bibliografia é, acima de tudo, um **testemunho escrito de uma vida dedicada à paz**, tornando-se ele próprio uma figura central na história e literatura de Timor-Leste.

01 06 Terca – Timor –

 

 

 

 

(0:00) Bem-vindos a esta análise. Hoje temos um desafio interessante. Vamos mergular numa única (0:07) fonte, que é a letra de uma canção chamada Don Carlos de Bello, Voice of Voiceways.

A nossa (0:13) missão é tentar perceber que trata que esta canção de pinta de Don Carlos de Bello, (0:18) e claro, de timor leste de altura, usando apenas a sua lente, que é uma lente poética e (0:24) imutiva. É um ponto de partida fascinante, de facto, porque reparam. A arte não tem um…

(0:29) compromisso com a objetividade de um documento histórico, tria..

Sua função é outra. Estilar (0:37) a essência de um sentimento de uma época, numa forma que nos atingues de uma maneira completamente (0:44) diferente. O nosso trabalho aqui é quase furense.

Gosto da sua ideia, furense. Exatamente. Analisar (0:51) as escolhas das palavras, as notáforas, para perceber a narrativa que o artista quis, (0:57) bem que quis construir.

Gosto da sua abordagem, vamos dizer, então. A canção (1:02) do nosso facilito é entrada. Começa a louca o matemusfera muito, muito densa, quase (1:06) sofocante.

Pinta um quadro de timor que é incrigalmente sombrio. Fala de lágrimas escondidas (1:13) no silêncio de um país, de crianças em futuro, mais a razar. Por que que se começa como (1:18) uma imagem tão íntima, tão boorosa, em vez de um contexto político mais vasto? (1:23) Bem, eu acho que estratégia de canção é criar uma ligação nacional em diata.

Um relatório (1:29) do ONU, por exemplo, de falaria de estatísticas, de violações de direitos. Uma canção fala (1:35) de mais a razar, alfocar-se no micro, no doméstico. A letra torna o sufrimento que é (1:42) afestrato, em algo universal, compreensível para todos.

Sim, claro. E a expressão silêncio (1:48) de um país não é apenas a ausência de som, pois não. É um silêncio forçado, é (1:54) impossibilidade de partilhar essa dor com o mundo.

E a ideia de um medo que não é só (1:58) político, mas que se infiltra no dia a dia, é muito forte, a um vez que me marcou (2:03) particularmente. As casas que terminam nos couro. É uma imagem terradora.

É uma imagem (2:12) de pessoas tremem. Ao dizer que as casas tremem, o autor personifica o medo. Torna-o (2:18) num agente externo, uma força de natureza que abala os próprios alicerces da sociedade, (2:23) que é o lar, o refugio.

O terror deixa de estar na rua e passa a estar (2:27) dentro de casa. Precisamente. Dentro de casa, no escuro, a canção (2:31) estabelece isto muito bem.

O antidunista principal da história não é uma pessoa, não (2:36) é um país, é este ambiente de medo e de silêncio. E ao palco perfeito para a entrada (2:41) de um irói para se invizer. E ao que acontece, é seguir este cenário de silêncio afluta (2:47) a canção entre um de uma voz.

Mas descrevo-lhe uma firma que me parece a primeira vista (2:52) contra intuitiva. Descar uma voz suave, mas sei a d’ardor. Por que este contraste? Numa (2:59) situação tão extrema não seria separar um grito de raiva, uma voz mais dura, mais (3:03) engauda.

Essa é uma escolha fundamental, quer dizer, é uma escolha que define todo (3:07) o retrato de personagem. Uma voz raiva seria de um revolucionário, talvez de um líder (3:13) militar, certo. Uma voz suave sugera algo diferente, sugera persuasão, reviliancia, talvez (3:21) até uma autoridade moral ou espiritual.

O ardor d’alha paixão, a força, mas a sua (3:27) vida muda completamente a natureza desse poder. A letra força isto logo é seguir, ao (3:32) dizer que erguiu a verdade que ninguém pode me casse. Arma dele não é a força, é (3:37) verdade.

Isso em quadro de uma forma quase religiosa (3:40) ou filosófica, mais do política. E a canção continua nessa linha, chama a sua voz (3:46) um brito vindo da alma. É uma pessoa muito visceral.

O que é que isso é que se senta? (3:52) É que se senta uma camada de inovitabilidade. De autenticidade. Um brito vindo da alma (3:59) não é um discoscalculado, não é propaganda.

A canção está a dizer que esta voz era (4:05) uma necessidade primordial, uma expressão humana tão fundamental que não podia ser contida. (4:11) E coloca em oposição direto ao silêncio. Exatamente.

Em oposição direto ao silêncio (4:17) imposto que descreveu antes. Se o silêncio era artificial, o brito da alma é orgânico, (4:23) é naturalizar reclamar o seu espaço. E crucialmente, a letra diz que esta voz era mais (4:30) forte do que qualquer temor.

Atacando diretamente o antagonista da história. (4:34) Não está. Atacando diretamente o unido.

(4:37) Atentemos esta voz quase como uma força da natureza, mas depois a canção muda o foco. (4:42) Passa da voz, que é algo mais etérico, para as ações da pessoa. E o que está a caímpatia, (4:48) diz que ele surou com o povo sentiu cada frida.

(4:52) O que esta mudança de foco nos diz sobre o tipo de liderança que a canção quer retratar? (4:57) Diz-nos que a força daquela voz não vinha de uma convicção ideológica abstrata, mas (5:03) sim de uma ligação humana, ah, profunda. A letra faz que estão de mostrar que ele não (5:08) era um líder distante a falar de uma torre de marco. (5:11) Estava no terreno.

Estava no meio do sofrimento, a sentido. É a clássica imagem do líder (5:16) servidor, e este é crucial para a frase que vêm a seguir, e transformou o sofrimento (5:21) em esperança renaxida. Só quem senta o sofrimento pode, legitimamente transformar-lo.

(5:27) É um processo quase alquílico, o que é a canção de escreve. Ele absorva dor e devolve (5:33) sofrança, e ametáfora-se vinte para suicificar essa ideia. Descreve-o como um pastor que (5:39) protegeu o seu povo até o último momento.

Este imagem do pastor é muito liberado, não é? (5:45) Estremamente liberada. Um pastor não é o rei, não é o general. A autoridade de um pastor (5:50) não vem do poder ou da força, vem do cuidado, da responsabilidade, do sacrifício, (5:56) é uma imagem de liberadamente política, quase espiritual.

E, senti-se, senti-se, porque ele (6:02) leva a figura acima das disputas terrenas, mas por outro lado, também corre um risco (6:07) de empagar a astucia e a estratégia de política que foram certamente necessárias para navegar (6:12) uma situação daquelas. A canção está de facto construir uma imagem de um santo (6:16) não necessariamente de um político. O que foi sentido há-se que a sua força, (6:21) a segunda letra, vem de um coração gigante e não de um plano genial.

É uma força (6:26) moral. Mas esta liderança tão focada na empatia, tão interna, como é que a canção explica (6:32) que ela tenha tido o efeito fora de timor? Ela faz uma afirmação muito usada, o mundo (6:38) finalmente parou para te morre escutar. Essa é a viragem na narrativa.

A canção (6:43) aborda o problema do isolamento, que já tinha sido surgido no início. Lembra-se (6:48) daquela parte que diz, no mundo tão distante ninguém quis acreditar? (6:51) Sim, pronto. A voz dele persistente, que ergueu a verdade, é apresentada como o ferramente (6:58) que cobrou essa barreira de indiferença.

E a canção estabelece uma ligação direta entre (7:03) a atenção externa e a mudança interna. Sim, essa ligação é muito clara no verso, (7:08) o medo que dominava começou a desmoronar quando sua curagem ensinou o mundo a olhar. Para (7:14) sugerir que o medo só perde força quando há testemunhas.

Exatamente, a voz dele foi (7:20) o ponto a ponto. Precisamente, aliás, a canção usa essa palavra (7:24) mais à frente, chamando-la, a ponto entre o sofrimento do povo e o futuro melhor. A sua (7:30) função narrativa é conectar o mundo sechado e sufridor de timor com a comunidade (7:37) internacional e isso refleta um padrão que vemos na história, a opressão e a violência (7:42) prosperam no silêncio, na escuridão.

Quando uma voz consegue atreir a luz da atenção (7:47) mundial, as imánicas de poder no terreno alteram-se. (7:51) A atenção global torna-se marma, torna-se marma-se. E essa atenção global combina, claro, (7:56) no prêmio nadal da paz, é o conhecimento máximo.

Como é que a canção lida com o evento (8:02) tão monumental? Apresenta-o como uma vitória pessoal para ele. (8:06) Pelo contrário, e essa é talvez uma das escolhas víricas mais importantes. A canção em (8:11) quadro prêmio de forma muito, muito específica, diz que a luz do Nobel brilhou, não por (8:18) glória ou louvor.

Mas por sangue e lágrimas de um povo lutador. (8:23) Exato, é um ato deliberado de desdio da glória individual para a unra coletiva. (8:30) Ou seja, ele não é o irói que ganha a medalha.

Ele é o veículo através do qual, o (8:36) sufrimento do seu povo é finalmente reconhecido e honrado. (8:40) Precisamente, reforça a sua imagem de pastor, o prêmio não é pra ele, é pro Rubenho. (8:46) Isto impede que a canção se torna na síntulos hós, é um grande homem, mantendo o foco (8:51) na luta coletiva.

Ele é o megafone, mas o grito vem do povo, e isto é fundamental (8:55) para a integridade da narrativa. (8:57) Depois de todo este percurso, o silêncio, a voz, o reconhecimento mundial, a canção (9:03) chega ao presente. E traça uma linha muito direta, quase de contos de fadas, entre o passado (9:09) e o agora.

Hoje o timor respira paus, porque alguém acreditou. É apresentado de uma forma (9:15) assim tão simples, de causa e de feitos. (9:19) Sim, uma canção procura clareza narrativa e não a complexidade de interpretar a história.

(9:26) Para a canção, a paz atual é o resultado direto e inequivo com aquela criança e daquela voz. (9:32) E para garantir que não vemos isto como um evento que acabou, a letra descreva a sua voz (9:37) como eco-iterno que permanecerá para sempre com o valor. (9:41) Não é uma memória.

É uma presença continuada. (9:45) E quase no final, acontece algo inspirado. A letra que até aqui foi todo em português, (9:51) de repente muda para inglês, por um instante, para usar a frase da voz ou da voz la se (9:55) people of timor.

Por que o autor faria esta mudança de código linguístico tão perto (10:00) de fio? (10:01) Bem, eu acho que é um golpe de jane artístico. É um momento em que a canção universaliza a sua (10:06) própria história. Depois de nos contar a história na língua local, da dor local, ela adota (10:12) a língua franca global.

(10:13) Para usar o epíto, pelo qual esta figura se tornou conhecido internacionalmente. É como (10:19) se disse-se. A nossa história, contada na nossa língua, tornou-se tão importante que (10:25) o mundo reconhece por este nome, nesta língua.

(10:28) É a prova final de que a voz conseguiu mesmo quebrar o isolamento. (10:33) Sem dúvida, a prova final. (10:36) E o último verso parece acelerar isto ver.

A canção termina de forma categórica. A sua voz (10:41) é aquela voz, o mundo interrocutou. É o fecho perfeito do círculo.

(10:47) Perfeito. A narrativa começa com um silêncio de um país, um sofrimento introvertido e (10:53) ignorado, e termina como a voz ouvida pelo mundo inteiro. É ajudada completa do silêncio (11:00) ao som universal.

Daí em potência local, a revolvência global. A canção compra sua preneça. (11:07) Estraímos imenso de apenas uma letra.

É uma narrativa incrívelmente densa, começa (11:13) no sofrimento silencioso a apresentar uma voz baseada na empatia que é que era o medo. (11:19) E mostra começa a voz se torna um ponto para um mundo, resultando em reconhecimento e finalmente (11:24) em paz. (11:25) Exato.

O que esta fonte nos remostra é um arquético de liderança. Uma liderança enresada (11:32) não no poder, mas na autoridade moral e na verdade. E talvez o mais importante é uma (11:38) ode ao poder da arte e da comunicação.

Mostra como uma negativa persistente, mesmo (11:44) que suave, pode curar a indifensa global e na visão do artista claro, mudar o curso (11:50) da história de uma nação. (11:51) E para terminar uma reflexão que está analisem de essa. A canção e o proprietivo cristalizam (11:58) a luta de todo um povo na figura de um homem, a voz.

(12:02) Isso leva uma reflexão interessante sobre como quantamos das histórias. Com que frequência (12:06) é a canadativa de uma luta coletiva, do tal 100 milagremas de um povo lutador, é (12:11) personificada numa única figura. E o que que ganhamos em polariza, em inspiração, (12:17) o que é que potencialmente predemos em um lance na memória dos outros eróis anónimos (12:22) quando quantamos a história dessa forma.

….

 

 

 

 

01 04 Domingo Reis Magos

**Introdução .

Irmãos e irmãs, hoje a liturgia nos conduz a um mistério de luz e busca. Como os Magos, que deixaram suas terras para seguir uma estrela, também nós somos convidados a sair de nossos caminhos seguros e partir em direção ao Menino Deus.

 As leituras de hoje tecem um tapete sagrado onde o sonho, a profecia, a oração e a **revelação plena** se encontram. Isaías sonha com a luz que atrai os povos, o Salmo revela o perfil do Rei justo, Mateus narra o encontro histórico. **E São Paulo, na segunda leitura, nos dá a chave que desvenda o sentido eterno de tudo isso: em Cristo, somos todos herdeiros da mesma promessa.**

 

**Desenvolvimento .:**

 

A primeira leitura, de Isaías, é um sonho profético que rompe as trevas: “Levanta-te, Jerusalém! A tua luz chegou!” Isaías enxerga, em meio à desolação do exílio, uma luz que atrai reis e nações. Eles vêm de longe, carregando presentes – ouro e incenso – e proclamando os louvores do Senhor. É uma visão de universalidade, onde os povos distantes convergem para a luz de Deus. Este sonho não é apenas uma esperança distante; é uma promessa que começa a pulsar no coração da história, aguardando o momento de se tornar realidade.

 

E como responder a esse sonho? O Salmo 71 nos dá a clave: ele apresenta o perfil do Rei que há de vir. Não um rei de poder opressor, mas um rei que “libertará o pobre que suplica e o miserável que não tem amparo.” Seu reinado é de justiça e paz, estendendo-se “de mar a mar”. Os reis de toda a terra se prostrarão diante dele, oferecendo seus dons. Aqui, a profecia de Isaías ganha um rosto concreto: o Rei que atrai os povos é o mesmo que se inclina para os últimos. O sonho de Deus tem um coração que bate pela justiça.

 

Então, o Evangelho de Mateus narra. Narra a realização! Os Magos – sábios do Oriente, representantes dos povos distantes sonhados por Isaías – veem a estrela e partem. Eles buscam “o rei dos judeus”, mas encontram muito mais: um Menino frágil, nos braços de sua mãe. E ao encontrá-Lo, prostram-se e O adoram. Abrem seus tesouros e oferecem ouro, incenso e mirra – os mesmos presentes profetizados. A cena é a encarnação do Salmo: reis se prostram diante do Rei pobre, reconhecendo nessa criança o Senhor da justiça e da salvação. A estrela os guiou até Jerusalém, mas foram as Escrituras – a Palavra – que os levaram até Belém. A luz da criação (a estrela) e a luz da Revelação (a profecia) convergem para a Luz do mundo.

 

**E é aqui que São Paulo intervém, com a força de uma revelação divina.** A segunda leitura, da Carta aos Efésios, é o ápice que dá sentido a toda esta trama. Paulo não comenta a cena dos Magos, mas **revela o mistério que ela contém e que “não foi dado a conhecer aos homens noutras gerações”**. Qual é este mistério? Que “os pagãos são co-herdeiros” em Cristo Jesus. Os Magos à beira do presépio não são uma bela ilustração; são a **primeira manifestação pública deste mistério escondido desde sempre em Deus**. O que Isaías sonhou de forma poética e o Salmo cantou como esperança, Mateus testemunhou como fato histórico. **E Paulo proclama como Dogma da nossa fé:** a parede de separação foi derrubada. Em Jesus, o povo da antiga aliança e os povos distantes (representados pelos Magos) são “um só corpo”. A Epifania é, portanto, a festa da **Igreja universal**. A jornada dos Magos é a nossa jornada: somos gentios chamados à herança, estrangeiros admitidos à família de Deus.

 

**Conclusão:**  

Irmãos, a Epifania nos interpela. Como os Magos, somos convidados a levantar os olhos, ver a estrela da fé e pôr-nos a caminho. Mas atenção: o caminho nos leva a Belém, não a um palácio. Nos leva ao Menino-Rei, cujo trono é um cocho e cujo poder é o amor que se doa. **Ele atrai a todos – como São Paulo nos ensina – para uma única família, onde não há estrangeiro, mas todos somos filhos no Filho.** Nossa adoração, hoje, é o nosso ouro (reconhecer-Lhe como Rei), nosso incenso (orar-Lhe como Deus) e nossa mirra (abraçar seu mistério de paixão que nos redime). Que, ao partir desta celebração, sejamos nós a estrela que guia outros para Cristo, testemunhando com nossas vidas que, n’Ele, **o mistério revelado a Paulo se torna realidade viva: somos, juntos, a casa aberta de Deus para todos os povos.**

01 03 Sábado – Reflexões

Sábado do Tempo do Natal
Santíssimo Nome de Jesus – MF
Branco – Ofício da féria ou da memória.
Missa da féria ou da memória, pf. do Natal.

L 1: 1Jo 2, 29 – 3, 6; Sl 97 (98), 1. 3cd-4. 5-6
Ev: Jo 1, 29-34

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L 1: 1Jo 2, 29 – 3, 6

São João enfatiza a identidade do cristão como filho de Deus, um dom gratuito do amor do Pai que o mundo não compreende. Esta filiação não é apenas um título, mas uma realidade que exige uma vida de retidão. O autor recorda que, embora já sejamos filhos, a nossa glória plena só se manifestará quando virmos a Deus “tal como Ele é”. Esta esperança deve conduzir à purificação pessoal. Quem permanece em Cristo não vive no pecado; a santidade é a marca de quem verdadeiramente O conhece e n’Ele habita.

Sl 97 (98): Cantai ao Senhor um cântico novo

Este salmo é um hino de exultação pela vitória e salvação operadas por Deus. O salmista convida toda a terra a aclamar o Senhor com instrumentos musicais — cítaras, trombetas e buzinas — celebrando as maravilhas que Ele realizou em favor do Seu povo. A fidelidade e a justiça de Deus são manifestadas diante de todas as nações. Não se trata de um louvor tímido, mas de uma alegria ruidosa e universal que reconhece o Senhor como o Rei e Juiz justo que governa o mundo com retidão.

Ev: Jo 1, 29-34

João Batista apresenta Jesus ao mundo com uma declaração profética fundamental: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. O Batista reconhece a preexistência e a superioridade de Jesus, afirmando que Ele é quem batiza com o Espírito Santo. O texto destaca o testemunho visual de João, que viu o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre Jesus. Este momento sela a missão messiânica de Cristo e permite ao Batista proclamar com autoridade divina: Jesus é, verdadeiramente, o Filho de Deus.

12 24 Quarta Missa Evangelho da Manhã

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.
Palavra da salvação.

REFLEXÃO

Reflexão de Natal: A Genealogia de Jesus e a Fidelidade de Deus

O Evangelho de São Mateus, ao abrir a solenidade do Natal, não se limita a relatar o nascimento de Jesus, mas enquadra-o na vasta tapeçaria da história da salvação, começando pela sua longa e detalhada genealogia. Este registo genealógico (Mt 1, 1-25) é mais do que uma lista de nomes; é a prova viva de que Jesus é, de facto, o Messias prometido, descendente de Abraão e de David, cumprindo as alianças feitas por Deus ao longo dos séculos.

 

A insistência nas “catorze gerações” não é acidental, mas uma forma de sublinhar a perfeição e o propósito divino no tempo. Deus é fiel às Suas promessas, mesmo quando o povo eleito falha. É notável que, nesta lista, coexistam reis santos e figuras marcadas pelo pecado, incluindo mulheres estrangeiras como Tamar, Raab e Rute, e a menção à mulher de Urias. Esta inclusão de pecadores e de forasteiros destaca a universalidade da salvação e o propósito central da vinda de Jesus: “Ele salvará o povo dos seus pecados.” A Sua árvore genealógica é um espelho da humanidade – imperfeita, mas amada.

 

O clímax da genealogia culmina na figura de José, “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.” O drama de José, “homem justo” que decide repudiar Maria em segredo, é resolvido pela intervenção angélica. A mensagem “não temas receber Maria, tua esposa” e a revelação de que o filho é “fruto do Espírito Santo” valida o nascimento virginal e cumpre a profecia de Isaías: “A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’.”

 

O Natal é, portanto, a celebração desta fidelidade inabalável de Deus, que entra na nossa história complexa e imperfeita para se tornar o nosso Salvador. A encarnação garante-nos que Deus não é um observador distante, mas “Deus connosco”, partilhando a nossa carne e o nosso caminho. A prontidão e obediência silenciosa de José (“fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara”) servem de modelo para a nossa própria aceitação do mistério de Deus nas nossas vidas.

Oração de Natal

Deus da Aliança, Pai de Abraão e de David,
Neste tempo de Natal, contemplamos a Tua paciente fidelidade, que atravessou séculos de história, infidelidades e esperança, para se cumprir em Jesus, o Emanuel.
A Tua genealogia ensina-nos que não rejeitas a nossa humanidade, mesmo com os seus erros e fragilidades, mas escolhes entrar nela para a redimir.
Concede-nos, pela intercessão de São José, a graça de uma fé simples e obediente para acolhermos o Teu Filho, o nosso Salvador, em cada momento da nossa vida.
Que a alegria do Natal nos lembre que Tu és “Deus connosco”, ontem, hoje e para sempre.

 

Ámen.

12 28 DOMINGO dentro da Oitava do Natal Sagrada Familia Lectio Divina

2025-12-28

DOMINGO dentro da Oitava do Natal

Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2025-12-28

DOMINGO dentro da Oitava do Natal

Sagrada Família de Jesus, Maria e José – FESTA
Branco – Ofício da festa (Semana I do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. do Natal.

L 1 Sir 3, 3-7. 14-17a (gr. 2-6. 12-14); Sl 127 (128), 1-2. 3. 4-5
L 2 Cl 3, 12-21
Ev Mt 2, 13-15. 19-23

* Proibidas as Missas de defuntos, exceto a exequial.
* No Carmelo da Sagrada Família (Moncorvo) – Sagrada Família de Jesus, Maria e José, Titular do Carmelo – FESTA
* Na Congregação da Divina Providência e Sagrada Família (Braga) – Sagrada Família de Jesus, Maria e José, Titular da Congregação – Festa
* II Vésp. da festa – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano A

Missa

 

SAGRADA FAMÍLIA
DE JESUS, MARIA E JOSÉ

Antífona de entrada Lc 2, 16
Os pastores vieram a toda a pressa
e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor, Pai santo,
que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida,
concedei que, imitando as suas virtudes familiares
e o seu espírito de caridade,
possamos um dia reunir-nos na vossa casa
para gozarmos as alegrias eternas.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I Sir 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)
«Aquele que teme a Deus honra os seus pais»

A palavra de Deus faz o elogio da vida familiar. O Filho de Deus, ao fazer-Se homem, quis nascer e viver numa família humana. Foi ela a primeira família cristã, modelo, a seu modo, de todas as demais. O amor de Deus em todos os membros de uma família é condição fundamental para o crescimento, em paz, de todos os que nela nascem e vivem, como no quadro que o sábio nos apresenta nesta leitura.

Leitura do Livro de Ben-Sirá
Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados e acumula um tesouro quem honra sua mãe. Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida e converter-se-á em desconto dos teus pecados.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)
Refrão: Felizes os que esperam no Senhor
e seguem os seus caminhos. Repete-se
Ou: Ditosos os que temem o Senhor,
ditosos os que seguem os seus caminhos. Repete-se

Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem. Refrão

Tua esposa será como videira fecunda,
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira,
ao redor da tua mesa. Refrão

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém,
todos os dias da tua vida. Refrão

LEITURA II Cl 3, 12-21
A vida doméstica no Senhor.

Desde o princípio que os cristãos compreenderam que a sua fé se deve manifestar em toda a sua vida e muito particularmente na vida de família; esta pode ter sempre diante dos olhos a Sagrada Família de Nazaré, que constituiu a melhor experiência do que devem ser as nossas famílias.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses
Irmãos: Como eleitos de Deus, santos e prediletos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em ação de graças. Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Col 3, 15a.16a
Refrão: Aleluia. Repete-se
Reine em vossos corações a paz de Cristo,
habite em vós a sua palavra. Refrão

EVANGELHO Mt 2, 13-15.19-23
«Toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito»

A vida da Sagrada Família não foi nada cómoda, mesmo nos seus começos. Aquele que viera ao mundo para morrer na Cruz sentiu logo desde a infância a rejeição dos homens. Mas a mão de Deus estava com Ele. O seu regresso do Egito retoma a caminhada pascal do antigo povo de Deus, e a sua entrada na Terra Prometida antecipa já o sentido de toda a sua vida: conduzir os homens à Casa do Pai.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo Profeta: «Do Egito chamei o meu filho». Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».
Palavra da salvação.

_______
Leituras facultativas

LEITURA I Gn 15, 1-6; 21, 1-3
«O teu herdeiro vai ser alguém nascido do teu sangue»

Leitura do Livro do Génesis
Naqueles dias, foi dirigida a Abrão a palavra do Senhor numa visão: «Não temas, Abrão: Eu sou o teu escudo; será grande a tua recompensa». Abrão respondeu: «Senhor, meu Deus, que me dareis? Vou partir desta vida sem descendência, e o herdeiro da minha casa é Eliezer de Damasco». E continuou: «Vós não me destes descendência, e um servo nascido na minha casa é que será o meu herdeiro». Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Não é ele que será o teu herdeiro; o teu herdeiro vai ser alguém nascido do teu sangue». Deus levou Abrão para fora de casa e disse-lhe: «Levanta os olhos para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar». E acrescentou: «Assim será a tua descendência». Abrão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça. O Senhor visitou Sara, como lhe tinha dito, e realizou nela o que prometera. Sara concebeu e deu um filho a Abraão, apesar da sua velhice, na data marcada por Deus. Ao filho que lhe nasceu de Sara deu Abraão o nome de Isaac. Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 104 (105), 1b-2.3-4.5-6.8-9 (R. 7a.8a)
Refrão: O Senhor, nosso Deus, recorda sempre a sua aliança.

Aclamai o nome do Senhor,
anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-Lhe salmos e hinos,
proclamai todas as suas maravilhas.

Gloriai-vos no seu santo nome,
exulte o coração dos que procuram o Senhor.
Considerai o Senhor e o seu poder,
procurai sempre a sua face.

Recordai as maravilhas que Ele operou,
os seus prodígios e os oráculos da sua boca,
vós, descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito.

Ele recorda sempre a sua aliança,
a palavra que empenhou para mil gerações,
o pacto que estabeleceu com Abraão,
o juramento que fez a Isaac.

LEITURA II Heb 11, 8.11-12.17-19
A fé de Abraão, de Sara e de Isaac

Leitura da Epístola aos Hebreus Irmãos: Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento e partiu para uma terra que viria a receber como herança; e partiu sem saber para onde ia. Pela fé, também Sara recebeu o poder de ser mãe já depois de passada a idade, porque acreditou na fidelidade d’Aquele que lho prometeu. Por isso, de um só homem– um homem que a morte já espreitava nasceram descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e inumeráveis como a areia que há na praia do mar. Pela fé, Abraão, submetido à prova, ofereceu o seu filho único, Isaac, que era o depositário das promessas, como lhe tinha sido dito: «É por Isaac que terás uma descendência com o teu nome». Ele considerava que Deus pode ressuscitar os mortos; por isso ele recuperou o filho como uma figura. Palavra do Senhor.

ALELUIA Hebr 1, 1-2
Refrão: Aleluia. Repete-se
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.
Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho. Refrão

EVANGELHO Como em cima.

________

Quando esta festa se celebra no domingo, diz-se o Credo.

Oração sobre as oblatas
Nós Vos oferecemos, Senhor,
este sacrifício de reconciliação
e humildemente Vos suplicamos,
pela intercessão da Virgem Mãe de Deus e de são José,
que confirmeis as nossas famílias
na vossa graça e na vossa paz.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio. Nas Orações eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

Antífona da comunhão Cf. Br 3, 38
Deus apareceu na terra
e começou a viver no meio de nós.

Oração depois da comunhão
Pai de misericórdia,
que nos alimentais neste divino sacramento,
dai-nos a graça de imitar continuamente
os exemplos da Sagrada Família,
para que, depois das provações desta vida,
vivamos na sua companhia por toda a eternidade.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

02 27 São João, apóstolo e evangelista Lectio Divina

São João, apóstolo e evangelista

 

Nota Histórica

Festa

João, apóstolo e evangelista, filho de Zebedeu, juntamente com seu irmão Tiago e com Pedro, foi testemunha da transfiguração e da paixão do Senhor. Junto à cruz, recebeu Maria como mãe. No seu Evangelho e em outros escritos mostra-se como teólogo, que, tendo contemplado a glória do Verbo encarnado, anunciou o que viu com os próprios olhos. É ele que nos dá a mais alta definição da divindade: «Deus é amor» (1Jo 4,8).

 

Missa

Antífona de entrada
Este é João, que, na última Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Senhor.
Feliz o apóstolo a quem foram revelados os mistérios celestes
e que anunciou a todo o mundo a palavra da vida.

Ou: Cf. Sir 15, 5
O Senhor deu-lhe a palavra no meio da assembleia,
encheu-o com o espírito de sabedoria e inteligência
e revestiu-o com um manto de glória.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que, por meio do apóstolo são João,
nos revelastes os mistérios do vosso Verbo,
concedei-nos compreender com a inteligência
o que ele, tão excelentemente, introduziu nos nossos ouvidos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.

LEITURA I 1 Jo 1, 1-4
«Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos»

Leitura da Primeira Epístola de São João
Caríssimos:
O que era desde o princípio,
o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos,
o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos
acerca do Verbo da Vida,
é o que nós vos anunciamos.
Porque a Vida manifestou-Se
e nós vimos e damos testemunho dela.
Nós vos anunciamos a Vida eterna,
que estava junto do Pai e nos foi manifestada.
Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos,
para que estejais também em comunhão connosco.
E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.
E vos escrevemos tudo isto,
para que a vossa alegria seja completa.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 96 (97), 1-2.5-6.11-12 (R. 12a)
Refrão: Alegrai-vos, justos, no Senhor.

O Senhor é Rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
Ao seu redor, nuvens e trevas;
a justiça e o direito são a base do seu trono.

Derretem-se os montes como cera,
diante do Senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória.

A luz resplandece para o justo
e a alegria para os corações rectos.
Alegrai-vos, ó justos, no Senhor,
e louvai o seu nome santo.

ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Nós Vos louvamos, ó Deus;
nós Vos bendizemos, Senhor.
O coro glorioso dos Apóstolos
canta os vossos louvores. Refrão

EVANGELHO Jo 20, 2-8
«O outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi ter com Simão Pedro
e com o discípulo predileto de Jesus
e disse-lhes:
«Levaram o Senhor do sepulcro
e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo
e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos,
mas o outro discípulo antecipou-se,
correndo mais depressa do que Pedro,
e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira.
Entrou no sepulcro
e viu as ligaduras no chão
e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo
que chegara primeiro ao sepulcro:
viu e acreditou.
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Santificai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar
e fazei que a participação neste sagrado banquete
nos leve a compreender os mistérios do Verbo eterno,
que na mesma fonte revelastes ao vosso apóstolo João.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-III do Natal do Senhor.

Antífona da comunhão Jo 1, 14.16
O Verbo fez-Se carne e habitou no meio de nós.
Da sua plenitude todos nós recebemos.

Oração depois da comunhão
Por este sacramento que celebrámos,
concedei, Deus todo-poderoso,
que habite sempre em nós o Verbo feito carne,
que o apóstolo são João anunciou.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo,
sobre a Primeira Epístola de São João

(Tract. 1, 1.3: PL 35, 1978-1980) (Sec. V)

A Vida manifestou-Se na carne

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos acerca do Verbo da Vida. Quem poderia tocar com suas mãos o Verbo, se não fosse porque o Verbo Se fez carne e habitou entre nós?
O Verbo, que Se fez carne para poder ser tocado com as mãos, começou a ser carne no seio da Virgem Maria; mas não foi então que começou a ser o Verbo, porque, como diz São João, Ele era desde o princípio. Vede como a sua Epístola é confirmada pelas palavras do seu Evangelho que acabais de escutar: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus.
Talvez haja alguém que tome a expressão «Verbo da Vida» como se fosse referida a Cristo, mas não ao corpo de Cristo que podia ser tocado com as mãos. Reparai no que vem a seguir: E a Vida manifestou-Se. Portanto, Cristo é o Verbo da Vida.
E como Se manifestou? Era desde o princípio, mas não se tinha manifestado aos homens; apenas Se tinha manifestado aos Anjos, que O contemplavam e se alimentavam d’Ele como de seu pão. Mas que diz a Escritura? O homem comeu o pão dos Anjos.
Portanto, a Vida manifestou-Se na carne, para que, nesta manifestação, aquilo que só o coração podia ver, fosse visto também com os olhos e desta forma sarasse os corações. De facto o Verbo só pode ser visto com o coração, ao passo que a carne pode ser vista também com os olhos corporais. Éramos capazes de ver a carne, mas não éramos capazes de ver o Verbo. Por isso O Verbo Se fez carne que nós podemos ver, para sarar em nós aquilo que nos torna capazes de ver o Verbo.
Nós damos testemunho do Verbo e vos anunciamos a vida eterna, que estava junto do Pai e foi manifestada em nós, isto é, foi manifestada entre nós e, ainda mais claramente, foi-nos manifestada.
Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos. Prestai atenção: Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos. Eles viram o Senhor presente na carne, ouviram as palavras da sua boca e anunciaram-nas a nós. Por isso também nós ouvimos, mas não vimos.
Seremos nós, por isso, menos afortunados que aqueles que viram e ouviram? Mas então, porque acrescenta: Para que estejais também em comunhão connosco? Eles viram e nós não vimos; e, apesar disso, estamos em comunhão, porque temos uma fé comum.
E a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho, Jesus Cristo; e vos escrevemos isto, para que a vossa alegria seja completa. A alegria completa encontra-se, como ele diz, na mesma comunhão de vida, na mesma caridade, na mesma unidade.