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12 17 Quarta  Mt 1, 1-17 Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David.

L 1 Gn 49, 2. 8-10; Sl 71 (72), 2. 3-4ab. 7-8. 17
Ev Mt 1, 1-17

 

12 17 Quarta  Mt 1, 1-17 Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David.

 

EVANGELHO

As promessas de Deus feitas aos antepassados atravessam as gerações, onde haverá membros do povo eleito e estrangeiros, santos e pecadores, e vêm a realizar-se finalmente em Jesus Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, Salvador universal. Esta leitura, parecendo, à primeira vista, simples enumeração de nomes, é um testemunho eloquente da fidelidade de Deus à sua aliança com os homens. Ainda que estes O abandonem, Ele não os abandonará.

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações.

Palavra da salvação.

12 16 Terça  Mt 21, 28-32  «Veio João e os pecadores acreditaram nele»

EVANGELHO«Veio João e os pecadores acreditaram nele»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Batistaveio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

A Verdade do Coração a Caminho de Belém

Neste caminho de Advento, enquanto nos preparamos para o Natal, a liturgia coloca-nos diante de um espelho desconfortável mas necessário. A parábola dos dois filhos não é apenas uma história sobre obediência; é um exame de consciência sobre a coerência.

Muitas vezes, vivemos o Natal como o “segundo filho”. Somos rápidos a dizer “Sim, Senhor”. Enfeitamos as casas, preparamos as mesas, enviamos postais com mensagens de paz e até vamos à Missa. A nossa aparência é irrepreensível. Dizemos “eu vou”, mas, no fundo do coração, os nossos pés não se movem. Não vamos trabalhar para a vinha da caridade, do perdão real ou da mudança de vida. Ficamo-nos pela estética do Natal, sem a ética do Evangelho.

Por outro lado, Jesus elogia o primeiro filho. Aquele que, inicialmente, diz “não”. Talvez por cansaço, rebeldia ou fragilidade humana. Mas o que salva este filho é uma palavra chave para o Advento: arrependimento. Ele reflete, muda de ideias e vai.

A “vinha” de que Jesus fala não é um lugar distante; é a nossa própria vida, a nossa família, o nosso local de trabalho. O “trabalho” é a capacidade de amar concretamente, não apenas com palavras bonitas.

Neste tempo de preparação, Jesus avisa-nos que Deus prefere um coração sincero, que luta contra as suas próprias resistências e falhas (como os publicanos e as pecadoras do Evangelho), a uma religiosidade de fachada, polida mas estéril. Os “santos” de fachada bloqueiam a entrada de Deus; os pecadores que se reconhecem necessitados abrem-lhe a porta.

O Natal acontece verdadeiramente quando o nosso “não” inicial — o nosso egoísmo, a nossa preguiça — se transforma num “sim” através de ações concretas. Não interessa o que prometemos fazer, mas sim o amor que, de facto, entregamos.

Que nestes dias que restam até ao Natal, possamos ultrapassar a tentação das belas palavras vazias e abraçar a beleza humilde dos gestos verdadeiros.


Oração

Senhor Jesus, Diante do mistério do Teu nascimento que se aproxima, peço-Te a graça da sinceridade.

Perdoa as vezes em que o meu “sim” foi apenas ruído, e a minha fé foi apenas aparência. Livra-me da hipocrisia de honrar-Te com os lábios enquanto o meu coração permanece longe da Tua vinha.

Dá-me a coragem do arrependimento. Mesmo que eu hesite, mesmo que me custe, ajuda-me a transformar a minha vontade em passos concretos de amor e serviço.

Que o meu Natal não seja feito de promessas, mas de uma entrega real, pobre e humilde, tal como a Tua na manjedoura.

Ámen.

12 15 Segunda  Mt 21, 23-27 «Donde era o batismo de João?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus foi ao templo e, enquanto ensinava, aproximaram-se d’Ele os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, que Lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes tudo isto? Quem Te deu tal direito?» Jesus respondeu-lhes: «Vou fazer-vos também uma pergunta e, se Me responderdes a ela, dir-vos-ei com que autoridade faço isto. Donde era o batismo de João? Do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a deliberar, dizendo entre si: «Se respondermos que é do Céu, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe destes crédito?’ E se respondermos que é dos homens, ficamos com receio da multidão, pois todos consideram João como profeta». E responderam a Jesus: «Não sabemos». Ele por sua vez disse-lhes: «Então não vos digo com que autoridade faço isto».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

A Autoridade da Luz e a Verdade do Coração

No Evangelho de Mateus (21, 23-27), os sumos sacerdotes e os anciãos aproximam-se de Jesus com uma pergunta armadilhada: “Com que autoridade fazes estas coisas?”. Eles não buscavam a verdade; buscavam apenas uma forma de manter o seu poder e o seu status. Jesus, conhecendo o íntimo de cada um, devolve a pergunta com o exemplo de João Batista. E aí, o texto revela algo trágico: os líderes religiosos começam a calcular a resposta em vez de buscar a verdade. “Se dissermos isto, acontece aquilo; se dissermos aquilo, o povo revolta-se.”

O drama destes homens é que eles viviam no escuro, mesmo estando dentro do Templo. Eles preferiram o “não sabemos” diplomático à coragem de assumir uma posição de fé.

Neste caminho rumo ao Natal, a vela acesa sobre o altar convida-nos a fazer o oposto. A luz de Cristo não brilha para quem vive de cálculos políticos ou de aparências espirituais. O Natal é o mistério da Verdade que se faz carne. Para acolher o Menino, precisamos de descer do pedestal da nossa arrogância intelectual e do nosso medo de nos comprometermos.

Muitas vezes, Deus envia-nos “Joões Batistas” — sinais, pessoas, acontecimentos — para nos preparar. Se recusamos reconhecer a autoridade de Deus nas pequenas coisas do dia-a-dia, como poderemos reconhecê-Lo quando Ele vier na humildade de uma manjedoura?

Não sejamos como os anciãos que respondem “não sabemos” por conveniência. Que a nossa preparação para o Natal seja marcada pela coragem da fé. Diante da Bíblia aberta e da luz que tremula, perguntemos a nós mesmos: Estou disposto a aceitar a autoridade de Jesus na minha vida, mesmo que isso mude os meus planos?

O Natal acontece quando paramos de discutir a autoridade de Deus e passamos a adorar a Sua presença.


Oração

Senhor Jesus, Luz do mundo e Verdade eterna,

Diante do Teu altar e da Tua Palavra, coloco o meu coração. Afasta de mim o espírito calculista dos que têm medo de perder o controlo. Dá-me a humildade para reconhecer os sinais da Tua presença na minha vida, tal como João Batista os apontou.

Não permitas que eu me esconda atrás de dúvidas convenientes ou de silêncios cobardes. Que neste Natal, a Tua autoridade não seja um peso, mas o alicerce da minha paz. Que eu Te acolha não apenas como um mestre, mas como o meu Senhor e Salvador.

 

 

12 14 Domingo Mt 11, 2-11 «És tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus

Naquele tempo, João Batista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos: «És Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?». Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa Nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo». Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta. É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

REFLEXÃO

João Batista, no cárcere e em dúvida, manda perguntar a Jesus: «És Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?» É a pergunta que muitos fazem nos momentos de escuridão, quando a fé vacila.

A resposta de Jesus não é um «sim» teórico, mas um convite a olhar para os sinais concretos: os cegos veem, os coxos andam, os surdos ouvem e os pobres recebem a Boa Nova. Ele não apresenta credenciais, mas transformações. O Reino não chega com discursos, mas com gestos que libertam e dignificam a vida humana.

Depois, Jesus faz um elogio surpreendente a João: «Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior». Mas acrescenta: «O menor no Reino dos Céus é maior do que ele». Porquê? Porque João era o Precursor, a voz que anunciava a chegada. Nós, batizados, já estamos dentro do mistério pascal de Cristo. Participamos não como anunciadores à distância, mas como membros do seu Corpo.

Este Evangelho interpela-nos: onde vemos hoje os sinais do Reino? Nas pequenas conversões, nas reconciliações, no serviço aos mais frágeis. Convida-nos a não esperar passivamente, mas a tornarmo-nos, nós mesmos, sinais vivos d’Aquele que veio, vem e virá.


Oração

Senhor, nos momentos de dúvida, ajuda-nos a ver o Teu Reino nas transformações concretas: na cura, na dignidade e na Boa Nova aos pobres.Pela graça do Batismo, faz de nós membros ativos do Teu Corpo. Que a nossa vida seja um sinal vivo de Ti, que vieste, vens e virás. Amém.

12 13 Sábado Mt 17, 10-13 «Elias já veio e não o reconheceram»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Ao descerem do monte, os discípulos perguntaram a Jesus: «Porque dizem os escribas que Elias tem de vir primeiro?» Jesus respondeu-lhes: «Certamente Elias há de vir para restaurar todas as coisas. Eu vos digo, porém, que Elias já veio; mas, em vez de o reconhecerem, fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem será maltratado por eles». Então os discípulos compreenderam que Jesus lhes falava de João Batista.
Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

O Advento e a Arte de Reconhecer

Este trecho do Evangelho de São Mateus situa-nos num momento de transição: os discípulos descem do Monte Tabor, onde presenciaram a glória da Transfiguração, para regressarem à realidade do dia a dia. É precisamente neste “descer à terra” que encontramos uma das chaves mais profundas para viver o Advento: a capacidade de reconhecer Deus na simplicidade e na profecia.

A questão sobre Elias revela a ansiedade da espera. O povo de Israel sabia que Elias devia voltar para “restaurar todas as coisas” antes da chegada do Messias. Jesus, com a Sua autoridade divina, confirma que essa profecia já se cumpriu na figura de João Batista.

O Drama do Não-Reconhecimento

O ponto central e doloroso deste texto é a frase de Jesus: «Elias já veio; mas, em vez de o reconhecerem, fizeram-lhe tudo o que quiseram».

Aqui reside o grande alerta para o nosso Advento. João Batista, o Precursor, veio com um estilo de vida austero e uma mensagem radical de conversão. Ele não veio com o poder político ou o brilho que os escribas esperavam, mas com a verdade que incomoda. Porque a sua aparência e o seu apelo à mudança não coincidiam com as expectativas humanas, ele foi ignorado e, pior, eliminado.

Advento é limpar o olhar

Viver o Advento não é apenas esperar que o Natal chegue no calendário; é treinar o olhar interior para reconhecer Jesus que já vem ao nosso encontro de formas inesperadas.

  • A Cegueira das Expectativas: Tal como os contemporâneos de João não o reconheceram porque estavam presos às suas próprias ideias de como Deus deveria agir, nós corremos o risco de passar este Advento distraídos pelas luzes exteriores, falhando em ver Cristo no pobre, no doente, ou no silêncio da oração.
  • A Preparação pelo Sofrimento: Jesus liga o destino de João ao Seu próprio destino («Assim também o Filho do homem será maltratado»). O Advento recorda-nos que o Menino que nasce em Belém é o mesmo Cristo que se entrega na Cruz. A “restauração” que Deus traz não é mágica; ela passa pela humildade, pela entrega e, muitas vezes, pela incompreensão do mundo.

Conclusão

Este Evangelho convida-nos a uma vigilância ativa. João Batista preparou o caminho endireitando as veredas tortuosas do coração humano. Que neste Advento, não cometamos o erro dos escribas. Que tenhamos a humildade de reconhecer os “sinais de Elias” na nossa vida — os apelos à conversão, à justiça e à simplicidade — para que, quando o Senhor chegar, Ele encontre em nós uma casa acolhedora e não um coração fechado.

12 12 Sexta Mt 11, 16-19 Não ouvem João nem o Filho do homem

 

 

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem poderei comparar esta geração? É como os meninos sentados nas praças, que se interpelam uns aos outros, dizendo: ‘Tocámos flauta e não dançastes; entoámos lamentações e não chorastes’. Veio João Batista, que não comia nem bebia, e dizem que tinha o demónio com ele. Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores’. Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

Reflexão em Estilo Lectio Divina – A Sabedoria e o Discernimento

EVANGELHO: Mateus 11, 16-19 – «Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras»—–I. Lectio (Leitura e Escuta)

Jesus coloca-nos diante de um espelho, questionando a atitude de «esta geração». A imagem que usa é a de crianças sentadas nas praças, a recusarem-se a participar em qualquer jogo, seja ele de alegria (tocámos flauta e não dançastes) ou de dor (entoámos lamentações e não chorastes). A indiferença, o não-compromisso, é a queixa central.

Esta recusa reflete-se na receção dos dois grandes mensageiros de Deus. João Batista, o asceta, o austero, é rejeitado por ser demasiado radical: «dizem que tinha o demónio com ele». O Filho do Homem, Jesus, que encarna a misericórdia e a proximidade, partilhando a mesa com todos, é rejeitado por ser demasiado mundano: «É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores». A geração não aceita a salvação em nenhuma das suas formas.

A conclusão de Jesus é um raio de luz: «Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras». A verdade da mensagem de Deus não se baseia na aceitação ou crítica humana, mas na sua intrínseca bondade e no fruto que produz.Meditatio (Meditação e Ligação ao Natal)

O Advento é um tempo de discernimento para a nossa própria geração. Somos, muitas vezes, como as crianças da praça: recusamo-nos a dançar quando Deus nos convida à alegria simples (o nascimento do Menino), e recusamo-nos a chorar quando Ele nos chama à conversão e à solidariedade (a austeridade de João Batista). Queremos um Deus moldado à nossa imagem, um Messias que confirme os nossos preconceitos e não o que nos desafia.

A meditação convida-nos a examinar a nossa resistência. Qual é o estilo de Jesus que mais nos incomoda? A Sua proximidade aos pecadores? A Sua exigência de radicalidade? A Sua capacidade de quebrar os nossos esquemas? Se o Natal for apenas uma festa de emoções, e não um encontro com o Verbo que Se fez carne — que come e bebe, que trabalha e sofre —, estaremos a rejeitá-l’O.

O Pastor que vem ao nosso encontro (o Advento) traz consigo tanto a flauta do Evangelho (a Boa-Nova) quanto a lamentação do arrependimento. Estaremos dispostos a acolher as duas? O nosso coração, frequentemente endurecido pela crítica e pela rigidez, deve converter-se à flexibilidade da fé. A Sabedoria de Deus é sempre a Verdade, e essa Verdade é revelada nas Suas obras de amor, quebram barreiras e condenam a hipocrisia.

III. Oratio (Oração)

Senhor Jesus Cristo, Sabedoria de Deus encarnada,
liberta-nos do espírito de crítica e da dureza de coração.
Reconhecemos que muitas vezes só Te queremos segundo o modelo que nos agrada:recusamos a simplicidade e a pobreza da Manjedoura
porque preferimos a pompa e o conforto.

Concede-nos a graça do discernimento e da humildade
para acolhermos o Teu Reino em todas as suas manifestações:
no chamamento austero à conversão e na festa alegre da Tua misericórdia.

Que a Tua Vinda encontre em nós um coração flexível,
pronto para dançar à flauta da Tua alegria e chorar à lamentação do nosso pecado. Ámen.

12 11 Quinta Mt 11, 11-15 «Não apareceu ninguém maior do que João Batista»

….

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que ele. Desde os dias de João Batistaaté agora, o reino dos Céus sofre violência e são os violentos que se apoderam dele. Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João. É ele, se quiserdes compreender, o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos oiça»..

Palavra da salvação.

.REFLEXÃO ..

Jesus apresenta-nos um dos elogios mais radicais do Evangelho. Afirma em verdade: «em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista». João, o profeta da austeridade e da voz no deserto, é o culminar de toda a Lei e dos Profetas, o ponto de viragem da história da salvação. O seu papel é o de Elias que estava para vir, o mensageiro que prepara o caminho..

Contudo, esta grandeza humana, firmada na missão profética, é imediatamente relativizada pelo paradoxo do Reino: «Mas o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que ele». O Reino não se mede pela missão terrena ou pelo heroísmo ascético, mas pela pertença a Cristo e a vivência da Sua graça..

Em seguida, Jesus introduz uma imagem perturbadora, que é a chave da nossa resposta: «Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos Céus sofre violência e são os violentos que se apoderam dele». Esta violência não é física, mas espiritual; é a determinação, a urgência, a radicalidade de quem rompe com a inércia e as convenções para agarrar o dom do Reino. O Senhor fecha a passagem com uma exortação solene: «Quem tem ouvidos oiça», chamando-nos ao discernimento da Sua Palavra…

O Advento é o tempo de reavaliarmos a nossa própria “violência” e “grandeza” à luz da Palavra..

A grandeza de João reside em ter sabido desaparecer para que Cristo crescesse. Na nossa preparação para o Natal, somos desafiados a praticar esta mesma humildade: esvaziar-nos do nosso eu, dos nossos planos e certezas, para que Jesus possa nascer e estar no centro das nossas vidas. O louvor a João recorda-nos o valor da fidelidade radical no nosso próprio chamamento..

O paradoxo do menor que é maior é a lógica da Encarnação. O menor no Reino dos Céus tem o privilégio de viver a partir do dentro da Nova Aliança, após a Vinda e o Mistério Pascal de Cristo. A nossa pertença ao Reino, que celebramos no Natal, é um dom de graça que supera qualquer mérito ou grandeza humana. Somos chamados a ser o “mais pequeno” para nos tornarmos “maiores” em Cristo..

A violência do Reino é o chamamento à urgência. Não é permitido adiar a conversão. O Reino não é para os indecisos, mas para aqueles que, com o fervor de João Batista, rompem com o comodismo, o pecado e a tibieza para tomar posse da alegria e da justiça que Cristo traz. Esta violência é a força do amor contra o pecado, o esforço determinado da oração contra a distração. O Messias do Natal virá para aqueles cujos corações não se contentam com a mediocridade, mas O buscam com um zelo ardente, prontos a fazer o esforço para endireitar o caminho…

Oração

Senhor Jesus Cristo, Verbo de Deus,
Tu que louvaste a grandeza e a radicalidade de João Batista,.
e nos revelaste o mistério do Reino que se apodera dos corações ardentes,.
Dá-nos a humildade para reconhecermos que a nossa verdadeira grandeza.reside na pertença ao Teu Reino e não nos nossos feitos.

12 Mt 11, 11-15 «Não apareceu ninguém maior do que João Batista»

12 10 Quarta Mt 11, 28-30 «Vinde a Mim, todos os oprimidos

.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO .

Caríssimos, o Advento, que devia ser tempo de paz, muitas vezes se transforma numa corrida, cheia de pressa, compras e mil responsabilidades. É neste cansaço que a voz de Jesus, no Evangelho, soa como um bálsamo: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.»..

Jesus não é um observador distante. Ele sabe o peso que carregamos. O nosso cansaço não é só físico; é o peso das preocupações diárias, dos conflitos que não resolvemos, da culpa pelos erros passados e, principalmente, do jugo do orgulho – aquela ideia de que temos de ser super-heróis, de que temos de fazer tudo sozinhos. Este é o fardo mais pesado..

O Seu convite é simples, mas radical. Ele não nos diz: “Vinde e trabalhai mais.” Ele diz: “Vinde e descansai.”.

O “jugo suave” que Ele nos oferece é o Amor. Viver na Sua Vontade, mesmo que exija esforço, é mais leve do que viver na escravidão das nossas preocupações e do nosso ego. A preparação para o Natal é, portanto, um ato de humildade: entregar a Jesus os nossos fardos e aceitar que é Ele quem nos salva…

Ao fazê-lo, encontramos o verdadeiro repouso e a força para esperar. O Natal é o nascimento deste Alívio. É a certeza de que Deus vem ao nosso encontro, não para nos carregar, mas para nos aliviar. Que este Advento seja um tempo para largarmos o que nos oprime e abraçarmos a Sua paz.—–Oração para o Advento..

ORAÇAO

Senhor Jesus, manso e humilde de coração, a minha alma está cansada. Neste Advento, peço a graça de Te entregar os meus fardos: o peso das minhas ansiedades, das minhas culpas e, sobretudo, o meu orgulho. Ensina-me a aceitar o Teu jugo suave, para que eu encontre em Ti o verdadeiro descanso e a alegria de Te esperar. Ámen.—–Sugestão de Imagem

12 09 Mt 18, 12-14 Deus não quer que se percam os humildes.

12 09 Mt 18, 12-14 Deus não quer que se percam os humildes.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada? E se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam. Assim também, não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos».

Palavra da salvação.

REFLEXÃO 

..A Palavra de Jesus, neste trecho de Mateus, é uma parábola de urgência e predileção. O cenário é simples: um homem, um rebanho de cem, e a perda de apenas uma. A reação do Pastor desafia a lógica humana: em vez de se contentar com as noventa e nove seguras, Ele deixa os montes e parte em busca da única que se tresmalhou. A missão não tem fim até ao reencontro. A alegria desta recuperação supera a satisfação pela segurança das que não se perderam..

Jesus conclui com uma declaração teológica profunda, que é a certeza de todo o Advento: «Assim também, não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos». Esta frase é a justificação do Natal: Deus não é um contabilista, mas um Pastor cujo amor é focado e radicalmente pessoal. Ele não descansa enquanto o perdido não for encontrado….

O Advento é o tempo em que o Pastor decide deixar o Seu lugar seguro, o esplendor da Sua Divindade, para se fazer um de nós e procurar-nos na escuridão dos nossos “montes”. O nascimento de Jesus em Belém, na humildade da manjedoura, é o cumprimento desta parábola. Ele, o Verbo Eterno, desce à nossa “terra tresmalhada” para nos resgatar.

Esta meditação convida-nos a identificarmo-nos com a ovelha perdida. Em que “montes” da minha vida me sinto tresmalhado? É no excesso de trabalho, na ansiedade, na mágoa não resolvida, na superficialidade da rotina? A Palavra garante que, precisamente aí, Jesus, o Bom Pastor, está em busca..

O ponto fulcral desta passagem é a alegria do Pastor. Ele não nos encontra com recriminação, mas com alegria. A nossa conversão, o nosso regresso à vida, é a Sua maior felicidade. O Natal não é apenas a celebração de um nascimento histórico; é a celebração do reencontro: Deus que Se alegra por nos ter encontrado de novo. O nosso dever de Advento é simplificar o nosso coração para sermos reconhecidos como um desses pequeninos aos quais o Pai dedica a Sua Vontade inabalável de salvação..

III. Oratio (Oração).

Senhor Jesus Cristo, Bom Pastor que nos chamas pelo nome,.agradecemos-Te porque não Te conformas com a nossa perda,.e porque a Tua Vontade, manifestada em Belém, é a nossa salvação..
Desperta em nós o sentido de sermos o pequenino que precisa de ser encontrado.

Concede-nos a humildade de reconhecer os “montes” onde nos tresmalhámos,…e a coragem de responder ao Teu clamor que nos chama de volta.Que a Tua alegria por nos encontrar seja a luz do nosso Advento,e que a nossa vida, reencontrada, Te glorifique. Ámen.

12 09 Terca feira : Isaías 40, 1-11 – A Voz da Consolação;II. SALMO RESPONSORIAL: Salmo 95 (96), 1-2. 3 e 10ac. 11-12.III. EVANGELHO: Mateus 18, 12-14 – O Cuidado com os Mais Pequenos (A Ovelha Perdida)

I. LEITURA I: Isaías 40, 1-11 – A Voz da Consolação
1. Contexto e Resumo

Categoria Detalhe
Contexto O Livro da Consolação de Isaías (Caps. 40-55). Escrito no Exílio da Babilónia, quando o povo estava desanimado e sem esperança.
Mensagem Central O Profeta anuncia o fim do exílio. Jerusalém deve preparar-se para o regresso de Deus. A “voz” (que será João Batista no Evangelho) manda “preparar no deserto um caminho para o Senhor”.
Ideias-Chave Consolai, consolai o meu povo; O seu serviço \[a sua pena\] está cumprido; O nosso Deus virá com poder; A imagem do Pastor que apascenta o rebanho com ternura.

2. Aplicação Prática e Visualização

A profecia de Isaías exige a Conversão como Arquitetura Espiritual (endireitar os caminhos) e desperta a Esperança na Ternura de Deus.

 

Aspecto Prático Visualização
Conversão Identificar um obstáculo/uma “curva” no meu coração (orgulho, ressentimento, autossuficiência) e tomar a decisão de o endireitar esta semana.
Consolação Ser a “voz que consola” no meu ambiente, procurando ativamente uma  que esteja a passar por um momento de desânimo ou “exílio” (solidão, crise de fé).
Imagem de Deus Visualizar Jesus como o Pastor terno que leva os cordeiros ao colo (Is 40, 11).

 

II. SALMO RESPONSORIAL: Salmo 95 (96), 1-2. 3 e 10ac. 11-12. 13 – O Cântico Novo da Esperança

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1. Contexto e Resumo

Categoria Detalhe
Contexto Salmo que celebra a soberania universal de Deus. É um convite à aclamação e à alegria pela Sua Vinda.
Mensagem Central A criação inteira é convidada a louvar o Senhor. A alegria do Advento é um cântico novo pela certeza de que “o Senhor reinará” e trará a justiça e a fidelidade.
Refrão O Senhor fez maravilhas.

2. Aplicação Prática e Visualização

A alegria da Vinda do Senhor deve ser manifestada publicamente.

 

Aspecto Prático Visualização
Alegria Reservar um momento para o Louvor ativo (não apenas súplica) a Deus esta semana, reconhecendo as Suas “maravilhas” na minha vida.
Anúncio Dar testemunho da minha fé (o “Cântico Novo”) com palavras ou ações, para que a “salvação seja conhecida entre as nações”.
Imagem Visualizar o céu e a terra a exultarem de alegria (v. 11), numa manifestação cósmica pela chegada do Rei.

III. EVANGELHO: Mateus 18, 12-14 – O Cuidado com os Mais Pequenos (A Ovelha Perdida)

1. Contexto e Resumo

Categoria Detalhe
Contexto Inserido no discurso de Jesus sobre a comunidade (Cap. 18 de Mateus), onde o tema central é a humildade e o cuidado com os “pequenos” (os que têm fé simples e os que são marginalizados ou caídos).
Mensagem Central A Parábola da Ovelha Perdida é usada para mostrar o infinito valor dos pequeninos para Deus. Deus não quer que “se perca um só destes pequeninos”.
Ideias-Chave A alegria do Pastor ao encontrar a única ovelha perdida; o valor de Um; a Vontade de Deus é a Salvação de todos, especialmente dos que estão em risco.

2. Aplicação Prática e Visualização

O Advento é o tempo de ir ao encontro da “ovelha perdida” na nossa vida e comunidade.

 

Aspecto Prático Visualização
Missão Identificar quem na minha família ou grupo de amigos se “afastou” (da fé, da comunidade, do convívio, da esperança). Fazer um gesto concreto de procura ativa (uma chamada, uma visita) esta semana.
Vontade de Deus Meditar na alegria do Pastor e na Vontade de Deus que não quer a perda de nenhum dos “pequenos”.
Imagem Visualizar o Pastor (Jesus) a deixar as 99 e a sair na noite ou no deserto, com a lanterna na mão, à procura de Person, o “pequenino”.

Oração de Conclusão

Senhor Jesus, Pastor de Israel, a Tua Vinda é Consolação e Caminho. Dá-nos a graça de endireitar as veredas do nosso coração para acolhermos o Teu Reino. Que, pela intercessão de João Batista, a Voz que clama, saibamos sair do nosso conforto para procurar e cuidar do “pequenino” ou da “ovelha perdida” que Tu nos confiaste. Que o nosso Advento seja um tempo de vigilância alegre e de serviço humilde. Ámen.

12 08 Segunda  Lc 1, 26-38 «Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo»

 

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
o Anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José.
que era descendente de David.
O nome da Virgem era Maria.
Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:
«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo»..
Ela ficou perturbada com estas palavras.
e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo:
«Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,.
a quem porás o nome de Jesus..
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;.
reinará eternamente sobre a casa de Jacob.e o seu reinado não terá fim»..
Maria disse ao Anjo:..
«Como será isto, se eu não conheço homem?»..O Anjo respondeu-lhe:«O Espírito Santo virá sobre ti.e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.

Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus..
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice.
e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril;.porque a Deus nada é impossível»..
Maria disse então:.
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra»..

Palavra da salvação.

REFLEXÃO

A nossa caminhada de Advento, tempo de espera e vigilância, detém-se na cena da Anunciação, o momento fundacional do Natal. O Anjo Gabriel é enviado a uma Virgem em Nazaré, Maria. A saudação é o ponto de viragem: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Não é uma simples cortesia, mas a revelação da presença radical de Deus nela..

A reação de Maria é a primeira e mais humana lição: ficou perturbada… e pensava que saudação seria aquela. Onde Deus irrompe, há sempre a surpresa e o temor. O anjo acalma-a (Não temas) e revela a missão: conceber Jesus, o Filho do Altíssimo, cujo Reino será eterno. Perante o “como” divino, Maria não duvida da promessa, mas da via humana: «Como será isto, se eu não conheço homem?». A resposta do anjo aponta para o mistério: a ação do Espírito Santo, e a confirmação em Isabel, culminando na certeza absoluta: «porque a Deus nada é impossível». A nossa reflexão deve terminar no Sim incondicional de Maria: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».II. Meditatio (Meditação e Ligação ao Advento).

A Meditação leva-nos ao coração do nosso próprio Advento. Maria, a “cheia de graça”, ensina-nos que a preparação para o Natal é, antes de tudo, uma preparação para a presença. Ela não estava à espera do Anjo; estava na sua rotina, mas o seu coração estava desimpedido. O Advento convida-nos a limpar a “casa” da nossa alma não para que o Senhor entre (Ele já está), mas para que a Sua presença seja reconhecida..

A pergunta de Maria, «Como será isto?», é a nossa própria pergunta perante a Vontade de Deus que desconcerta os nossos planos. É a dúvida da razão perante o impossível da fé. A resposta — «o Espírito Santo virá sobre ti» — recorda-nos que a fé não se baseia na nossa capacidade, mas na força de Deus. O nosso Advento não é um esforço humano de perfeição, mas um deixar que o Espírito Santo nos “cubra com a Sua sombra”, transformando o nosso impossível no possível de Deus. O verdadeiro “milagre” do Natal é este: a nossa fragilidade (a manjedoura) torna-se o trono para a glória de Deus..

O Sim de Maria é a chave. Não um consentimento resignado, mas um ato de liberdade radical, que torna possível a encarnação. O Advento é o tempo para praticarmos o nosso próprio fiat em situações concretas: Sim à paciência, Sim ao perdão, Sim à simplicidade..

Oratio (Oração).

Senhor Jesus, Verbo de Deus feito Carne,.
pela intercessão de Maria, Tua Mãe e nossa Mestra,
desperta em nós o espírito de disponibilidade e a humildade.
Muitas vezes ficamos perturbados pelos Teus chamamentos inesperados..
Dizemos que confiamos em Ti, mas perguntamos: «Como será isto?».
Pedimos-Te a graça de não temer a Tua Vinda,.
e de acolher o Espírito Santo que, como sombra poderosa,
quer cobrir-nos e gerar em nós os frutos da Tua vida.

12 07 Domingo Mt 3, 1-12 «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus».

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naqueles dias, apareceu João Batista a pregar no deserto da Judeia, dizendo: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». Foi dele que o profeta Isaías falou, ao dizer: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’». João tinha uma veste tecida com pêlos de camelo e uma cintura de cabedal à volta dos rins. O seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre. Acorria a ele gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região do Jordão; e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. Ao ver muitos fariseus e saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Praticai ações que se conformem ao arrependimento que manifestais. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores. Por isso, toda a árvore que não dá fruto será cortada e lançada ao fogo. Eu baptizo-vos com água, para vos levar ao arrependimento. Mas Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu e não sou digno de levar as suas sandálias. Ele batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo. Tem a pá na sua mão: há de limpar a eira e recolher o trigo no celeiro. Mas a palha, queimá-la-á num fogo que não se apaga»..
Palavra da salvação.

REFLEXÃO….

. Preparai o Caminho!

Leitura (Lectio): No Evangelho deste Segundo Domingo do Advento (Mt 3:1-12), escutamos a voz poderosa de João Batista que ressoa no deserto da Judeia. Sua mensagem é direta e urgente: “Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus“. Ele é “a voz que clama no deserto”, profetizada por Isaías, chamando a preparar o caminho do Senhor. João vive com radical simplicidade, vestindo pêlos de camelo e alimentando-se de gafanhotos e mel silvestre. As pessoas acorrem a ele, confessando pecados e sendo batizadas no Jordão. No entanto, sua pregação não é suave. Dirige-se com severidade aos fariseus e saduceus, chamando-os de “raça de víboras” e exigindo “frutos” de conversão, não apenas linhagem ou rituais vazios. Anuncia Aquele que vem depois dele, mais forte, que batizará “no Espírito Santo e no fogo”, e que, com a pá na mão, separará o trigo da palha.

Esta leitura é iluminada pela primeira leitura de Isaías (Is 11:1-10), que pinta o retrato do Messias esperado: um rebento do tronco de Jessé, sobre quem repousa o Espírito do Senhor. Ele será um rei de justiça e paz, um juiz para os pobres e humildes, que inaugurará uma era de reconciliação cósmica, onde “o lobo viverá com o cordeiro”. São Paulo, na segunda leitura (Rm 15:4-9), convida-nos a acolher-nos uns aos outros como Cristo nos acolheu, alimentando a mesma esperança que vem das Escrituras.

Meditação (Meditatio): O “deserto” onde João Batista prega é mais do que um lugar geográfico. É o espaço interior de austeridade, silêncio e verdade onde nos confrontamos com o essencial. O Advento convida-nos a ir a este deserto.

A conversão (em grego, metanoia) que João exige é uma mudança radical de mentalidade e de direção na vida. Não é um mero sentimento de culpa, mas uma reorientação ativa da existência para acolher o Reino de Deus que está próximo. No contexto da época, a mensagem de João era um choque para uma religiosidade estabelecida que, por vezes, confiava mais na pertença ao povo eleito (“Abraão é nosso pai”) do que numa vida coerente com a Aliança. João desafia essa segurança: “Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão”. A autenticidade da fé prova-se nos “frutos”, nas ações concretas.

O batismo de água de João era um sinal deste arrependimento, mas ele aponta para um batismo superior, no “Espírito Santo e no fogo”, trazido por Jesus. O fogo simboliza tanto a purificação que destrói a palha do pecado, como o entusiasmo do Espírito que inflama os corações. A imagem do machado à raiz da árvore e da pá que limpa a eira fala de urgência e discernimento: o tempo da preparação é agora, e a vinda do Senhor trará um julgamento que separa o que é essencial (o trigo) do que é supérfluo e vazio (a palha).

Oração (Oratio): Senhor Deus, que enviastes João Batista para preparar os caminhos do vosso Filho, dai-nos a graça de escutar, hoje, a sua voz no deserto dos nossos dias. Concedei-nos um coração verdadeiramente arrependido, capaz de reconhecer os nossos caminhos tortuosos. Despertai em nós o desejo sincero de conversão, não de palavras, mas de frutos de justiça, de misericórdia e de paz. Fazei que o fogo do vosso Espírito purifique as nossas intenções e nos aqueça com a esperança da vossa vinda. Ajudai-nos a acolher-nos uns aos outros como Cristo nos acolhe, para que, endireitando as veredas das nossas vidas, possamos receber Aquele que batiza no Espírito Santo. Nós vo-lo pedimos, pela intercessão do Precursor. Amém.

Contemplação (Contemplatio): Contemplar a figura austera e apaixonada de João Batista. Ver a multidão que, movida por um anseio profundo, deixa a cidade e vai ao deserto em busca de sentido e de um novo início. Sentir a água fria do Jordão como símbolo do desejo de purificação. Ouvir o eco do seu grito: “Preparai o caminho!” E deixar que este apelo ecoe nos vales das nossas indiferenças e nos altos montes do nosso orgulho. Contemplar, já ao longe, Aquele que vem, portador do Espírito e do fogo, cumprimento da esperança de Isaías, que traz a justiça suave como a faixa nos rins e a paz reconciliadora entre o lobo e o cordeiro.

Ação (Actio) – Para o Aqui e Agora: O apelo de João Batista é intemporal, mas ressoa com desafios específicos no nosso presente. Descobrimos os nossos “desertos” modernos na solidão urbana, no ruído digital que nos impede de escutar, na ansiedade que nos afasta do essencial. A nossa “conversão” para hoje pode significar:

  • Endireitar veredas nas relações: Praticar o acolhimento e o perdão concretos, como Paulo recomenda, especialmente em ambientes familiares e sociais marcados pela polarização e intolerância.

  • Dar frutos de justiça: Como o Messias de Isaías que defende os pobres e oprimidos, a nossa fé deve traduzir-se em ações que promovam a dignidade humana, a equidade e a compaixão para com os mais vulneráveis.

  • Rejeitar a religiosidade vazia: Examinar se não confiamos mais em “rótulos” (ser católico, praticante) do que numa busca humilde e constante da vontade de Deus, que se manifesta no serviço aos irmãos.

  • Criar espaços de deserto: Buscar momentos de silêncio e oração neste tempo de Advento, para escutar a Palavra e discernir o que, em nossa vida, é trigo a guardar e palha a queimar.


Pequena Oração Pré-Natalícia

Ó Menino Deus, que estais prestes a chegar na fragrância do heno e no brilho da estrela,
nós, que ainda caminhamos na espera do Advento,
preparamos para Vós não um berço de madeira, mas o presépio do nosso coração.

Vinde limpar a eira da nossa alma com a pá do vosso amor.
Afastai a palha da pressa, do consumismo e da indiferença que tantas vezes nos envolve.
Reuni, como trigo precioso no celeiro, a nossa atenção aos que sofrem,
a nossa paciência em família, a nossa alegria simples de quem sabe esperar.

Ajudai-nos a endireitar, nestes dias, o caminho por onde haveis de entrar:
um caminho de portas abertas à reconciliação, de estradas niveladas pela justiça,
e de veredas iluminadas pela esperança de que, em cada noite de Natal,
renasce a possibilidade da Paz.

Vinde, Senhor Jesus, despertai-nos do sono da rotina.
Fazei do nosso tempo de espera uma vigília ativa e alegre,
para que, quando surgirdes na humildade de Belém,
nosso “sim” de acolhida seja tão genuíno como o dos pastores e tão cheio de fé como o de Maria.

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12 06 Sábado (Mt 9, 35 – 10, 1. 6-8).Compaixão de Jesus e a missão dos doze

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 9, 35 – 10, 1. 6-8).

.Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades
Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor…..
Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».Depois chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.. .Jesus deu-lhes também as seguintes instruções: «Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».

​..1. Lectio (Leitura e Escuta)

A Palavra de hoje (Mt 9, 35 – 10, 1. 6-8) desenha o Messias que o Advento nos convida a acolher. Jesus não é um Mestre distante, mas um Mestre que caminha (“percorria todas as cidades e aldeias”). O Seu ensino e as Suas curas não são apenas atos isolados, mas a pregação ativa do reino. O ponto de viragem do Evangelho é o Seu olhar: «Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor.» Este olhar é o motor de toda a Sua missão. Escutar esta passagem no Advento é reconhecer que a Vinda de Deus (o Natal) nasce da compaixão pelo nosso cansaço e pela nossa orfandade espiritual.

2. Meditatio (Meditação e o Nascimento do Senhor)

A compaixão de Jesus é mais do que um sentimento; é uma urgência missionária. Ele não Se limita a sentir; age imediatamente ao confrontar os discípulos com a realidade: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.» O Natal, ao trazer-nos o Verbo Encarnado, é a maior manifestação desta compaixão, pois Deus desce até à nossa fragilidade para nos pastorear…

O Menino no presépio é a resposta de Deus à multidão fatigada e abatida. A nossa preparação para o Natal deve refletir esta compaixão. Como podemos ser “trabalhadores” na seara do Senhor neste tempo? A conversão do Advento é uma conversão da indiferença para a compaixão. Não podemos esperar pelo nascimento de Jesus de braços cruzados enquanto a “seara” (os nossos vizinhos, os nossos irmãos) está pronta a ser colhida.
O envio dos Doze com o poder de «Curai os enfermos… proclamai que está perto o reino dos Céus» não é apenas histórico; é um imperativo para a nossa vida de fé. A melhor maneira de preparar o caminho do Senhor é ser, nós próprios, a Sua compaixão em ação: curar as feridas dos outros com a nossa caridade, ressuscitar a esperança com o nosso testemunho, e proclamar a Boa Nova de que Deus está perto.

3. Oratio e Contemplatio (Oração e Fruto)

A ordem final, «Recebestes de graça, dai de graça», ilumina o verdadeiro espírito natalício. O Advento é a espera do Dom, e o Natal é a sua entrega. O nosso coração deve preparar-se para receber o Amor e, imediatamente, dar este Amor. O fruto da nossa oração é o impulso para a missão. Contemplar o presépio é contemplar Aquele que, sem pastor, Se fez nosso Pastor e nos enviou. Pedimos a Deus que aumente a nossa compaixão para que a nossa fé seja um serviço ativo e gratuito.

Oração do Advento

Senhor Jesus Cristo, Pastor de almas fatigadas,
Neste Advento, pedimos o dom do Teu olhar:
Olha a nossa vida e as multidões à nossa volta com a mesma compaixão que Te moveu.
Desperta em nós o desejo de sermos trabalhadores na Tua seara,
para que não fiquemos parados, mas anunciemos, com a nossa vida,
que o Reino dos Céus está perto.
Dá-nos a generosidade de darmos de graça o que de graça recebemos.
Que a Tua Vinda nos encontre em plena missão, a curar as feridas do mundo
e a apontar para a Luz do Natal.
Ámen.

12 05 sexta  Mt 9, 27-31 Dois cegos acreditam em Jesus e são curados

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus pôs-Se a caminho e seguiram-n’O dois cegos, gritando: «Filho de David, tem piedade de nós». Ao chegar a casa, os cegos aproximaram-se d’Ele. Jesus perguntou-lhes: «Acreditais que posso fazer o que pedis?» Eles responderam: «Acreditamos, Senhor». Então Jesus tocou-lhes nos olhos e disse: «Seja feito segundo a vossa fé». E abriram-se os seus olhos. Jesus advertiu-os, dizendo: «Tende cuidado, para que ninguém o saiba». Mas eles, quando saíram, divulgaram a fama de Jesus por toda aquela terra.

Palavra da salvação..

REFLEXÃO.

  1. Lectio (Leitura e Escuta)

A Palavra de Jesus ressoa no coração da nossa espera do Advento. O Evangelho apresenta-nos dois cegos que O seguem, insistentemente: «Filho de David, tem piedade de nós.» Este clamor, vindo da escuridão, é o reconhecimento mais puro de que Jesus é o Messias esperado, a descendência real. Eles não O veem, mas sentem-n’O e clamam o Seu título. Este é o nosso ponto de partida no Advento: reconhecer que somos, em alguma medida, cegos, envolvidos nas trevas da rotina, da falta de perspetiva ou da incredulidade. O nosso Advento começa com a oração mais honesta: “Mestre, que eu veja!” A fé é a primeira visão..

  1. Meditatio (Meditação e o Nascimento do Senhor)

Jesus, que caminha em direção ao mistério da Sua Encarnação, não realiza a cura na rua, mas numa casa, o que simboliza o espaço do coração e da intimidade. Ele confronta a nossa liberdade antes de conceder o milagre: «Acreditais que posso fazer o que pedis?» A cura não é um ato de magia, mas um encontro que exige a nossa adesão total. Os cegos respondem com uma fé simples e radical: «Acreditamos, Senhor.» O Natal, o nascimento do Messias, é o momento em que a Luz de Deus irrompe no mundo. A nossa cegueira é a incapacidade de ver esta Luz na fragilidade de um presépio, na simplicidade do Menino. A verdadeira visão que o Advento prepara não é apenas a vista dos olhos, mas a visão do coração que discerne Deus no pequeno. A fé é a única condição para a chegada do Emanuel. Se acreditarmos que Ele pode curar a nossa cegueira existencial, Ele fá-lo-á. A escuridão da noite de Belém é iluminada pela luz que emana da fé – a casa do nosso coração deve estar acesa..

  1. Oratio (Oração e Diálogo)

«Então Jesus tocou-lhes nos olhos e disse: ‘Seja feito segundo a vossa fé’. E abriram-se os seus olhos.» A fé destes homens tornou-se visível. O Advento convida-nos a ir além da fé teórica, a procurar o toque concreto de Jesus na Eucaristia, na caridade e na Palavra. O toque de Jesus é o toque do Verbo, da Palavra que se faz carne e que ilumina a nossa escuridão. O nosso Natal será luminoso na medida da nossa fé ativa e empenhada. Pedimos a Deus que toque os nossos olhos, a nossa mente e o nosso coração para que vejamos o que Ele quer que vejamos: a necessidade do irmão, o silêncio da Sua presença e o caminho da Sua Vontade..

  1. Contemplatio/Actio (Contemplação e Ação)

A ordem final de Jesus – «Tende cuidado, para que ninguém o saiba» – é desobedecida pela alegria da cura. A fé autêntica transborda, é contagiosa e não pode ser contida. O Advento e o Natal são tempos de alegria contida na espera e de anúncio explosivo no cumprimento. O fruto da nossa oração é o impulso para anunciar o que vimos e experimentámos. A verdadeira luz do Advento acesa em nós não pode ser escondida. O milagre de ver leva-nos ao milagre de anunciar, transformando a nossa vida numa testemunha da Vinda do Senhor.—-

-Oração.

Senhor Jesus Cristo, Filho de David e Luz do Mundo,.

Neste tempo de Advento, em que nos preparamos para o Teu Natal, reconhecemos que muitas vezes andamos cegos pela rotina, pelo medo e pela superficialidade.

Cegueira que nos impede de ver a Tua Vinda nos sinais simples do amor e da justiça.

Clamamos a Ti: “Tem piedade de nós!”

Dá-nos a fé simples e total dos cegos do Evangelho, a fé que se entrega, para que, ao tocares os nossos olhos, a Tua luz dissipe toda a escuridão.

Que a nossa fé se torne a nossa visão, e que o nosso coração, agora iluminado, seja a casa humilde onde Tu possas nascer.

Que a alegria de Te acolhermos nos impulsione a ser, com a nossa vida, o Teu anúncio de salvação…

.12 05 sexta  Mt 9, 27-31 Dois cegos acreditam em Jesus e são curados

12 05 sexta  Mt 9, 27-31 Dois cegos acreditam em Jesus e são curados