05 05 Terca L 1: At 14, 19-28; Sl 144 (145), 10-11. 12-13ab. 21 Ev: Jo 14, 27-31a

 

Agenda Litúrgica – 2026-05-05

Terça-feira da semana V

Branco – Ofício da féria. Missa da féria, pf. pascal.


Reflexão: A Paz que o Mundo não Alcança

A passagem do Evangelho de João apresenta-nos um dos testamentos mais profundos de Jesus: a doação da Sua paz. No entanto, esta não é uma paz assente na ausência de conflitos ou no conforto material — categorias que o mundo utiliza para definir bem-estar. A paz de Cristo é uma disposição interior, uma “âncora” lançada na eternidade que permite ao coração humano permanecer firme, mesmo quando as estruturas externas estremecem.

Nas Actas dos Apóstolos, observamos a aplicação prática desta promessa. Paulo e Barnabé enfrentam tribulações, mas a narrativa não foca no sofrimento, e sim na consolação e no fortalecimento das comunidades. A paz recebida torna-se motor de missão. O Salmo 144 reforça esta dimensão, lembrando que a glória do Reino de Deus é eterna e a Sua proximidade é a fonte da nossa serenidade.

Aceitar esta paz exige um desprendimento das expectativas terrenas. Jesus avisa que o “príncipe deste mundo” se aproxima, mas ressalva que ele “nada pode” contra Quem está unido ao Pai. Para o crente, a paz é, portanto, um acto de confiança radical: saber que, independentemente da tempestade, a última palavra pertence ao Amor que venceu o mundo.

Guia de Leitura

Para aprofundar a meditação, considere os seguintes pontos:

  • Actos dos Apóstolos (14, 19-28): A tribulação como “porta” necessária; a paz como resiliência apostólica.
  • Salmo 144 (145): Identifique a bondade e fidelidade. A oração de louvor como antídoto para a ansiedade.
  • Evangelho de João (14, 27-31a): Distinção entre a paz do mundo e a paz de Cristo. “Não se perturbe o vosso coração”.

Missa

Antífona de entrada: Louvai o Senhor, todos os seus servos, pequenos e grandes, porque chegou a salvação e o poder e o reino de Cristo. Aleluia.

Oração Coleta

Senhor nosso Deus, que, em Cristo ressuscitado, nos renovais para a vida eterna, fortalecei em nós a fé e a esperança, para que nunca duvidemos do cumprimento das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo…

LEITURA I – At 14, 19-28

«Contaram à Igreja tudo o que Deus fizera com eles»

Naqueles dias, judeus de Antioquia e de Icónio aliciaram a multidão, apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade. Mas ele ergueu-se e entrou na cidade. Exortavam os discípulos a permanecerem firmes na fé, dizendo: «Temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». Contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.

SALMO RESPONSORIAL

Refrão: Aqueles que Vos amam, Senhor, proclamem a glória do vosso reino.

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas e bendigam-Vos os vossos fiéis.
O vosso reino é um reino eterno, o vosso domínio estende-se por todas as gerações.

EVANGELHO – Jo 14, 27-31a

«Dou-vos a minha paz»

Disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração… Vou partir, mas voltarei para junto de vós. O príncipe deste mundo nada pode contra Mim».
Palavra da salvação.

Aprofundamento: A Verdadeira Shalom

A paz de Cristo é a Shalom, uma plenitude interior que nasce da união com Deus. Esta consciência é vital para quem cuida diariamente da saúde e do equilíbrio; o seu corpo não é apenas matéria, é a casa de Deus. O Paráclito ajuda-nos a “re-cordar”: trazer de novo ao coração a paz de Cristo nos momentos de crise. Quando a dúvida surge, é o Espírito quem sussurra as promessas de Jesus.

Oração

“Senhor Jesus, obrigado pela Tua paz. Faz do meu coração a Tua morada e recorda-me que nunca estou sozinho. Que o Teu auxílio me dê sabedoria para cuidar do corpo com zelo e da mente com paz. Ámen.”

“`Liturgia diária

 

Agenda litúrgica

2026-05-05

 

Terça-feira da semana V

Branco – Ofício da féria.

Missa da féria, pf. pascal.

 

 

Reflexão: A Paz que o Mundo não Alcança

 

A passagem do Evangelho de João apresenta-nos um dos testamentos mais profundos de Jesus: a doação da Sua paz. No entanto, esta não é uma paz assente na ausência de conflitos ou no conforto material — categorias que o mundo utiliza para definir bem-estar. A paz de Cristo é uma disposição interior, uma “âncora” lançada na eternidade que permite ao coração humano permanecer firme, mesmo quando as estruturas externas estremecem.

Nas Actas dos Apóstolos, observamos a aplicação prática desta promessa. Paulo e Barnabé enfrentam tribulações, mas a narrativa não foca no sofrimento, e sim na consolação e no fortalecimento das comunidades. A paz recebida torna-se motor de missão. O Salmo 144 reforça esta dimensão, lembrando que a glória do Reino de Deus é eterna e a Sua proximidade é a fonte da nossa serenidade.

Aceitar esta paz exige um desprendimento das expectativas terrenas. Jesus avisa que o “príncipe deste mundo” se aproxima, mas ressalva que ele “nada pode” contra Quem está unido ao Pai. Para o crente, a paz é, portanto, um acto de confiança radical: saber que, independentemente da tempestade, a última palavra pertence ao Amor que venceu o mundo.

sus, diferente da paz mundana (ausência de conflitos ou conforto), é uma firme disposição interior, uma “âncora” na eternidade. O livro dos Atos mostra Paulo e Barnabé vivendo essa paz como motor da missão, sendo fortalecidos nas tribulações. O Salmo 144 reforça que a glória de Deus é a fonte dessa serenidade. Aceitar a paz de Cristo exige desprendimento terreno e confiança radical no Amor que vence o mundo, sabendo que o “príncipe deste mundo” nada pode contra quem está unido ao Pai.

 

Guia de Leitura

Para aprofundar a meditação, considere os seguintes pontos de cada texto:

 

Actos dos Apóstolos (14, 19-28): Repare como a tribulação é descrita como uma “porta” necessária para entrar no Reino. A paz aqui manifesta-se como resiliência apostólica.

 

Salmo 144 (145): Identifique os atributos de Deus — bondade e fidelidade. A oração de louvor é o melhor antídoto para a ansiedade.

 

Evangelho de João (14, 27-31a): Foque na distinção entre a paz do mundo (passageira e condicional) e a paz de Cristo (estável e gratuita). Note a exortação: “Não se perturbe o vosso coração”.

 

Sugestão de Imagem

Esta imagem ideal deve retratar o contraste entre a turbulência exterior e a serenidade interior, como uma árvore robusta cujas raízes são profundas o suficiente para suportar ventos fortes, ou um mar calmo sob um céu onde se dissipam nuvens carregadas.

 

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Missa

 

 

Antífona de entrada Ap 19, 5; 12, 10

Louvai o Senhor, todos os seus servos, pequenos e grandes,

porque chegou a salvação e o poder e o reino de Cristo. Aleluia.

 

Oração coleta

Senhor nosso Deus,

que, em Cristo ressuscitado, nos renovais para a vida eterna,

fortalecei em nós a fé e a esperança,

para que nunca duvidemos do cumprimento das vossas promessas.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus

e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,

por todos os séculos dos séculos.

 

LEITURA I At 14, 19-28

«Contaram à Igreja tudo o que Deus fizera com eles»

 

De terra em terra, Paulo e os companheiros vão anunciando a Palavra de Deus, a qual aumenta, dia a dia, o número dos discípulos do Senhor. Estes estabelecem chefes em cada Igreja que vão fundando e, por fim, retornam ao lugar donde tinham partido e dão parte à comunidade local das maravilhas que Deus, por meio deles, tinha operado, a maior das quais tinha sido a vocação dos pagãos ao Evangelho. Paulo torna-se realmente o Apóstolo dos gentios.

 

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, chegaram uns judeus de Antioquia e de Icónio, que aliciaram a multidão, apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto. Mas, tendo-se reunido os discípulos à sua volta, ele ergueu-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe. Depois de terem anunciado a boa nova a esta cidade e de terem feito numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia. Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque – diziam eles – temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor em quem tinham acreditado. Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília. Depois anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia. De lá navegaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar. À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé. Demoraram-se ali bastante tempo com os discípulos.

Palavra do Senhor.

 

SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 10-11.12-13ab.21 (R. cf. 12a)

Refrão: Aqueles que Vos amam, Senhor, proclamem a glória do vosso reino. Repete-se

Ou: Aleluia. Repete-se

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem e glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos; Refrão

 

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,

a glória e o esplendor do vosso reino.

O vosso reino é um reino eterno,

o vosso domínio estende-se por todas as gerações. Refrão

 

Cante a minha boca os louvores do Senhor

e todo o ser vivo bendiga eternamente

o seu nome santo. Refrão

 

ALELUIA cf. Lc 24, 46.26

Refrão: Aleluia Repete-se

 

Cristo tinha de sofrer e ressuscitar dos mortos

para entrar na sua glória. Refrão

 

A paz é o dom sempre ligado à pessoa de Jesus. “Paz” significa união, aliança, comunhão. Jesus, que na Paixão desce às profundezas do homem, humilhando-Se até à morte, e morte de cruz, será glorificado pelo Pai, ao ser exaltado junto de Deus. Ele é a paz, Aquele que estabelece a comunhão do homem com Deus. Na hora da Ressurreição, os discípulos irão compreender o que por enquanto não entendem. O Tempo Pascal também a nós nos irá fazendo compreender mais profundamente as palavras de Jesus.

 

05 05 Terça Jo 14, 27-31a  «Dou-vos a minha paz»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis. Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste mundo. Ele nada pode contra Mim, mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me ordenou».

 

Palavra da salvação.

 

REFLEXÃO 

 

O Evangelho de São João revela um momento de profunda intimidade e despedida, onde Jesus oferece aos Seus amigos um presente singular: a Sua paz. Esta paz de Cristo distingue-se radicalmente daquela oferecida pelo mundo, pois não se resume à mera ausência de conflitos externos ou a um bem-estar passageiro dependente das circunstâncias. Trata-se da shalom, uma plenitude interior que nasce da união com Deus e que permanece estável mesmo em tempos de dificuldade.

Ao exortar os Seus discípulos a não permitirem que o coração se perturbe ou se intimide, Jesus faz um convite direto à confiança absoluta no Seu cuidado. Ele antecipa a Sua partida para junto do Pai, mas assegura que este afastamento físico é necessário para a Sua exaltação e que Ele voltará para junto dos Seus.

Jesus partilha estes acontecimentos antes que ocorram com o propósito pedagógico de fortalecer a fé dos discípulos, preparando-os para compreenderem mais tarde o mistério da Sua Ressurreição através do Espírito Santo. Ao enfrentar o “príncipe deste mundo” sem temor, Jesus demonstra que o mal não tem poder sobre Ele e que a Sua entrega é um ato voluntário de amor e obediência aos desígnios do Pai.

Assim, somos chamados a acolher este dom espiritual, trocando a ansiedade pela esperança e tornando-nos instrumentos dessa paz verdadeira no quotidiano, confiando que, em comunhão com Cristo, o nosso coração encontrará o descanso e a coragem necessários para enfrentar qualquer adversidade.

Oração 

Senhor Jesus, obrigado pela Tua paz, a verdadeira shalom que nasce da união Contigo e não muda com as dificuldades do mundo.

Dá-nos confiança absoluta no Teu cuidado, para que o nosso coração não se perturbe nem tenha medo, acreditando sempre na Tua presença e no Teu regresso.

Fortalece a nossa fé e ajuda-nos a trocar a ansiedade pela esperança, sendo instrumentos da Tua paz e encontrando em Ti o descanso e a coragem para vencer qualquer adversidade.

Ámen.

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