08 08 Mt 17 22_27 Segunda S domingos Gusmão

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

 

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: ‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’. Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: ‘Paga o que me deves’. Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’. Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: ‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’. E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».

 

 

 

 

 

 

 

Reflexão

 

Um dos pontos fundamentais da nossa vida cristã e experiência da caridade é a capacidade de perdoar.

Pedro pergunta a Jesus: “Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes tenho que lhe perdoar? Até sete vezes?” A resposta de Jesus Setenta vezes sete significa um perdão sem limites

Deus não nos perdoa se nós não perdoarmos ao irmão.

Imitando Cristo criemos um relacionamento de fraternidade de misericórdia e de reconciliação.

 

ORAÇÃO

 

Senhor, nosso Deus, ensinai-nos a viver segundo o vosso Espírito cada dia, de tal modo que o nosso perdão aos irmãos seja para os outros um sinal do vosso amor e do vosso Reino.

 

 

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(Forma longa)

 

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

 

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: ‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’. Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: ‘Paga o que me deves’. Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’. Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: ‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’. E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração». Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, partiu da Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão.

 

Reflexão

 

Um dos pontos fundamentais da nossa vida cristã e experiência da caridade é a capacidade de perdoar.

O Senhor expõe nesta passagem a atitude própria do autentico discípulo de Cristo, disposto ao perdão ilimitado do irmão. Pedro pergunta a Jesus : “Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes tenho que lhe perdoar? Até sete vezes?” A resposta de Jesus Setenta vezes sete significa um perdão sempre sem limites nem medida.

Esta afirmação, é ilustrada com a parábola do devedor impiedoso, a quem o rei perdoa por completo a dívida. Retira-lhe depois o perdão e condena-o ao castigo pois ele recusara-se a perdoar uma insignificante divida ao seu colega.

A lição básica desta passagem está contida nesta afirmação de Jesus: “O mesmo fará convosco meu Pai do céu, se cada qual não perdoar de coração ao seu irmão”.

Deus não nos perdoa se nós não perdoamos ao irmão. O seu perdão está condicionado ao que nós damos aos outros. É o que Jesus nos ensinou no Pai-nosso: Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como também nós perdoamos aos que nos têm ofendido.

Necessitamos de experimentar o perdão para nos sentirmos amados, libertados e reabilitados como seres humanos, como pessoas capazes de reconstrução e convivência no amor. O perdão regenera a pessoa.

Perdoar é possível a partir do exemplo de Cristo. Vítima do ódio mortal dos seus inimigos, perdoou vencendo o mal com o bem.

Imitando Cristo, comecemos cada dia espalhando o perdão e criando um relacionamento de fraternidade de misericórdia e de reconciliação.

 

ORAÇÃO

 

Senhor, nosso Deus, ensinai-nos a viver segundo o vosso Espírito cada dia, de tal modo que o nosso perdão aos irmãos seja para os outros um sinal do vosso amor e do vosso Reino.

 

 

 

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, estando ainda Jesus e os discípulos na Galileia, disse-lhes Jesus: «O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens, que hão-de matá-l’O; mas Ele ao terceiro dia ressuscitará». Os discípulos ficaram profundamente consternados. Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores das didracmas aproximaram-se de Pedro e perguntaram-lhe: «O vosso Mestre não paga a didracma?». Pedro respondeu-lhes: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-Se e disse-lhe: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos ou tributos? Dos filhos ou dos estranhos?». E como ele respondesse que era dos estranhos, Jesus disse-lhe: «Então os filhos estão isentos. Mas para não os escandalizarmos, vai ao mar e deita o anzol. Apanha o primeiro peixe que morder a isca, abre-lhe a boca e encontrarás um estáter. Pega nele e paga-lhes o imposto por Mim e por ti».

 

REFLEXÃO

A primeira parte deste Evangelho diz respeito ao segundo anúncio da Paixão. Mais uma vez Jesus fala do sofrimento do Messias anunciando para si mesmo um destino de   Paixão e de ressurreição . Os discípulos de Jesus ficaram tristes quando Ele lhes falou que seria entregue nas mãos dos homens, pois ainda não tinham percebido o sentido da cruz

A segunda parte  fala-nos do  episódio do pagamento do imposto para o templo . Como homem, Jesus também nos ensinou que embora sejamos livres, filhos de Deus, nós temos encargos e obrigações sociais as quais temos o dever de cumpri-las, como pagar impostos e taxas.

O cristão verdadeiro segue o modelo de Jesus como S. Domingos de Gusmão  para não escandalizar, paga  o que lhe é cobrado para o bem estar social. A nossa fé também se manifesta por meio da abertura do nosso “bolso”.

Imitemos Jesus coo  S. Domingos de Gusmão Domingos de Gusmão que se dedicou ao serviço da sociedade através da  oração, o estudo e o ministério da palavra a fim de realizar a sua compromissos sociais. Caminhou no mundo servindo-o mas nunca abandonou a meta final – Cristo

 

REFLEXÃO

Senhor Jesus, a vossa morte trouxe vida e liberdade verdadeiras. Faz que  caminhemos  sempre na liberdade e no poder do vosso  amor e da vossa verdade e rejeitemos  tudo o que for contrário à vossa  vontade para a minha vida.

 

Nota Histórica

Memória

Domingos de Gusmão nasceu em Caleruega, na Espanha, por volta do ano 1170. Estudou Teologia, em Palência, e foi nomeado cónego da Igreja de Osma, cidade da província de Sória. Por meio da sua pregação e do exemplo da sua vida combateu com grande êxito a heresia dos Albigenses. Desejoso de encontrar uma nova forma de propagar a fé, fundou a Ordem dos Pregadores, para renovar na Igreja a forma de vida apostólica, mandando aos seus irmãos que se dedicassem ao serviço do próximo com a oração, o estudo e o ministério da palavra. Morreu em Bolonha, cidade de Itália, no dia 6 de agosto de 1221. Com Francisco de Assis, é um dos patriarcas da santidade cristã, suscitados pelo Espírito, num tempo de grandes transformações históricas. Promoveu, a par do aprofundamento dos estudos teológicos, a oração popular do rosário.

 

A primeira parte deste Evangelho diz respeito ao segundo anúncio da Paixão. Mais uma vez Jesus fala do sofrimento do Messias anunciando para si mesmo um destino de   Paixão e de ressurreição e  mostrando que conhece bem para que meta se encaminha

Jesus é um Israelita. Mas em segredo, em casa, O Mestre retoma a conversa. Os reis da terra  não recebem as taxas de quem de quem  pertence ao seu povo , ou dos seus familiares. Os filhos estão isentos , e muito mais o Filho . Neste caso,porém, para que não haja escândalo , Jesus procede exatamente à sua forma  de pensar.