02 27 DOMINGO VIII DO TEMPO

27 Fevereiro 2022

ANO C


INTRODUÇÃO

8.º DOMINGO COMUM

Tema do 8.º Domingo comum

O tema central da liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre esta questão: aquilo que nos enche o coração e que nós testemunhamos é a verdade de Jesus, ou são os nossos interesses e os nossos critérios egoístas? (Que é que me  move?)

PALAVRA
             O Evangelho dá-nos os critérios para discernir o verdadeiro do falso “mestre”: o verdadeiro “mestre” é aquele que apenas apresenta a proposta de Jesus gerando, com o seu testemunho, comunhão, união, fraternidade, amor;

o falso “mestre”, ao contrário, é aquele que manifesta intolerância, hipocrisia, autoritarismo e cujo testemunho gera divisões e confusões: o seu anúncio não tem nada a ver com o de Jesus.

                  A primeira leitura, na mesma linha, dá um conselho muito prático, mas muito útil: não julguemos as pessoas pela primeira impressão ou por atitudes mais ou menos teatrais: deixemo-las falar, pois as palavras revelam a verdade ou a mentira que há em cada coração.

                  A segunda leitura não tem, aparentemente, muito a ver com esta temática: é a conclusão da catequese de Paulo aos coríntios sobre a ressurreição. No entanto, podemos dizer que viver e testemunhar com verdade, sinceridade e coerência a proposta de Jesus é o caminho necessário para essa vida plena que Deus nos reserva. Do nosso anúncio sincero de Jesus, nasce essa comunidade de Homens Novos que é anúncio do tempo escatológico e da vida que nos espera

CONCLUSÃO

Bendito sejas, Senhor Jesus. Vós      disseste-nos Não condeneis os outros e não sereis condenados.

Felizes os misericordiosos que desculpam, compreendem e aceitam o irmão tal como é, porque esse é o proceder de Deus connosco.Cura-nos radicalmente da nossa hipocrisia, que vê o cisco do próximo e dissimula a trave própria.

Dá-nos, Senhor, olhos limpos para ver o bom, isto é, a tua imagem, no rosto do irmão, para acreditar nos outros e para amar a vida com um coração grande como o vosso

Amen  

02 27 Lc 6, 39-45 Domingo

EVANGELHO Lc 6, 39-45 «A boca fala do que transborda do coração»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola: «Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova? O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre. Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’, se tu não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão. Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração».Palavra da salvação.

REFLEXÃO

Hoje a palavra de Deus vem nos indicar as bases da vida de relação com os outros: humildade na prudência, na caridade, na consciência das próprias limitações.

Ao corrigirmos os nossos irmãos devemos auto avaliarmos para sabermos se realmente queremos o seu bem ou se queremos exibir uma atitude farisaica por suposta superioridade. “Tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

O amor ao inimigo tem uma motivação assente no Deus da misericórdia “Sede compassivos como o vosso Pai celestial é compassivo. Não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados”.

                 Toda a nossa relação com os outros tem uma tática muito simples e um segredo muito eficaz: o amor. Querer aos outros do mesmo modo que Deus nos ama a todos, nos aceita como somos, nos compreende e nos convida à conversão. E evidente o atrativo e o testemunho cristão de um rosto sereno, compreensivo e tolerante, em contraste com um semblante rígido e uma disposição inquisitorial.

S. Paulo escrevia: “Se não tenho amor, não sou nada. O amor é compreensivo, é prestativo e não tem inveja; não se ostenta nem se orgulha; não é mal-educado nem egoísta; não se irrita nem guarda rancor… Desculpa sem limites, espera sem limites, suporta sem limites” (ICor 13, lss).

Em amar resume-se toda a lei de Cristo. Portanto, com amor e simpatia temos de desculpar os defeitos alheios e valorizar nos outros as suas qualidades. Ainda que ninguém tenha todas as virtudes, cada um sobressai nalguma. E não esqueçamos que também nós temos falhas que incomodam os irmãos e, contudo, queremos que estes nos compreendam, como de facto o fazem.

ORAÇÃO

Bendito sejas, Senhor Jesus. Vós      disseste-nos

Não condeneis os outros e não sereis condenados.

Felizes os misericordiosos que desculpam, compreendem e aceitam o irmão tal como é, porque esse é o proceder de Deus connosco.

Cura-nos radicalmente da nossa hipocrisia, que vê o cisco do próximo e dissimula a trave própria.

Dá-nos, Senhor, olhos limpos para ver o bom, isto é, a tua imagem, no rosto do irmão, para acreditar nos outros e para amar a vida com um coração grande como o vosso

Amen                

CANTO  DE MEDITAÇÃO

Todo o mundo necessita do verdadeiro AMOR…

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